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quinta-feira, abril 01, 2021

IDEOLOGIA E IMPOSTURA

Na minha coluna de hoje (01/04/21) no Jornal Diário do Nordeste, abordei sobre a contrarrevolução comunista de 1964. 

                                          IDEOLOGIA E IMPOSTURA 

Neste final de março, as Forças Armadas do Brasil celebram 57 anos da contrarrevolução comunista, regime que a “esquerda” brasileira nomina de “ditadura militar”, mas que, em verdade, revezou cinco presidentes honrados e proativos ao longo de 20 anos em que o País crescia e se desenvolvia à taxa de 11,1% ao ano, deixando de ser um País agrário para se tornar uma Nação industrializada. 

Como falar em ditadura militar se o presidente Castelo Branco ficou no poder apenas 2 anos e 11 meses? Se o presidente Costa e Silva governou somente por 2 anos e 5 meses? Se a Junta Governativa, composta por três militares, governou por apenas 60 dias? Se a presidência de Garrastazu Médici durou 4 anos e 5 meses? Se o presidente Ernesto Geisel governou 5 anos e passou a vaga para o presidente João Figueiredo, que governou por 6 anos e afastou-se completamente da cena política? 


Portanto, é desonestidade pechar de ditadura os governos militares enquanto se defende regimes tirânicos no quais o sujeito não suportaria viver. No Brasil, há uma corte de latifundiários da cultura e uma plêiade de intelectuais que aplaudem os regimes ditatoriais de Cuba e Venezuela, mas obviamente não querem viver lá de jeito nenhum. 

É verdade que inocentes não chegam ao poder e, nas disputas pelo poder, não há inocentes e nessas disputas cada trapaceiro blefa com a carta que esconde. Tanto que as elites da esquerda omitem que, ao contrário de tantos outros presidentes, governadores, prefeitos, parlamentares e burocratas, nenhum presidente do período militar enriqueceu; nenhum deles deixou posses e haveres roubados da nação para seus herdeiros e todos eles morreram como cidadãos comuns, de classe média ou menos ainda. 

De fato, não há honestidade intelectual e nem mesmo seriedade histórica quando confundem os cinco governos militares pós 64, com as ditaduras implantadas nos países aparelhados e sob o império de ideologias fracassadas no passo da história...

(Leia a matéria completa clicando no link do Jornal DN abaixo)

https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/opiniao/colunistas/ruy-camara/ideologia-e-impostura-1.3067752

quarta-feira, janeiro 02, 2019

NOSSA TAREFA EM DEFESA DO BRASIL


A partir de hoje, 02/01/2019, o Brasil retoma a sua caminhada de recuperação do tempo perdido rumo ao futuro glorioso que tanto desejamos, para nós e para as futuras gerações.

A tarefa maior que compete a cada cidadão e cidadã brasileiro responsável e consciente é combater e enfrentar com altivez os bandos de abutres e sabotadores das esquerdas lacaias e revanchistas que farão tudo para que os projetos não sejam aprovados, para que a nação não se desenvolva e para que e para que nada dê certo no Brasil.

Outra importante tarefa nossa é ajudar a expurgar e a banir de todas as instituições do nosso QUERIDO e AMADO BRASIL tudo de ruim que deriva da mentalidade petista, comunista, socialista e comuno-socialista.

A Faxina que faremos desses tipos nocivos de mentalidades atrofiadas e danosas deve ser iniciada agora e já, principalmente nas escolas e universidades, mesmo que isso nos custe algumas velhas ou novas amizades.


De minha parte, estejam certos: enfrentar e combater de frente essas mentalidades que tantos males causaram ao nosso país e ao povo brasileiro é mera continuidade do que eu venho fazendo desde os anos 90.  


Ruy Câmara

quinta-feira, outubro 11, 2018

AS ACUSAÇÕES INFUNDADAS DA ESQUERDA

Jair Bolsonaro vem sendo pechado pela camarilha da esquerda de nazista, de fascista e de uma dezena de adjetivos desqualificativos, inclusive de torturador. 

Obviamente essas acusações são completamente infundadas e não se sustentam, nem do ponto de vista filosófico e muito menos do ponto de vista moral. 

Como demostrarei a seguir, fascista e nazista são as palavras mais usadas e mais mal-empregadas pela esquerda para insultar a direita. Não só para insultar, mas para atingir moralmente as pessoas de boa reputação. 

Esse equívoco vem de longe. Nos anos 60 e 70 o termo fascista, tal como utilizado originalmente por Habermas, aludia aos grupos terroristas de extrema esquerda que causavam terror naqueles anos. 

Na década de 80, nos EUA e Europa, o termo era empregado para atacar o ideário derivado do marxismo. 

E agora, tardiamente, a esquerda revanchista resolveu conectar Bolsonaro com a contrarrevolução militar de 1964, mesmo sabendo que há 54 anos Bolsonaro (que nasceu em 1955), ainda era um fedelho que andava de calças curtas.  

Aliás, a esquerda formada por petistas e socialistas (eufemismo envergonhado de comunistas) tem como estratégia mentir, fraudar, sabotar, roubar, não assumir os próprios erros e, ainda por cima, lança sobre os adversários tudo o que de pior ela própria, a esquerda, produz e pratica. 

Nazismo, fascismo ou nazi-fascismo são ideologias totalitárias que se fortaleceram antes e durante a 1ª Guerra Mundial, combatendo o socialismo internacionalista marxista (que é uma versão do trotskismo) e também  o comunismo que tinha sido vitorioso na Rússia após a revolução de outubro de 1917. E, internamente, combatia o capitalismo liberal, que à época se fortalecia na Alemanha e Itália. 

O nazismo firmou-se na Alemanha como uma espécie de 3ª via que rejeitava a direita liberal da época e a esquerda radical marxista que se infiltrava na Europa. 

Em verdade, nazismo e fascismo eram um tipo de socialismo mais rígido, mais disciplinado, que combatia o comunismo soviético e o socialismo marxista europeu ao mesmo tempo. 

Não é custoso lembrar que a base do nazismo ou melhor, do Nacional-Socialismo, foi o Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães (o PT da Alemanha)  que incorporou a ideologia associada ao Partido Nazista da Alemanha, partido que à época queria modelar uma sociedade homogênea para alcançar a supremacia ariana. 

Portanto, nazismo e fascismo são ideologias de estados totalitários e estatizantes, governados por tiranos e ditadores com poderes absolutistas, adeptos do CONTROLE SOCIAL, que é o método mais repressor das liberdades individuais, apartados da Democracia e radicalmente contra o liberalismo econômico.  

O fascismo e o nazismo se consolidaram manobrando o sindicalismo trabalhista (coma faz o PT, PSOL e PCdoB) e controlando as instituições nacionalistas que combatiam a democracia liberal e defendiam, de um lado, o controle social e o do outro lutava para que toda a estrutura econômica fosse regulada pelo Estado. 

Numa frase: a essência do fascismo e do nazismo é o totalitarismo e o controle social dos indivíduos, controle desde o nascimento ao túmulo.


Ora, a sociedade brasileira tem convicção de que Jair Bolsonaro defende com patriotismo a democracia política, o
liberalismo econômico, o livre competição e o livre mercado, a meritocracia, o equilíbrio das contas públicas, a redução dos impostos, as liberdades e as garantias individuais, ou seja, sabe que Bolsonaro defende justamente o contrário de tudo o que faz parte do ideário nazista, fascista, comunista, socialista, o mesmo ideário que consta nas cartas programáticas do PT, PSOL, PCdoB, dos demais núcleos de esquerda e, também na mente obtusa da camarilha esquerdista que tão fervorosamente defende o aparelhamento do Estado pelos kamaradas, defende o peleguismo sindical, o controle social e o assistencialismo como método de sujeição do indivíduo ao Estado.

Se o leitor deseja encontrar algum vírus derivado do nazismo ou fascismo no Brasil, esse vírus não será encontrado no Bolsonaro,  e sim no PT e nessa mundiça esquerdista. 

Ruy Câmara

The novelist, playwright, script writer, and sociologist Ruy Câmara was born in Brasil. Before turning to literature Câmara pursued a most varied career. Having graduated in mechanical technology, he studied production engineering, philosophy and sociology while also specializing in drama for theater, cinema and television. In 1992 he brought his family together and announced that he was quitting his business career to devote himself entirely to literature. The author lives in Fortaleza, state of Ceará and his work, called by critics a contemporary classic, won major awards. 

Literary Prizes:
Jabuti Prize 2004 – First Finalist – Brazilian Book Chamber 
Prize for Fiction -Brazilian Letters Academy - Best Novel – 2004
Prize: Best Novel Translated - Writers' Association of Bucharest – 2009. 










terça-feira, setembro 11, 2018

PROMESSA DE CONTROLE SOCIAL E PICARETAGEM IDEOLÓGICA DE CIRO GOMES





Vi agora mesmo o vídeo acima, postado no Youtube, no qual Ciro Gomes explicita o seu desespero ideológico ou insanidade. 

Sem falsa modéstia, eu sei muito bem o que significa CONTOLE SOCIAL e o que sucedeu com as nações que se deixaram dominar por ideais totalitárias e tirânicas. 

Causa-me espanto saber de um político (funcionário público muito bem remunerado pelo contribuinte que trabalha) pregando o CONTROLE SOCIAL numa Nação cuja democracia ainda sofre de raquitismo. 

Diferentemente do falastrão, Ciro Gomes, eu conheço e conheço bem, todos os países que foram vítimas do comunismo, do socialismo (que é eufemismo envergonhado de comunismo) e dos ismos derivados da mente insana do velho barbudo de Trier, Karl Marx. 

E sei muito bem o que ocorreu com as sociedades e nações que se dobraram e foram submetidas aos métodos truculentos de controle social. Conheço todas essas nações, exceto as da África, não fazendo turismo de vinho e caviar, mas pesquisando in-loco, desde 1980 até muito recentemente, no Leste Europeu, Rússia, China, Coreia do Norte, Cuba, Venezuela e mais recentemente nos Balcãs, onde passei 3 meses pesquisando e documentando naquele cenários de extermínios e de matanças humanas. 

É espantoso ouvir Ciro Gomes prometendo com arrogo que, se eleito (não o será jamais) implantará no Brasil o famigerado Controle Social e demandará esforços pelo extermínio da moral cristã, sob a ótica obtusa de que a humanidade precisa de controle de um tirano. 

Ora, conheço Ciro desde os seus tempos de suplente de deputado (anos 80), mas nunca confiei nesse sujeito prepotente. E agora posso afirmar: Ciro Gomes tornou-se verdadeiramente um indivíduo realmente muito perigoso e excessivamente nocivo à economia política do Brasil e mais ainda à sociedade que empreende e que trabalha para suster um imenso contingente de indivíduos que, tal como ele próprio, Ciro Gomes, vivem há décadas parasitando e mamando com boa parte de sua reca nas tetas do Estado Brasileiro. 

Ora, nem mesmo os comunistas e sua versão FAKE que se dizem socialistas, mesmo os mais sanguinários e radicais, ousam mencionar o que ocorreu com as nações que se curvaram ao famigerado Controle Social prometido por estupidez congenial desse oligarca rastaquera de Sobral. 

Raros são aqueles comunistas capazes de admitir que a história do comunismo e da sua versão fake (socialismo) é uma história de matanças humanas e de tragédias econômicas que submeteram civilizações inteiras ao trabalho forçado, ao cárcere, à miséria e à morte. 

Nem mesmo os dinossauros, Lenin e Stalin conseguiram manter o controle social na extinta União Soviética sem a expansão dos GULAGS e das máquina de triturar vidas nas operações que empreenderam as grandes matanças humanas.

O Brasil precisa enfrentar e demolir as ideais totalitárias desse comunista de oportunidade que se presume sabedor do que prega impunemente com um só objetivo: seduzir ou ludibriar as mentes ingênuas, afetadas pela JUMENTICE CRÔNICA ou pela patologia enfermiça e contagiosa que em 1980 nominei de SOCIOSCLEROSE MAXISTA DEPRESSIVA. 

Pincei do livro que escrevo há 12 anos o seguinte: O comunismo é a combinação mortífera do canibalismo ideológico com a carnificina perpetrada pelo tirano em benefício próprio e em nome do Estado. O comunismo infunde a visão ufanista de que livrará o mundo dos fundamentos capitalistas, mas implora pelo capital alheio para uso nas inconsequências do regime. Os comunistas são ardilosos por vocação e vingativos por convicção. A propaganda comunista faz o sujeito acreditar que fez uma ótima opção, mesmo estando arrebentado.

O comunismo ou socialismo só pode existir com o amparo de um capitalismo supremamente monopolista, cujo patrão é o Estado dirigido por um grupo de lacaios burros, cruéis e sanguinários, que corrompem uma classe privilegiada formada por comissários burgueses, por políticos corruptos e por burocratas incompetentes, todos eles de mentalidade fossilizada e dispostos a eliminar qualquer obstáculo para não perderem seus privilégios. 

Ruy Câmara.

quarta-feira, abril 18, 2018

Por que o nazismo era socialismo e por que o socialismo é totalitário?




A caracterização da Alemanha Nazista como um estado socialista foi uma das grandes  contribuições de Ludwig von Mises. Neste artigo pretendo demonstrar que a Alemanha Nazista era um estado socialista, e não capitalista. E mostrar por que o socialismo, compreendido como um sistema econômico baseado na propriedade estatal dos meios de produção, necessariamente requer uma ditadura totalitária.

Quando nos recordamos de que a palavra "Nazi" era uma abreviatura de "der Nationalsozialistische Deutsche Arbeiters Partei" — Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães —, a caracterização de Mises pode não parecer tão notável. O que se poderia esperar do sistema econômico de um país comandado por um partido com "socialista" no nome além de ser socialista?

Não obstante, além de Mises e seus leitores, praticamente ninguém pensa na Alemanha Nazista como um estado socialista. É muito mais comum se acreditar que ela representou uma forma de capitalismo, aquilo que comunistas e marxistas em geral têm alegado.

A base do argumento de que a Alemanha Nazista era capitalista é o fato de que a maioria das indústrias foi aparentemente deixada em mãos privadas.

O que Mises identificou foi que a propriedade privada dos meios de produção existia apenas nominalmente sob o regime Nazista, e que o verdadeiro conteúdo da propriedade dos meios de produção residia no governo alemão. Pois era o governo alemão e não o proprietário privado nominal quem decidia o que deveria ser produzido, em qual quantidade, por quais métodos, e a quem seria distribuído, bem como quais preços seriam cobrados e quais salários seriam pagos, e quais dividendos ou outras rendas seria permitido ao proprietário privado nominal receber. 

A posição do que se alega terem sido proprietários privados era reduzida essencialmente à função de pensionistas do governo, como Mises demonstrou.

A propriedade governamental "de fato" dos meios de produção, como Mises definiu, era uma consequência lógica de princípios coletivistas fundamentais adotados pelos nazistas como o de que o bem comum vem antes do bem privado e de que o indivíduo existe como meio para os fins do estado. Se o indivíduo é um meio para os fins do estado, então, é claro, também o é sua propriedade. Do mesmo modo em que ele pertence ao estado, sua propriedade também pertence.

Mas o que especificamente estabeleceu o socialismo "de fato" na Alemanha Nazista foi a introdução do controle de preços e salários em 1936. Tais controles foram impostos como resposta ao aumento na quantidade de dinheiro na economia praticada pelo regime nazista desde a época da sua chegada ao poder, no início de 1933. O governo nazista aumentou a quantidade de dinheiro no mercado como meio de financiar o vasto aumento nos gastos governamentais devido a seus programas de infraestrutura, subsídios e rearmamento. O controle de preços e salários foi imposto em resposta ao aumento de preços resultante desta inflação.

O efeito causado pela combinação entre inflação e controle de preços foi a escassez, ou seja, a situação na qual a quantidade de bens que as pessoas tentam comprar excede a quantidade disponível para a venda.

As escassezes, por sua vez, resultam em caos econômico. Não se trata apenas da situação em que consumidores que chegam mais cedo estão em posição de adquirir todo o estoque de bens, deixando o consumidor que chega mais tarde sem nada — uma situação a que os governos tipicamente respondem impondo racionamentos. Escassezes resultam em caos por todo o sistema econômico. Elas tornam aleatória a distribuição de suprimentos entre as regiões geográficas, a alocação de um fator de produção dentre seus diferentes produtos, a alocação de trabalho e capital dentre os diferentes ramos do sistema econômico.

Face à combinação de controle de preços e escassezes, o efeito da diminuição na oferta de um item não é, como seria em um mercado livre, o aumento do preço e da lucratividade, operando o fim da diminuição da oferta, ou a reversão da diminuição se esta tiver ido longe demais. O controle de preços proíbe o aumento do preço e da lucratividade. Ao mesmo tempo, as escassezes causadas pelo controle de preços impedem que aumentos na oferta reduzam o preço e a lucratividade de um bem. Quando há uma escassez, o efeito de um aumento na oferta é apenas a redução da severidade desta escassez. Apenas quando a escassez é totalmente eliminada é que um aumento na oferta necessita de uma diminuição no preço, trazendo consigo uma diminuição na lucratividade.

Como resultado, a combinação de controle de preços e escassezes torna possíveis movimentos aleatórios de oferta sem qualquer efeito no preço ou na lucratividade. Nesta situação, a produção de bens dos mais triviais e desimportantes, como bichinhos de pelúcia, pode ser expandida à custa da produção dos bens importantes e necessários, como medicamentos, sem efeito sobre o preço ou lucratividade de nenhum dos bens. O controle de preços impediria que a produção de remédios se tornasse mais lucrativa, conforme a sua oferta fosse diminuindo, enquanto a escassez mesmo de bichinhos de pelúcia impediria que sua produção se tornasse menos lucrativa conforme sua oferta fosse aumentando.

Como Mises demonstrou, para lidar com os efeitos indesejados decorrentes do controle de preços, o governo deve abolir o controle de preços ou ampliar tais medidas, precisamente, o controle sobre o que é produzido, em qual quantidade, por meio de quais métodos, e a quem é distribuído, ao qual me referi anteriormente. A combinação de controle de preços com estas medidas ampliadas constituem a socialização "de fato" do sistema econômico. Pois significa que o governo exerce todos os poderes substantivos de propriedade.

Este foi o socialismo instituído pelos nazistas. Mises o chama de modelo alemão ou nazista de socialismo, em contraste ao mais óbvio socialismo dos soviéticos, ao qual ele chama de modelo russo ou bolchevique de socialismo.

O socialismo, é claro, não acaba com o caos causado pela destruição do sistema de preços. Ele apenas perpetua esse caos. E se introduzido sem a existência prévia de controle de preços, seu efeito é inaugurar este mesmo caos. Isto porque o socialismo não é um sistema econômico verdadeiramente positivo. É meramente a negação do capitalismo e seu sistema de preços. E como tal, a natureza essencial do socialismo é a mesma do caos econômico resultante da destruição do sistema de preços por meio do controle de preços e salários. 

(Quero demonstrar que a imposição de cotas de produção no estilo bolchevique de socialismo, com a presença de incentivos por todos os lados para que estas sejam excedidas, é uma fórmula certa para a escassez universal da mesma forma como ocorre quando se controla preços e salários.)

No máximo, o socialismo meramente muda a direção do caos. O controle do governo sobre a produção pode tornar possível uma maior produção de alguns bens de especial importância para si mesmo, mas faz isso à custa de uma devastação de todo o resto do sistema econômico. Isto porque o governo não tem como saber dos efeitos no resto do sistema econômico da sua garantia da produção dos bens aos quais atribui especial importância.

Os requisitos para a manutenção do sistema de controle de preços e salários trazem à luz a natureza totalitária do socialismo — mais obviamente, é claro, na variante alemã ou nazista de socialismo, mas também no estilo soviético.

Podemos começar com o fato de que o autointeresse financeiro dos vendedores operando sob o controle de preços seja de contornar tais controles e aumentar seus preços. Compradores, antes impossibilitados de obter os bens, estão dispostos a — na verdade, ansiosos para — pagar estes preços mais altos como meio de garantir os bens por eles desejados. Nestas circunstâncias, o que pode impedir o aumento dos preços e o desenvolvimento de um imenso mercado negro?

A resposta é a combinação de penas severas com uma grande probabilidade de ser pego e, então, realmente punido. É provável que meras multas não gerem a dissuasão necessária. Elas serão tidas como simplesmente um custo adicional. Se o governo deseja realmente fazer valer o controle de preços, é necessário que imponha penalidades comparadas àquelas dos piores crimes.

Mas a mera existência de tais penas não é o bastante. O governo deve tornar realmente perigosa a condução de transações no mercado negro. Deve fazer com que as pessoas temam que agindo desta forma possam, de alguma maneira, ser descobertas pela polícia, acabando na cadeia. Para criar tal temor, o governo deve criar um exército de espiões e informantes secretos. Por exemplo, o governo deve fazer com que o dono da loja e o seu cliente tenham medo de que, caso venham a se engajar em uma transação no mercado negro, algum outro cliente na loja vá lhe informar.

Devido à privacidade e sigilo em que muitas transações no mercado negro ocorrem, o governo deve ainda fazer com que qualquer participante de tais transações tenha medo de que a outra parte possa ser um agente da polícia tentando apanhá-lo. O governo deve fazer com que as pessoas temam até mesmo seus parceiros de longa data, amigos e parentes, pois até eles podem ser informantes.

E, finalmente, para obter condenações, o governo deve colocar a decisão sobre a inocência ou culpa em casos de transações no mercado negro nas mãos de um tribunal administrativo ou seus agentes de polícia presentes. Não pode contar com julgamentos por júris, devido à dificuldade de se encontrar número suficiente de jurados dispostos a condenar a vários anos de cadeia um homem cujo crime foi vender alguns quilos de carne ou um par de sapatos acima do preço máximo fixado.

Em suma, a partir daí o requisito apenas para a aplicação das regulamentações de controle de preços é a adoção de características essenciais de um estado totalitário, nominalmente o estabelecimento de uma categoria de "crimes econômicos", em que a pacífica busca pelo autointeresse material é tratada como uma ofensa criminosa grave. Para tanto é necessário o estabelecimento de um aparato policial totalitário, repleto de espiões e informantes, com o poder de prisões arbitrárias.

Claramente, a imposição e a fiscalização do controle de preços requerem um governo similar à Alemanha de Hitler ou à Rússia de Stalin, no qual praticamente qualquer pessoa pode ser um espião da polícia e no qual uma polícia secreta existe e tem o poder de prender pessoas. Se o governo não está disposto a ir tão longe, então, nesta medida, o controle de preços se prova inaplicável e simplesmente entra em colapso. Nesse caso, o mercado negro assume maiores proporções. 

(Observação: não estou sugerindo que o controle de preços foi a causa do reino de terror instituído pelos nazistas. Estes iniciaram seu reino de terror bem antes da decretação do controle de preços. Como resultado, o controle de preços foi decretado em um ambiente feito para a sua aplicação.)

As atividades do mercado negro exigem o cometimento de outros crimes. Sob o socialismo "de fato", a produção e a venda de bens no mercado negro exige o desafio às regulamentações governamentais no que diz respeito à produção e à distribuição, bem como o desafio ao controle de preços. Por exemplo, o governo pretende que os bens que são vendidos no mercado negro sejam distribuídos de acordo com seu planejamento, e não de acordo com o do mercado negro. O governo pretende, igualmente, que os fatores de produção usados para se produzir aqueles bens sejam utilizados de acordo com o seu planejamento, e não com o propósito de suprir o mercado negro.

Sobre um sistema socialista "de direito", como o que existia na Rússia soviética, no qual o ordenamento jurídico do país aberta e explicitamente tornava o governo o proprietário dos meios de produção, toda a atividade do mercado negro, necessariamente, exige a apropriação indébita ou o roubo da propriedade estatal. Por exemplo, considerava-se que os trabalhadores e gerentes de fábricas na Rússia soviética que tiravam produtos destas para vender no mercado negro estavam roubando matéria-prima fornecida pelo estado.

Além disso, em qualquer tipo de estado socialista — nazista ou comunista —, o plano econômico do governo é parte da lei suprema do país. Temos uma boa ideia de quão caótico é o chamado processo de planejamento do socialismo. O distúrbio adicional causado pelo desvio, para o mercado negro, de suprimentos de produção e outros bens é algo que o estado socialista toma como um ato de sabotagem ao planejamento econômico nacional. E sabotagem é como o ordenamento jurídico dos estados socialistas se refere a isto. Em concordância com este fato, atividades de mercado negro são, com frequência, punidas com pena de morte.

Um fato fundamental que explica o reino de terror generalizado encontrado sob o socialismo é o incrível dilema em que o estado socialista se coloca em relação à massa de seus cidadãos. Por um lado, o estado assume total responsabilidade pelo bem-estar econômico individual. O estilo de socialismo russo ou bolchevique declara abertamente esta responsabilidade — esta é a fonte principal do seu apelo popular. Por outro lado, o estado socialista desempenha essa função de maneira desastrosa, tornando a vida do indivíduo um pesadelo.

Todos os dias de sua vida, o cidadão de um estado socialista tem de perder tempo em infindáveis filas de espera. Para ele, os problemas enfrentados pelos americanos com a escassez de gasolina nos anos 1970 são normais; só que ele não enfrenta este problema em relação à gasolina — pois ele não tem um carro e nem a esperança de ter — mas sim em relação a itens de vestuários, verduras, frutas, e até mesmo pão. 

Pior ainda: ele é forçado a trabalhar em um emprego que não foi por ele escolhido e que, por isso, deve odiar. (Já que sob escassezes, o governo acaba por decidir a alocação de trabalho da mesma maneira que faz com a alocação de fatores de produção materiais.) E ele vive em uma situação de inacreditável superlotação, com quase nenhuma chance de privacidade. Frente à escassez habitacional, pessoas estranhas são designados pelo governo a morarem juntas; famílias são obrigadas a compartilhar apartamentos. Um sistema de passaportes e vistos internos é adotado a fim de limitar a severidade da escassez habitacional em áreas mais desejáveis do país. Expondo suavemente, uma pessoa forçada a viver em tais condições deve ferver de ressentimento e hostilidade.

Contra quem seria lógico que os cidadãos de um estado socialista dirigissem seu ressentimento e hostilidade se não o próprio estado socialista? Contra o mesmo estado socialista que proclamou sua responsabilidade pela vida deles, prometeu uma vida de bênção, e que é responsável por proporcionar-lhes uma vida de inferno. De fato, os dirigentes de um estado socialista vivem um dilema no qual diariamente encorajam o povo a acreditar que o socialismo é um sistema perfeito em que maus resultados só podem ser fruto do trabalho de pessoas más. Se isso fosse verdade, quem poderiam ser estas pessoas más senão os próprios líderes, que não apenas tornaram a vida um inferno, mas perverteram a este ponto um sistema supostamente perfeito?

A isso se segue que os dirigentes de um estado socialista devem temer seu povo. Pela lógica das suas ações e ensinamentos, o fervilhante e borbulhante ressentimento do povo deveria jorrar e engoli-los numa orgia de vingança sangrenta. Os dirigentes sentem isso, ainda que não admitam abertamente; e, portanto, a sua maior preocupação é sempre manter fechada a tampa da cidadania.

Consequentemente, é correto, mas bastante inadequado, dizer apenas que "o socialismo carece de liberdade de imprensa e expressão." Carece, é claro, destas liberdades. Se o governo é dono de todos os jornais e gráficas, se ele decide para quais propósitos a prensa e o papel devem ser disponibilizados, então obviamente nada que o governo não desejar poderá ser impresso. Se a ele pertencem todos os salões de assembléias e encontros, nenhum pronunciamento público ou palestra que o governo não queira não poderá ser feita. Mas o socialismo vai muito além da mera falta de liberdade de imprensa e de expressão.

Um governo socialista aniquila totalmente estas liberdades. Transforma a imprensa e todo foro público em veículos de propaganda histérica em prol de si mesmo, e pratica cruéis perseguições a todo aquele que ouse desviar-se uma polegada da linha do partido oficial.

A razão para isto é o medo que o dirigente socialista tem do povo. Para se proteger, eles devem ordenar que o ministério da propaganda e a polícia secreta façam de tudo para reverter este medo. O primeiro deve tentar desviar constantemente a atenção do povo quanto à responsabilidade do socialismo, e dos dirigentes socialistas, em relação à miséria do povo. O outro deve desestimular e silenciar qualquer pessoa que possa, mesmo que remotamente, sugerir a responsabilidade do socialismo ou de seus dirigentes em relação à miséria do povo — ou seja, deve desestimular qualquer um que comece a mostrar sinais de estar pensando por si mesmo. 

É por causa do terror dos dirigentes, e da sua necessidade desesperada de encontrar bodes-expiatórios para as falhas do socialismo, que a imprensa de um país socialista está sempre cheia de histórias sobre conspirações e sabotagens estrangeiras, e sobre corrupção e mau gerenciamento da parte de oficiais subordinados, e por que, periodicamente, é necessário desmascarar conspirações domésticas e sacrificar oficiais superiores e facções inteiras do partido em gigantescos expurgos.

E é por causa do seu terror, e da sua necessidade desesperada de esmagar qualquer suspiro de oposição em potencial, que os dirigentes do socialismo não ousam permitir nem mesmo atividades puramente culturais que não estejam sob o controle do estado. Pois se o povo se reúne para uma amostra de arte ou um sarau de literário que não seja controlado pelo estado, os dirigentes devem temer a disseminação de idéias perigosas. Quaisquer idéias não-autorizadas são idéias perigosas, pois podem levar o povo a pensar por si mesmo e, a partir daí, começar a pensar sobre a natureza do socialismo e de seus dirigentes. Estes devem temer a reunião espontânea de qualquer punhado de pessoas em uma sala, e usar a polícia secreta e seu aparato de espiões, informantes, e mesmo o terror para impedir tais encontros ou ter certeza de que seu conteúdo é inteiramente inofensivo do ponto de vista do estado.

O socialismo não pode ser mantido por muito tempo, exceto por meio do terror. Assim que o terror é relaxado, ressentimento e hostilidade logicamente começam a jorrar contra seus dirigentes. O palco está montado, então, para uma revolução ou uma guerra civil. De fato, na ausência de terror, ou, mais corretamente, de um grau suficiente de terror, o socialismo seria caracterizado por uma infindável série de revoluções e guerras civis, conforme cada novo grupo dirigente se mostrasse tão incapaz de fazer o socialismo funcionar quanto foram seus predecessores. 

A inescapável conclusão a ser traçada é a de que o terror experimentado nos países socialistas não foi simplesmente culpa de homens maus, como Stalin, mas sim algo que brota da natureza do sistema socialista. Stalin vem à frente porque sua incomum perspicácia e disposição ao uso do terror foram as características específicas mais necessárias para um líder socialista se manter no poder. Ele ascendeu ao topo por meio de um processo de seleção natural socialista: a seleção do pior.

Por fim, é necessário antecipar um possível mal-entendido em relação à minha tese de que o socialismo é totalitário por natureza. Diz respeito aos países supostamente socialistas dirigidos por social-democratas, como a Suécia e outros países escandinavos, que claramente não são ditaduras totalitárias.

Neste caso, é necessário que se entenda que não sendo estes países totalitários, não são também socialistas. Os partidos que os governam podem até sustentar o socialismo como sua filosofia e seu fim último, mas socialismo não é o que eles implementaram como seu sistema econômico. Na verdade, o sistema econômico vigente em tais países é a economia de mercado obstruída, como Mises definiu. Ainda que seja mais obstruído do que o nosso em aspectos importantes, seu sistema econômico é essencialmente similar ao nosso, no qual a força motora característica da produção e da atividade econômica não é o governo, mas sim a iniciativa privada motivada pela perspectiva de lucro.

A razão pela qual social-democratas não estabelecem o socialismo quando estão no poder, é que eles não estão dispostos a fazer o que seria necessário. O estabelecimento do socialismo como um sistema econômico requer um ato maciço de roubo — os meios de produção devem ser expropriados de seus donos e tomados pelo estado. É virtualmente certo que tais expropriações provoquem grande resistência por parte dos proprietários, resistência que só pode ser vencida pelo uso de força bruta.

Os comunistas estavam e estão dispostos a usar esta força, como evidenciado na União Soviética. Seu caráter é o dos ladrões armados preparados para matar caso isso seja necessário para dar cabo dos seus planos. O caráter dos social-democratas, em contraste, é mais próximo ao dos batedores de carteira: eles podem até falar em coisas grandiosas, mas não estão dispostos a praticar a matança que seria necessária; e desistem ao menor sinal de resistência séria.

Já os nazistas, em geral não tiveram que matar para expropriar a propriedade dos alemães, fora os judeus. Isto porque, como vimos, eles estabeleceram o socialismo discretamente, por meio do controle de preços, que serviu para manter a aparência de propriedade privada. Os proprietários eram, então, privados da sua propriedade sem saber e, portanto, sem sentir a necessidade de defendê-la pela força.

Creio ter demonstrado que o socialismo — o socialismo de verdade — é totalitário pela sua própria natureza.

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George Reisman é Ph.D e autor de Capitalism: A Treatise on Economics. (Uma réplica em PDF do livro completo pode ser baixada para o disco rígido do leitor se ele simplesmente clicar no título do livro e salvar o arquivo). Ele é professor emérito da economia da Pepperdine University.

segunda-feira, março 05, 2018

FRACASSO RETUMBANTE DO SOCIALISMO NO SÉCULO 21




Santa Elena do Uairén é um "pueblito miserável na fronteira que se transformou na porta de saída da Venezuela para o Brasil. 


Estima-se que por lá passam diariamente 700 almas famintas, sem-teto, sem-terra, sem remédios e sem esperanças, carregando nas costas pesados sacos de papel monetizado (dinheiro) sem valor algum e que mal valem um PF de arroz com feijão, banana e carne de terceira. 


Naquele ponto de escape uma simples refeição custa em média 1.120.000 bolívares, um pouco menos do que o novo salário mínimo, fixado recentemente em 1.307.646 bolívares, pelo ditador socialista-comunista, Nicolás Maduro. 

Na cotação oficial, o novo salário equivaleria a US$ 30, mas no mercado paralelo, que é utilizado pelos venezuelanos em todas as operações financeiras, o mesmo salário, pago a um trabalhador, não chega a míseros US$ 6, algo equivalente a R$ 19,00 por mês. 

Eis, mais uma PROVA CONCRETA do FRACASSO RETUMBANTE do famigerado SOCIALISMO, essa praga ideológica sem cura e sem remédio que os petistas, comunistas  e socialistas cretinos, pilantras e vigaristas do Brasil tanto defendem.

O COMUNISMO, disfarçado de socialismo, mais do que todas as pestes ou hecatombes, é o flagelo maior que já se abateu sobre o homem desde o início dos tempos. (Ruy Câmara)

Ruy Câmara

quinta-feira, agosto 24, 2017

POBREZA DE ESPÍRITO E MENTES NOCIVAS

Os indivíduos mais nocivos e os que menos contribuem para engrandecer a vida em uma sociedade civilizada são aqueles que pautam suas ações por idéias e pensamentos negativos em relação ao lucro, à propriedade e à riqueza.

Esses são, em essência, indivíduos intoxicados mentalmente por ideologias desastradas que inevitavelmente induzem e introjetam na mente dos fracos e incapazes a aceitação tácita da dependência material ou espiritual, da acomodação e até mesmo da miséria como condição imposta pelos outros.

Tais indivíduos podem ser facilmente identificados pelas suas ideias negativas em relação ao trabalho, ao progresso, aos prazeres e às transformações que ocorrem em todos os campos da vida, seja em sua casa, nas ruas ou mesmo nas redes sociais.

Igualmente nocivos são aqueles e aquelas que procuram alguém para reclamar do cônjuge, da família, do amigo, do emprego, do chefe, do salário, do governo, da vida e até do passado, do presente e do futuro.

Mas, os indivíduos mais nocivos, mais perigosos e mais traiçoeiros são aqueles desdotados da vontade de se autodeterminar na vida. 

Esses nunca assumem os próprios erros, as própria derrotas, omissões, culpas, frustrações e estão sempre procurando um culpado para justificar os seus fracassos, o seu imobilismo, a sua inutilidade social, intelectual e moral.

Parafraseando o escritor, Tom Corley, autor do livro “Change Your Habits, Change Your Life: Strategies that Transformed 177 Average People into Self-Made Millionaires”, não há e nem haverá PRÊMIO lotérico milionário que acabe com a POBREZA de espirito.

sexta-feira, fevereiro 12, 2016

QUE BRASIL NÓS QUEREMOS?




No calor das eleições majoritárias de 2010, entre mentiras, fraudes, farsas, embustes, simulacros e escândalos de toda ordem, a principal ferramenta social de enfrentamento ao PT foi a Internet. Com o poder de atingir milhões de brasileiros em tempo real, as plataformas da web facilitaram o surgimento e o rápido crescimento de inúmeros grupos sociais de oposição a Lula, Dilma e ao PT, dando-se início aos embates políticos mais acalorados nas redes sociais. 

Foi nesse ambiente conturbado que o escritor e sociólogo, Ruy Câmara, criou no Facebook o grupo, QUE BRASIL NÓS QUEREMOS? inicialmente com o objetivo de debater com seriedade, independência e responsabilidade, todos os temas de interesse da Nação Brasileira e que dizem respeito a todos nós, brasileiros. 

O início foi bastante conturbado, em função do Mensalão, das constantes intromissões de indivíduos infiltrados no grupo com perfis falsos (fakes) e também por falta de maturidade política ou mesmo intelectual de inúmeros participantes que ingressaram na comunidade sem interesse pelos fatos e sem propósitos definidos. 

Naquele ano eleitoral nós obtivemos informações de que as hienas do PT e os chacais dessa esquerda xenófoba e rastaquera do Brasil haviam contratando um exército de mercenários muito bem remunerados com dinheiro do contribuinte, para atuar nas redes sociais com vários objetivos: 

a) Defender José Dirceu e os membros da Organização Criminosa liderada até então por Lula e sub-chefiada por Dilma; 

b) Infundir a discórdia, acirrar o conflito de classes e disseminar a apartação social pala via do preconceito ideológico, de cor, de gênero ou de opção sexual.    

c) Contaminar os debates com ideologias fracassadas e propagandear os feitos populistas de Lula e dos governos petistas. 

Essas presenças indesejadas levaram os administradores do nosso grupo a adotar providências capazes de inibir os ataques virulentos que vinham sendo postados, bem como as agressões pessoais e outras atitudes igualmente reprováveis que atingiam o fundador do grupo, Ruy Câmara, e causavam distúrbios entre os demais membros da comunidade. 

Diante das ameaças constantes, decidimos tornar o QUE BRASIL NÓS QUEREMOS? um grupo fechado e bastante restrito, só podendo nele atuar pessoas convidadas por membros efetivos ou adicionadas pelos administradores. 

Para incentivar a participação das pessoas mais esclarecidas nos debates, postamos no grupo uma mensagem dos administradores estabelecendo princípios e as seguintes NORMAS DE CONVIVÊNCIA: 

1. Os mediadores do grupo entendem que não é salutar, nem edificante para o debate que as ideias aqui postadas se traduzam por ofensas pessoais, desrespeitos ou usando termos chulos (palavrões) e muito menos ameaças. 

2. Recomendamos aos participantes que se manifestem sem disfarces, sempre mostrando as suas imagens verdadeiras, os seus perfis e identidades reais, de modo que cada perfil possa ser confirmado quando solicitado pelos moderadores.

3. O grupo excluirá pessoas infiltradas (fakes) e aquelas que pretendam atuar usando disfarces, tais como: fotos desfocadas, máscaras, imagens de animais, símbolos ou qualquer outro signo. 

4. Postagens de propagandas ou comentários descontextualizados serão excluídos pelos mediadores.

5. Os infratores das normas de convivência do grupo serão banidos pelos mediadores sem prévio aviso.

Como a ampla divulgação dessas normas, em pouco tempo o grupo ganhou credibilidade, cresceu e até hoje é percebido na web como um espaço importante e necessário para o exercício da cidadania, da crítica política consciente e da reflexão objetivada para o esclarecimento dos fatos que envergonham o País e que ampliam a compreensão acerca do Brasil que nós brasileiros queremos.

Os primeiros convidados a participar como mediadores do grupo foram: Azenor Sousa (RJ), Astrid Shumann (Irlanda), Davi Studart Câmara (CE), Helano Nogueira Pinheiro (E.U.A), José Geraldo Sonvenso (SP), Leila Lamb (RS), Mariângela Fortes Veiga (SP), Miriam Tebet (SP), Rodrigo Netto (DF), Rossana Bezerra de Menezes (CE), Ricardo Lobo Furtado (PI), Silvio Fernando (SC), Surama Cavalcanti Miranda (DF) e Walmor Julio Ferreira Filho (PR).

Eis um brevíssimo resumo cronológico da nossa atuação ao longo dos anos: 

Em 2010 publicamos diversas matérias denunciando o aparelhamento do país pelo governo Lula. Naquele ano 42,8% dos ocupantes de cargos de confiança na administração federal – aqueles onde a pessoa chega sem concurso público – era formado por sindicalistas e ex-sindicalistas, dentre os quais, 84% era filiado ao PT.

No final de 2010 o grupo já contava com mais de 10 (dez) mil participantes ativos, denunciando com vigor os nomes dos larápios federais envolvidos no escândalo do Mensalão, cujos protagonistas atuavam com desenvoltura no governo Lula e também nos partidos da chamada base aliada: (PMDB), (PT), (PTB), (PR), (PSB), (PRP), (PP), e alguns empresários que se tornaram réus na ação penal 470, movida pelo Ministério Público no  Supremo Tribunal Federal (STF).

No dia 1 de janeiro de 2011, Dilma Rousseff tomou posse como 36ª presidente do Brasil, quando então o nosso grupo passou a cobrar sistematicamente da “presidenta” as 200 (duzentas) promessas que o marqueteiro João Santana a fizera prometer para ludibriar o eleitorado e consequentemente vencer as eleições. 

Fomos um dos primeiros grupos a denunciar publicamente o mega escândalo financeiro envolvendo a compra da sucateada Refinaria de Pasadena, no Texas, transação aprovada por Dilma Rousseff e ignorada pelo contribuinte. 

No decorrer de 2011 posicionamo-nos firmemente contra a escandalosa decisão do STF, que anulou por 6 votos a 5, a Lei da Ficha Limpa para as eleições gerais já acontecidas em 2010, garantindo assim a continuidade do mandato de centenas de políticos corruptos. Publicamos centenas de artigos criticando outra decisão do STF, que votou por 6 votos a 3 pela libertação do criminoso e ativista comunista, Cesare Battisti, condenado na Itália por diversos crimes de homicídio. 

Em 2012 denunciamos a farsa das “concessões”, que em verdade eram privatizações de iniciativa do governo Dilma, envolvendo estradas, minas de ouro, garimpos, terras na Amazônia, portos e os aeroportos de Guarulhos, Viracopos e de Brasilia. 

Em 2013 promovemos uma ampla campanha de apoio ao ex-ministro, Joaquim Barbosa, pela exemplar relatoria do processo que condenou 25 dos 37 réus do mensalão. Fomos às ruas para cobrar do STF a validade da Lei da Ficha Limpa e vários candidatos foram barrados. Publicamos diversas matérias criticando a composição dos membros da chamada Comissão da “Verdade”, e denunciamos os nomes dos defensores da patologia Stalinista que lutaram pela implantação do comunismo no Brasil na época da contrarrevolução militar. 

Denunciamos a farsa envolvendo a capitalização artificial da Petrobras, que arrecadou R$ 120 bilhões para explorar 5 bilhões de barris de petróleo em reservas do pré-sal, farsa que levou o governo federal a alocar R$ 76,8 bilhões do montante arrecadado pela estatal. Com isso, a União ficaria com 48% do capital da Petrobras, somando as participações do Fundo Soberano e do BNDESPar. A armação petista foi escancarada em 2014 e resultou no mais escandaloso caso de corrupção do planeta: o Petrolão!

Em 2014 denunciamos os desfalques nos fundos de pensões das estatais brasileira; publicamos vários artigos sobre a caixa preta do BNDES; sobre as pedaladas fiscais com recursos do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal, do FGTS e alertamos a sociedade sobre os riscos da criação do todo poderoso BRICS, (abreviatura de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) uma farsa financeira que se traduz pela astúcia de um simpático Panda Chinês, que conseguiu enjaular com seu sorriso pálido, um perigoso Urso Russo, um faminto Tigre Indiano, um manhoso Elefante Africano e uma Anta Brasileira ferida. 

Divulgamos vários textos afirmando que a participação genuinamente capitalista da Rússia e da China na Criação de um banco que reuniria fundos oriundos das expropriações de bens e de recursos de 3 milhões de indivíduos seria, numa frase, a afirmação tácita e conclusiva de que o comunismo (com os ismos derivados dessa patologia) é o caminho mais árduo e mais doloroso para se chegar ao tão desejado quanto necessário Capitalismo Liberal. 

Em 2015, mesmo sendo um grupo reconhecidamente de oposição ao PT, tivemos a iniciativa de tecer críticas à dubiedade de FHC, de Aécio Neves, Aloísio Nunes e de outros tucanos que se mantinham surdimudos diante do clamor das ruas e se posicionaram com fingida neutralidade diante das manifestações gerais pelo: FORA DILMA, FORA LULA e FORA QUADRILHA PETISTA. Nosso posicionamento teve bastante repercussão nas redes sociais e, de certo modo, forçou os líderes da oposição (PSDB, DEM e PPS) a saírem dos bastidores para o front das ruas. 

Ao longo de 6 (seis) anos de atuação ininterrupta, prestamos o nosso apoio irrestrito e
participamos ativamente de todas as manifestações (verde e amarelo) em defesa do Brasil, merecendo destaque, as denúncias dos escândalos envolvendo todos os chefes da Civil: José Dirceu (hoje preso), Dilma Rousseff (responsável pelo desastre econômicos do Brasil), Erenice Guerra (partícipe ativa da quadrilha que ainda hoje é alvo de investigação na Operação Zelotes), Antonio Palocci (processado por corrupção), Gleisi Hoffmann (acusada de receber propina), Aloísio Mercadante e Edinho Silva, (ambos acusados de ilicitudes pelo dono da UTC, Ricardo Pessoa).

Atualmente o grupo QUE BRASIL NÓS QUEREMOS é formado por mais de 47 mil participantes interessadas em debater e compreender com mais clareza o que ocorre no Brasil cotidianamente, notadamente no que diz respeito à endemia da corrupção e a razão dos constantes ataques contra a nossa democracia, essa senhora que precisa ser defendida para que possamos proteger o nosso País das ameaças comunistas e também das investidas dos totalitaristas de esquerda que atentam todos os dias contra as Garantias Constitucionais e contra as Liberdades Individuais, de Imprensa e de Expressão. 

Nós entendemos que, como cidadãos livres e contribuintes do Estado, devemos combater com intransigência quaisquer tentativas que posam levar o Brasil à retrocessos democráticos ou institucionais. Temos consciência de que é nosso dever cobrar da presidência da República e da sua equipe, o cumprimento efetivo de todas as promessas feitas durante as duas últimas campanhas presidenciais, bem como, responsabilizá-la pela crise moral e econômica que arruinaram a economia do Brasil.

Decorridos 6 (seis) anos se atuação ininterrupta e destemida, podemos afirmar com plena convicção que a nossa posição política sempre foi bastante clara: somos um grupo de OPOSIÇÃO ao socialismo (eufemismo envergonhado de comunismo) e ao continuísmo do PT no comando dos negócios públicos do Brasil. 

Hoje o nosso grupo tem convicção de que, após havermos apoiado e participado ativamente de tantas manifestações populares nas ruas do Brasil, nosso país só reencontrará o caminho do desenvolvimento e só sairá das páginas policiais, quando a sociedade adentar em peso no Palácio do Planalto, exigindo a queda imediata de Dilma; a prisão do chefe, Lula e o afastamento de todos os políticos envolvidos com corrupção.
Nosso grupo acredita que a operação Lava Jato alcançará LULA e, mais hoje, mais amanhã, veremos o farsante na prisão, ao lado dos seus velhos comparsas: José Dirceu, João Vacari, José Carlos Bumlai, Marcelo Bahia Odebrecht e outros 119 bandidos que foram presos por ordem do ilustre Dr. Sérgio Moro, sendo 62 deles com prisões preventivas e 57 com prisões temporárias.

Ruy Câmara é escritor, sociólogo e fundador do Grupo, Que Brasil Nós Queremos? 














segunda-feira, julho 20, 2015

O CHEQUE ESPECIAL CHINÊS


O tão propagado vigo da economia chinesa nada mais é do que o resultado da utilização do limite do cheque especial e é graças ao crédito utilizado com o modelo mercantilista, associado à sofreguidão e à miséria da sociedade, que a roda da economia chinesa continua moendo. Mas todo limite tem um fim. 

Há 30 anos eu estudo os regimes comunistas e me sinto bastante seguro para afirmar que, ao longo da histórica trajetória humana, não houve e não há uma única Nação no planeta que tenha confiado o seu destino a governos socialistas (eufemismo envergonhado de comunistas) que tenha conseguido planificar a prosperidade; que tenha eliminado ou reduzido as desigualdades sociais, econômicas e culturais; que tenha atendido às demandas prometidas pelo regime à população; que tenha capacidade de produção de riquezas duradouras; que ofereça segurança jurídica aos parceiros comerciais e aos próprios concidadãos; que tenha honrado os compromissos assumidos com a comunidade internacional; e que não tenha condenado seus filhos aos sofrimentos de uma devastadora crise econômica e moral.

Os comunistas são os coveiros do progresso e do bem-estar da humanidade. Na ânsia de uniformizar o pensamento humano com a patologia derivada da mente insana de Marx, acabam condenando as massas a um suplício que durou séculos e que pode durar décadas, culminando sempre em sangue e mortes. Durante o século XX o sonho da liberdade do indivíduo foi acorrentado no tronco da ferocidade comunista e nele, a vida de milhões foi esganada com um simples despacho do déspota.

O comunismo é a combinação mortífera do canibalismo ideológico com a carnificina perpetrada pelo tirano em nome do Estado. O comunismo infunde a visão ufanista de que livrará o mundo dos fundamentos capitalistas, mas implora pelo capital alheio para uso nas inconsequências do regime. Os comunistas são ardilosos por vocação e vingativos por convicção. A propaganda comunista faz o sujeito acreditar que fez uma ótima opção, mesmo estando arrebentado.

O comunismo ou socialismo só pode existir com o amparo de um capitalismo supremamente monopolista, cujo patrão é o Estado dirigido por um grupo de lacaios que corrompem uma classe privilegiada formada por comissários burgueses, por políticos corruptos e por burocratas incompetentes, todos eles de mentalidade fossilizada e dispostos a eliminar qualquer obstáculo para não perderem seus privilégios.

O intervencionismo comunista é o maior inimigo das forças econômicas de mercado, por isso é impossível que uma economia sob intervenção tenha êxito no longo prazo. 

O comunismo-socialismo jamais dará certo porque não permite a propriedade privada, nem a livre troca de bens de capital, e, assim, proíbe que os recursos encontrem o seu uso mais valoroso.

O igualitarismo proposto pelo comunismo-socialismo é um mero placebo de justiça social que se planifica com a diluição da miséria. A China, assim como as economias emergentes, (Rússia, Grécia, Argentina, Venezuela, Brasil...) está há 14 anos usando o teto do limite do cheque-especial. 

A China não tem um orçamento equilibrado; não tem moeda forte (padrão ouro); não pauta a economia pelo livre comércio; não anula os privilégios monopolistas de produção; e nessas alturas já não pode cortar os subsídios sociais e nem os subsídios para a exportação de suas manufaturas. 

Qualquer alteração negativa dos negócios com os EUA, a bolha vai furar e o prejuízo será novamente socializado e pago pelo povo com escravidão e sangue. 

Ruy Câmara
https://www.youtube.com/watch?v=2yL7t0j_4tQ
https://youtu.be/2yL7t0j_4tQ