segunda-feira, novembro 11, 2013

EM CASA DE ENFORCADO NÃO SE PODE FALAR DE CORDA



Eric Snowden, o ex-agente duplo infiltrado na Booz Allen Hamilton Inc, um jovem delator e também ladrão de metadados do Serviço Secreto americano, prestou um grande desserviço ao seu país e fez um grande favor à comunista, Dilma Rousseff, promovendo-a à porta-voz dos governos falsamente indignados com as bisbilhotices dos E.U.A.

Dilma ganhou manchetes na imprensa internacional externado o seu repúdio artificial às práticas de espionagem dos E.U.A, mas não teve a dignidade de agradecer ao seu colega Obama, pelo favor que ele fez de avisá-la sobre o que somente os tolos não sabem: que todos os países do mundo têm os seus serviços de espionagem atuando, inclusive o Brasil.

Preocupada com a situação de um governo carcomido pela corrupção, Dilma foi aconselhada por Lula a desmarcar o encontro com o presidente Obama nos E.U.A e ela o fez, não por um gesto de grandeza moral, mas com vergonha da própria máscara, tanto que logo mudou o tom do seu discurso, ou melhor, da farsa discursiva, ao ser avisada de que a Abin (Agência Brasileira de Inteligência) vinha espionando, não só a embaixada dos Estados Unidos em Brasília; mas também diversos agentes do serviço secreto francês (suspeitos de envolvimento com a explosão da base espacial de Alcântara, no Maranhão; vinha bisbilhotando a vida dos diplomatas da Rússia, do Irã, do Iraque; e também as falcatruas na Petrobras e no próprio governo Dilma. 

Como na casa de enforcado não se pode falar de corda, Dilma voltou à cena com uma desculpa muito pálida: a Abin não fez espionagem, mas apenas contraespionagem. Noutras palavras Ela, Dilma, cometeu o despautério de afirmar outra tolice ainda maior: que a espionagem brasileira é legítima, já a dos americanos não! 

Em verdade, tanto Dilma, quanto o seu ministro da "injustiça", Eduardo Cardoso, oportunizaram as delações do ladrão de metadados do Serviço Secreto americano para justificar um plano petista ainda mais perigoso do que simplesmente espionar; o plano de controle social, que exige antes a aprovação de leis de controle da internet. 

Eu não quero nem imaginar o que seria do Brasil e dos brasileiros nesses tempo de PT se a Abin tivesse pelo menos a terça parte do orçamento da NSA do E.U.A, mas ainda assim pode-se deduzir que o controle social é o objetivo real dessa gente do PT; é essa a questão central que está em jogo: controlar a web e a vida individual dos internautas brasileiros, notadamente a vida dos adversários do PT.

Ruy Câmara
Escritor