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domingo, dezembro 19, 2021

CRÔNICA DE ITAITINGA



FATOS:

ITAITINGA, a novíssima SUCUPIRA da adulância e confabulância sigilenta do Ceará, celebrou e registrou em vídeo a necessaríssima visita dessa figura trepidante, inoxidável e dinamitosa do mui digno SUPLENTÍSSIMO DE SENADOR apossado sem nenhum voto, e o fez com todos os acautelatórios e meticulâncias de uma guarda de honra insuspeita e puxasaquista que atuou no enredo sem se importar com os encompridamentos dos falatórios e coloquiamentos maldosos que alimentam a imprensa lida, olhada e escutada nessas bandas de mundo.


MESTRE DE CERIMÔNIA:

“Meus amigos e correligionários: por merecência da confiança dos que aqui se presentificam, vamos deixar os entretantos de lado vamos partir para os finalmentes... Por vontade dos munícipes desatendidos em todas as suas demandas, ouviremos agora as palavras sábias do digníssimo e maquiavelento alcaide da grandiosa e desenvolvimentista ITAITINGA, a novíssima SUCUPIRA cearense.”

PREFEITO

“Povo de Itaitinga: não obstantemente o puxa-saquismo dos larapistas que disputam os tronos mais altos e mais baixos do Estado, é com o coração confranzido de emoção e com o espírito esverdecido e amarelecento de amor pelo Brasil, que recebo em nosso município a figura descorpulenta, trepidante e dinamitosa do meu querido senador, doutor Chiquinho.

Emboramente com a alma lavada e enxaguada, nesta hora exorbitante, neste momento extrapolante em que o meu espírito retaguardista se dirige ao altíssimo, peço os mais calorosos aplausos de vocês, meus irmãos de ITAITINGA, para o nosso visitante solucionista, agora senador da república na vacância para folga do doutor Tasso.

Tal-qualmente a visita do Capitão Mombaça ao seu torrão natal na ocupância da presidência do Brasil em 1989, a visita apoteótica do nosso senador, entrará prafrentemente nos anais e menstruais da querida e lendária ITAITINGA e do nosso país, como a mais memorável, a mais apetrechada e a mais solucionática visita de uma autoridade despida estripitisicamente de qualquer ambição de glória, a um município pacatista do nosso Ceará.

UM ELEITOR

“Diante do vulto impoluto de um senador entronado para o ócio e descanso do titular da vaga, e olhando pratrazmente para as confabulâncias sigilistas e descomposturas dos líderes locais no Congresso Nacional e no Estado inteiro, eu alço os olhos para o alto e, vendo no céu a cruz de estrelas que protege os suplentes e a eles presenteiam com aposentadorias compulsórias imerecidas, peço ao Altíssimo que olhe para a nossa Itaitinga, que acorde esse povo de meu Deus e que perdoe a jumentice crônica e o puxa-saquismo da pobre e ingênua gente cearense que, que, mormente após a morte, não precisa defuntar por três léguas por falta de cemitério, como era o caso de SUCUPIRA.

Autor Desconhecido

NOVELA:
ITAITINGA, a novíssima SUCUPIRA da adulância e confabulância sigilenta do Ceará, celebrou e registrou em vídeo a necessaríssima visita dessa figura trepidante, inoxidável e dinamitosa do mui digno SUPLENTÍSSIMO DE SENADOR apossado sem nenhum voto, e o fez com todos os acautelatórios e meticulâncias de uma guarda de honra insuspeita e puxasaquista que atuou no enredo sem se importar com os encompridamentos dos falatórios e coloquiamentos maldosos que alimentam a imprensa lida, olhada e escutada nessas bandas de mundo.
MESTRE DE CERIMÔNIA:
“Meus amigos e correligionários: por merecência da confiança dos que aqui se presentificam, vamos deixar os entretantos de lado e vamos partir para os finalmentes... Por vontade dos munícipes desatendidos em todas as suas demandas, ouviremos agora as palavras sábias do digníssimo e maquiavelento alcaide da grandiosa e desenvolvimentista ITAITINGA, a novíssima SUCUPIRA cearense.”
PREFEITO
“Povo de Itaitinga: não obstantemente o puxa-saquismo dos larapistas que disputam os tronos mais altos e mais baixos do Estado, é com o coração confranzido de emoção e com o espírito esverdecido e amarelecento de amor pelo Brasil, que recebo em nosso município a figura descorpulenta, trepidante e dinamitosa do meu querido senador, doutor Chiquinho.
Emboramente com a alma lavada e enxaguada, nesta hora exorbitante, neste momento extrapolante em que o meu espírito retaguardista se dirige ao altíssimo, peço os mais calorosos aplausos de vocês, meus irmãos de ITAITINGA, para o nosso visitante solucionista, agora senador da república na vacância para folga do doutor Tasso.
Tal-qualmente a visita do Capitão Mombaça ao seu torrão natal na ocupância da presidência do Brasil em 1989, a visita apoteótica do nosso senador, entrará prafrentemente nos anais e menstruais da querida e lendária ITAITINGA e do nosso país, como a mais memorável, a mais apetrechada e a mais solucionática visita de uma autoridade despida estripitisicamente de qualquer ambição de glória, a um município pacatista do nosso Ceará.
UM ELEITOR
“Diante do vulto impoluto de um senador entronado para o ócio e descanso do titular da vaga, e olhando pratrazmente para as confabulâncias sigilistas e descomposturas dos líderes locais no Congresso Nacional e no Estado inteiro, eu alço os olhos para o alto e, vendo no céu a cruz de estrelas que protege os suplentes e a eles presenteiam com aposentadorias compulsórias imerecidas, peço ao Altíssimo que olhe para a nossa Itaitinga, que acorde esse povo de meu Deus e que perdoe a jumentice crônica e o puxa-saquismo da pobre e ingênua gente cearense que, que, mormente após a morte, não precisa defuntar por três léguas por falta de cemitério, como era o caso de SUCUPIRA.
Autor Desconhecido
Suspeita-se que o parafraseamento do autor desse texto incognominável e hemocaterético que defino cenas ridículas da vida cotidiana de uma comunidade, deve ter sido inspirado nos ágrafos de DIAS GOMES, Autor da Novela “O BEM AMADO” e inventor de figuras lendárias como: Odorico Paraguaçú, Zeca Diabo, Dirceu Borboleta e das Irmãs Cajazeiras.

sábado, abril 03, 2021

"ELEGIA" AO CEL. ADAUTO BEZERRA.



Hoje, 03 de abril de 2021, o Ceará foi despertado com uma triste notícia: a morte do Cel. Adauto Bezerra, um dos filhos mais ilustres desta terra, a quem eu prezava e admirava muitíssimo desde os anos 80, quando fui recebido pela primeira vez em seu gabinete no BIC BANCO para honrar um compromisso financeiro.

A morte, que há 3 meses o espreitava com a espada em punho, certamente já dava sinais de impaciência ao vê-lo resistindo e lutando bravamente pela vida, apesar das comorbidades e da sua provecta idade de 94 anos.

Tanto é verdade que, quem privava da sua amizade e o visse poucos meses antes, sentado àquela mesa enorme e farta onde Silvana Solon, sua zelosa mulher, reunia os familiares e alguns amigos para almoçar, percebia que ele não se entregaria fácil e que estaria disposto, muito disposto, a continuar firme em sua trincheira, fazendo o bem aos pobres e doentes na Santa Casa de Misericórdia, e combatendo de pé como patriota exemplar que era, as aves de rapina e incendiários que dilapidam o nosso país, como de fato o fizera até o instante derradeiro e trágico do alvor deste dia 03 de abril.



E quantas vezes eu e minha mulher Rossana, sua sobrinha, fomos à Praça Portugal e às ruas de Fortaleza em sua companhia, sempre ao lado de Silvana e do seu filho caçula, Artur, para apoiarmos os protestos do povo contra os larápios federais, estaduais e municipais que tomaram o nosso país de assalto.

Eu sempre tive dificuldade de aceitar a morte de alguém a quem estimo e tenho afeto! Talvez por isso eu considere a morte, essa companheira traiçoeira e inconfiável, como um grave e sumário erro de contagem do tempo. Mas nesses tempos confusos em que vivemos, parece certo dizer que a morte deixa de ser uma pausa silenciosa e eterna da sinfonia da vida, para ser reduzida a uma mera simplificação matemática, mesmo sendo um evento estarrecedor para quem perde um ente querido.



Certa vez, conversando sobre política em seu apartamento, eu o perguntei: 
- Por que o senhor ainda ajuda certos políticos ordinários e falastrões que tentaram destruir a sua reputação chamando-o de forças do atraso? 
Ele esboçou um sorriso maroto e me respondeu: Eu sei a quem você se refere. Ele me procurou e eu não lhe neguei uma ajuda. Aliás, ao longo dos últimos 50 anos, quase todos os políticos do Ceará, antigos e novatos, me assediaram e bateram à minha porta para pedir o meu apoio político ou dinheiro para suas campanhas, e eu ajudei a quase todos eles.

Eu aproveitei a resposta e voltei a perguntar se Ele tinha mágoas de algum político que o apunhalara pelas costas no Ceará? 
Ele respondeu sem pestanejar: Mágoas eu não tenho de ninguém, mas não aprecio a ingratidão, nem a inveja, porque para mim, os ingratos e invejosos sofrem de uma deformação de caráter e de consciência. Esse tipo de gente não tem palavra, não honra compromissos, não paga dívidas e ainda fala mal de quem o ajuda.   

Creio que, na estação da vida a que chegou o nosso querido Cel. Adauto Bezerra, apesar dos seus 94 anos, ainda podia Ele ouvir nos ecos do passado, os passos vitoriosos da sua longeva caminhada dando vigo à sua existência.

Por tudo que Ele fez e realizou ao longo de uma vida dedicada ao trabalho, é bem provável que o grande segredo de viver intensamente a vida o acompanhe para além dos umbrais deste mundo, mundo que ele conheceu tão bem e que, com certeza, dera o melhor de si para melhorá-lo e exemplificá-lo pela honra, decência e compromisso.


E acredito que, mesmo estando Ele deitado ao leito de morte e sob os efeitos dos fármacos, nos instantes que antecederam a sua partida, Ele, certamente, deve ter sentido a aproximação do vulto do seu irmão, seu melhor amigo e sua alma gêmea, Cel. Humberto Bezerra, estendendo sua mão generosa e o convidando para a um passeio sem pressa nas plagas de Juazeiro do Norte, de onde certamente ombrearam mais uma longa travessia e seguiriam em frente rumo à eternidade.

Adeus, querido e saudoso Cel. Adauto Bezerra. Adeus!

Ruy Câmara

BREVE BIOGRAFIA


JOSÉ ADAUTO BEZERRA MENEZES, filho de José Bezerra de Menezes e Maria Amélia Bezerra, nasceu em 3 de julho de 1925, em Juazeiro do Norte (CE), onde viveu sua infância ao lado dos irmãos: Alacoque Bezerra, Leandro Bezerra, Humberto Bezerra, Neide Bezerra, Orlando Bezerra e Ivan Bezerra.

Na juventude, Adauto Bezerra frequentou curso de Oficial na Academia Militar das Agulhas Negras (RJ) a partir de 1943. Foi declarado aspirante a oficial da arma de artilharia em dezembro de 1949. Em 1950, 1952 e 1954, foi promovido, respectivamente, a segundo-tenente, primeiro-tenente e Capitão do Exército. Posteriormente, frequentou cursos na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (Esao).

Adauto Bezerra teve uma vida marcante na política do Ceará, tendo sido eleito deputado estadual entre os anos de 1958-1975, presidente da Assembleia Legislativa do Ceará por duas vezes, em 1967 e entre 1971 e 1972, foi Governador do Ceará entre os anos de 1975-1978"; Deputado Federal de 1979-1982 e em novembro de 1982, foi eleito Vice-Governador do Ceará na chapa encabeçada por Gonzaga Mota (PDS), que derrotou o emedebista Mauro Benevides.

Com a eleição de Fernando Collor de Mello para presidente do Brasil, em 1989, foi nomeado para presidir a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) em 1990, permanecendo no cargo até abril de 1991.

Após abandonar a vida pública juntamente com seu irmão gêmeo, Humberto Bezerra, ambos passaram a se dedicar aos negócios como sócios-proprietários do Bic Banco, que posteriormente foi vendido a um banco chinês.

sexta-feira, outubro 19, 2018

DEVEMOS APOIAR O PRESIDENTE BOLSONARO

Recentemente o senador tucano, Tasso Jereissati, disse à imprensa que "o grupo de Bolsonaro é muito perigoso". 

Tasso apenas repetiu o que os adversários, Ciro Gomes, Haddad, Boulos, Marina, Alckmin e outros que foram TRATORADOS por Bolsonaro diziam durante a campanha para assustar os eleitores. 

Caberia perguntar ao senador do Ceará o seguinte: Bolsonaro é perigoso por quê? Porque quebrou todos os paradigmas eleitorais? Porque, sem depender dos velhos caciques da política, será eleito presidente do Brasil com a mair votação da história do país?  

Ora amigos, todas as velhas raposas da política estão assustadas, muito assustadas, porque há pelo menos 3 (três) décadas não surge na América Latina nenhum líder anticomunista, antissocialista e antipopulista da linhagem e do calibre de Jair Bolsonaro.

Visivelmente frustrado com o soterramento do tucanato e da petralhada (duas pragas que dilapidaram o país nos últimos 24 anos de revezamento no poder), Tasso Jereissati voltou a dizer à imprensa que "o PSDB não tem a linha do Bolsonaro e que fará oposição a ele a partir de 2019." 

Por que motivo Tasso ameaça fazer oposição ao governo Bolsonaro? 

Quem faz oposição por puro prazer de sabotar é o PT e os seus tentáculos, o PCdoB, PSOL, MST, MTST e esses ninhos de parasitas que chamam de sindicatos!

Sabemos nós, por vivida experiência, que oposição de tucano e de petista significa boicote ou sabotagem, o que não é minimamente razoável, nem aceitável nesses tempos conturbados, afinal, sabotar e conspirar para que o novo governo não consiga realizar nada ou torcer para que nada dê certo no Brasil, configura não só um ato de desmedida irresponsabilidade, mas também de traição proposital da confiança dos eleitores.

O momento reclama dos congressistas e de todos nós, brasileiros conscientes e responsáveis, os melhores esforços patrióticos para que o governo Bolsonaro possa fazer pelo menos uma parte do que precisa ser feito em benefício da sociedade, e não mais para atender as demandas individuais ou para satisfazer as vaidades de políticos cansados de operar no submundo do poder para que o Brasil continue se afundando. 

Diante de tudo o que vimos acontecer de ruim com o nosso país nos últimos anos e revivendo as lutas que enfrentamos nas ruas e nas redes sociais para banirmos os bandos de salafrários que tomaram o país de assalto, é preciso que os congressistas veteranos, mais do que os novatos, tenham maturidade, muita responsabilidade e patriotismo redobrados para ajudar o novo governo a reerguer a nação, uma nação tão vilipendiada e assaltada por incúria de gente que adotou a postura que os tucanos pretendem adotar para dificultar os trabalhos do novo governo.   

De minha parte e da parte dos brasileiros decentes que desejam o melhor para o Brasil, podemos garantir o seguinte: ao exemplo do que fizemos para defenestrarmos Lula, Dilma e o PT, nós atacaremos diariamente nas redes sociais e destrataremos publicamente todo e qualquer político cretino que utilizar o seu mandato eletivo para sabotar propositadamente as boas ações do novo governo. Os políticos que assim agirem, sejam de que partidos forem, serão atacados constantemente e haverão de enfrentar tempos muito difíceis.

Ruy Câmara.

quinta-feira, outubro 11, 2018

AS ACUSAÇÕES INFUNDADAS DA ESQUERDA

Jair Bolsonaro vem sendo pechado pela camarilha da esquerda de nazista, de fascista e de uma dezena de adjetivos desqualificativos, inclusive de torturador. 

Obviamente essas acusações são completamente infundadas e não se sustentam, nem do ponto de vista filosófico e muito menos do ponto de vista moral. 

Como demostrarei a seguir, fascista e nazista são as palavras mais usadas e mais mal-empregadas pela esquerda para insultar a direita. Não só para insultar, mas para atingir moralmente as pessoas de boa reputação. 

Esse equívoco vem de longe. Nos anos 60 e 70 o termo fascista, tal como utilizado originalmente por Habermas, aludia aos grupos terroristas de extrema esquerda que causavam terror naqueles anos. 

Na década de 80, nos EUA e Europa, o termo era empregado para atacar o ideário derivado do marxismo. 

E agora, tardiamente, a esquerda revanchista resolveu conectar Bolsonaro com a contrarrevolução militar de 1964, mesmo sabendo que há 54 anos Bolsonaro (que nasceu em 1955), ainda era um fedelho que andava de calças curtas.  

Aliás, a esquerda formada por petistas e socialistas (eufemismo envergonhado de comunistas) tem como estratégia mentir, fraudar, sabotar, roubar, não assumir os próprios erros e, ainda por cima, lança sobre os adversários tudo o que de pior ela própria, a esquerda, produz e pratica. 

Nazismo, fascismo ou nazi-fascismo são ideologias totalitárias que se fortaleceram antes e durante a 1ª Guerra Mundial, combatendo o socialismo internacionalista marxista (que é uma versão do trotskismo) e também  o comunismo que tinha sido vitorioso na Rússia após a revolução de outubro de 1917. E, internamente, combatia o capitalismo liberal, que à época se fortalecia na Alemanha e Itália. 

O nazismo firmou-se na Alemanha como uma espécie de 3ª via que rejeitava a direita liberal da época e a esquerda radical marxista que se infiltrava na Europa. 

Em verdade, nazismo e fascismo eram um tipo de socialismo mais rígido, mais disciplinado, que combatia o comunismo soviético e o socialismo marxista europeu ao mesmo tempo. 

Não é custoso lembrar que a base do nazismo ou melhor, do Nacional-Socialismo, foi o Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães (o PT da Alemanha)  que incorporou a ideologia associada ao Partido Nazista da Alemanha, partido que à época queria modelar uma sociedade homogênea para alcançar a supremacia ariana. 

Portanto, nazismo e fascismo são ideologias de estados totalitários e estatizantes, governados por tiranos e ditadores com poderes absolutistas, adeptos do CONTROLE SOCIAL, que é o método mais repressor das liberdades individuais, apartados da Democracia e radicalmente contra o liberalismo econômico.  

O fascismo e o nazismo se consolidaram manobrando o sindicalismo trabalhista (coma faz o PT, PSOL e PCdoB) e controlando as instituições nacionalistas que combatiam a democracia liberal e defendiam, de um lado, o controle social e o do outro lutava para que toda a estrutura econômica fosse regulada pelo Estado. 

Numa frase: a essência do fascismo e do nazismo é o totalitarismo e o controle social dos indivíduos, controle desde o nascimento ao túmulo.


Ora, a sociedade brasileira tem convicção de que Jair Bolsonaro defende com patriotismo a democracia política, o
liberalismo econômico, o livre competição e o livre mercado, a meritocracia, o equilíbrio das contas públicas, a redução dos impostos, as liberdades e as garantias individuais, ou seja, sabe que Bolsonaro defende justamente o contrário de tudo o que faz parte do ideário nazista, fascista, comunista, socialista, o mesmo ideário que consta nas cartas programáticas do PT, PSOL, PCdoB, dos demais núcleos de esquerda e, também na mente obtusa da camarilha esquerdista que tão fervorosamente defende o aparelhamento do Estado pelos kamaradas, defende o peleguismo sindical, o controle social e o assistencialismo como método de sujeição do indivíduo ao Estado.

Se o leitor deseja encontrar algum vírus derivado do nazismo ou fascismo no Brasil, esse vírus não será encontrado no Bolsonaro,  e sim no PT e nessa mundiça esquerdista. 

Ruy Câmara

The novelist, playwright, script writer, and sociologist Ruy Câmara was born in Brasil. Before turning to literature Câmara pursued a most varied career. Having graduated in mechanical technology, he studied production engineering, philosophy and sociology while also specializing in drama for theater, cinema and television. In 1992 he brought his family together and announced that he was quitting his business career to devote himself entirely to literature. The author lives in Fortaleza, state of Ceará and his work, called by critics a contemporary classic, won major awards. 

Literary Prizes:
Jabuti Prize 2004 – First Finalist – Brazilian Book Chamber 
Prize for Fiction -Brazilian Letters Academy - Best Novel – 2004
Prize: Best Novel Translated - Writers' Association of Bucharest – 2009. 










quarta-feira, abril 18, 2018

Por que o nazismo era socialismo e por que o socialismo é totalitário?




A caracterização da Alemanha Nazista como um estado socialista foi uma das grandes  contribuições de Ludwig von Mises. Neste artigo pretendo demonstrar que a Alemanha Nazista era um estado socialista, e não capitalista. E mostrar por que o socialismo, compreendido como um sistema econômico baseado na propriedade estatal dos meios de produção, necessariamente requer uma ditadura totalitária.

Quando nos recordamos de que a palavra "Nazi" era uma abreviatura de "der Nationalsozialistische Deutsche Arbeiters Partei" — Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães —, a caracterização de Mises pode não parecer tão notável. O que se poderia esperar do sistema econômico de um país comandado por um partido com "socialista" no nome além de ser socialista?

Não obstante, além de Mises e seus leitores, praticamente ninguém pensa na Alemanha Nazista como um estado socialista. É muito mais comum se acreditar que ela representou uma forma de capitalismo, aquilo que comunistas e marxistas em geral têm alegado.

A base do argumento de que a Alemanha Nazista era capitalista é o fato de que a maioria das indústrias foi aparentemente deixada em mãos privadas.

O que Mises identificou foi que a propriedade privada dos meios de produção existia apenas nominalmente sob o regime Nazista, e que o verdadeiro conteúdo da propriedade dos meios de produção residia no governo alemão. Pois era o governo alemão e não o proprietário privado nominal quem decidia o que deveria ser produzido, em qual quantidade, por quais métodos, e a quem seria distribuído, bem como quais preços seriam cobrados e quais salários seriam pagos, e quais dividendos ou outras rendas seria permitido ao proprietário privado nominal receber. 

A posição do que se alega terem sido proprietários privados era reduzida essencialmente à função de pensionistas do governo, como Mises demonstrou.

A propriedade governamental "de fato" dos meios de produção, como Mises definiu, era uma consequência lógica de princípios coletivistas fundamentais adotados pelos nazistas como o de que o bem comum vem antes do bem privado e de que o indivíduo existe como meio para os fins do estado. Se o indivíduo é um meio para os fins do estado, então, é claro, também o é sua propriedade. Do mesmo modo em que ele pertence ao estado, sua propriedade também pertence.

Mas o que especificamente estabeleceu o socialismo "de fato" na Alemanha Nazista foi a introdução do controle de preços e salários em 1936. Tais controles foram impostos como resposta ao aumento na quantidade de dinheiro na economia praticada pelo regime nazista desde a época da sua chegada ao poder, no início de 1933. O governo nazista aumentou a quantidade de dinheiro no mercado como meio de financiar o vasto aumento nos gastos governamentais devido a seus programas de infraestrutura, subsídios e rearmamento. O controle de preços e salários foi imposto em resposta ao aumento de preços resultante desta inflação.

O efeito causado pela combinação entre inflação e controle de preços foi a escassez, ou seja, a situação na qual a quantidade de bens que as pessoas tentam comprar excede a quantidade disponível para a venda.

As escassezes, por sua vez, resultam em caos econômico. Não se trata apenas da situação em que consumidores que chegam mais cedo estão em posição de adquirir todo o estoque de bens, deixando o consumidor que chega mais tarde sem nada — uma situação a que os governos tipicamente respondem impondo racionamentos. Escassezes resultam em caos por todo o sistema econômico. Elas tornam aleatória a distribuição de suprimentos entre as regiões geográficas, a alocação de um fator de produção dentre seus diferentes produtos, a alocação de trabalho e capital dentre os diferentes ramos do sistema econômico.

Face à combinação de controle de preços e escassezes, o efeito da diminuição na oferta de um item não é, como seria em um mercado livre, o aumento do preço e da lucratividade, operando o fim da diminuição da oferta, ou a reversão da diminuição se esta tiver ido longe demais. O controle de preços proíbe o aumento do preço e da lucratividade. Ao mesmo tempo, as escassezes causadas pelo controle de preços impedem que aumentos na oferta reduzam o preço e a lucratividade de um bem. Quando há uma escassez, o efeito de um aumento na oferta é apenas a redução da severidade desta escassez. Apenas quando a escassez é totalmente eliminada é que um aumento na oferta necessita de uma diminuição no preço, trazendo consigo uma diminuição na lucratividade.

Como resultado, a combinação de controle de preços e escassezes torna possíveis movimentos aleatórios de oferta sem qualquer efeito no preço ou na lucratividade. Nesta situação, a produção de bens dos mais triviais e desimportantes, como bichinhos de pelúcia, pode ser expandida à custa da produção dos bens importantes e necessários, como medicamentos, sem efeito sobre o preço ou lucratividade de nenhum dos bens. O controle de preços impediria que a produção de remédios se tornasse mais lucrativa, conforme a sua oferta fosse diminuindo, enquanto a escassez mesmo de bichinhos de pelúcia impediria que sua produção se tornasse menos lucrativa conforme sua oferta fosse aumentando.

Como Mises demonstrou, para lidar com os efeitos indesejados decorrentes do controle de preços, o governo deve abolir o controle de preços ou ampliar tais medidas, precisamente, o controle sobre o que é produzido, em qual quantidade, por meio de quais métodos, e a quem é distribuído, ao qual me referi anteriormente. A combinação de controle de preços com estas medidas ampliadas constituem a socialização "de fato" do sistema econômico. Pois significa que o governo exerce todos os poderes substantivos de propriedade.

Este foi o socialismo instituído pelos nazistas. Mises o chama de modelo alemão ou nazista de socialismo, em contraste ao mais óbvio socialismo dos soviéticos, ao qual ele chama de modelo russo ou bolchevique de socialismo.

O socialismo, é claro, não acaba com o caos causado pela destruição do sistema de preços. Ele apenas perpetua esse caos. E se introduzido sem a existência prévia de controle de preços, seu efeito é inaugurar este mesmo caos. Isto porque o socialismo não é um sistema econômico verdadeiramente positivo. É meramente a negação do capitalismo e seu sistema de preços. E como tal, a natureza essencial do socialismo é a mesma do caos econômico resultante da destruição do sistema de preços por meio do controle de preços e salários. 

(Quero demonstrar que a imposição de cotas de produção no estilo bolchevique de socialismo, com a presença de incentivos por todos os lados para que estas sejam excedidas, é uma fórmula certa para a escassez universal da mesma forma como ocorre quando se controla preços e salários.)

No máximo, o socialismo meramente muda a direção do caos. O controle do governo sobre a produção pode tornar possível uma maior produção de alguns bens de especial importância para si mesmo, mas faz isso à custa de uma devastação de todo o resto do sistema econômico. Isto porque o governo não tem como saber dos efeitos no resto do sistema econômico da sua garantia da produção dos bens aos quais atribui especial importância.

Os requisitos para a manutenção do sistema de controle de preços e salários trazem à luz a natureza totalitária do socialismo — mais obviamente, é claro, na variante alemã ou nazista de socialismo, mas também no estilo soviético.

Podemos começar com o fato de que o autointeresse financeiro dos vendedores operando sob o controle de preços seja de contornar tais controles e aumentar seus preços. Compradores, antes impossibilitados de obter os bens, estão dispostos a — na verdade, ansiosos para — pagar estes preços mais altos como meio de garantir os bens por eles desejados. Nestas circunstâncias, o que pode impedir o aumento dos preços e o desenvolvimento de um imenso mercado negro?

A resposta é a combinação de penas severas com uma grande probabilidade de ser pego e, então, realmente punido. É provável que meras multas não gerem a dissuasão necessária. Elas serão tidas como simplesmente um custo adicional. Se o governo deseja realmente fazer valer o controle de preços, é necessário que imponha penalidades comparadas àquelas dos piores crimes.

Mas a mera existência de tais penas não é o bastante. O governo deve tornar realmente perigosa a condução de transações no mercado negro. Deve fazer com que as pessoas temam que agindo desta forma possam, de alguma maneira, ser descobertas pela polícia, acabando na cadeia. Para criar tal temor, o governo deve criar um exército de espiões e informantes secretos. Por exemplo, o governo deve fazer com que o dono da loja e o seu cliente tenham medo de que, caso venham a se engajar em uma transação no mercado negro, algum outro cliente na loja vá lhe informar.

Devido à privacidade e sigilo em que muitas transações no mercado negro ocorrem, o governo deve ainda fazer com que qualquer participante de tais transações tenha medo de que a outra parte possa ser um agente da polícia tentando apanhá-lo. O governo deve fazer com que as pessoas temam até mesmo seus parceiros de longa data, amigos e parentes, pois até eles podem ser informantes.

E, finalmente, para obter condenações, o governo deve colocar a decisão sobre a inocência ou culpa em casos de transações no mercado negro nas mãos de um tribunal administrativo ou seus agentes de polícia presentes. Não pode contar com julgamentos por júris, devido à dificuldade de se encontrar número suficiente de jurados dispostos a condenar a vários anos de cadeia um homem cujo crime foi vender alguns quilos de carne ou um par de sapatos acima do preço máximo fixado.

Em suma, a partir daí o requisito apenas para a aplicação das regulamentações de controle de preços é a adoção de características essenciais de um estado totalitário, nominalmente o estabelecimento de uma categoria de "crimes econômicos", em que a pacífica busca pelo autointeresse material é tratada como uma ofensa criminosa grave. Para tanto é necessário o estabelecimento de um aparato policial totalitário, repleto de espiões e informantes, com o poder de prisões arbitrárias.

Claramente, a imposição e a fiscalização do controle de preços requerem um governo similar à Alemanha de Hitler ou à Rússia de Stalin, no qual praticamente qualquer pessoa pode ser um espião da polícia e no qual uma polícia secreta existe e tem o poder de prender pessoas. Se o governo não está disposto a ir tão longe, então, nesta medida, o controle de preços se prova inaplicável e simplesmente entra em colapso. Nesse caso, o mercado negro assume maiores proporções. 

(Observação: não estou sugerindo que o controle de preços foi a causa do reino de terror instituído pelos nazistas. Estes iniciaram seu reino de terror bem antes da decretação do controle de preços. Como resultado, o controle de preços foi decretado em um ambiente feito para a sua aplicação.)

As atividades do mercado negro exigem o cometimento de outros crimes. Sob o socialismo "de fato", a produção e a venda de bens no mercado negro exige o desafio às regulamentações governamentais no que diz respeito à produção e à distribuição, bem como o desafio ao controle de preços. Por exemplo, o governo pretende que os bens que são vendidos no mercado negro sejam distribuídos de acordo com seu planejamento, e não de acordo com o do mercado negro. O governo pretende, igualmente, que os fatores de produção usados para se produzir aqueles bens sejam utilizados de acordo com o seu planejamento, e não com o propósito de suprir o mercado negro.

Sobre um sistema socialista "de direito", como o que existia na Rússia soviética, no qual o ordenamento jurídico do país aberta e explicitamente tornava o governo o proprietário dos meios de produção, toda a atividade do mercado negro, necessariamente, exige a apropriação indébita ou o roubo da propriedade estatal. Por exemplo, considerava-se que os trabalhadores e gerentes de fábricas na Rússia soviética que tiravam produtos destas para vender no mercado negro estavam roubando matéria-prima fornecida pelo estado.

Além disso, em qualquer tipo de estado socialista — nazista ou comunista —, o plano econômico do governo é parte da lei suprema do país. Temos uma boa ideia de quão caótico é o chamado processo de planejamento do socialismo. O distúrbio adicional causado pelo desvio, para o mercado negro, de suprimentos de produção e outros bens é algo que o estado socialista toma como um ato de sabotagem ao planejamento econômico nacional. E sabotagem é como o ordenamento jurídico dos estados socialistas se refere a isto. Em concordância com este fato, atividades de mercado negro são, com frequência, punidas com pena de morte.

Um fato fundamental que explica o reino de terror generalizado encontrado sob o socialismo é o incrível dilema em que o estado socialista se coloca em relação à massa de seus cidadãos. Por um lado, o estado assume total responsabilidade pelo bem-estar econômico individual. O estilo de socialismo russo ou bolchevique declara abertamente esta responsabilidade — esta é a fonte principal do seu apelo popular. Por outro lado, o estado socialista desempenha essa função de maneira desastrosa, tornando a vida do indivíduo um pesadelo.

Todos os dias de sua vida, o cidadão de um estado socialista tem de perder tempo em infindáveis filas de espera. Para ele, os problemas enfrentados pelos americanos com a escassez de gasolina nos anos 1970 são normais; só que ele não enfrenta este problema em relação à gasolina — pois ele não tem um carro e nem a esperança de ter — mas sim em relação a itens de vestuários, verduras, frutas, e até mesmo pão. 

Pior ainda: ele é forçado a trabalhar em um emprego que não foi por ele escolhido e que, por isso, deve odiar. (Já que sob escassezes, o governo acaba por decidir a alocação de trabalho da mesma maneira que faz com a alocação de fatores de produção materiais.) E ele vive em uma situação de inacreditável superlotação, com quase nenhuma chance de privacidade. Frente à escassez habitacional, pessoas estranhas são designados pelo governo a morarem juntas; famílias são obrigadas a compartilhar apartamentos. Um sistema de passaportes e vistos internos é adotado a fim de limitar a severidade da escassez habitacional em áreas mais desejáveis do país. Expondo suavemente, uma pessoa forçada a viver em tais condições deve ferver de ressentimento e hostilidade.

Contra quem seria lógico que os cidadãos de um estado socialista dirigissem seu ressentimento e hostilidade se não o próprio estado socialista? Contra o mesmo estado socialista que proclamou sua responsabilidade pela vida deles, prometeu uma vida de bênção, e que é responsável por proporcionar-lhes uma vida de inferno. De fato, os dirigentes de um estado socialista vivem um dilema no qual diariamente encorajam o povo a acreditar que o socialismo é um sistema perfeito em que maus resultados só podem ser fruto do trabalho de pessoas más. Se isso fosse verdade, quem poderiam ser estas pessoas más senão os próprios líderes, que não apenas tornaram a vida um inferno, mas perverteram a este ponto um sistema supostamente perfeito?

A isso se segue que os dirigentes de um estado socialista devem temer seu povo. Pela lógica das suas ações e ensinamentos, o fervilhante e borbulhante ressentimento do povo deveria jorrar e engoli-los numa orgia de vingança sangrenta. Os dirigentes sentem isso, ainda que não admitam abertamente; e, portanto, a sua maior preocupação é sempre manter fechada a tampa da cidadania.

Consequentemente, é correto, mas bastante inadequado, dizer apenas que "o socialismo carece de liberdade de imprensa e expressão." Carece, é claro, destas liberdades. Se o governo é dono de todos os jornais e gráficas, se ele decide para quais propósitos a prensa e o papel devem ser disponibilizados, então obviamente nada que o governo não desejar poderá ser impresso. Se a ele pertencem todos os salões de assembléias e encontros, nenhum pronunciamento público ou palestra que o governo não queira não poderá ser feita. Mas o socialismo vai muito além da mera falta de liberdade de imprensa e de expressão.

Um governo socialista aniquila totalmente estas liberdades. Transforma a imprensa e todo foro público em veículos de propaganda histérica em prol de si mesmo, e pratica cruéis perseguições a todo aquele que ouse desviar-se uma polegada da linha do partido oficial.

A razão para isto é o medo que o dirigente socialista tem do povo. Para se proteger, eles devem ordenar que o ministério da propaganda e a polícia secreta façam de tudo para reverter este medo. O primeiro deve tentar desviar constantemente a atenção do povo quanto à responsabilidade do socialismo, e dos dirigentes socialistas, em relação à miséria do povo. O outro deve desestimular e silenciar qualquer pessoa que possa, mesmo que remotamente, sugerir a responsabilidade do socialismo ou de seus dirigentes em relação à miséria do povo — ou seja, deve desestimular qualquer um que comece a mostrar sinais de estar pensando por si mesmo. 

É por causa do terror dos dirigentes, e da sua necessidade desesperada de encontrar bodes-expiatórios para as falhas do socialismo, que a imprensa de um país socialista está sempre cheia de histórias sobre conspirações e sabotagens estrangeiras, e sobre corrupção e mau gerenciamento da parte de oficiais subordinados, e por que, periodicamente, é necessário desmascarar conspirações domésticas e sacrificar oficiais superiores e facções inteiras do partido em gigantescos expurgos.

E é por causa do seu terror, e da sua necessidade desesperada de esmagar qualquer suspiro de oposição em potencial, que os dirigentes do socialismo não ousam permitir nem mesmo atividades puramente culturais que não estejam sob o controle do estado. Pois se o povo se reúne para uma amostra de arte ou um sarau de literário que não seja controlado pelo estado, os dirigentes devem temer a disseminação de idéias perigosas. Quaisquer idéias não-autorizadas são idéias perigosas, pois podem levar o povo a pensar por si mesmo e, a partir daí, começar a pensar sobre a natureza do socialismo e de seus dirigentes. Estes devem temer a reunião espontânea de qualquer punhado de pessoas em uma sala, e usar a polícia secreta e seu aparato de espiões, informantes, e mesmo o terror para impedir tais encontros ou ter certeza de que seu conteúdo é inteiramente inofensivo do ponto de vista do estado.

O socialismo não pode ser mantido por muito tempo, exceto por meio do terror. Assim que o terror é relaxado, ressentimento e hostilidade logicamente começam a jorrar contra seus dirigentes. O palco está montado, então, para uma revolução ou uma guerra civil. De fato, na ausência de terror, ou, mais corretamente, de um grau suficiente de terror, o socialismo seria caracterizado por uma infindável série de revoluções e guerras civis, conforme cada novo grupo dirigente se mostrasse tão incapaz de fazer o socialismo funcionar quanto foram seus predecessores. 

A inescapável conclusão a ser traçada é a de que o terror experimentado nos países socialistas não foi simplesmente culpa de homens maus, como Stalin, mas sim algo que brota da natureza do sistema socialista. Stalin vem à frente porque sua incomum perspicácia e disposição ao uso do terror foram as características específicas mais necessárias para um líder socialista se manter no poder. Ele ascendeu ao topo por meio de um processo de seleção natural socialista: a seleção do pior.

Por fim, é necessário antecipar um possível mal-entendido em relação à minha tese de que o socialismo é totalitário por natureza. Diz respeito aos países supostamente socialistas dirigidos por social-democratas, como a Suécia e outros países escandinavos, que claramente não são ditaduras totalitárias.

Neste caso, é necessário que se entenda que não sendo estes países totalitários, não são também socialistas. Os partidos que os governam podem até sustentar o socialismo como sua filosofia e seu fim último, mas socialismo não é o que eles implementaram como seu sistema econômico. Na verdade, o sistema econômico vigente em tais países é a economia de mercado obstruída, como Mises definiu. Ainda que seja mais obstruído do que o nosso em aspectos importantes, seu sistema econômico é essencialmente similar ao nosso, no qual a força motora característica da produção e da atividade econômica não é o governo, mas sim a iniciativa privada motivada pela perspectiva de lucro.

A razão pela qual social-democratas não estabelecem o socialismo quando estão no poder, é que eles não estão dispostos a fazer o que seria necessário. O estabelecimento do socialismo como um sistema econômico requer um ato maciço de roubo — os meios de produção devem ser expropriados de seus donos e tomados pelo estado. É virtualmente certo que tais expropriações provoquem grande resistência por parte dos proprietários, resistência que só pode ser vencida pelo uso de força bruta.

Os comunistas estavam e estão dispostos a usar esta força, como evidenciado na União Soviética. Seu caráter é o dos ladrões armados preparados para matar caso isso seja necessário para dar cabo dos seus planos. O caráter dos social-democratas, em contraste, é mais próximo ao dos batedores de carteira: eles podem até falar em coisas grandiosas, mas não estão dispostos a praticar a matança que seria necessária; e desistem ao menor sinal de resistência séria.

Já os nazistas, em geral não tiveram que matar para expropriar a propriedade dos alemães, fora os judeus. Isto porque, como vimos, eles estabeleceram o socialismo discretamente, por meio do controle de preços, que serviu para manter a aparência de propriedade privada. Os proprietários eram, então, privados da sua propriedade sem saber e, portanto, sem sentir a necessidade de defendê-la pela força.

Creio ter demonstrado que o socialismo — o socialismo de verdade — é totalitário pela sua própria natureza.

_______________

George Reisman é Ph.D e autor de Capitalism: A Treatise on Economics. (Uma réplica em PDF do livro completo pode ser baixada para o disco rígido do leitor se ele simplesmente clicar no título do livro e salvar o arquivo). Ele é professor emérito da economia da Pepperdine University.

quarta-feira, janeiro 17, 2018

SOBRE A NECESSIDADE DE UMA AMPLA REFORMA FISCAL



Desde a criação do município por Júlio Cesar, no ano 50 a.C. nenhuma outra instituição do poder público foi capaz de cumprir o papel de gestor do processo de desenvolvimento local para atender o cidadão com mais eficiência do que a administração municipal. 

Entretanto, como o desenvolvimento, assim como a arrecadação dos municípios espalhados nas diversas regiões do país não ocorrem de forma linear (alguns municípios produzem e se desenvolveram, e outros não), os estados passaram a assumir certas responsabilidades sociais que demandam gastos contínuos em áreas essenciais, os quais, por sua vez passaram a depender dos recursos do poder central, inclusive para subsistência local. 

Desse modo, tanto os estados, quanto a União, foram se tornando instituições cada vez mais presentes e indispensáveis aos municípios, notadamente para aqueles que foram criados em regiões geograficamente desfavorecidas pela própria natureza. 

É comum ouvir dos políticos que se beneficiam, eleitoral e economicamente, das regiões mais pobres do Brasil, que o Brasil é um país injusto. E é mesmo. Mas raros são aqueles que admitem que há uma infinidade de municípios no Brasil que foram criados na esteira da injustiça social tão somente para atender aos interesses políticos. Também não dizem que, do ponto de vista econômico, esses municípios não justificam, uma vez que vivem parasitariamente, dependendo tão somente das ajudas intragovernamentais, ou seja, dos recursos arrecadados noutras regiões pelos estados e pala União. 

Eis uma das razões pelas quais a Federação se agigantou sobre os estados e estes, consequentemente, sobre os seus municípios, fato que obrigou a União a redefinir o seu papel no que diz respeito às políticas assistencialistas e políticas fiscais envolvendo receitas próprias e receitas partilhadas. 

Há pelo menos 30 anos os governos e os políticos discutem, prometem e quase nada avançou no campo das reformas estruturais do Estado brasileiro. A única reforma implementada até agora (extraída à fórceps no Congresso Nacional e ainda incompleta) foi a reforma trabalhista, permanecendo paralisadas outras reformas igualmente necessárias e urgentes, tais como: previdenciária, fiscal, política e do patrimônio estatal, dentre outras. 

Ao longo de três décadas os estados e municípios foram algemados pelo governo federal e dele passaram a depender financeiramente porque, grande parte dos recursos arrecadados no país é transferido para a União, passando a compor o orçamento que é administrado pelo Executivo. Por sua vez, o Executivo tornou-se refém dos interesses políticos do Legislativo e ambos os poderes (executivo e legislativo) tornaram-se subalternos ao judicialismo intervencionista das cortes do Poder Judiciário.

Paradoxalmente, quem arrecada a maior parte dos recursos dos contribuintes em cada Estado e município é a União, mas quem tem a responsabilidade constitucional de atender as demandas da sociedade em áreas essenciais como saúde, educação, segurança, são os estados e municípios. 

Como os três poderes da república não são rigorosos com o cronômetro e como praticamente tudo que envolve mudanças no Brasil tornou-se passivo de judicialização, pouco ou quase nada avança no tempo exigido pela sociedade, que espera ser atendida pelos estados e municípios e, muitas vezes, os recursos não são disponibilizados no seu devido tempo pela União. 

Por esses e outros motivos o Brasil precisa implementar com urgência uma ampla reforma fiscal, capaz de garantir um pouco mais de autonomia aos estados e municípios sobre a utilização dos recursos arrecadados do contribuinte, devendo tais recursos, em sua maior parte, serem investidos localmente, segundo as contrapartidas de cada unidade municipal ou mesmo regional e não segundo interesses eleitorais ou por favores do Governo Federal. 

Ruy Câmara

https://blogdoescritorruycmara.blogspot.com.br/2018/01/sobre-necessidade-de-uma-ampla-reforma.html

segunda-feira, maio 29, 2017

13 NOTAS PARA EMBASAR UMA SOCIEDADE ACUADA POR POLÍTICOS E LARÁPIOS



1 - O foco do poder não está na política, mas na economia. Quem comanda a sociedade é o complexo financeiro-empresarial com dimensões globais e conformações específicas locais.


2 – Os donos do poder não são os políticos. Estes são apenas instrumentos dos verdadeiros donos do poder.

3 – O verdadeiro exercício do poder é invisível. O que vemos, na verdade, é a construção planejada de uma narrativa fantasiosa com aparência de realidade para criar a sensação de participação consciente e cidadã dos que se informam pelos meios de comunicação tradicionais.

4 – Os grandes meios de comunicação não se constituem mais em órgãos de “imprensa”, ou seja, instituições autônomas, cujo objeto é a notícia, e que podem ser independentes ou, eventualmente, compradas ou cooptadas por interesses. Eles são, atualmente, grandes conglomerados econômicos que também compõem o complexo financeiro-empresarial que comanda o poder invisível. Portanto, participam do exercício invisível do poder utilizando seus recursos de formação de consciência e opinião.

5 – Os donos do poder não apoiam partidos ou políticos específicos. Sua tática é apoiar quem lhes convém e destruir quem lhes estorva. Isso muda de acordo com a conjuntura. O exercício real do poder não tem partido e sua única ideologia é a supremacia do poder para controle do mercado, da renda e do lucro de quem trabalha.

6 – O complexo financeiro-empresarial global pode apostar ora em Lula, em Dilma, ora em um político do PSDB, ora em Temer, ora em um aventureiro qualquer da política. E pode destruir qualquer um desses de acordo com sua conveniência.

7 – Por isso, o exercício do poder no campo subjetivo, responsabilidade da mídia corporativa, em um momento demoniza Lula, em outro Dilma, e logo depois Cunha, Aécio, Temer, etc. Tudo faz parte de um grande jogo estratégico com cuidadosas análises das condições objetivas e subjetivas da conjuntura.

8 – O complexo financeiro-empresarial não tem opção partidária (Itaú com Marina; Odebrecht com Lula e Dilma), não veste nenhuma camisa na política, nem defende pessoas. Sua intenção é tornar as leis e a administração do país totalmente favoráveis para suas metas de maximização dos seus lucros.

9 – Assim, os donos do poder não querem um governo ou outro à toa: eles querem, na conjuntura atual, a reforma do Estado que atenda aos seus interesses; querem a manutenção do congelamento do orçamento primário, os cortes de gastos para bancar o serviço da dívida e o alívio dos tributos para ricos e pobres, mas antes para eles mesmos.

10 – Se a conjuntura indicar que Temer não é o melhor para isso, não hesitarão em rifá-lo. A única coisa que não querem é que o povo brasileiro decida sobre o destino de seu país.

11 – Portanto, cada notícia é um lance no jogo. Cada escândalo é um movimento tático. Analisar a conjuntura não é ler notícia. É especular sobre a estratégia que justifica cada movimento tático do complexo financeiro-empresarial (do qual a mídia faz parte), para poder reagir também de maneira estratégica em detrimento da sociedade que paga cara por tudo.

12 – A queda de Temer poderia ser uma coisa boa, mas não o é, porque é um movimento tático, que obedece a uma estratégia programática mais ampla, de quem almeja tomar o poder para se proteger ou para se vingar. O que realmente não importa, não importa mesmo aos sedentos de poder e de dinheiro fácil é o que virá depois. 

13 – Eles são muito espertos e pensam que nós somos pacíficos e cordatos. Mas ninguém controla o futuro, que se apronta agora e já. Por isso fiquemos atentos, pois temos consciência de que que não podemos nos omitir no presente. 
Fonte: Le Monde Diplomatique.


quarta-feira, novembro 16, 2016

SOBRE A NATUREZA E O PROPÓSITO DOS ATAQUES CONTRA MICHEL TEMER

Hoje eu gostaria de pedir a atenção de todos os que me acompanham nas redes sociais, para refletirmos um pouco sobre a natureza e o propósito dos ataques virulentos que estão sendo lançados contra o presidente Michel Temer e também sobre os princípios gerais de manipulação e controle de massas. (Ver ao final do texto) 


Como vimos antes, durante e logo após a recente entrevista do presidente Temer à TV Cultura, diversas pessoas esclarecidas, pessoas que até ontem combatiam o PT, Lula e Dilma, resolveram atacar de forma deliberada, apressada e virulenta o recém-empossado presidente. 



Claro que Michel Temer não foi eleito por mim, nem pela imensa maioria do povo brasileiro que foi às ruas clamando pela remoção de Dilma. Ele, juntamente com Dilma, foram eleitos pelos defensores da organização criminosa liderada por Lula e também pela massa ingênua que transformou um "bandido e pilantra" e uma “criminosa e inconsequente” em presidentes do Brasil. 



E quantas vezes fomos às ruas? Após anos e anos de lutas e embates, conseguimos às duras penas remover DILMA e LULA com seu bando do poder. O impeachment de Dilma foi e continua sendo a vitória de todos nós, contribuintes indignados do Estado brasileiro. 

Mas a regra constitucional sobre o impeachment é clara: na vacância do presidente assume o vice. E foi assim que Temer assumiu, com o respaldo da Constituição Brasileira. Durante o Impeachment, enquanto Lula, Dilma com seus bandos tramavam, armavam e lutavam para continuarem roubando e promovendo o desmonte do Brasil, nós sentíamos os efeitos da crise e das condições sofríveis em que a Nação se deteriorava. Nosso país não tinha rumo, nem alternativas para enfrentar as crises, econômica, política e moral mais devastadoras da sua história. 

O governo Temer herdou dos seus antecessores uma dívida bruta impagável de R$ 6,8 trilhões e reservas de apenas 6% desse montante e um déficit fiscal de R$ 170 bilhões em 2016 e com todas as empresas estatais saqueadas, insolventes e quebradas. Ou seja, Temer assumiu o comando do país em meio ao caos sem solução de curto ou médio prazos, e quanto a isso ninguém em sã consciência pode negar. 

Diante de tantos escândalos, de tantos atos criminosos e da crise deixada de herança pelo PT, eu pergunto aos petistas e aos novos críticos do novo governo: o que têm feito Lula, Dilma e a petralhada até agora, além de sabotar, sabotar e sabotar, para que nada dê certo em nosso país? O que têm feito a canalha sindicalista, a CUT, CGT, MST e outros núcleos de parasitas para ajudar a Nação a superar tantos problemas? Eu respondo: nada e nada além de conspirar, sabotar, sabotar e sabotar. 

Portanto, amigos, bater no presidente Michel Temer agora é fazer o jogo sujo e ordinário do PT. É validar o plano de sabotagem que vem sendo incentivado por Lula, Dilma e por outros cretinos da organização criminosa que lutamos para remover do poder. 

Quem tem um pouco mais de tirocínio político não deve cair nessas armadilhas. Estamos vendo o novo governo trabalhando com dificuldade, sem apoio popular e mesmo assim vem conseguindo fazer reformas importantes e em tempo recorde para tirar o nosso país da crise. 

Toda a nossa luta para removermos Dilma com seu bando do poder não terá sentido se negarmos agora (nessa hora difícil) um voto de confiança para que a nova equipe governamental promova as mudanças de rumo da economia brasileira, afinal, uma nova crise institucional agora, levará o país à bancarrota em questão de semanas. E é exatamente isso o que a súcia da chupeta, a cambada da mortadela quer, ou seja, que nós brasileiros que tanto lutamos para remover o bando petista do poder, atuemos nas redes sociais para enfraquecer o novo governo que eles mesmo elegeram. 

Amigos, o que interessa a Lula, Dilma e ao PT não nos interessa. A difusão do medo, o enfraquecimento dos grupos de resistência e a divisão da sociedade são os elementos primordiais do controle social que o PT sempre desejou por em prática no Brasil. Como não conseguiram, a estratégia agora dessa mundiça consiste em desviar a atenção da sociedade, afastar o nosso foco dos problemas realmente importantes e das grandes questões que carecem de soluções, como por exemplo, a questão econômica. 

O PT, assim como os comunistas, são hábeis em utilizarem as mídias para alimentar debates sobre temas insignificantes que possam desviar o foco das pessoas daquilo que realmente importa à sociedade. Apelar para o emocional é uma técnica clássica dos comuno-socialistas para curtocircuitar a análise racional e, portanto, o sentido crítico dos indivíduos.

É notório que a imprensa precisa de notícias e de fatos que chamem a atenção geral, mas manter a audiência distraída, longe dos verdadeiros problemas e refém dos temas sem importância real, faz parte dos jogos sujos do PT. 

Um exemplo disso: pergunte, provoque, instigue um presidente de república a comentar sobre a prisão do seu antecessor. 

Primeiro cria-se um problema, uma “situação” destinada a suscitar uma certa reação do público, a fim de que o próprio público passe a exigir as medidas que se deseja fazê-lo aceitar. 

Outro exemplo: fomentar a violência urbana ou patrocinar grupos para praticar atentados sangrentos a fim de que a sociedade passe a reivindicar leis securitárias em detrimento da sua liberdade. 

Ou ainda: promover ou acirrar uma crise econômica para elevar os impostos e em seguida comprometer a qualidade dos serviços públicos. E nenhum apelo emocional é mais eficiente para abrir a porta de acesso ao inconsciente, para implantar ideias, desejos, medos ou comportamentos díspares do que uma crise econômica. 

Outro modo de fazer com que a sociedade aceite uma decisão impopular é apresentá-la como “dolorosa, mas necessária”, obtendo o acordo do público no presente para uma aplicação no futuro. 

Claro está que para qualquer pessoa é sempre mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro porque a dor não será sofrida de imediato; segundo porque o indivíduo tem sempre a esperança de que “tudo irá melhorar amanhã” e que um sacrifício exigido poderá ser evitado. E terceiro porque, isto dá tempo ao indivíduo para se habituar à ideia da mudança e aceitá-la com resignação quando chegar o momento da cobrança.

E o momento chegou, tanto que estamos pagando, sem comer e sem beber, por todos os desmandos que Lula e Dilma com seu bando puseram em nossas costas. 

Sinceramente, não é tarefa fácil para um governo (com ou sem popularidade) consertar tantos desmandos e resolver tantas questões complexas, sobretudo com um congresso atulhado de larápios federais.

Se Temer foi feliz ou infeliz na resposta ao repórter sobre a prisão de Lula, isso não significa absolutamente nada, por uma forte e consistente razão: Lula é um bandido mundialmente conhecido e seu caso é um caso de polícia, de porta de xadrez e não de presidente da república. 

Mas, apesar dos ataques e sabotagens, rogo aos céus para que o presidente Michel Temer seja tolerante, que paute as ações sob as lentes da ética da responsabilidade, que faça os acordos necessários à governabilidade do país e que consiga terminar seu mandato em 2018, deixando a economia nos trilhos e o país crescendo e sendo respeitado mundo à fora. 

Bastaria o presidente Temer realizar essa proeza até 2018, para a imprensa ungi-lo com honras ao panteão dos grandes estadistas, quando então seu mandato chegará ao fim, dando-nos a chance de elegermos um novo dirigente do Brasil. 

Ruy Câmara.

http://blogdoescritorruycmara.blogspot.com/2016/11/sobre-natureza-e-o-proposito-dos.html