segunda-feira, maio 29, 2017

13 NOTAS PARA EMBASAR UMA SOCIEDADE ACUADA POR POLÍTICOS E LARÁPIOS



1 - O foco do poder não está na política, mas na economia. Quem comanda a sociedade é o complexo financeiro-empresarial com dimensões globais e conformações específicas locais.


2 – Os donos do poder não são os políticos. Estes são apenas instrumentos dos verdadeiros donos do poder.

3 – O verdadeiro exercício do poder é invisível. O que vemos, na verdade, é a construção planejada de uma narrativa fantasiosa com aparência de realidade para criar a sensação de participação consciente e cidadã dos que se informam pelos meios de comunicação tradicionais.

4 – Os grandes meios de comunicação não se constituem mais em órgãos de “imprensa”, ou seja, instituições autônomas, cujo objeto é a notícia, e que podem ser independentes ou, eventualmente, compradas ou cooptadas por interesses. Eles são, atualmente, grandes conglomerados econômicos que também compõem o complexo financeiro-empresarial que comanda o poder invisível. Portanto, participam do exercício invisível do poder utilizando seus recursos de formação de consciência e opinião.

5 – Os donos do poder não apoiam partidos ou políticos específicos. Sua tática é apoiar quem lhes convém e destruir quem lhes estorva. Isso muda de acordo com a conjuntura. O exercício real do poder não tem partido e sua única ideologia é a supremacia do poder para controle do mercado, da renda e do lucro de quem trabalha.

6 – O complexo financeiro-empresarial global pode apostar ora em Lula, em Dilma, ora em um político do PSDB, ora em Temer, ora em um aventureiro qualquer da política. E pode destruir qualquer um desses de acordo com sua conveniência.

7 – Por isso, o exercício do poder no campo subjetivo, responsabilidade da mídia corporativa, em um momento demoniza Lula, em outro Dilma, e logo depois Cunha, Aécio, Temer, etc. Tudo faz parte de um grande jogo estratégico com cuidadosas análises das condições objetivas e subjetivas da conjuntura.

8 – O complexo financeiro-empresarial não tem opção partidária (Itaú com Marina; Odebrecht com Lula e Dilma), não veste nenhuma camisa na política, nem defende pessoas. Sua intenção é tornar as leis e a administração do país totalmente favoráveis para suas metas de maximização dos seus lucros.

9 – Assim, os donos do poder não querem um governo ou outro à toa: eles querem, na conjuntura atual, a reforma do Estado que atenda aos seus interesses; querem a manutenção do congelamento do orçamento primário, os cortes de gastos para bancar o serviço da dívida e o alívio dos tributos para ricos e pobres, mas antes para eles mesmos.

10 – Se a conjuntura indicar que Temer não é o melhor para isso, não hesitarão em rifá-lo. A única coisa que não querem é que o povo brasileiro decida sobre o destino de seu país.

11 – Portanto, cada notícia é um lance no jogo. Cada escândalo é um movimento tático. Analisar a conjuntura não é ler notícia. É especular sobre a estratégia que justifica cada movimento tático do complexo financeiro-empresarial (do qual a mídia faz parte), para poder reagir também de maneira estratégica em detrimento da sociedade que paga cara por tudo.

12 – A queda de Temer poderia ser uma coisa boa, mas não o é, porque é um movimento tático, que obedece a uma estratégia programática mais ampla, de quem almeja tomar o poder para se proteger ou para se vingar. O que realmente não importa, não importa mesmo aos sedentos de poder e de dinheiro fácil é o que virá depois. 

13 – Eles são muito espertos e pensam que nós somos pacíficos e cordatos. Mas ninguém controla o futuro, que se apronta agora e já. Por isso fiquemos atentos, pois temos consciência de que que não podemos nos omitir no presente. 
Fonte: Le Monde Diplomatique.


EXPLICAÇÃO NECESSÁRIA ÀQUELES QUE ELEGERAM A CHAPA DILMA-TEMER



No momento os políticos, juristas e as autoridades das cortes de justiça do país debatem sobre o que poderá ocorrer, caso a situação do presidente Temer se torne insustentável.

É evidente que existem movimentos sociais patrocinados com dinheiro sujo que se empenham com ardis na tarefa de desestabilizar o governo. A oposição defende que Temer poderá ser afastado do cargo por 4 (quatro) caminhos distintos: Impeachment, cassação da chapa Dilma-temer, renúncia ou por Condenação no STF.

Vejamos cada uma das situações:

1. Impeachment: Como como vimos no caso da Dilma, seria a opção mais demorada e mais desastrada para o pais, pois poderia se arrastar fácil por 1 ano e com desfecho incerto, afinal, Temer tem uma base de sustentação muito sólida no Congresso e dificilmente seus adversários (minoria) conseguiriam o apoio de 2/3 da Câmara (342 votos) e 2/3 do Senado (54 votos). 


2. Cassação da chapa Dilma-Temer pelo Superior Tribunal Eleitoral: como o julgamento iniciar-se-á a partir do dia 06 de junho, a decisão poderá se estender por tempo indefinido, uma vez uma vez que os ministros daquela corte poderão pedir vistas ao processo e também porque, tanto as partes (Dilma e Temer), quanto o Ministério Público, poderão ingressar com recursos e mais recursos, protelando assim o desfecho.

3. Renúncia: essa hipótese teria um desfecho muito rápido, mas é improvável que ocorra, porque Temer já anunciou aos quatros ventos que não renunciará jamais. 

4. Condenação no STF: O STF só pode acolher uma denúncia do Procurador Geral contra o presidente da república se tiver a aprovação de 2/3 da Câmara Federal. Se a Câmara aprovar (o que é improvável ocorrer, Temer seria afastado por 180 dias, prazo que o STF teria para iniciar o julgamento. Contundo, o afastamento só ocorreria após o presidente se tornar réu e mesmo assim, uma eventual condenação só seria prolatada após a comprovação real de que o presidente cometera de fato crimes em função da delação da JBS. 

A proposta de ELEIÇÕES DIRETAS para uma eventual substituição de Temer (no caso de renúncia) já está completamente descartada no Congresso Nacional polos seguintes motivos. 

a) Porque é anticonstitucional e a Constituição Federal determina claramente que, no caso de renúncia do presidente, assume o 1º na linha sucessória (Rodrigo Maia) a quem compete convocar ELEIÇÕES INDIRETAS no prazo de 30 dias. 

b) As 10 maiores bancadas do Congresso Nacional já admitem que não há a mínima condição de aprovar uma PEc à toque de caixa, apenas para alterar a Constituição Federal e impor ao país eleições diretas. 

c) Essas bancadas juntas representam 70% dos votantes no Congresso e para que uma alteração na CF seja aprovada é preciso o apoio de 60% dos parlamentares. 

d) Como só restam 19 meses para o fim do mandato de Temer, em qualquer uma das possibilidades acima citadas, prevalecerá o disposto no Art. 81 da Constituição Federal, que determina o seguinte: “Ocorrendo a vacância nos últimos 2 anos do período presidencial, a eleição para ambos os cargos (presidente e vice) será feita 30 dias depois da última vaga pelo Congresso Nacional.” Ou seja, a CF determina que o substituto será eleito pelos deputados e senadores, em eleição indireta.

Diante de tantos entraves jurídicos e políticos, talvez seja mais fácil para aqueles que elegeram Temer e agora tentam derrubá-lo, pedir a Lula para convencer os irmãos Castros e Nicolas Maduro a renunciarem aos seus mandatos ou a convocarem eleições diretas em Cuba e na Venezuela. 

Seria no mínimo uma demonstração de coerência da oposição petista e sindicalista brasileira diante das esquerdas da Amárica Latina que poiam e aplaudem ditaduras e ditadores  que arruinaram suas nações ao longo de décadas no poder.   

Ruy Câmara

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domingo, maio 28, 2017

MANIQUEÍSMO IDEOLÓGICO: RICOS X POBRES



São raros os esforços acadêmicos para explicar os motivos pelos quais os países pobres não se sentem responsáveis pelas misérias que afetam as suas gentes. Na América Latina, raros são os núcleos acadêmicos que abordam os problemas da pobreza de determinadas sociedades sem culpar as nações ricas pelos fracassos seculares das nações pobres. 

No bojo desse debate, os Estados Unidos, apesar de ser
uma nação democrática jovem, que orientou-se para o trabalho, para a multiplicação de conhecimentos e para o domínio de tecnologias que culminaram no aumento da sua produtividade e da sua prosperidade, são os alvos prioritários dos ataques desses núcleos.

Quem se der ao trabalho de examinar os fundamentos que norteiam o pensamento e as ações das nações ricas e das nações pobres, verá que o tempo de existência de uma dada nação não foi nem é determinante para a sua transformação, nem para o seu desenvolvimento e progresso. Citemos alguns exemplos, apenas para ilustrar:

Há 3 mil anos os fenícios já dominavam tecnologias de engenharia naval jamais vista e seu desenvolvimento
comercial foi tão intenso que se tornaram a maior potência comercial do planeta. Entre os séculos 10 e 1 a.C, os fenícios de Cartago, ou cartagineses, eram os únicos povos que tinham o domínio total dos negócios de cabotagem sobre toda a orla do Mediterrâneo. E hoje a região em que viviam os fenícios (Líbano e Síria) são nações devastadas, empobrecidas e condenados a promover o êxodo de milhões de indivíduos. 

Na África, berço da humanidade, existem atualmente mais de 10 milhares de monarquias nacionais e subnacionais
raquíticas, onde um indivíduo tem o poder supremo e é reconhecido como chefe de estado ou soberano local. Contudo, grande parte dos povos da África permanece ainda vivendo em condições primitivas em que viviam os seus ancestrais há dois mil anos. 

No Oriente Médio existem civilizações milenares dominadas ainda por patriarcas de mentalidade atrofiada, que estão arruinadas e há anos-luz, em matéria de desenvolvimento, do jovem Estado de Israel, criado logo após a 2ª Guerra, em 1948. 

Portugal e Espanha se lançaram nas grandes navegações, descobriram, colonizaram, dominaram e expropriaram meio mundo e hoje são nações insignificantes em termos geopolíticos e econômicos, quando comparadas com potências como os Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Inglaterra, Japão, China ou mesmo com os Emirados Árabes.

Nos últimos 500 anos, a Europa era o agente motor do desenvolvimento, da modernidade e concentrava as nações mais ricas do planeta, mas no final do século 20 a Ásia (outrora pobre e atrasada) passou a crescer e a se desenvolver de forma vertiginosa, superando os antigos impérios europeus. 

A mesma lógica também vale para os indivíduos. 

Após haver lido centenas de biografias de pessoas que ousaram, inovaram e com otimismo transformaram o mundo em que vivemos, compreendi que os mais aptos superam os inaptos porque são mais otimistas e mais motivados para soluções. Percebi também que a pobreza e a miséria das nações e dos indivíduos não são condições imutáveis, nem decorrentes somente do meio social ou das adversidades criadas pelas sociedades e pelos sistemas jurídico-políticos que regulam os países, mas por falta de capacidade individual de superação das adversidades da vida e da compreensão de que o imobilismo e a acomodação resultam sempre e inevitavelmente em pessimismo e fracasso. 

O mundo está repleto de histórias de jovens bens sucedidos que nasceram pobres, viveram a infância em lares desestruturados, mas se empenharam, pouparam recursos, alguns abandonaram seus estudos e ousaram investir as parcas economias em pequenos negócios que foram crescendo, crescendo, agigantaram-se nos mercados e se tornaram conglomerados empresariais ou mesmo impérios econômicos globais que superam o PIB de muitas nações do planeta. Outros herdaram fortunas e tiveram todas as oportunidades para se tornarem pessoas bem-sucedidas na vida, mas nada fizeram ou desperdiçaram tudo e passaram a depender da ajuda de familiares, amigos ou das esmolas estatais.

Há um aforismo conhecido na África que diz o seguinte: a mão que recebe está sempre por debaixo da mão que dá. E é verdade, mas várias nações pobres continuam com a mão estendida, esperando ajuda externa, como se a pobreza da sua gente fosse por culpa das nações ricas. 

Ora, a pobreza não deveria ser explorada para a prática da caridade social dos governos, porque ela é um agente de contaminação mental potencialmente violento, que infunde no espírito a sensação paralisante de incapacidade e mais, a pobreza é fácil de ser manipulada pela fantasia ideológica (comunista ou socialista) para ampliar a visão maniqueísta da sociedade (bem x mal, ricos x pobres; eles contra nós), visão que tanto seduz as massas de manobras a atentarem contra a paz, a ordem e contra o bem-estar geral. 

A generosidade e a solidariedade externa pode ajudar uma sociedade a superar problemas circunstanciais, como no caso de guerras, calamidades, catástrofes, etc, mas nenhuma ação humana é tão eficiente, tão efetiva e tão duradoura para a superação de qualquer adversidade quanto aquela em que os próprios indivíduos se habilitam a se erguem por si mesmos para superar a miséria sem contar com as esmolas alheias. 

Ruy Câmara

Escritor




















terça-feira, maio 23, 2017

JUSTICEIROS PREMIAM CARNICEIROS COM MÃOS LIVRES E BOLSOS CHEIOS.


Grande parte da imprensa errou ao divulgar com estardalhaço a transcrição da gravação clandestina feita por Joesley Batista. Como provado está, a transcrição divulgada não era fiel à gravação que levou o país a mergulhar numa crise de governabilidade.


Pelo que já sabemos, as gravações de Joesley Batista foram colhidas às escondidas, de forma traiçoeira e com duplo objetivo: livrar-se da cadeia e desestabilizar o governo Temer, um governo que bem ou mal, vem fazendo as reformas que nenhum outro ousou fazer nos últimos 30 anos e mais, que vem despendo grandes esforços para consertar parte do desmantelo econômico herdado após 14 anos de roubalheira petista.


O país inteiro se pergunta intrigado e muito desconfiado: quais foram as motivações que levaram o Ministério Público de Brasília e o ministro Edson Fachin a ouvir tantas confissões criminosas (crimes gravíssimos) e ao final decidiram perdoar todos os crimes confessados pelos bandidos da JBS?


Outra pergunta que o Brasil exige resposta: por que o ministro Fachin não mandou prender, em primeiro lugar e no ato, Joesley Batista, o bandido que confessou que teria comprado 2 juízes?; que disse garbosamente que infiltrou um espião (o procurador Angelo Goulart) na operação Greenfield para atuar a serviço do bando da JBS?; que acertou com o ex-ministro da fazenda, Guido Mantega, uma propina depositada numa conta no exterior, no montante de U$ 150 milhões, para bancar Lula e Dilma?; que recebeu do Estado do Ceará uma restituição de ICM no valor de R$ 110 milhões e deu R$ 20 milhões de propina para Cid Gomes?; que deu R$ 600 milhões do dinheiro rapinado do BNDES para comprar 1.829 políticos nos últimos anos?; que no rol das propinas figuram 129 deputados estaduais de 23 estados; 167 deputados federais de 19 partidos e 28 senadores; 16 governadores eleitos?



Mesmo estando ciente dos crimes cometidos e confessados pelos mafiosos da JBS (todos réus confessos) o ministro Fachin decidiu, monocraticamente, com base na gravação fajuta, abrir inquérito contra o presidente Temer, acusado pelo procurador geral da República, Rodrigo Janot, de obstrução da Justiça, de corrupção passiva e de participação em organização criminosa.


Toda contradição carrega no seu bojo incoerência proposital. Esse acordo ou melhor, esse prêmio concedido à JBS jamais poderia ter sido homologado por decisão monocrática de um ministro que comprovadamente recebeu ajuda dos criminosos a quem perdoou para se tornar ministro do STF. O benefício concedido por Fachin carece de fundamentação idônea, porque afronta os dispositivos jurídicos de proporcionalidade, razoabilidade e moralidade.

Claro que temos todo o direito de desconfiar de que tudo isso faz parte de uma conspiração e de um plano muito bem urdido para sabotar e derrubar o governo, afinal os atos criminosos que encobrem cada etapa dessa operação são gravíssimos e comprometem diversos agentes públicos que atuaram ou atuam no enredo para salvar os criminosos da JBS. Por exemplo:

Francisco de Assis e Silva, diretor jurídico da JBS e homem de confiança dos Batistas, teve aulas de “delação premiada” com Anselmo Lopes, procurador da República e com Rubia Pinheiro, delegada da Polícia Federal, duas autoridades que lideravam a Operação Greenfield, da PF, que investiga os crimes da quadrilha da JBS.

Outro fato que comporta suspeitas: o procurador Marcelo Miller, homem de confiança de Rodrigo Janot na Operação Lava Jato, demitiu-se em março de 2017 do Ministério Público Federal para atuar como advogado na iniciativa privada, levando consigo uma montanha de informações sigilosas, afinal, por ele passaram todos os procedimentos que viabilizaram a delação da Odebrecht; as denúncias do ex-senador Delcídio do Amaral e a delação de Sérgio Machado, outro delator que embolsou uma fábula de dinheiro e hoje está soltinho da silva graças aos préstimos das autoridades de Brasília. Hoje Marcelo Miller trabalhando no escritório Trench, Rossi e Watanabe, que participou da elaboração do acordo de leniência da J&F, a holding dos irmãos Batista.

Ora, a gravação de uma conversa criminosa de Lula com Dilma (aquela em que Dilma nomeava Lula ministro, apenas para ele não ser preso), gravação feita com autorização do juiz Sergio Moro, foi anulada como prova de crime pelo STF, mas a gravação clandestina do bandido da JBS, feita sem autorização de nenhuma autoridade, está valendo como prova contra o presidente Temer.

Janot e Fachin foram tão ligeiros no gatilho, que não tiveram sequer o cuidado de mandar periciar a gravação ilegal da conversa com o Temer. Tanto é verdade que a Associação Nacional dos Peritos Criminais, afirma ser “inaceitável que não se tenha solicitado a necessária análise técnica no material divulgado.

São diversas as confissões criminosas dos irmãos Batistas. José Cláudio Rego Aranha, o diretor que dava pareceres no BNDES para aprovar em tempo record os pleitos da JBS, era membro do conselho de administração da JBS.

Joesley Batista, ciente de que a armação causaria um terremoto político no país, aproveitou para lucrar com isso: vendeu R$ 300 milhões de ações da JBS em alta e lucrou em poucas horas 9,68% por ação. Comprou US$ 1 bilhão de dólares a R$ 3.10 e logo após a delação o dólar subiu para R$ 3.44, gerando um lucro de R$ 0,34 por dólar, algo em torno de R$ 300 milhões somente nessa falcatrua.

Quando os Batistas terminaram o cafezinho na sala do ministro Fachin, a bomba estourou no noticiário, causando prejuízos para a empresas brasileiras que operam na Bolsa de Valores de R$ 200 bilhões.

Só esses fatos são suficientes para provar a intenção criminosa dos Batistas. Mas nada disso foi considerado pelas autoridades de Brasília. E de quebra os Batistas ganharam imunidade total e o direito de viverem livres, leves e soltinhos da silva nos Estados Unidos, sem riscos de serem presos, sem tornozeleiras e gozando de todas as regalias que o dinheiro sujo pode comprar.

O procurador Janot acusa Temer de haver prevaricado pelo fato de ouvir o carniceiro da JBS confidenciar alguns atos criminosos e não ter feito nada. Ora, o próprio Janot e Edson Fachin, duas autoridades do judiciário com poderes para enquadrar criminosos, também ouviram um Everest de confissões criminosas do bufão da JBS e o perdoaram, o tornaram intocável, impune e de quebra o premiaram com os benefícios de uma delação superpremiadíssima.

Vejam o quanto o ministro Fachin foi bondoso para com os bandidos da JBS ao aprovar os termos de uma cláusula de impunidade desproporcional que prevê a extensão da impunidade, não só no presente, como no futuro: "No caso de existirem investigação criminal e/ou denúncias já oferecidas” em outras instâncias, o benefício dado aos delatores será, “no caso das investigações, a imunidade”, e, no caso de denúncias já oferecidas, “o perdão judicial”. Tanto é verdade que, dois dias depois a Polícia Federal não pode cumprir um mandato judicial de condução coercitiva dos Batistas para explicar uma série de falcatruas envolvendo R$ 8 bilhões que o bando recebeu do BNDES para a compra de companhias rivais, sufocação de concorrentes e para subornar políticos corruptos.

O ministro deu esse prêmio fabuloso aos Batistas com base numa jurisprudência ordinária do STF, que define o seguinte: os terceiros, ainda que acusados por delatores, não têm interesse processual para questionar cláusulas de acordos de delação. Ora, em verdade se aproveitaram da falta de previsões legais concretas e firmaram um acordo de delação desproporcional que podemos chamar de: acordo de delação das mãos livres e bolsos cheios.
   
E a multinha imposta aos Batistas (de R$ 110 milhões) foi outro prêmio fabuloso, que poderá ser paga em 10 anos a partir de 2018. Ora, só o APARTAMENTO deles em Ney York foi comprado A VISTA por U$ 35 milhões (R$ 115 milhões de reais).

Claro que colegiado do STF não terá peito para cancelar toda essa armação, toda essa trama sórdida que tanto beneficiou os mafiosos da JBS.

Se o STF fosse um tribunal de justiça-justa, o bando da JBS iria pagar pelos crimes na cadeia e seus bens seriam confiscandos para garantir os desfalques continuados aplicados no país.

É certo que Temer prevaricou ao ouvir as confidências de um bandido e não fez nada, mas prevaricaram em maior grau de comprometimento as autoridades (Janot e Fachin) que também ouviram o bandido confessar tudo e ainda o perdoaram e o premiaram.

O governo Temer sofreu um abalo, mas não tombará em função dessa armação, porque o povo já percebeu que incertos mesmo serão os próximos meses em que as forças ocultas e muito traiçoeiras conspiram de todas as formas para que nada dê certo no Brasil. E quem pagará caro por tantas incertezas e desatinos? Nós, contribuintes.

Eu acredito sinceramente que tudo isso poderá mudar de repente e haverá de mudar de fato. Basta que surjam por aí novas revelações que possam comprometer certas autoridades do STF envolvidas na trama, quando então o próprio ministro Fachin se verá compelido a anular todos os benefícios que ele mesmo concedeu aos seus amigos da JBS. Aguardemos o que virá em breve!! 



Ruy Câmara.































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segunda-feira, maio 22, 2017

A DUVIDOSA TRÍADE PERSECUTÓRIA




Desde o banimento constitucional de Dilma do poder, os petistas inconformados e os esquerdistas arrependidos por terem eleito Temer quando elegeram Dilma, arquitetam planos de sabotagem para desestabilizar o governo e atuam sinistramente para que nada dê certo no Brasil. 



É importante observar uma contradição grotesca: enquanto os petistas e a camarilha esquerdista aplaudem a armação salvífica do mafioso Joesley Batista, sem dar um pio sobre os benefícios muito suspeitos envolvendo a delação (super-premiadíssima) que Janot e Fachin deram de mão beijada aos carniceiros da JBS, boa parte da imprensa vem dando grande repercussão aos atos revanchistas e meramente persecutórias do procurador-geral, Rodrigo Janot e do Ministro Edson Fachin, contra o presidente Michel Temer, acusado apressadamente de corrupção passiva e talvez de prevaricação, por não ter tomado providência contra Joesley Batista durante a conversa que tiveram no Jaburu. 



Recentemente uma comentarista risonha e tola da Rede Globo perguntou às suas colegas o seguinte: Minha gente, por que motivo o povo não está nas ruas pedindo a cabeça de Temer? No mesmo instante eu enviei a seguinte resposta: 

“Meninas, a sociedade sabe que a crise que enfrentamos é uma herança maldita do PT e não do governo Temer. A sociedade não foi às ruas porque sabe que os problemas nacionais não serão resolvidos com a derrubada do governo. Sabe que no próximo anos haverá eleições e nessas alturas não vale à pena trocar o veterano Michel Temer pelo aprendiz de feiticeiro, Rodrigo Maia. Sabe que a substituição de um governo que vem lutando para ordenar o caos herdado, só agravará a situação do país, afinal, o que mais interessa ao país é a recuperação econômica e esta só será conseguida se superarmos a crise política, crise provocada pelos petistas e pela esquerda ordinária que atua no enredo para sabotar as reformas e para impedir a normalidade gerencial do país. Vocês da imprensa deveriam investigar à fundo quais foram as motivações que levaram Janot e Fachin a ouvirem tantas confissões de crimes gravíssimos e ao final perdoaram e concederam indulto de impunidade total aos bandidos da JBS? Caberia perguntar ainda o motivo de tanta pressa de Janot e de Fachin para incriminar o presidente Temer sem a que se tenha feito a necessária apuração probatória das alegações, quando existe uma fila enorme, encabeçado por Lula, Dilma, Sarney, Collor, Renan e uma reca de delinquentes chapa-branca que estão aí vivendo impunemente, e até agora não houve nenhuma ação efetiva do STF para incriminá-los por tantos atos de corrupção que praticaram ao longo dos anos no poder. 

Ora, diante da disposição do procurador, Rodrigo Janot, de fatiar em três processos distintos a sua frágil e apressada acusação contra Michel Temer, apenas para fazer o governo sangrar lentamente e paralisar as reformas em curso, não restam dúvidas de que a trama urdida entre quatro paredes na PGR e em condições muito escondidas no STF, tem triplo objetivo: salvar os carniceiros da JBS da prisão e da falência; derrubar o governo Temer pela via judicial e criar condições para a reabilitação de Lula, de Dilma e da ORCRIM, afinal, tanto Joesley Batista com seu bando de larápios, quanto Rodrigo Janot e Edson Fachin, chegaram aonde estão, graças a Lula, a Dilma e ao PT. 

Não é custoso alegar que as nomeações de Janot e de Fachin para os cargos que ocupam foram feitas por Dilma, com as bênçãos de Lula. Do mesmo modo, a fortuna de R$ 9 bilhões que JBS embolsou do BNDES e que a colocou no topo do mundo, é fruto das negociatas mais imorais que contaram com os préstimos de Lula, Dilma, Luciano Coutinho e do bando petista. 


Penso sinceramente que a tríade persecutória, formada por Joesley, Janot e Fachin, não está minimamente preocupada com os danos econômicos e morais que a quadrilha da JBS causou ao país com as bênçãos do PT, e muito menos com as consequências danosas dessa armação que paralisou o Brasil, e que vem a cada dia afetando diretamente a economia e piorando a vida de milhões de brasileiros. 


Por essas e outras razões, antevê-se que o governo Temer terá votos e apoios suficientes na Câmara Federal para barrar todas as ações persecutória que ingressarem fatiadamente nas comissões daquela casa por iniciativa de Fachin e Janot.

Antevejo ainda que a maioria da Câmara Federal não permitirá em nenhuma hipótese que o ministro Fachin dê uma canetada monocrática com a sua pena VERMELHA para remover Michel Temer do poder. Com toda certeza, o plano de sabotagem de Joesley Batista, assim como os atos muito apresados de Janor e de Fachin serão desmoralizados perante a nação quando novas tramoias arquitetadas pelos carniceiros da JBS forem reveladas. E serão. Aguardemos!!  



Ruy Câmara

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