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segunda-feira, julho 02, 2012

IGNORÂNCIA INTELECTUAL


Como diz o sábio escritor, Paulo Rosenbaum, é sempre curioso ver ao 'vivo' uma “criminal mind”, mesmo que seja inútil tentar entender como funciona a mente enfermiça e onipotente de um fanático astucioso e capaz de grandes descomedimentos para impor suas idéias tirânicas e assassinas sobre seus súditos.

Mas, com certeza, não foi apenas curiosidade que moveu algumas dezenas de "intelectuais" brasileiros, todos afinados com o que chamam de esquerda, a aplaudir com entusiasmo o dinossauro iraniano, Ahmadinejad, durante a sua encenação patética na Rio + 20.

A chamada esquerda brasileira deveria ter vergonha antes de pronunciar a palavra democracia. Quem viu a cena na TV com um olhar desarmado, deve ter imaginado que aqueles sessenta intelectuais aplaudiam um homem bom, pio e seráfico no seu deus, e não um déspota odiento de cujas práticas, hábitos, costumes e idéias nocivas devem ser combatidas nos quatro cantos do mundo.


Em verdade a ignorância daqueles intelectuais é tão óbvia que não perceberam que estavam aplaudindo não só o ídolo de uma esquerda xenófoba e sem memória, mas aplaudiam principalmente a patologia totalitarista do exterminador das minorias Bahai e Sufis; bem como a tirania sanguinária; a mordaça coletiva; o antissemitismo sem cura; o apedrejamento de mulheres; a repressão às liberdades de imprensa e de crenças; e por fim aplaudiram a privação da própria individualidade do sujeito moral.





sábado, outubro 22, 2011

A MORTE ANUNCIADA DE UM TIRANO IRASCÍVEL E SANGUINÁRIO



Kadaf, o cão raivoso e pária da civilização, que rosnava ódio e terror enquanto ordenava a matança sumária de cidadãos e cidadãs na Líbia, teve, embora tardiamente, o fim que merecia, ao certo para gáudio das milhares de almas que ele com seus bandos de extermínio despacharam para o éter. 

Kadaf, o tirano irascível que vinha sendo caçado como uma raposa colérica, encafuou-se com sua pistola de ouro numa vala e após invocar a clemência dos céus, foi executado impiedosamente como uma rato de esgoto. 

O trágico desfecho já era esperado e não há o que lamentar agora, exceto pelas vidas que Kadaf extraviou ao longo dos seus 42 anos de tirania e opressão; mas é verdade que os líbios deixaram aquele bufão excêntrico e déspota sanguinário ir longe demais com sua paranóia totalitária e obsessão narcisista pelo poder.

Se era crível para Kadaf a existência de um inferno maior do que ele foi capaz de produzir na Líbia, pode-se admitir que nessas alturas dos acontecimentos o famigerado "Livro Verde", que ele lia e relia para infundir o medo e terror, serviu de combustível para o grande incêndio que os dianhos providenciaram por lá, onde deverá permanecer por toda a incerta eternidade, a alma incendiária do paranoico que suprimiu da Líbia todas as garantias individuas, inclusive de livre expressão e de imprensa; e instaurou, por vontade megalômana, a pena de morte para quem dele divergisse ou pretendesse criticar ou mudar a forma do seu governo. 

O mundo espera que o povo da Líbia encontre na sua tortuosa caminhada pela liberdade uma clareira onde se possa respirar a DEMOCRACIA. 
  
Ruy Câmara