terça-feira, maio 23, 2017

JUSTICEIROS PREMIAM CARNICEIROS COM MÃOS LIVRES E BOLSOS CHEIOS.


Grande parte da imprensa errou ao divulgar com estardalhaço a transcrição da gravação clandestina feita por Joesley Batista. Como provado está, a transcrição divulgada não era fiel à gravação que levou o país a mergulhar numa crise de governabilidade.


Pelo que já sabemos, as gravações de Joesley Batista foram colhidas às escondidas, de forma traiçoeira e com duplo objetivo: livrar-se da cadeia e desestabilizar o governo Temer, um governo que bem ou mal, vem fazendo as reformas que nenhum outro ousou fazer nos últimos 30 anos e mais, que vem despendo grandes esforços para consertar parte do desmantelo econômico herdado após 14 anos de roubalheira petista.


O país inteiro se pergunta intrigado e muito desconfiado: quais foram as motivações que levaram o Ministério Público de Brasília e o ministro Edson Fachin a ouvir tantas confissões criminosas (crimes gravíssimos) e ao final decidiram perdoar todos os crimes confessados pelos bandidos da JBS?


Outra pergunta que o Brasil exige resposta: por que o ministro Fachin não mandou prender, em primeiro lugar e no ato, Joesley Batista, o bandido que confessou que teria comprado 2 juízes?; que disse garbosamente que infiltrou um espião (o procurador Angelo Goulart) na operação Greenfield para atuar a serviço do bando da JBS?; que acertou com o ex-ministro da fazenda, Guido Mantega, uma propina depositada numa conta no exterior, no montante de U$ 150 milhões, para bancar Lula e Dilma?; que recebeu do Estado do Ceará uma restituição de ICM no valor de R$ 110 milhões e deu R$ 20 milhões de propina para Cid Gomes?; que deu R$ 600 milhões do dinheiro rapinado do BNDES para comprar 1.829 políticos nos últimos anos?; que no rol das propinas figuram 129 deputados estaduais de 23 estados; 167 deputados federais de 19 partidos e 28 senadores; 16 governadores eleitos?


Mesmo estando ciente dos crimes cometidos e confessados pelos mafiosos da JBS (todos réus confessos) o ministro Fachin decidiu, monocraticamente, com base na gravação fajuta, abrir inquérito contra o presidente Temer, acusado pelo procurador geral da República, Rodrigo Janot, de obstrução da Justiça, de corrupção passiva e de participação em organização criminosa.

Toda contradição carrega no seu bojo incoerência proposital. Esse acordo ou melhor, esse prêmio concedido à JBS jamais poderia ter sido homologado por decisão monocrática de um ministro que comprovadamente recebeu ajuda dos criminosos a quem perdoou para se tornar ministro do STF. O benefício concedido por Fachin carece de fundamentação idônea, porque afronta os dispositivos jurídicos de proporcionalidade, razoabilidade e moralidade.

Claro que temos todo o direito de desconfiar de que tudo isso faz parte de uma conspiração e de um plano muito bem urdido para sabotar e derrubar o governo, afinal os atos criminosos que encobrem cada etapa dessa operação são gravíssimos e comprometem diversos agentes públicos que atuaram ou atuam no enredo para salvar os criminosos da JBS. Por exemplo:

Francisco de Assis e Silva, diretor jurídico da JBS e homem de confiança dos Batistas, teve aulas de “delação premiada” com Anselmo Lopes, procurador da República e com Rubia Pinheiro, delegada da Polícia Federal, duas autoridades que lideravam a Operação Greenfield, da PF, que investiga os crimes da quadrilha da JBS.

Outro fato que comporta suspeitas: o procurador Marcelo Miller, homem de confiança de Rodrigo Janot na Operação Lava Jato, demitiu-se em março de 2017 do Ministério Público Federal para atuar como advogado na iniciativa privada, levando consigo uma montanha de informações sigilosas, afinal, por ele passaram todos os procedimentos que viabilizaram a delação da Odebrecht; as denúncias do ex-senador Delcídio do Amaral e a delação de Sérgio Machado, outro delator que embolsou uma fábula de dinheiro e hoje está soltinho da silva graças aos préstimos das autoridades de Brasília. Hoje Marcelo Miller trabalhando no escritório Trench, Rossi e Watanabe, que participou da elaboração do acordo de leniência da J&F, a holding dos irmãos Batista.

Ora, a gravação de uma conversa criminosa de Lula com Dilma (aquela em que Dilma nomeava Lula ministro, apenas para ele não ser preso), gravação feita com autorização do juiz Sergio Moro, foi anulada como prova de crime pelo STF, mas a gravação clandestina do bandido da JBS, feita sem autorização de nenhuma autoridade, está valendo como prova contra o presidente Temer.

Janot e Fachin foram tão ligeiros no gatilho, que não tiveram sequer o cuidado de mandar periciar a gravação ilegal da conversa com o Temer. Tanto é verdade que a Associação Nacional dos Peritos Criminais, afirma ser “inaceitável que não se tenha solicitado a necessária análise técnica no material divulgado.

São diversas as confissões criminosas dos irmãos Batistas. José Cláudio Rego Aranha, o diretor que dava pareceres no BNDES para aprovar em tempo record os pleitos da JBS, era membro do conselho de administração da JBS.

Joesley Batista, ciente de que a armação causaria um terremoto político no país, aproveitou para lucrar com isso: vendeu R$ 300 milhões de ações da JBS em alta e lucrou em poucas horas 9,68% por ação. Comprou US$ 1 bilhão de dólares a R$ 3.10 e logo após a delação o dólar subiu para R$ 3.44, gerando um lucro de R$ 0,34 por dólar, algo em torno de R$ 300 milhões somente nessa falcatrua.

Quando os Batistas terminaram o cafezinho na sala do ministro Fachin, a bomba estourou no noticiário, causando prejuízos para a empresas brasileiras que operam na Bolsa de Valores de R$ 200 bilhões.

Só esses fatos são suficientes para provar a intenção criminosa dos Batistas. Mas nada disso foi considerado pelas autoridades de Brasília. E de quebra os Batistas ganharam imunidade total e o direito de viverem livres, leves e soltinhos da silva nos Estados Unidos, sem riscos de serem presos, sem tornozeleiras e gozando de todas as regalias que o dinheiro sujo pode comprar.

O procurador Janot acusa Temer de haver prevaricado pelo fato de ouvir o carniceiro da JBS confidenciar alguns atos criminosos e não ter feito nada. Ora, o próprio Janot e Edson Fachin, duas autoridades do judiciário com poderes para enquadrar criminosos, também ouviram um Everest de confissões criminosas do bufão da JBS e o perdoaram, o tornaram intocável, impune e de quebra o premiaram com os benefícios de uma delação superpremiadíssima.

Vejam o quanto o ministro Fachin foi bondoso para com os bandidos da JBS ao aprovar os termos de uma cláusula de impunidade desproporcional que prevê a extensão da impunidade, não só no presente, como no futuro: "No caso de existirem investigação criminal e/ou denúncias já oferecidas” em outras instâncias, o benefício dado aos delatores será, “no caso das investigações, a imunidade”, e, no caso de denúncias já oferecidas, “o perdão judicial”. Tanto é verdade que, dois dias depois a Polícia Federal não pode cumprir um mandato judicial de condução coercitiva dos Batistas para explicar uma série de falcatruas envolvendo R$ 8 bilhões que o bando recebeu do BNDES para a compra de companhias rivais, sufocação de concorrentes e para subornar políticos corruptos.

O ministro deu esse prêmio fabuloso aos Batistas com base numa jurisprudência ordinária do STF, que define o seguinte: os terceiros, ainda que acusados por delatores, não têm interesse processual para questionar cláusulas de acordos de delação. Ora, em verdade se aproveitaram da falta de previsões legais concretas e firmaram um acordo de delação desproporcional que podemos chamar de: acordo de delação das mãos livres e bolsos cheios.
   
E a multinha imposta aos Batistas (de R$ 110 milhões) foi outro prêmio fabuloso, que poderá ser paga em 10 anos a partir de 2018. Ora, só o APARTAMENTO deles em Ney York foi comprado A VISTA por U$ 35 milhões (R$ 115 milhões de reais)

Não resta dúvida de que o colegiado do STF tem o dever de cancelar toda essa armação que tanto beneficiou os mafiosos da JBS, mandando-os para a cadeia, confiscando seus bens e valores para garantir os desfalques continuados aplicados no país, devendo ainda investigar o envolvimento real de Temer e mandar apurar com rigor as responsabilidades de todas as autoridades que garantiram a impunidade e favoreceram financeiramente a JBS com essa delação superpremiadíssima.

É certo que Temer prevaricou ao ouvir as confidências de um bandido e não fez nada, mas prevaricaram em maior grau de comprometimento as autoridades que também ouviram o bandido e o perdoaram e o premiaram.

É certo que, para o governo Temer o futuro é incerto, assim como mais incertos serão os próximos meses em que as forças ocultas e muito traiçoeiras conspiram de todas as formas para que nada dê certo no Brasil. E quem pagará caro por tantas incertezas e desatinos? Nós, contribuintes.

Nota: 
Nesse artigo não me referi ao senador Aécio Neves porque os crimes envolvendo esse personagem são tão sórdidos, tão vergonhosos e tão cabais, que já o podemos considerar um promissor presidiário, ao lado de Lula e de Dilma.



Ruy Câmara.































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segunda-feira, março 20, 2017

A CARNE É FRACA OU FORTE?


http://blogdoescritorruycmara.blogspot.com.br/2017/03/a-carne-e-fraca-ou-forte.html
Fraca a carne não é! Tive o cuidado de fazer uma pesquisa sobre a celeuma que tomou conta do país e constatei o seguinte:

A JBS, maior processador mundial de carnes, foi fundada em 1953 e hoje administra 235 mil funcionários em suas 120 unidades no Brasil e 114 unidades no exterior, exportando para 150 países e gerando receitas líquidas (em 2016) na ordem de R$ 170,40 bilhões.

A Perdigão foi fundada em 1934; a Sadia em 1944. Para enfrentar o gigantismo mundial as duas empresas se fundiram em 2009 (BRF) e juntas administram hoje 105 mil funcionários em 35 unidades no Brasil e 19 unidades no exterior, exportando para 105 países e gerando receitas líquidas (em 2016) na ordem de R$ 37,7 bilhões.

Mas, diante do escândalo midiático enfocando corrupção de autoridade fiscal  a serviço dos produtores de proteína animal, logo me ocorreu perguntar: em sendo a carne um produto altamente perecível, por que motivo demandaram mais de 2 anos numa investigação sigilosa que envolveu 32 grandes empresas, e apenas um frigorífico (Peccin Agro Industrial) teve seus produtos analisados e alguns reprovados? O que há de fato por detrás de tudo isso e quem estará se beneficiando com o baque nas exportações brasileiras de proteínas?

A resposta veio no ato: as duas gigantes do Brasil injetaram na economia brasileira, somente em 2016, o montante de R$ 208,1 bilhões, um número fabuloso para a economia de qualquer nação do planeta, notadamente em se tratando dos nossos concorrentes da comunidade europeia, da Austrália, Índia, Estados Unidos e da América do Sul, no caso a Argentina e o Uruguai.

Para se ter uma ideia da robustez e dos incômodos que a indústria de processamento de carnes do Brasil vem causando aos seus concorrente no mundo, basta dizer que, com a desvalorização do Real frente ao dólar,  o setor cresceu 737% nos últimos 12 anos, produzindo atualmente 14 milhões de toneladas de proteína animal de alta qualidade e com um plantel de mais de 300 milhões de cabeças bovinas nos pastos!

Quem atua no setor de commodities sabe que, como não existem puritanos no disputadíssimo mercado mundial, muito menos nos governos nacionais, e como as aplicações matadoras (killer application) são práticas ancestrais de canibalismo mercantil entre grandes corporações que disputam a liderança dos mercados, pode-se deduzir que o esfolamento de marcas líderes, a sabotagem e o boicote de produtos de grande consumo humano, são os instrumentos mais comuns para o expurgo dos grandes produtores dos mercados em que estes lideram com folgas.

Blairo Maggi, Ministro da Agricultura do Brasil, afirmou hoje (20/03) que a generalização objetiva o caos do setor de produção de proteína animal; que do ponto de vista sanitário, a carne brasileira é muito bem certificada, muito bem comercializada e aceita no mundo inteiro; que não há registros de danos causados aos consumidores do Brasil e de outros países; que a PF demonstrou falta de conhecimento sobre as normas e regras que regem o setor e que a “narrativa” da PF está cheia de “fantasias” e “idiotices”.
Contrariando as informações divulgadas pelo MP e PF, os peritos do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal- Dipoa - afirmaram categoricamente que “a norma brasileira prevê” que carne de cabeça de porco é proteína de primeira qualidade e pode e deve ser utilizada em embutidos derivados de suínos. 

Afirmam ainda que o ácido ascórbico, divulgado pela PF como cancerígeno, “é vitamina C e é utilizado em processos industriais no Brasil e no mundo inteiro”. E quanto ao áudio sobre o papelão, está claro, claríssimo até, que os agentes envolvidos estão falando das embalagens e não de misturar papelão com a carne.

É fato que o pânico se disseminou nas redes sociais e tomou conta do povo brasileiro, afinal, a CORRUPÇÃO no Brasil se configura um "apriori" e um "aposteriori" que embasam todas as relações promíscuas entre políticos corruptos e empresários larápios, de tal modo que essa endemia continua se reproduzindo de forma avassaladora em quase todas as instâncias sociais e jurídico-políticas do Brasil, chegando a arremessar o país na lixeira moral da história das nações civilizadas e agora ameaça colapsar as receitas de moedas internacionais geradas pelas exportações do Brasil para o mercado mundial. (Leia-se o termo "apriori" como percepção através de causas e "aposteriori" como efeito a partir da causa pré-existente, ou seja, se sentimos os efeitos de algo, as causas devem preexistir.)

Claro que a PF e o MP vêm fazendo um trabalho exemplar nas diversas operações da Lava Jato, mas quanto a essa operação, denominada de carne fraca, ambos cometeram excessos e desatinos os quais, com toda certeza, prejudicaram seriamente a economia do país, as empresas nacionais e o contribuinte.

Foi sem dúvida um ato prejudicial porque, não há registro na história da humanidade de um único produto imprestável ou de má-qualidade que tenha sido capaz de conquistar a liderança do mercado mundial, principalmente no ramo de perecíveis ou de commodities.

Por esse motivo a questão que se discute de forma irracional nas redes sociais não pode ser tratada com o velhaco argumento petista de eles (os ricos e poderosas) sempre enganando e sugando o sangue dos pobres e oprimidos.  Se o Brasil conquistou a liderança mundial nas exportações de proteína animal é porque a nossa proteína é de excelente qualidade. Tanto é verdade que, quem poderia invalidar a qualidade dos produtos brasileiros são as autoridades fiscalizadoras dos 150 países importadores. Mas nunca o fizeram porque a carne produzida no Brasil é uma das mais saborosas do planeta, tem preços competitivos e excelente qualidade, ressalvando alguma exceção ou um caso isolado que pode ocorrer até mesmo com os sistemas eletrônicos da NASA.

Diante do que foi divulgado com estardalhaço nas mídias pelos investigadores, fiquei convicto de que a generalização foi um ato de imperdoável irresponsabilidade, uma vez o cerne da questão diz respeito ao pagamento de propinas a fiscais corruptos que facilitavam os trâmites burocráticos para as empresas, sem procederam com as inspeções de praxe dos produtos.

Felizmente hoje o governo afastou diversos servidores públicos e suspendeu temporariamente as licenças para exportação de 21 plantas de frigoríficos para inspeção. Com essa medida protetiva, as autoridades fiscalizadoras do Estado brasileiro terão condições de apurar, de investigar, de fiscalizar com profundidade e de provar com transparência se todos os fatos denunciados em cadeia nacional e internacional têm procedência. E se tudo restar comprovado, é dever do Estado punir severamente os culpados, devendo interditar ou mesmo fechar as empresas que comprovadamente adulteraram seus produtos, que burlaram as normas sanitárias e que comprometeram a saúde ou mesmo a vida da população com práticas de processamento reprováveis e inaceitáveis.

Mas se até o dia 18 de abril as autoridades sanitárias e fiscalizadores do Brasil e do mundo não encontrarem nos mercados, nos supermercados, lojas ou açougues, pelo menos uma tonelada de carne estragada, envenenada, podre ou misturada com papelão; e se não aparecer registros que comprovem cabalmente que os consumidores no Brasil ou do exterior se contaminaram com a carne processada pelos frigoríficos alvos da investigação do Ministério Público e Polícia Federal, com toda certeza, nós brasileiros, por incúria de alguns servidores públicos ou dos responsáveis pelo processamento dos produtos, seremos condenados a pagar, sem comer e sem beber, pelos danos morais e materiais que as empresas prejudicadas cobrarão do Estado Brasileiro, afinal, tanto o Ministério Público quanto a Polícia Federal representam o Estado nessa questão.


Ruy Câmara
Escritor sociólogo.




domingo, março 12, 2017

OCUPAÇÃO DESORDENADA E DESENFREDA DA ORLA DE FORTALEZA


Inicio esta reflexão afirmando com todas as letras que, nenhuma metrópole ou nação do mundo civilizado concebeu, embasou, desenvolveu ou promoveu a sua indústria do turismo sendo permissiva com a ocupação ilegal e desenfreada do espaço urbano público. 

Contudo, não sou contra a existência de barracas de praia na orla de Fortaleza. Sou contra, completamente contra, a ocupação fora da lei de 70% de uma extensão de 34 km de Orla Marítima Pública que está ocupada de forma desordenada, inconsequente, danosa e até irresponsável por sem-tetos, barraqueiros e grileiros.
Obviamente que é difícil debater com seriedade sobre a ocupação do espaço urbano público com quem tem interesse direto na ocupação e na exploração de atividade econômica envolvendo as áreas litorâneas da cidade.
Eu entro nesse debato com natural imparcialidade porque não tenho o mínimo interesse em ocupar ou explorar nenhuma área urbana pública. Por isso enfrento esse tema porque ele vem sendo tratado como se barraca de praia fosse a principal atividade econômica do Estado ou a fonte mais importante de atração turística da cidade de Fortaleza.

O argumento de que as barracas atraem para Fortaleza o grande turismo é falacioso e inconsistente. O Ceará, que disputava com a Bahia a liderança do turismo internacional e recebia três vezes mais voos internacionais de que Pernambuco, está agonizando por escassez de turismo, perdendo posições para Recife, Natal e até para Aracaju, que tem uma população cinco vezes menor do que Fortaleza.
Em 2016 o turismo no Estado foi superado até por Porto Seguro (BA) e por Maceió (AL), mesmo apresentando os menores valores de tarifas hoteleiras do Nordeste.

Tanto é verdade que o Ceará hoje amarga a humilhante 4ª posição no Ranking do turismo nordestino e não são os barraqueiros de praia a solução para esse fracasso, que tem outras causas e inúmeras consequências, sendo a mais visível, a omissão dos governos e a falta de iniciativas para promover e atrair turistas de qualidade.
As autoridades torraram quase R$ 300 milhões em dois aeroportos regionais que jamais receberam sequer um voo com turistas. O novo Aeroporto Pinto Martins, que seria capaz de garantir Fortaleza como sede do hub aéreo internacional da Latam, que desde 2010 anunciou que o implantaria no Nordeste, está com as obras paralisadas desde a copa de 2014.

Está longe, muito longe de serem as barracas essa megaatividade que seus donos alardeiam por aí em defesa dos próprios interesses. E quem tiver alguma dúvida do que afirmo, que procure se inteirar sobre a retribuição insignificante desse setor na arrecadação de impostos para o Município e para o Estado.   
A ocupação desordenada (problema recente) vem sendo feita impunemente por 3 categorias sociais: os sem-tetos, os grileiros oportunistas e os donos de barracas, que também agem como grileiros na medida mesma em que se apossam e privatizam as áreas públicas.
Na praia do Futuro e Vicente Pinzon já tem mais de 20 mil casebres e cortiços onde vivem mais de 80 mil favelados. A maioria se fixou nos últimos 10 anos e nenhuma providência foi tomada pelas autoridades, que fazem vistas muito grossas para a ocupação dos sem-tetos porque o Estado e Município não alocaram recursos para os programas habitacionais.

Já os donos de barracas, que se beneficiam de privilégios e favores que facilitam a ocupação desordenada com projetos de interesses pessoais, ocuparam boa parte da orla da cidade, alterando o ambiente com obras e edificações sem planejamento; ocuparam também áreas de preservação permanente, áreas que deveriam estar protegidas por leis ambientais e o resultado dessa ocupação pode ser visto nas diversas fontes poluidoras como: ligações de esgotos clandestinos, escavações para fossas e sumidouros fora dos padrões de saneamento e de tratamento dos resíduos orgânicos; pelo lixo putrefato nas calçadas e ruas, fato que obriga o contribuinte a arcar com o ônus da coleta de lixo privada.
A UFC, juntamente com o pessoal da Gerência Regional do Patrimônio da União, concluiu que as barracas não se situam em área de praia, mas na berma ou pós-praia. Ignoraram solene que uma barraca não é só a área de processamento dos alimentos e bebidas, mas todo o espaço que é ocupado por mesas, cadeiras e palhoças.  

E o que é mais grave: não existe nenhuma imposição fiscal de planejamento por parte das autoridades ou ação social por parte dos ocupantes, visando mitigar o impacto danoso gerado pela ocupação desordenada do espaço público.
Vejo alguns burocratas do governo falando em preservação do ambiente, mas até hoje não existe sequer um único corredor ecológico ao longo dos 35 km da orla de Fortaleza. O que vemos são condutas lesivas e descarada desobediência à Lei de Crimes Ambientais, e as consequências são visíveis, sendo a mais preocupante: o permissivo processo de “favelização” que vem se estendendo progressivamente e impunemente.
Além dos problemas sociais e de segurança pública, é inegável que o adensamento das áreas ocupadas por barraqueiros saturou a orla e comprometeu inclusive a qualidade das águas superficiais e subterrâneas, isso sem falar que em metade das praias de Fortaleza a água é imprópria para banho durante 4 meses por ano.
Outro ponto que merece disciplinamento diz respeito à danosa poluição visual, pelo excesso de elementos ligados à comunicação visual, como placas, cartazes, anúncios, propagandas, etc.
É verdade que a Praia do Futuro não se prestou tão bem ao desenvolvimento imobiliário, em razão do alto grau de salinidade do oceano, mas a regulamentação e o disciplinamento do espaço das barracas não impedem o desenvolvimento ordenado das atividades econômicas ali exploradas. Ao contrário, o ordenamento e a regulamentação agregarão mais valor e mais qualidade ao propósito social, cultural e econômico das diversas atividades correlatas que atuam nas áreas litorâneas ocupadas.
A União tem que se fazer presente na solução dessa problemática e é dever da Prefeitura abrir o processo licitatório para a exploração comercial e licenciamento para concessão de alvarás de funcionamento das barracas de praia da cidade.
É preciso criar um padrão de excelência mínima, delimitando o tamanho máximo da ocupação, respeitando as serventias, abrindo espaços vazios para garantir a coexistência com a fauna e flora da área, totalmente prejudicadas.
Uma vez licitadas as áreas permitidas, os exploradores do ramo de barracas de praia terão que obedecer às regras de licenciamentos sonoros; terão que respeitar os protocolos sanitários, devendo ainda aprimorar os padrões de saneamento do entorno com redes de coleta de esgotos, e sendo eles próprios responsáveis pelo destino final aos resíduos que produzem.
Não podemos ignorar que a própria função social do patrimônio público de Fortaleza está dando lugar (pela ocupação desenfreada) a uma privatização ilegal que remonta anos e ao apoderamento de supostos direitos temporais que contrariam de forma afrontosa toda a fundamentação do que é e deve continuar sendo público e não privado para gaudio de uns poucos que se presumem donos do que não possuem sequer direitos de posse.   

Ruy Câmara
Escritor e Sociólogo

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quinta-feira, fevereiro 02, 2017

A ROLETA DA SORTE DO STF

A ministra Carmen Lúcia girou a roleta da sorte do STF e deu Edson Fachin na cabeça, o ministro novato que foi indicado por Dilma em 2015 para a vaga de Joaquim Barbosa.

Durante o governo Lula, Fachin prestou serviços ao MST e em 2010 pediu votos para eleger Dilma. Em 2011 e 2013, Fachin foi cotado para o STF, contando com o apoio da CUT, dos carniceiros da JBS e com a simpatia dos ministros petistas, Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo, ambos do Paraná e alvos da Lava Jato.

Muitas dúvidas pesam contra Fachin e espera-se que ele prove que não foi indicado para fazer favores e sim para produzir sentenças amparadas em Lei. 

Assim ele procedeu ao relatar ação do PCdoB contra o rito determinado por Eduardo Cunha para a tramitação do impeachment de Dilma Rousseff na Câmara Federal. Ele votou pela manutenção do rito definido por Cunha, mas seu colega, Luís Roberto Barroso, inovou e seu voto foi seguido pelos demais ministros do STF. Por esse motivo a Câmara foi obrigada a ignorar o rito de Eduardo Cunha e adotar o rito que embasou o impeachment de Fernando Collor, em 1992. Fachin foi vencido, mas mostrou aos colegas a sua independência.

Outro teste de Fachin se deu durante a relatoria do processo que transformou Renan Calheiros em réu no STF. Pela primeira vez Renan não escapou da acusação de peculato (desvio de recurso público), num caso que começou a ser investigado em 2007. O recebimento da denúncia foi julgado em plenário no início de dezembro. Oito ministros votaram pelo recebimento parcial da denúncia oferecida pela Procuradoria Geral da República, e três, pela rejeição total (Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski).

Edson Fachin foi novamente testado durante o julgamento de uma ação para afastar Renan Calheiros (PMDB-AL) da presidência do Senado. Ele acompanhou o voto vencido do ministro Marco Aurélio (6 x 3) pelo afastamento do réu, porque como réu, Calheiros estaria impedido de assumir a Presidência da República. Vencido, Fachin apegou-se ao voto que já havia proferido em sessão anterior e defendeu com vigor a tese segundo a qual um réu, por ser réu, não pode ocupar cargos que estão na linha de sucessão do Planalto.

E demonstrou certa independência quando juntou-se à maioria do Supremo, no julgamento polêmico que definiu que os condenados em segunda instância, devem aguardar o julgamento dos eventuais recursos, preso. Durante a leitura do seu voto ele deixou os colegas de saia justa quando pediu que preservassem a coerência. O julgamento, porém, não foi concluído porque o meritíssimo Dias Toffoli pediu vistas ao processo. Retomado nesta quarta (1°), o julgamento foi outra vez adiado, porque o ministro Gilmar Mendes também pediu vistas. Diante desses fatos, nem Deus saberia dizer quando o tal processo retornará para julgamento. 

Durante o recesso do Judiciário, o então presidente, Ricardo Lewandowski, que estava de plantão, mandou soltar o prefeito de Marizópolis, de nome José Vieira da Silva, réu já condenado por tribunal de 2ª instância. Lewandowski alegou que era preciso observar “a presunção da inocência”. Terminadas as férias, Fachin desfez o feito do colega e ordenou que o prefeito fosse recolhido novamente ao xadrez. Para justificar a revisão do despacho de Lewandowski, sustentou a necessidade de prestigiar a “estabilidade” dos entendimentos jurídicos fixados em decisões anteriores da Suprema Corte. 

O herdeiro de Teori cuidará das 16 denúncias e dos 58 inquéritos que estavam sob a relatoria do ministro Teori e também dos demais inquéritos que ainda serão abertos pelo Procurador Geral, no âmbito da Lava Jato. As demais ações que estão no gabinete de Teori, ficarão com o ministro que será indicado nos próximos dias pelo presidente Temer. 

Por sorte ou para o azar dos políticos corruptos, Fachin não decidirá nada sozinho, cabendo ao colegiada da 2ª Turma do STF (da qual ele faz parte) sentenciar em conjunto sobre matérias envolvendo condenação de investigados.

Com base nas delações em curso, cintando nomes de mais de 70 políticos que teriam recebido recursos dos empreiteiros investigados ou condenados pala Lava Jato, eu ousaria dizer ao leitores, sem medo de errar, que não mais do que 14 ou 15 citados, serão apenados pela 2ª Turma do STF. 

Por que afirmo isso? 

Ora, a maioria das delações apuradas até aqui dão conta tão somente de recursos que foram solicitados e/ou efetivados para financiar as campanhas eleitorais dos nomes citados. Ocorre que durante uma campanha eleitoral nem sempre é possível identificar a procedência dos recursos, uma vez que os fundos não tem a sua origem carimbada (esse é doação limpa, aquele é oriundo de corrupção, aquele outro vem do tráfico de drogas ou do dízimo recolhidos na igrejas...) de modo que, quando alguém (seja um doador sério, seja um delator da lava jato) diz que doou uma determinada quantia para um parlamentar ou para um partido, não significa dizer que o beneficiário cometeu crime de corrupção. 

O que levanta suspeitas e determina se a doação é lícita ou ilícita, é a forma como o beneficiário recebe a doação. Se a doação de um valor elevado é feita em dinheiro vivo, pode-se arguir que se trata de uma transação suja ou fraudulenta. Mas se a doação é feita através de cheque nominal e mediante recibo, ou via depósito bancário identificado, não se pode criminalizar o beneficiário, salvo se o mesmo não contabilizar corretamente os recursos ou se omitir o valor recebido da sua prestação de contas perante a justiça eleitoral. 

Mas se o beneficiário comprovar que os valores recebidos (para sua própria campanha ou para as campanhas do seu partido) foram contabilizados corretamente, foram declarados na forma da lei e foram feitas as prestação de contas perante a justiça eleitoral, não há o que se falar de crime. Isso vale para todos, sem distinção.

Aqueles que tiveram as suas contas aprovadas não terão com o que se preocupar, mas os que receberam propinas disfarçadas de doações e que agiram de forma diversa à legislação, deverão ser criminalizados e punidos severamente.

Como a maioria dos políticos citados já prestou contas das doações recebidas para suas campanhas, raras, raríssimas serão as condenações.  

Ruy Câmara


http://blogdoescritorruycmara.blogspot.com.br/2017/02/a-roleta-da-sorte-do-stf.html

quarta-feira, dezembro 14, 2016

UM FUTURO ALÉM DA IMAGINAÇÃO



http://blogdoescritorruycmara.blogspot.com.br/2016/12/um-futuro-alem-da-imaginacao.html
Em 1998, a Kodak tinha 170 mil funcionários e vendia 85% do papel fotográfico utilizado no mundo. Em apenas três anos, seu modelo de negócio foi extinto e a empresa desapareceu. O mesmo acontecerá com muitos negócios e indústrias nos próximos dez anos e a maioria das pessoas nem vai se aperceber disso. As mudanças serão causadas pelo surgimento de novas tecnologias.

Conforme exposto na Singularity University Germany Summit, em abril deste ano, o futuro nos reserva surpresas além da imaginação. A taxa de inovação é cada vez mais acelerada e as futuras transformações serão muito mais rápidas que as ocorridas no passado. Novos softwares vão impactar a maioria dos negócios e nenhuma área de atividade estará a salvo das mudanças que virão. Algumas delas já estão ocorrendo e sinalizam o que teremos pela frente. O Uber é apenas uma ferramenta de software e não possui um carro sequer, no entanto, constitui hoje a maior empresa de táxis do mundo. A Airbnb é o maior grupo hoteleiro do planeta, sem deter a propriedade de uma única unidade de hospedagem.

Nos EUA, jovens advogados não conseguem emprego. A plataforma tecnológica IBM Watson oferece aconselhamento jurídico básico em poucos segundos, com precisão maior que a obtida por profissionais da área. Haverá 90% menos advogados no futuro e apenas os especialistas sobreviverão. Watson também orienta diagnósticos de câncer com eficiência maior que a de enfermeiros humanos. Em dez anos, a impressora 3D de menor custo reduziu o preço de US$ 18.000 para US$ 400 e tornou-se 100 vezes mais rápida. Todas as grandes empresas de calçados já começaram a imprimir sapatos em 3D. Até 2027, 10% de tudo o que for produzido será impresso em 3D. Nos próximos vinte anos, 70% dos empregos atuais vão desaparecer.

Em 2018, os primeiros carros autônomos estarão no mercado. Por volta de 2020, a indústria automobilística começará a ser desmobilizada porque as pessoas não necessitarão mais de carros próprios. Um aplicativo fará um veículo sem motorista busca-lo onde você estiver para leva-lo ao seu destino. Você não precisará estacionar, pagará apenas pela distância percorrida e poderá fazer outras tarefas durante o deslocamento. As cidades serão muito diferentes, com 90% menos carros, e os estacionamentos serão transformados em parques. O mercado imobiliário também será afetado, pois, se as pessoas puderem trabalhar enquanto se deslocam, será possível viver em bairros mais distantes, melhores e mais baratos. O número de acidentes será reduzido de 1/100 mil km para 1/10 milhões de km, o que permitirá que sejam salvas um milhão de vidas por ano, em todo o mundo. Com o prêmio 100 vezes menor, o negócio de seguro de carro será varrido do mercado.

Os fabricantes que insistirem na produção convencional de automóveis irão à falência, enquanto as empresas de tecnologia (Tesla, Apple, Google) estarão construindo computadores sobre rodas. Os carros elétricos vão dominar o mercado na próxima década. A eletricidade vai se tornar incrivelmente barata e limpa. O preço da energia solar vai cair tanto que as empresas de carvão começarão a abandonar o mercado ao longo dos próximos dez anos. No ano passado, o mundo já instalou mais energia solar do que à base de combustíveis fósseis. Com energia elétrica a baixo custo, a dessalinização tornará possível a obtenção de água abundante e barata.

No contexto desse futuro imaginário, os veículos serão movidos por eletricidade e a energia elétrica será produzida a partir de fontes não fósseis. A demanda por petróleo e gás natural cairá dramaticamente e será direcionada para fertilizantes, fármacos e produtos petroquímicos. Os países do Golfo serão os únicos fornecedores de petróleo no mercado mundial. Neste cenário ameaçador, as empresas de O&G que não se verticalizarem simplesmente desaparecerão.

No Brasil, o modelo de negócio desenhado para a Petrobras caminha no sentido oposto. Abrindo mão das atividades que agregam valor ao petróleo e abandonando a produção de energia verde, a Petrobras que restar não terá a mínima chance de sobrevivência futura. A conferir.

Eugenio Miguel Mancini Scheleder é engenheiro aposentado da Petrobras. 

AVISO: O FORA TEMER É UMA ARMADILHA DO PT

Minhas posições políticas e convicções ideológicas são bastante conhecidas por quem me acompanha nas redes sociais, mas a minha rejeição a Lula, a Dilma, ao PT, PCdoB e seus comparsas, remonta os anos 80, quando aderi ao Diretas Já. 

Portanto, não tenho a mínima responsabilidade pelos danos causados ao país por Lula e Dilma com seus bandos, e tampouco ajudei a eleger Michel Temer na chapa de Dilma, como todos sabem. 

O bom senso e a noção de responsabilidade me autorizam a prestar mais um esclarecimento acerca do plano de sabotagem dos petistas contra o governo que eles próprios elegeram, e o farei para nortear os inocentes que passaram a tramam contra a governabilidade, contra as medidas de recuperação da economia brasileira e estão caindo nessas armadilhas do PT, PCdoB, CUT, CGT, MST, MTST, UNE, PSOL e outros parasitas da Nação.


Só os inocentes não percebem que o FORA TEMER é uma imensa armadilha do PT, que objetiva aprofundar a crise nacional, criando o caos para que a burguesia petista retorne ao poder e permita que o bando continue roubando e delinquindo impunemente. 

Aos ingênuos que tramam pelo Fora Temer sem se perguntarem como seria a sucessão e as suas consequências danosas para o país e para o povo brasileiro, eu respondo de pronto, com base na Constituição: 

A norma constitucional sobre a sucessão do Presidente da República é clara e não comporta devaneios, seja pela intervenção militar; pelo fechamento do Congresso Nacional ou pela renúncia de todos parlamentares eleitos por decisão do povo. 

Segundo a CF, estão na linha sucessória do Presidente da República, o Vice-presidente, o presidente da Câmara Federal, o presidente do Senado e o presidente do STF, nessa ordem. E essa regra deverá ser mantida. 

Se a vacância do Presidente ocorrer dentro dos 2 primeiros anos de mandato (no caso, até 31/12/2016), assumiria o 1º da linha sucessória da Câmara (uma velha raposa que responde a pelo menos 3 processos no STF), com a missão de convocar eleições diretas no prazo de 90 dias. Isso significa que até o final de 2017 a nação ficaria paralisada e submersa na lama das jogatinas eleitorais para eleger alguém para cumprir um mandato tampão até 2018. 

Mas se a vacância do presidente ocorrer nos 2 anos finais do mandato (neste caso, entre 2017 e 2018), a eleição do novo presidente seria indireta, no prazo de 30 dias do fato e a escolha do substituto seria feita por acordo dos deputados e senadores, que escolheriam dentre eles próprios um substituto para governar o país, podendo o próprio Temer ser o escolhido por maioria absoluta do Congresso.

Ora, se a sociedade não confia nos políticos do Congresso, seria uma tremenda jumentice colocar um preposto do Congresso no lugar de um governo que já está implantado, que vem trabalhando arduamente para recuperar a economia e que, mesmo sem tanto apoio popular, conta com o apoio da maioria do Congresso Nacional para aprovar as medidas impopulares que a nação carece com urgência.

Considerando que um governante demora pelo menos 6 meses para tomar pé da situação; e mais 6 meses para começar a apresentar alguns resultados, sem contar o troca-troca de ministros e de auxiliares, é fácil antever o que ocorrerá com o país (que já enfrenta uma crise sem precedentes), passar mais 1 ano paralisado, assistindo os vândalos destruindo a Nação e vendo a sofreguidão da economia arruinando empresas e a vida de milhões de brasileiros. 

Se o presidente eleito pelos petistas é ruim para eles, sua troca por um larápio qualquer do Congresso será muito pior para nós, contribuintes do Estado brasileiro. 


Nessas armadilhas eu não caio e não cairei jamais, pois sei perfeitamente bem quais serão as consequências danosas de mais um desatino que só interessa ao PT e aos parasitas que arruinaram a economia da Nação. 

Atentem para um detalhe importante: aqueles que elegeram Temer, hoje o criticam pela pouca ou quase nenhum popularidade. Não sabem que esse é justamente o fator mais positivo e a favor dos grandes interesses da Nação e não da política ordinária que Lula e Dilma tanto se beneficiaram enquanto faziam o estrago que fizeram. 

Sem se preocupar com popularidade ou populismo, Michel Temer não alimenta sonhos de poder e já anunciou dezenas de vezes que sairá do palácio em 2018 para curtir sua musa e seu filho pequeno.

Ademais, só um governante sem preocupações com popularidade reúne condições para implementar medidas amargas e impopulares para enfrentar tantos problemas deixados de herança por incúria dos seus antecessores. 

Quem tiver juízo e responsabilidade com o país, que reze pela permanência de Temer no poder até 2018, quando as medidas impopulares, porém necessárias e urgentes, estarão surtindo os seus efeitos em benefício de todos, inclusive daqueles estúpidos-populistas que o elegeram. 

Não se iludam: Temer sairá da presidência com a economia nos trilhos, deixando implantadas e funcionando as principais reformas que um governo populista jamais ousaria enfrentar. 


Ruy Câmara
Escritor e sociólogo

http://blogdoescritorruycmara.blogspot.com.br/2016/12/aviso-o-fora-temer-e-uma-armadilha-do-pt.html



O QUE PENSO SOBRE INTERVENÇÃO MILITAR 

Sou um liberal e democrata por convicção e por formação acadêmica. E por conhecer e pesquisar in loco em diversos países submetidos a regimes de chumbo, não apoio e não apoiarei jamais a hipotética, irresponsável e inconsequente tese de intervenção militar no Brasil.

Afirmo isso como filho de militar, de um patriota e voluntário que combateu na 2ª Guerra Mundial e também porque iniciei-me na vida com cadete da escola militar, onde aprendi a ser disciplinado, a respeitar direitos, a cumprir deveres, a defender minha pátria e a democracia, até mesmo sob tortura.

O caminho para se chegar ao poder no Brasil e no mundo civilizado é pela via democrática, pelas urnas, com voto secreto, impresso, conferido e sua apuração fiscalizada.

Se um dia algum militar decente, capaz, honrado e de alta patente se candidatar à PRESIDÊNCIA DO BRASIL, poderá contar, provavelmente, com o MEU VOTO e da minha família.

Mas a tomada de assalto do Brasil pela força bruta, das armas, do chumbo quente e das botinas, não terá jamais o meu apoio.

E se os intervencionistas tentarem tomar o poder na marra, pela força bruta das armas, da foice e do martelo, haverão de enfrentar mais um sniper em sua trincheira intelectual.

Ruy Câmara.
























segunda-feira, dezembro 12, 2016

75 LARÁPIOS DA ODEBRECHT E A DELAÇÃO DO FIM DO MUNDO



Venho acompanhando atentamente o que a imprensa noticia a respeito da chamada “delação do fim do mundo”, envolvendo o mundo político com os 75 executivos larápios da Odebrecht. 

No momento pesa sobre importantes líderes políticos do Brasil a acusação de que receberam propinas em forma de doações para campanhas eleitorais e que muitos deles estão envolvidos em corrupção e em outros crimes previstos nos códigos, penal e eleitoral. 

A primeira lista, com 300 narrativas de elevado potencial de estrago, alcança dezenas de nomes, envolvendo Dilma, Lula, José Serra, Geraldo Alckmin, Rodrigo Maia, Eduardo Cunha, Romero Jucá, Geddel Vieira, Lindberg Farias, Gleise Hoffmann, Lidce da Mata, Eduardo Paes, Sergio Cabral e tantos outros nomes, inclusive o presidente Michel Temer, pelo fato de haver ele solicitado o apoio da Odebrecht para as campanhas dos candidatos do PMDB de 2014, notadamente para a companha do Sr. Paulo Skaf, candidato derrotado ao governo de São Paulo.


Da forma como as delações são vazadas e divulgadas pela mídia, o público entende que todos os políticos que obtiveram o apoio financeiro de empresas para financiar suas companhas, cometeram crimes. Ocorre que, perante a legislação eleitoral vigente, a criminalização de um candidato não é tão simples assim, porque a Lei permite a captação de recursos financeiros, inclusive concedendo incentivos fiscais ao doador na sua declaração de imposto de renda. 

Historicamente, só pode entrar na corrida eleitoral os candidatos homologados por partidos políticos legalmente aptos, mas as chances de vitória são daqueles candidatos que têm apoios partidários, que convencem com um discurso de oportunidade, que dispõem de tempo de exposição midiática para conquistar os votos e principalmente, de recursos financeiros para custear todos os gastos de sua campanha. 

Portanto, é ingenuidade pensar que se elege um candidato (seja a vereador, prefeito, deputado, senador ou a presidente), sem apoio partidário e recursos financeiros doados por terceiros, afinal, tudo envolve custos e os gastos de uma campanha eleitoral majoritária são diversos e bastante elevados. 

Na prática, os candidatos com mais chances, quase sempre contam com a ajuda e prestígio dos líderes do seu partido. Nesse aspecto, vale dizer que uma das tarefas do bom dirigente partidário é gerenciar seu partido, outra tarefa é administrar os conflitos e a mais difícil das tarefas é conseguir recursos financeiros de doadores para financiar as campanhas dos seus candidatos. Já a tarefa do tesoureiro de uma campanha ou de um partido é receber, contabilizar os recursos captados pelos dirigentes ou por seus prepostos, devendo prestar contas das despesas (partidária ou de companha) perante a justiça eleitoral. 

Mas, desde o mensalão a tarefa de conseguir e de administrar recursos vem sendo demonizada no Brasil, em função vários fatores, sendo os mais graves: o famigerado advento do caixa 2 (dinheiro roubado das estatais e não contabilizado); a captação de recursos de doadores sabidamente envolvidos com corrupção e a prestação de contas fraudulentas, com documentos falsos, perante a justiça eleitoral. 

Tanto é verdade que o principal desafio do dirigente partidário na atualidade é estancar os fluxos de recursos suspeitos que ingressam no partido para financiar seus candidatos e renunciar o apoio financeiro de empresas e de pessoas envolvidas com corrupção.

Ocorre que durante uma campanha eleitoral nem sempre é possível identificar a procedência dos recursos, uma vez que os fundos não tem a sua origem carimbada (esse é doação limpa, aquele é oriundo de corrupção, aquele outro vem do tráfico de drogas ou do dízimo recolhidos na igrejas...) de modo que, quando alguém (seja um doador sério, seja um delator da lava jato) diz que doou uma determinada quantia para um parlamentar ou para um partido, não significa dizer que o beneficiário cometeu crime de corrupção. 

O que levanta suspeitas e determina se a doação é lícita ou ilícita, é a forma como o beneficiário recebe a doação. Se a doação de um valor elevado é feita em dinheiro vivo, pode-se arguir que se trata de uma transação suja ou fraudulenta. Mas se a doação é feita através de cheque nominal e mediante recibo, ou via depósito bancário identificado, não se pode criminalizar o beneficiário, salvo se o mesmo não contabilizar corretamente os recursos ou se omitir o valor recebido da sua prestação de contas perante a justiça eleitoral. 

Mas se o beneficiário comprovar que os valores recebidos (para sua própria campanha ou para as campanhas do seu partido) foram contabilizados corretamente, foram declarados na forma da lei e foram feitas as prestação de contas perante a justiça eleitoral, não há o que se falar de crime. Isso vale para todos, sem distinção.
Do ponto de vista político-institucional, todos os nomes citados pelos delatores da Lava Jato, inclusive o presidente Michel Temer, têm o dever de comprovar perante a sociedade que os recursos captados para as campanhas eleitorais estão devidamente contabilizados, declarados na forma da Lei e que as prestações de contas foram aprovadas perante a justiça eleitoral. 

Aqueles que assim procederam não terão com o que se preocupar, mas os que receberam propinas disfarçadas de doações e que agiram de forma diversa à legislação, deverão ser criminalizados e punidos severamente, seja perdendo os mandatos ou mesmo cumprindo pena em cadeia pública.

A imprensa, no afã de impactar o público, coloca todos os nomes citados pelos delatores no mesmo saco de ratos e vaza a notícia como se delação servisse de material-prova criminal, quando em verdade apenas indica os caminhos para que se aprofundem as investigações.  


O impacto midiático produzido pela quadrilha da Odebrecht vem ganhando tanta repercussão que, já se alardeia por aí que as narrativas explosivas dos 75 larápios liderados polos gangsteres, Emílio e Marcelo Odebrecht, arrasarão o mundo político. Para sorte ou azar do Brasil, a maioria citada nas delações tem Foro Privilegiado, devendo ser julgada pelo STF, aquele antro da antijustiça que demora 8 anos para proferir sentença contra gente graúda dessa política ordinária. 

Ao contrário do que parte da imprensa vem afirmando, notadamente o jornalista Josias de Sousa, sou capaz de apostar que a grande faxina política no Brasil só será feita em 2018, não pela justiça, mas por vontade do povo brasileiro, que terá a chance de eleger um novo presidente para substituir Michel Temer. 

Até lá, resta-nos rogar aos céus para que “o Brasil sobreviva” e reencontre o caminho da ordem e do progresso.


Ruy Câmara
Escritor e sociólogo

http://blogdoescritorruycmara.blogspot.com.br/2016/12/70-larapios-da-odebrecht-e-delacao-do.html


Nota: Clique no link para acessar a versão em PDF da 12ª edição, atualizada em 28.4.2016, reúne as alterações legislativas realizadas até o dia 17.12.2015. 

O Código Eleitoral anotado e legislação complementar é uma publicação da Coordenadoria de Jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral. Em sua 12ª edição, a obra traz as inovações promovidas pela Lei nº 13.165/2015 (Minirreforma Eleitoral), além de notas jurisprudenciais e remissivas para as mais relevantes interpretações dadas pelo TSE aos dispositivos que compõem a normatização eleitoral. Destaque para a Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997), a Lei dos Partidos Políticos (Lei nº 9.096/1995), a Lei de Inelegibilidade (LC nº 64/1990) e para o próprio Código Eleitoral (Lei nº 4.737/1965). 

O Código Eleitoral anotado e legislação complementar conta com uma edição impressa, que é revisada e publicada a cada biênio, nos anos eleitorais.




terça-feira, dezembro 06, 2016

STF LANÇA BOMBA DE EFEITO RETARDADO NOS SABOTADORES


O Brasil sabe que Renan Calheiros e Jorge Viana foram eleitos senadores, presidente e vice-presidente do Senado Federal, graças aos apoios de Lula, Dilma, dos petralhas com seus sócios na roubalheira geral.


Ao melhor estilo de Lula e Dilma, Renan também trama contra a justiça, sabota de forma subreptícia a Lava Jato e agora subestima de forma afrontosa a decisão monocrática do ministro Marco Aurélio de Mello, mesmo sabendo de que logo mais será afastado da presidência do Senado por decisão sumária do plenário do STF.

Ocorre que a substituição de Renan Calheiros por Jorge Viana, não apenas agrava a crise institucional que o país enfrenta, como também servirá como bomba de efeito retardado para implodir os planos dessa esquerda lacaia e ordinária de sabotar as reformas que o governo que eles próprios elegeram vem promovendo para tirar o país da crise em que se encontra.

A bomba que tardiamente estourou no colo de DILMA, de CUNHA e de RENAN, também destruirá os argumentos da bancada da chupeta e dos comunistas de araque da REDE e PSOL, pelos motivos abaixo enumerados.

1. Com a queda de Renan, cai por terra a cantilena da seletividade da Justiça para prejudicar somente o PT, uma vez que Renan é do PMDB e aliado do governo que o PT resolveu chamar de ilegítimo e golpista.

2. Com a queda de Renan, desmorona-se de vez a farsa discursiva de que o impeachment foi golpe contra a democracia com intuito de melar a Lava Jato, uma vez que Sérgio Moro e a Força Tarefa, aos serem sabotados pelos petistas em parceria com Renan e Viana, ganharam força e conquistaram de vez o apoio irrestrito da imensa maioria do povo brasileiro.

3. Com a queda de Renan, dissolve-se a falácia de que a REDE e PSOL são partidos sérios e éticos, uma vez que tramaram juntos e ingressaram na justiça para substituir um réu por outro igual ou ainda pior para o Brasil.

4. Com a queda de Renan, todos aqueles petistas que diziam que o vice não pode substituir o titular por falta de legitimidade do voto, estarão PREVARICANDO, sendo cúmplices e coniventes, caso não ingressem no STF para afastar o petista Jorge Viana da presidência de Senado, uma vez que ele também é réu no STF e, portanto, não pode figurar na linha sucessória da presidência da República pelos mesmo motivos que culminaram no afastamento de Renan Calheiros.

Ruy Câmara, escritor e sociólogo.

http://blogdoescritorruycmara.blogspot.com.br/2016/12/stf-lanca-bomba-de-efeito-retardado-nos.html

quinta-feira, novembro 17, 2016

OS ABUTRES PATROCINADOS PELA ORCRIM ESTÃO DE VOLTA ÀS REDES SOCIAIS

Em petistas, comunistas e socialistas não se deve confiar jamais. Esses parasitas do Estado e hospedeiros da sociedade, quando percebem que não têm espaços para expressar as suas patologias ideológicas, se omitem, se escondem e se camuflam de todas as formas, mantendo-se aparentemente ausentes dos debates presenciais e nos grupos sociais. 

Tal como fazem os abutres de bicos e penas, eles passam o tempo que for preciso espreitando um animal enfraquecido e aguardando o momento propício para enfiar suas garras e picos cortantes na carcaça morta. E quando menos se espera, eles já formaram um bando faminto e capaz de devorar tudo que estiver podre e ao alcance. 

PERGUNTO: Alguém percebeu a quantidade de petistas e vigaristas da esquerda (todos eles travestidos de defensores da Lava Jato e da democracia) que voltaram com novas cores e de outras fomas a opinar nas redes sociais, notadamente no Facebook e no Twiter? 

Desde o impeachment de Dilma e o consequente banimento da organização criminosa do poder, não se via tantos petistas comentando postagens e atacando nas redes sociais o governo que eles mesmos elegeram e agora chamavam de golpista. 

E aqui cabe uma pergunta: o que motivou a volta desses abutres da esquerda para as redes sociais? Vamos, reflitam um pouco sobre isso!

Os abutres só estão retornando porque perceberam que muitos dos que até ontem clamavam nas ruas pelo banimento de Lula, de Dilma e do PT, caíram na cilada da pressa e da revolta instantânea, e passaram a atacar de forma virulenta o governo Temer, como se Temer fosse o responsável direto pelo desmantelo da economia do nosso país. 

Ora, o Brasil inteiro sabe que a louca, Dilma, jamais permitiu interferências do vice no seu governo. Sabe que ela maquiou as contas para encobrir seus crimes de responsabilidade fiscal, tanto que, até mesmo os órgãos de fiscalização e a sociedade não sabiam das fraudes contábeis que foram desmascaradas pelo TCU. Até mesmo Lula e a cambada petista se queixaram da forma centralizadora com que a ANTA governava o país, levando-o ao precipício. 

Mas, como faz parte da má-índole desses cretinos da esquerda, para cada ato criminoso cometido é necessário que haja sempre um culpado externo a ser responsabilizado, desde que não sejam eles próprios os verdadeiros culpados. 

Após refletir com a meditativa exatidão dos problemas nacionais e sobre os riscos que institucionais que comprometem as finanças do país, volto a alertá-los sobre o desatino de entrarmos no jogo sujo dessa esquerda fajuta e lacaia, afinal, quando atacamos o presidente Temer, estamos na verdade fazendo o mesmo papel da bancada da chupeta no Congresso Nacional, aquela conhecida bancada de pilantras e vigaristas que deseja a todo custo ver o presidente Temer no inferno e atenta e sabota a cada instante para que nada no país dê certo. 

Lembremo-nos o que essa canalha fez para atrapalhar o exitoso governo do Itamar Franco, o vice que assumiu na vacância de Collor de Melo. Mas foi justamente no governo Itamar que aconteceram as grandes reformas que tiraram o pais da crise, viabilizando o plano Real e uma centena de medidas saneadoras da economia.

É fato incontestável que, quem elegeu Temer foram os petistas, hoje seus inimigos e não nós. Apesar disso, reafirmo com plena convicção: o que interessa ao bando petista não interessa ao Brasil e muito menos a nós brasileiros. 

Se me fosse permitido dar um conselho ao povo brasileiro, eu diria: ninguém conserta os desmantelos de uma nação como o Brasil em curto prazo. Não há milagres nem façanhas em matéria de economia-política. Portanto, vamos dar um tempo para que a Lava Jato alcance todos os criminosos (não escapará nenhum); e vamos apoiar as com responsabilidade as reformas que estão em curso (PEC dos gastos, reforma política, da previdência e trabalhista) e até 2018 veremos, com certeza, a economia do nosso país nos trilhos. Isso é o que verdadeiramente nos interessa. 

                                                  Ruy Câmara é escritor e sociólogo 

http://blogdoescritorruycmara.blogspot.com.br/2016/11/os-abutres-patrocinados-pela-orcrim.html