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quinta-feira, abril 01, 2021

IDEOLOGIA E IMPOSTURA

Na minha coluna de hoje (01/04/21) no Jornal Diário do Nordeste, abordei sobre a contrarrevolução comunista de 1964. 

                                          IDEOLOGIA E IMPOSTURA 

Neste final de março, as Forças Armadas do Brasil celebram 57 anos da contrarrevolução comunista, regime que a “esquerda” brasileira nomina de “ditadura militar”, mas que, em verdade, revezou cinco presidentes honrados e proativos ao longo de 20 anos em que o País crescia e se desenvolvia à taxa de 11,1% ao ano, deixando de ser um País agrário para se tornar uma Nação industrializada. 

Como falar em ditadura militar se o presidente Castelo Branco ficou no poder apenas 2 anos e 11 meses? Se o presidente Costa e Silva governou somente por 2 anos e 5 meses? Se a Junta Governativa, composta por três militares, governou por apenas 60 dias? Se a presidência de Garrastazu Médici durou 4 anos e 5 meses? Se o presidente Ernesto Geisel governou 5 anos e passou a vaga para o presidente João Figueiredo, que governou por 6 anos e afastou-se completamente da cena política? 


Portanto, é desonestidade pechar de ditadura os governos militares enquanto se defende regimes tirânicos no quais o sujeito não suportaria viver. No Brasil, há uma corte de latifundiários da cultura e uma plêiade de intelectuais que aplaudem os regimes ditatoriais de Cuba e Venezuela, mas obviamente não querem viver lá de jeito nenhum. 

É verdade que inocentes não chegam ao poder e, nas disputas pelo poder, não há inocentes e nessas disputas cada trapaceiro blefa com a carta que esconde. Tanto que as elites da esquerda omitem que, ao contrário de tantos outros presidentes, governadores, prefeitos, parlamentares e burocratas, nenhum presidente do período militar enriqueceu; nenhum deles deixou posses e haveres roubados da nação para seus herdeiros e todos eles morreram como cidadãos comuns, de classe média ou menos ainda. 

De fato, não há honestidade intelectual e nem mesmo seriedade histórica quando confundem os cinco governos militares pós 64, com as ditaduras implantadas nos países aparelhados e sob o império de ideologias fracassadas no passo da história...

(Leia a matéria completa clicando no link do Jornal DN abaixo)

https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/opiniao/colunistas/ruy-camara/ideologia-e-impostura-1.3067752

quarta-feira, abril 18, 2018

Por que o nazismo era socialismo e por que o socialismo é totalitário?




A caracterização da Alemanha Nazista como um estado socialista foi uma das grandes  contribuições de Ludwig von Mises. Neste artigo pretendo demonstrar que a Alemanha Nazista era um estado socialista, e não capitalista. E mostrar por que o socialismo, compreendido como um sistema econômico baseado na propriedade estatal dos meios de produção, necessariamente requer uma ditadura totalitária.

Quando nos recordamos de que a palavra "Nazi" era uma abreviatura de "der Nationalsozialistische Deutsche Arbeiters Partei" — Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães —, a caracterização de Mises pode não parecer tão notável. O que se poderia esperar do sistema econômico de um país comandado por um partido com "socialista" no nome além de ser socialista?

Não obstante, além de Mises e seus leitores, praticamente ninguém pensa na Alemanha Nazista como um estado socialista. É muito mais comum se acreditar que ela representou uma forma de capitalismo, aquilo que comunistas e marxistas em geral têm alegado.

A base do argumento de que a Alemanha Nazista era capitalista é o fato de que a maioria das indústrias foi aparentemente deixada em mãos privadas.

O que Mises identificou foi que a propriedade privada dos meios de produção existia apenas nominalmente sob o regime Nazista, e que o verdadeiro conteúdo da propriedade dos meios de produção residia no governo alemão. Pois era o governo alemão e não o proprietário privado nominal quem decidia o que deveria ser produzido, em qual quantidade, por quais métodos, e a quem seria distribuído, bem como quais preços seriam cobrados e quais salários seriam pagos, e quais dividendos ou outras rendas seria permitido ao proprietário privado nominal receber. 

A posição do que se alega terem sido proprietários privados era reduzida essencialmente à função de pensionistas do governo, como Mises demonstrou.

A propriedade governamental "de fato" dos meios de produção, como Mises definiu, era uma consequência lógica de princípios coletivistas fundamentais adotados pelos nazistas como o de que o bem comum vem antes do bem privado e de que o indivíduo existe como meio para os fins do estado. Se o indivíduo é um meio para os fins do estado, então, é claro, também o é sua propriedade. Do mesmo modo em que ele pertence ao estado, sua propriedade também pertence.

Mas o que especificamente estabeleceu o socialismo "de fato" na Alemanha Nazista foi a introdução do controle de preços e salários em 1936. Tais controles foram impostos como resposta ao aumento na quantidade de dinheiro na economia praticada pelo regime nazista desde a época da sua chegada ao poder, no início de 1933. O governo nazista aumentou a quantidade de dinheiro no mercado como meio de financiar o vasto aumento nos gastos governamentais devido a seus programas de infraestrutura, subsídios e rearmamento. O controle de preços e salários foi imposto em resposta ao aumento de preços resultante desta inflação.

O efeito causado pela combinação entre inflação e controle de preços foi a escassez, ou seja, a situação na qual a quantidade de bens que as pessoas tentam comprar excede a quantidade disponível para a venda.

As escassezes, por sua vez, resultam em caos econômico. Não se trata apenas da situação em que consumidores que chegam mais cedo estão em posição de adquirir todo o estoque de bens, deixando o consumidor que chega mais tarde sem nada — uma situação a que os governos tipicamente respondem impondo racionamentos. Escassezes resultam em caos por todo o sistema econômico. Elas tornam aleatória a distribuição de suprimentos entre as regiões geográficas, a alocação de um fator de produção dentre seus diferentes produtos, a alocação de trabalho e capital dentre os diferentes ramos do sistema econômico.

Face à combinação de controle de preços e escassezes, o efeito da diminuição na oferta de um item não é, como seria em um mercado livre, o aumento do preço e da lucratividade, operando o fim da diminuição da oferta, ou a reversão da diminuição se esta tiver ido longe demais. O controle de preços proíbe o aumento do preço e da lucratividade. Ao mesmo tempo, as escassezes causadas pelo controle de preços impedem que aumentos na oferta reduzam o preço e a lucratividade de um bem. Quando há uma escassez, o efeito de um aumento na oferta é apenas a redução da severidade desta escassez. Apenas quando a escassez é totalmente eliminada é que um aumento na oferta necessita de uma diminuição no preço, trazendo consigo uma diminuição na lucratividade.

Como resultado, a combinação de controle de preços e escassezes torna possíveis movimentos aleatórios de oferta sem qualquer efeito no preço ou na lucratividade. Nesta situação, a produção de bens dos mais triviais e desimportantes, como bichinhos de pelúcia, pode ser expandida à custa da produção dos bens importantes e necessários, como medicamentos, sem efeito sobre o preço ou lucratividade de nenhum dos bens. O controle de preços impediria que a produção de remédios se tornasse mais lucrativa, conforme a sua oferta fosse diminuindo, enquanto a escassez mesmo de bichinhos de pelúcia impediria que sua produção se tornasse menos lucrativa conforme sua oferta fosse aumentando.

Como Mises demonstrou, para lidar com os efeitos indesejados decorrentes do controle de preços, o governo deve abolir o controle de preços ou ampliar tais medidas, precisamente, o controle sobre o que é produzido, em qual quantidade, por meio de quais métodos, e a quem é distribuído, ao qual me referi anteriormente. A combinação de controle de preços com estas medidas ampliadas constituem a socialização "de fato" do sistema econômico. Pois significa que o governo exerce todos os poderes substantivos de propriedade.

Este foi o socialismo instituído pelos nazistas. Mises o chama de modelo alemão ou nazista de socialismo, em contraste ao mais óbvio socialismo dos soviéticos, ao qual ele chama de modelo russo ou bolchevique de socialismo.

O socialismo, é claro, não acaba com o caos causado pela destruição do sistema de preços. Ele apenas perpetua esse caos. E se introduzido sem a existência prévia de controle de preços, seu efeito é inaugurar este mesmo caos. Isto porque o socialismo não é um sistema econômico verdadeiramente positivo. É meramente a negação do capitalismo e seu sistema de preços. E como tal, a natureza essencial do socialismo é a mesma do caos econômico resultante da destruição do sistema de preços por meio do controle de preços e salários. 

(Quero demonstrar que a imposição de cotas de produção no estilo bolchevique de socialismo, com a presença de incentivos por todos os lados para que estas sejam excedidas, é uma fórmula certa para a escassez universal da mesma forma como ocorre quando se controla preços e salários.)

No máximo, o socialismo meramente muda a direção do caos. O controle do governo sobre a produção pode tornar possível uma maior produção de alguns bens de especial importância para si mesmo, mas faz isso à custa de uma devastação de todo o resto do sistema econômico. Isto porque o governo não tem como saber dos efeitos no resto do sistema econômico da sua garantia da produção dos bens aos quais atribui especial importância.

Os requisitos para a manutenção do sistema de controle de preços e salários trazem à luz a natureza totalitária do socialismo — mais obviamente, é claro, na variante alemã ou nazista de socialismo, mas também no estilo soviético.

Podemos começar com o fato de que o autointeresse financeiro dos vendedores operando sob o controle de preços seja de contornar tais controles e aumentar seus preços. Compradores, antes impossibilitados de obter os bens, estão dispostos a — na verdade, ansiosos para — pagar estes preços mais altos como meio de garantir os bens por eles desejados. Nestas circunstâncias, o que pode impedir o aumento dos preços e o desenvolvimento de um imenso mercado negro?

A resposta é a combinação de penas severas com uma grande probabilidade de ser pego e, então, realmente punido. É provável que meras multas não gerem a dissuasão necessária. Elas serão tidas como simplesmente um custo adicional. Se o governo deseja realmente fazer valer o controle de preços, é necessário que imponha penalidades comparadas àquelas dos piores crimes.

Mas a mera existência de tais penas não é o bastante. O governo deve tornar realmente perigosa a condução de transações no mercado negro. Deve fazer com que as pessoas temam que agindo desta forma possam, de alguma maneira, ser descobertas pela polícia, acabando na cadeia. Para criar tal temor, o governo deve criar um exército de espiões e informantes secretos. Por exemplo, o governo deve fazer com que o dono da loja e o seu cliente tenham medo de que, caso venham a se engajar em uma transação no mercado negro, algum outro cliente na loja vá lhe informar.

Devido à privacidade e sigilo em que muitas transações no mercado negro ocorrem, o governo deve ainda fazer com que qualquer participante de tais transações tenha medo de que a outra parte possa ser um agente da polícia tentando apanhá-lo. O governo deve fazer com que as pessoas temam até mesmo seus parceiros de longa data, amigos e parentes, pois até eles podem ser informantes.

E, finalmente, para obter condenações, o governo deve colocar a decisão sobre a inocência ou culpa em casos de transações no mercado negro nas mãos de um tribunal administrativo ou seus agentes de polícia presentes. Não pode contar com julgamentos por júris, devido à dificuldade de se encontrar número suficiente de jurados dispostos a condenar a vários anos de cadeia um homem cujo crime foi vender alguns quilos de carne ou um par de sapatos acima do preço máximo fixado.

Em suma, a partir daí o requisito apenas para a aplicação das regulamentações de controle de preços é a adoção de características essenciais de um estado totalitário, nominalmente o estabelecimento de uma categoria de "crimes econômicos", em que a pacífica busca pelo autointeresse material é tratada como uma ofensa criminosa grave. Para tanto é necessário o estabelecimento de um aparato policial totalitário, repleto de espiões e informantes, com o poder de prisões arbitrárias.

Claramente, a imposição e a fiscalização do controle de preços requerem um governo similar à Alemanha de Hitler ou à Rússia de Stalin, no qual praticamente qualquer pessoa pode ser um espião da polícia e no qual uma polícia secreta existe e tem o poder de prender pessoas. Se o governo não está disposto a ir tão longe, então, nesta medida, o controle de preços se prova inaplicável e simplesmente entra em colapso. Nesse caso, o mercado negro assume maiores proporções. 

(Observação: não estou sugerindo que o controle de preços foi a causa do reino de terror instituído pelos nazistas. Estes iniciaram seu reino de terror bem antes da decretação do controle de preços. Como resultado, o controle de preços foi decretado em um ambiente feito para a sua aplicação.)

As atividades do mercado negro exigem o cometimento de outros crimes. Sob o socialismo "de fato", a produção e a venda de bens no mercado negro exige o desafio às regulamentações governamentais no que diz respeito à produção e à distribuição, bem como o desafio ao controle de preços. Por exemplo, o governo pretende que os bens que são vendidos no mercado negro sejam distribuídos de acordo com seu planejamento, e não de acordo com o do mercado negro. O governo pretende, igualmente, que os fatores de produção usados para se produzir aqueles bens sejam utilizados de acordo com o seu planejamento, e não com o propósito de suprir o mercado negro.

Sobre um sistema socialista "de direito", como o que existia na Rússia soviética, no qual o ordenamento jurídico do país aberta e explicitamente tornava o governo o proprietário dos meios de produção, toda a atividade do mercado negro, necessariamente, exige a apropriação indébita ou o roubo da propriedade estatal. Por exemplo, considerava-se que os trabalhadores e gerentes de fábricas na Rússia soviética que tiravam produtos destas para vender no mercado negro estavam roubando matéria-prima fornecida pelo estado.

Além disso, em qualquer tipo de estado socialista — nazista ou comunista —, o plano econômico do governo é parte da lei suprema do país. Temos uma boa ideia de quão caótico é o chamado processo de planejamento do socialismo. O distúrbio adicional causado pelo desvio, para o mercado negro, de suprimentos de produção e outros bens é algo que o estado socialista toma como um ato de sabotagem ao planejamento econômico nacional. E sabotagem é como o ordenamento jurídico dos estados socialistas se refere a isto. Em concordância com este fato, atividades de mercado negro são, com frequência, punidas com pena de morte.

Um fato fundamental que explica o reino de terror generalizado encontrado sob o socialismo é o incrível dilema em que o estado socialista se coloca em relação à massa de seus cidadãos. Por um lado, o estado assume total responsabilidade pelo bem-estar econômico individual. O estilo de socialismo russo ou bolchevique declara abertamente esta responsabilidade — esta é a fonte principal do seu apelo popular. Por outro lado, o estado socialista desempenha essa função de maneira desastrosa, tornando a vida do indivíduo um pesadelo.

Todos os dias de sua vida, o cidadão de um estado socialista tem de perder tempo em infindáveis filas de espera. Para ele, os problemas enfrentados pelos americanos com a escassez de gasolina nos anos 1970 são normais; só que ele não enfrenta este problema em relação à gasolina — pois ele não tem um carro e nem a esperança de ter — mas sim em relação a itens de vestuários, verduras, frutas, e até mesmo pão. 

Pior ainda: ele é forçado a trabalhar em um emprego que não foi por ele escolhido e que, por isso, deve odiar. (Já que sob escassezes, o governo acaba por decidir a alocação de trabalho da mesma maneira que faz com a alocação de fatores de produção materiais.) E ele vive em uma situação de inacreditável superlotação, com quase nenhuma chance de privacidade. Frente à escassez habitacional, pessoas estranhas são designados pelo governo a morarem juntas; famílias são obrigadas a compartilhar apartamentos. Um sistema de passaportes e vistos internos é adotado a fim de limitar a severidade da escassez habitacional em áreas mais desejáveis do país. Expondo suavemente, uma pessoa forçada a viver em tais condições deve ferver de ressentimento e hostilidade.

Contra quem seria lógico que os cidadãos de um estado socialista dirigissem seu ressentimento e hostilidade se não o próprio estado socialista? Contra o mesmo estado socialista que proclamou sua responsabilidade pela vida deles, prometeu uma vida de bênção, e que é responsável por proporcionar-lhes uma vida de inferno. De fato, os dirigentes de um estado socialista vivem um dilema no qual diariamente encorajam o povo a acreditar que o socialismo é um sistema perfeito em que maus resultados só podem ser fruto do trabalho de pessoas más. Se isso fosse verdade, quem poderiam ser estas pessoas más senão os próprios líderes, que não apenas tornaram a vida um inferno, mas perverteram a este ponto um sistema supostamente perfeito?

A isso se segue que os dirigentes de um estado socialista devem temer seu povo. Pela lógica das suas ações e ensinamentos, o fervilhante e borbulhante ressentimento do povo deveria jorrar e engoli-los numa orgia de vingança sangrenta. Os dirigentes sentem isso, ainda que não admitam abertamente; e, portanto, a sua maior preocupação é sempre manter fechada a tampa da cidadania.

Consequentemente, é correto, mas bastante inadequado, dizer apenas que "o socialismo carece de liberdade de imprensa e expressão." Carece, é claro, destas liberdades. Se o governo é dono de todos os jornais e gráficas, se ele decide para quais propósitos a prensa e o papel devem ser disponibilizados, então obviamente nada que o governo não desejar poderá ser impresso. Se a ele pertencem todos os salões de assembléias e encontros, nenhum pronunciamento público ou palestra que o governo não queira não poderá ser feita. Mas o socialismo vai muito além da mera falta de liberdade de imprensa e de expressão.

Um governo socialista aniquila totalmente estas liberdades. Transforma a imprensa e todo foro público em veículos de propaganda histérica em prol de si mesmo, e pratica cruéis perseguições a todo aquele que ouse desviar-se uma polegada da linha do partido oficial.

A razão para isto é o medo que o dirigente socialista tem do povo. Para se proteger, eles devem ordenar que o ministério da propaganda e a polícia secreta façam de tudo para reverter este medo. O primeiro deve tentar desviar constantemente a atenção do povo quanto à responsabilidade do socialismo, e dos dirigentes socialistas, em relação à miséria do povo. O outro deve desestimular e silenciar qualquer pessoa que possa, mesmo que remotamente, sugerir a responsabilidade do socialismo ou de seus dirigentes em relação à miséria do povo — ou seja, deve desestimular qualquer um que comece a mostrar sinais de estar pensando por si mesmo. 

É por causa do terror dos dirigentes, e da sua necessidade desesperada de encontrar bodes-expiatórios para as falhas do socialismo, que a imprensa de um país socialista está sempre cheia de histórias sobre conspirações e sabotagens estrangeiras, e sobre corrupção e mau gerenciamento da parte de oficiais subordinados, e por que, periodicamente, é necessário desmascarar conspirações domésticas e sacrificar oficiais superiores e facções inteiras do partido em gigantescos expurgos.

E é por causa do seu terror, e da sua necessidade desesperada de esmagar qualquer suspiro de oposição em potencial, que os dirigentes do socialismo não ousam permitir nem mesmo atividades puramente culturais que não estejam sob o controle do estado. Pois se o povo se reúne para uma amostra de arte ou um sarau de literário que não seja controlado pelo estado, os dirigentes devem temer a disseminação de idéias perigosas. Quaisquer idéias não-autorizadas são idéias perigosas, pois podem levar o povo a pensar por si mesmo e, a partir daí, começar a pensar sobre a natureza do socialismo e de seus dirigentes. Estes devem temer a reunião espontânea de qualquer punhado de pessoas em uma sala, e usar a polícia secreta e seu aparato de espiões, informantes, e mesmo o terror para impedir tais encontros ou ter certeza de que seu conteúdo é inteiramente inofensivo do ponto de vista do estado.

O socialismo não pode ser mantido por muito tempo, exceto por meio do terror. Assim que o terror é relaxado, ressentimento e hostilidade logicamente começam a jorrar contra seus dirigentes. O palco está montado, então, para uma revolução ou uma guerra civil. De fato, na ausência de terror, ou, mais corretamente, de um grau suficiente de terror, o socialismo seria caracterizado por uma infindável série de revoluções e guerras civis, conforme cada novo grupo dirigente se mostrasse tão incapaz de fazer o socialismo funcionar quanto foram seus predecessores. 

A inescapável conclusão a ser traçada é a de que o terror experimentado nos países socialistas não foi simplesmente culpa de homens maus, como Stalin, mas sim algo que brota da natureza do sistema socialista. Stalin vem à frente porque sua incomum perspicácia e disposição ao uso do terror foram as características específicas mais necessárias para um líder socialista se manter no poder. Ele ascendeu ao topo por meio de um processo de seleção natural socialista: a seleção do pior.

Por fim, é necessário antecipar um possível mal-entendido em relação à minha tese de que o socialismo é totalitário por natureza. Diz respeito aos países supostamente socialistas dirigidos por social-democratas, como a Suécia e outros países escandinavos, que claramente não são ditaduras totalitárias.

Neste caso, é necessário que se entenda que não sendo estes países totalitários, não são também socialistas. Os partidos que os governam podem até sustentar o socialismo como sua filosofia e seu fim último, mas socialismo não é o que eles implementaram como seu sistema econômico. Na verdade, o sistema econômico vigente em tais países é a economia de mercado obstruída, como Mises definiu. Ainda que seja mais obstruído do que o nosso em aspectos importantes, seu sistema econômico é essencialmente similar ao nosso, no qual a força motora característica da produção e da atividade econômica não é o governo, mas sim a iniciativa privada motivada pela perspectiva de lucro.

A razão pela qual social-democratas não estabelecem o socialismo quando estão no poder, é que eles não estão dispostos a fazer o que seria necessário. O estabelecimento do socialismo como um sistema econômico requer um ato maciço de roubo — os meios de produção devem ser expropriados de seus donos e tomados pelo estado. É virtualmente certo que tais expropriações provoquem grande resistência por parte dos proprietários, resistência que só pode ser vencida pelo uso de força bruta.

Os comunistas estavam e estão dispostos a usar esta força, como evidenciado na União Soviética. Seu caráter é o dos ladrões armados preparados para matar caso isso seja necessário para dar cabo dos seus planos. O caráter dos social-democratas, em contraste, é mais próximo ao dos batedores de carteira: eles podem até falar em coisas grandiosas, mas não estão dispostos a praticar a matança que seria necessária; e desistem ao menor sinal de resistência séria.

Já os nazistas, em geral não tiveram que matar para expropriar a propriedade dos alemães, fora os judeus. Isto porque, como vimos, eles estabeleceram o socialismo discretamente, por meio do controle de preços, que serviu para manter a aparência de propriedade privada. Os proprietários eram, então, privados da sua propriedade sem saber e, portanto, sem sentir a necessidade de defendê-la pela força.

Creio ter demonstrado que o socialismo — o socialismo de verdade — é totalitário pela sua própria natureza.

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George Reisman é Ph.D e autor de Capitalism: A Treatise on Economics. (Uma réplica em PDF do livro completo pode ser baixada para o disco rígido do leitor se ele simplesmente clicar no título do livro e salvar o arquivo). Ele é professor emérito da economia da Pepperdine University.

domingo, junho 29, 2014

O DECRETO SOVIET DE DILMA

O decreto traiçoeiro e oportunista que cria o SNPS (sistema nacional de participação social) é a maior afronta contra a democracia, contra a liberdade e contra as garantias individuais dos cidadãos brasileiros.

O que Dilma e o PT estão criando é o famigerado comissariado do povo, que é o caminho para submeter toda a sociedade aos ditames de conselheiros e dedos-duros que atuarão em cada comunidade com poderes de polícia política do regime.

Esse decreto oportunista (assinado no calor da Copa) é mais um sofisma de distração, que traz a ideia de que os movimento sociais são a mais pura manifestação da democracia. A história mostra exatamente o contrário. Onde criaram tais castas de burgueses stalinistas (pagos pelo povo para dedurar o cidadão), em pouquíssimo tempo toda a sociedade foi submetida às vontades do(a) tirano(a) e sob estreita vigilância dos agentes mercenários do regime.

Ora, uma das maiores conquistas da humanidade consiste justamente na implantação da democracia representativa nos países civilizados, que tem como fundamento dar voz aos cidadãos e não a um grupo de agentes que atua a serviço do tirano.

O povo brasileiro não sabe e nem imagina o que é viver tutelado por milhares de agentes de bairros, com poderes de polícia política, ditando regras improvisadas sem nenhuma consulta ou aprovação dos cidadãos.

O povo brasileiro também não sabe das medidas que estão impostas paulatinamente para inviabilizar as viagens internacionais e as remessas de dinheiro para os turistas ou residentes no exterior. Todos os bancos no Brasil (oficiais e particulares) já estão se adaptando às novas regras de controles impostas pelo Banco Central e Receita Federal, e logo mais não será possível (tal como ocorre na Argentina) comprar dólares para viagens, senão e apenas quando o governo conceder uma permissão especial.

Como o Brasil está a caminho de uma quebradeira (a dívida ultrapassa 3 trilhões de Reais), tudo nos leva a crer que Dilma, em sendo reeleita, confiscará todos os bens financeiros que estão depositados em contas bancárias, não apenas como forma de impedir a fuga de capitais, mas para levar adiante a gastança com populismos e mentiras.

O Brasil não tem alternativas: ou removemos esse desgoverno do poder agora e já, ou amanhã estaremos vivendo um longo e doloroso período da história do Brasil.

quinta-feira, janeiro 23, 2014

Os 5 Generais Presidentes

Por Carlos Chagas
Erros foram praticados durante o regime militar, eram tempos difíceis. Claro que, no reverso da medalha, foi promovida ampla modernização das nossas estruturas materiais. Fica para o historiador do futuro emitir a sentença para aqueles tempos bicudos. Mas uma evidência salta aos olhos: a honestidade pessoal de cada um!

Quando Castelo Branco morreu num desastre de avião, verificaram os herdeiros que seu patrimônio limitava-se a um apartamento em Ipanema e umas poucas ações de empresas públicas e privadas.

Costa e Silva, acometido por um derrame cerebral, recebeu de favor o
privilégio de permanecer até o desenlace no palácio das Laranjeiras, deixando para a viúva a pensão de marechal e um apartamento em construção, em Copacabana.

Garrastazu Médici dispunha, como herança de família, de uma fazenda degado em Bagé, mas quando adoeceu precisou ser tratado no Hospital da Aeronáutica, no Galeão.

Ernesto Geisel, antes de assumir a presidência da República, comprou o sítio dos Cinamonos, em Teresópolis, que a filha vendeu para poder manter-se no apartamento de três quartos e sala, no Rio.

João Figueiredo, depois de deixar o poder, não aguentou as despesas do Sítio do Dragão, em Petrópolis, vendendo primeiro os cavalos e depois a propriedade. Sua viúva, recentemente falecida, deixou um apartamento em São Conrado que os filhos agora colocaram à venda, ao que parece em estado de lamentável conservação.

Detalhe: Figueiredo foi operado no Hospital dos Servidores do Estado, no Rio.

Não é nada, não é nada, mas os cinco generais-presidentes até podem ter cometido erros, mas não se meteram em politicagem, nem em negócios sujos, não enriqueceram, nem receberam benesses das empreiteiras que realizaram as maiores obras da história do Brasil, durante seus governos.

Nenhum general criou instituto destinado a preservar seus documentos ou agenciar contratos para consultorias e palestras regiamente remuneradas como se vê atualmente.
Bem diferente dos tempos atuais, não é, leitor?

Acrescento eu:

Nenhum deles mandou fazer um filme pseudo biográfico, pago com dinheiro público, de auto-exaltação e culto à própria personalidade!

Nenhum deles usou dinheiro público para fazer um parque homenageando a própria mãe.

Nenhum deles usou o hospital Sírio e Libanês.

Nenhum deles comprou avião de luxo no exterior.

Nenhum deles enviou nosso dinheiro para "ajudar" outro país.

Nenhum deles saiu de Brasília, ao fim do mandato, acompanhado por 11 caminhões lotados de toda espécie de móveis e objetos roubados.

Nenhum deles exaltou a ignorância.

Nenhum deles falava errado.

Nenhum deles apareceu embriagado em público, nem mijou em público.

Nenhum deles passou a apoiar notórios desonestos depois de tê-los chamado de ladrões.

Durante os 20 anos de CONTRA-REVOLUÇÃO COMUNISTA o Brasil foi governado por 5 generais honrados, decentes e probos, tanto que foram capazes de modernizar o Brasil inteiro com apenas uma dúzia de ministros, e não com mais de 40 e outras tantas secretarias com status e gastanças de ministério.

Mas ainda tem pilantras e avermelhados por aí chamando esse período (em que fizeram as mais importantes obras de infraestrutura nacional) de ditadura.

Ora, tenho vontade de rir quando vejo esses mesmos patifes enaltecendo a chamada democracia de Cuba, onde os dinossauros da família CASTRO governam os miseráveis destinos dos cubanos há 52 anos e o fazem, mentindo, extorquindo, matando, roubando e agora, vendendo mão de obra escrava para o Brasil.

terça-feira, outubro 29, 2013

GOVERNOS MILITARES


No Brasil há comunistas dignos e honrados, mas esses formam uma minoria sem voz no rol dos muitos comunistas e socialistas lacaios que se locupletam da Nação brasileira, ocupando cargos fictícios, forjando contratos milionários nos ministérios, embolsando propinas vultosas nas estatais, traficando armas, drogas e desviando dinheiro público para os paraísos fiscais, ou ainda recebendo altos salários sem trabalhar. São esses patifes (sem exceção) que andam repetindo que os militares implantaram no Brasil uma ditadura. 

De uma tacada eu desmantelo essa falácia fajuta: Ditadura? Ora, durante 21 anos de contra-revolução comunista o Brasil foi muito bem governado por 6 presidentes, todos eles honrados, probos, cônscios do ofício e comprometidos com o bem estar da Nação e do povo brasileiro. E nenhum deles enriqueceu no poder; nenhum deles deixou posses e haveres roubados da nação para seus herdeiros. Todos morreram como cidadãos comuns, de classe média ou menos. 

Mas a patologia que afeta a mente obtusa desses comunistas de araque chega ao ponto de leva-los a defender o REGIME MORTAL E TIRÂNICO de uma ilha sucateada e empobrecida onde os dinossauros da família CASTRO exploram às escâncaras MÃO DE OBRA MÉDICA ESCRAVA e ainda por cima estão há mais de 50 anos no poder, MATANDO, MENTINDO, REPRIMINDO, PERSEGUINDO adversários, ROUBANDO e praticando todas as patifarias ideológicas ensinadas por MARX em nome do famigerado comunismo. 

Como falar em DITADURA, se Castelo Branco ficou no poder por apenas 2 anos e 11 meses? Costa e Silva ficou somente 2 anos e 5 meses; a Junta Governativa durou apenas 60 dias; Médici (o grande Médici) moralizou o Brasil durante 4 anos e 5 meses; Gaisel impulsinou a máquina de produção nacional durante 5 anos cravados e Figueiredo governou por 6 anos. 

Não sinto falta dos governos militares, mas sinto falta, muita falta, do respeito pelo alheio; da responsabilidade com os negócios públicos; da ordem social e do progresso que o Brasil conquistou em todas as áreas, notadamente na EDUCAÇÃO PÚBLICA, SAÚDE PÚBLICA, SEGURANÇA PÚBLICA, INFRAESTRUTURA ENERGÉTICA, VIÁRIA, URBANA, INDUSTRIAL; áreas tão bem contempladas e que ainda hoje não foram superadas pelos governos subsequentes. Bastaria citar uma ITAIPÚ, para inutilizar os 10 anos de NADISMO REALIZADO e DE DESGOVERNO dessa petralhada estúpida e irresponsável que tomou o Brasil de assalto com mentiras, roubos e promessas que jamais se cumprirão. 



quinta-feira, maio 23, 2013

A C.I.A CUIDARÁ DELE

quinta-feira, 23 de maio de 2013


O aprendiz de ditador da Venezuela, Nicolas Maduro - apoiado pela velha comunista, Dilma, pelos dinossauros de Cuba, Fidel e Raul, pelo índio da Bolívia, Evo Morales - está criando "milícias operárias", que são grupos armados para defender o regime ditatorial deixado de herança pelo falastrão, Hugo Chávez. 



Maduro, presidente da Venezuela (Imagem de Carlos Garcia Rawlins/Reuters)


Após ameaçar cidadãos venezuelanos, afirmando saber quem votou em seu opositor, em meio a denúncias de fraudes nas eleições e violações constitucionais, Maduro anunciou incentivo à criação de mílicias operárias uniformizadas, ampliando grupos armados ligados ao governo.

Vale ressaltar que já existe a Milícia Nacional Bolivariana, criada por seu antecessor. O objetivo seria, alega MADURO, fortalecer o regime a aliança operário-militar.




Dilma presta apoio ao Regime "Bolivariano", após a assunção de Maduro (anos após a consolidação da MNB)
Afirmou: "As milícias serão ainda mais respeitadas se tiverem 300 mil, um milhão, dois milhões de trabalhadores e trabalhadoras uniformizados e armados, prontos para a defesa da soberania e da revolução". O efetivo oficial, atualmente, é de 130 mil homens da "Resistência Bolivariana". Vale ressaltar que a população venezuelana é de cerca de 29 milhões de habitantes, o que indica um agudo desejo de militarização e armamento da "revolução bolivariana".




Milícias bolivarianas em apresentações públicas. Em meio a bandeiras da Venezuela, destaca-se a bandeira de Cuba (canto superior direito)

Juramento da milícia


Culto de personalidade a Chávez em apresentações de milícias


Milícias bolivarianas marcham pelas ruas da Venezuela


Ala feminina da Milícia Nacional Bolivariana em forma


Qual a razão de, em uma democracia, formar grupos armados partidários? Segundo diversas denúncias, as já existentes estão sendo utilizadas como forma de coação e intimidação de opositores. Para defensores do regime, são um meio de resistir à opressão de adversários internos e externos. Resta lembrar que o regime democrático deve ser pautado pelo diálogo, pelo discurso, pela representação, não pela força física e pela intimidação.



Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia - FARC)


Milícia "Camisas Negras", ligada ao fascista italiano Benito Mussollini

Outra questão relevante consiste na razão do apoio prestado por Dilma Rousseff ao regime, inclusive segurando imagens que desvelam o culto de personalidade ao antecessor Hugo Chávez. Não se sabe do apoio à criação das novas milícias, mas, até o momento, a presidente não se pronunciou sobre o caso, sendo mantido, ainda que por inércia e omissão, o apoio ao regime.

Para os governantes brasileiros, inclusive Dilma Roussef, a democracia não é importante? A coação e o uso de milícias são condutas legítimas e dignas de apoio. 
Por que a omissão? Leia mais sobre o caráter fascista, militarista, partidarista e totalitarista das milícias bolivarianas: http://www.folhapolitica.org/2013/05/milicia-bolivariana-tem-nitido-carater.html




A criação de milícias partidárias não é novidade. Imagem da Waffen-SS na Alemanha Nazista.




A criação de milícias partidárias não é novidade. Imagem da Waffen-SS na Alemanha Nazista.


Lígia Ferreira é analisa de sócio-mecanismos.
Com informações de France Press, Estadão, Veja, Blog de Fidel Castro e Venezuela Defensa.

sábado, outubro 22, 2011

A MORTE ANUNCIADA DE UM TIRANO IRASCÍVEL E SANGUINÁRIO



Kadaf, o cão raivoso e pária da civilização, que rosnava ódio e terror enquanto ordenava a matança sumária de cidadãos e cidadãs na Líbia, teve, embora tardiamente, o fim que merecia, ao certo para gáudio das milhares de almas que ele com seus bandos de extermínio despacharam para o éter. 

Kadaf, o tirano irascível que vinha sendo caçado como uma raposa colérica, encafuou-se com sua pistola de ouro numa vala e após invocar a clemência dos céus, foi executado impiedosamente como uma rato de esgoto. 

O trágico desfecho já era esperado e não há o que lamentar agora, exceto pelas vidas que Kadaf extraviou ao longo dos seus 42 anos de tirania e opressão; mas é verdade que os líbios deixaram aquele bufão excêntrico e déspota sanguinário ir longe demais com sua paranóia totalitária e obsessão narcisista pelo poder.

Se era crível para Kadaf a existência de um inferno maior do que ele foi capaz de produzir na Líbia, pode-se admitir que nessas alturas dos acontecimentos o famigerado "Livro Verde", que ele lia e relia para infundir o medo e terror, serviu de combustível para o grande incêndio que os dianhos providenciaram por lá, onde deverá permanecer por toda a incerta eternidade, a alma incendiária do paranoico que suprimiu da Líbia todas as garantias individuas, inclusive de livre expressão e de imprensa; e instaurou, por vontade megalômana, a pena de morte para quem dele divergisse ou pretendesse criticar ou mudar a forma do seu governo. 

O mundo espera que o povo da Líbia encontre na sua tortuosa caminhada pela liberdade uma clareira onde se possa respirar a DEMOCRACIA. 
  
Ruy Câmara