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segunda-feira, maio 29, 2017

13 NOTAS PARA EMBASAR UMA SOCIEDADE ACUADA POR POLÍTICOS E LARÁPIOS



1 - O foco do poder não está na política, mas na economia. Quem comanda a sociedade é o complexo financeiro-empresarial com dimensões globais e conformações específicas locais.


2 – Os donos do poder não são os políticos. Estes são apenas instrumentos dos verdadeiros donos do poder.

3 – O verdadeiro exercício do poder é invisível. O que vemos, na verdade, é a construção planejada de uma narrativa fantasiosa com aparência de realidade para criar a sensação de participação consciente e cidadã dos que se informam pelos meios de comunicação tradicionais.

4 – Os grandes meios de comunicação não se constituem mais em órgãos de “imprensa”, ou seja, instituições autônomas, cujo objeto é a notícia, e que podem ser independentes ou, eventualmente, compradas ou cooptadas por interesses. Eles são, atualmente, grandes conglomerados econômicos que também compõem o complexo financeiro-empresarial que comanda o poder invisível. Portanto, participam do exercício invisível do poder utilizando seus recursos de formação de consciência e opinião.

5 – Os donos do poder não apoiam partidos ou políticos específicos. Sua tática é apoiar quem lhes convém e destruir quem lhes estorva. Isso muda de acordo com a conjuntura. O exercício real do poder não tem partido e sua única ideologia é a supremacia do poder para controle do mercado, da renda e do lucro de quem trabalha.

6 – O complexo financeiro-empresarial global pode apostar ora em Lula, em Dilma, ora em um político do PSDB, ora em Temer, ora em um aventureiro qualquer da política. E pode destruir qualquer um desses de acordo com sua conveniência.

7 – Por isso, o exercício do poder no campo subjetivo, responsabilidade da mídia corporativa, em um momento demoniza Lula, em outro Dilma, e logo depois Cunha, Aécio, Temer, etc. Tudo faz parte de um grande jogo estratégico com cuidadosas análises das condições objetivas e subjetivas da conjuntura.

8 – O complexo financeiro-empresarial não tem opção partidária (Itaú com Marina; Odebrecht com Lula e Dilma), não veste nenhuma camisa na política, nem defende pessoas. Sua intenção é tornar as leis e a administração do país totalmente favoráveis para suas metas de maximização dos seus lucros.

9 – Assim, os donos do poder não querem um governo ou outro à toa: eles querem, na conjuntura atual, a reforma do Estado que atenda aos seus interesses; querem a manutenção do congelamento do orçamento primário, os cortes de gastos para bancar o serviço da dívida e o alívio dos tributos para ricos e pobres, mas antes para eles mesmos.

10 – Se a conjuntura indicar que Temer não é o melhor para isso, não hesitarão em rifá-lo. A única coisa que não querem é que o povo brasileiro decida sobre o destino de seu país.

11 – Portanto, cada notícia é um lance no jogo. Cada escândalo é um movimento tático. Analisar a conjuntura não é ler notícia. É especular sobre a estratégia que justifica cada movimento tático do complexo financeiro-empresarial (do qual a mídia faz parte), para poder reagir também de maneira estratégica em detrimento da sociedade que paga cara por tudo.

12 – A queda de Temer poderia ser uma coisa boa, mas não o é, porque é um movimento tático, que obedece a uma estratégia programática mais ampla, de quem almeja tomar o poder para se proteger ou para se vingar. O que realmente não importa, não importa mesmo aos sedentos de poder e de dinheiro fácil é o que virá depois. 

13 – Eles são muito espertos e pensam que nós somos pacíficos e cordatos. Mas ninguém controla o futuro, que se apronta agora e já. Por isso fiquemos atentos, pois temos consciência de que que não podemos nos omitir no presente. 
Fonte: Le Monde Diplomatique.


quarta-feira, novembro 16, 2016

SOBRE A NATUREZA E O PROPÓSITO DOS ATAQUES CONTRA MICHEL TEMER

Hoje eu gostaria de pedir a atenção de todos os que me acompanham nas redes sociais, para refletirmos um pouco sobre a natureza e o propósito dos ataques virulentos que estão sendo lançados contra o presidente Michel Temer e também sobre os princípios gerais de manipulação e controle de massas. (Ver ao final do texto) 


Como vimos antes, durante e logo após a recente entrevista do presidente Temer à TV Cultura, diversas pessoas esclarecidas, pessoas que até ontem combatiam o PT, Lula e Dilma, resolveram atacar de forma deliberada, apressada e virulenta o recém-empossado presidente. 



Claro que Michel Temer não foi eleito por mim, nem pela imensa maioria do povo brasileiro que foi às ruas clamando pela remoção de Dilma. Ele, juntamente com Dilma, foram eleitos pelos defensores da organização criminosa liderada por Lula e também pela massa ingênua que transformou um "bandido e pilantra" e uma “criminosa e inconsequente” em presidentes do Brasil. 



E quantas vezes fomos às ruas? Após anos e anos de lutas e embates, conseguimos às duras penas remover DILMA e LULA com seu bando do poder. O impeachment de Dilma foi e continua sendo a vitória de todos nós, contribuintes indignados do Estado brasileiro. 

Mas a regra constitucional sobre o impeachment é clara: na vacância do presidente assume o vice. E foi assim que Temer assumiu, com o respaldo da Constituição Brasileira. Durante o Impeachment, enquanto Lula, Dilma com seus bandos tramavam, armavam e lutavam para continuarem roubando e promovendo o desmonte do Brasil, nós sentíamos os efeitos da crise e das condições sofríveis em que a Nação se deteriorava. Nosso país não tinha rumo, nem alternativas para enfrentar as crises, econômica, política e moral mais devastadoras da sua história. 

O governo Temer herdou dos seus antecessores uma dívida bruta impagável de R$ 6,8 trilhões e reservas de apenas 6% desse montante e um déficit fiscal de R$ 170 bilhões em 2016 e com todas as empresas estatais saqueadas, insolventes e quebradas. Ou seja, Temer assumiu o comando do país em meio ao caos sem solução de curto ou médio prazos, e quanto a isso ninguém em sã consciência pode negar. 

Diante de tantos escândalos, de tantos atos criminosos e da crise deixada de herança pelo PT, eu pergunto aos petistas e aos novos críticos do novo governo: o que têm feito Lula, Dilma e a petralhada até agora, além de sabotar, sabotar e sabotar, para que nada dê certo em nosso país? O que têm feito a canalha sindicalista, a CUT, CGT, MST e outros núcleos de parasitas para ajudar a Nação a superar tantos problemas? Eu respondo: nada e nada além de conspirar, sabotar, sabotar e sabotar. 

Portanto, amigos, bater no presidente Michel Temer agora é fazer o jogo sujo e ordinário do PT. É validar o plano de sabotagem que vem sendo incentivado por Lula, Dilma e por outros cretinos da organização criminosa que lutamos para remover do poder. 

Quem tem um pouco mais de tirocínio político não deve cair nessas armadilhas. Estamos vendo o novo governo trabalhando com dificuldade, sem apoio popular e mesmo assim vem conseguindo fazer reformas importantes e em tempo recorde para tirar o nosso país da crise. 

Toda a nossa luta para removermos Dilma com seu bando do poder não terá sentido se negarmos agora (nessa hora difícil) um voto de confiança para que a nova equipe governamental promova as mudanças de rumo da economia brasileira, afinal, uma nova crise institucional agora, levará o país à bancarrota em questão de semanas. E é exatamente isso o que a súcia da chupeta, a cambada da mortadela quer, ou seja, que nós brasileiros que tanto lutamos para remover o bando petista do poder, atuemos nas redes sociais para enfraquecer o novo governo que eles mesmo elegeram. 

Amigos, o que interessa a Lula, Dilma e ao PT não nos interessa. A difusão do medo, o enfraquecimento dos grupos de resistência e a divisão da sociedade são os elementos primordiais do controle social que o PT sempre desejou por em prática no Brasil. Como não conseguiram, a estratégia agora dessa mundiça consiste em desviar a atenção da sociedade, afastar o nosso foco dos problemas realmente importantes e das grandes questões que carecem de soluções, como por exemplo, a questão econômica. 

O PT, assim como os comunistas, são hábeis em utilizarem as mídias para alimentar debates sobre temas insignificantes que possam desviar o foco das pessoas daquilo que realmente importa à sociedade. Apelar para o emocional é uma técnica clássica dos comuno-socialistas para curtocircuitar a análise racional e, portanto, o sentido crítico dos indivíduos.

É notório que a imprensa precisa de notícias e de fatos que chamem a atenção geral, mas manter a audiência distraída, longe dos verdadeiros problemas e refém dos temas sem importância real, faz parte dos jogos sujos do PT. 

Um exemplo disso: pergunte, provoque, instigue um presidente de república a comentar sobre a prisão do seu antecessor. 

Primeiro cria-se um problema, uma “situação” destinada a suscitar uma certa reação do público, a fim de que o próprio público passe a exigir as medidas que se deseja fazê-lo aceitar. 

Outro exemplo: fomentar a violência urbana ou patrocinar grupos para praticar atentados sangrentos a fim de que a sociedade passe a reivindicar leis securitárias em detrimento da sua liberdade. 

Ou ainda: promover ou acirrar uma crise econômica para elevar os impostos e em seguida comprometer a qualidade dos serviços públicos. E nenhum apelo emocional é mais eficiente para abrir a porta de acesso ao inconsciente, para implantar ideias, desejos, medos ou comportamentos díspares do que uma crise econômica. 

Outro modo de fazer com que a sociedade aceite uma decisão impopular é apresentá-la como “dolorosa, mas necessária”, obtendo o acordo do público no presente para uma aplicação no futuro. 

Claro está que para qualquer pessoa é sempre mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro porque a dor não será sofrida de imediato; segundo porque o indivíduo tem sempre a esperança de que “tudo irá melhorar amanhã” e que um sacrifício exigido poderá ser evitado. E terceiro porque, isto dá tempo ao indivíduo para se habituar à ideia da mudança e aceitá-la com resignação quando chegar o momento da cobrança.

E o momento chegou, tanto que estamos pagando, sem comer e sem beber, por todos os desmandos que Lula e Dilma com seu bando puseram em nossas costas. 

Sinceramente, não é tarefa fácil para um governo (com ou sem popularidade) consertar tantos desmandos e resolver tantas questões complexas, sobretudo com um congresso atulhado de larápios federais.

Se Temer foi feliz ou infeliz na resposta ao repórter sobre a prisão de Lula, isso não significa absolutamente nada, por uma forte e consistente razão: Lula é um bandido mundialmente conhecido e seu caso é um caso de polícia, de porta de xadrez e não de presidente da república. 

Mas, apesar dos ataques e sabotagens, rogo aos céus para que o presidente Michel Temer seja tolerante, que paute as ações sob as lentes da ética da responsabilidade, que faça os acordos necessários à governabilidade do país e que consiga terminar seu mandato em 2018, deixando a economia nos trilhos e o país crescendo e sendo respeitado mundo à fora. 

Bastaria o presidente Temer realizar essa proeza até 2018, para a imprensa ungi-lo com honras ao panteão dos grandes estadistas, quando então seu mandato chegará ao fim, dando-nos a chance de elegermos um novo dirigente do Brasil. 

Ruy Câmara.

http://blogdoescritorruycmara.blogspot.com/2016/11/sobre-natureza-e-o-proposito-dos.html


SOBRE A NATUREZA E O PROPÓSITO DOS ATAQUES CONTRA MICHEL TEMER

Hoje eu gostaria de pedir a atenção de todos os que me acompanham nas redes sociais, para refletirmos um pouco sobre a natureza e o propósito dos ataques virulentos que estão sendo lançados contra o presidente Michel Temer e também sobre os princípios gerais de manipulação e controle de massas. (Ver ao final do texto) 


Como vimos antes, durante e logo após a recente entrevista do presidente Temer à TV Cultura, diversas pessoas esclarecidas, pessoas que até ontem combatiam o PT, Lula e Dilma, resolveram atacar de forma deliberada, apressada e virulenta o recém-empossado presidente. 



Claro que Michel Temer não foi eleito por mim, nem pela imensa maioria do povo brasileiro que foi às ruas clamando pela remoção de Dilma. Ele, juntamente com Dilma, foram eleitos pelos defensores da organização criminosa liderada por Lula e também pela massa ingênua que transformou um "bandido e pilantra" e uma “criminosa e inconsequente” em presidentes do Brasil. 

E quantas vezes fomos às ruas? Após anos e anos de lutas e embates, conseguimos às duras penas remover DILMA e LULA com seu bando do poder. O impeachment de Dilma foi e continua sendo a vitória de todos nós, contribuintes indignados do Estado brasileiro. 

Mas a regra constitucional sobre o impeachment é clara: na vacância do presidente assume o vice. E foi assim que Temer assumiu, com o respaldo da Constituição Brasileira. Durante o Impeachment, enquanto Lula, Dilma com seus bandos tramavam, armavam e lutavam para continuarem roubando e promovendo o desmonte do Brasil, nós sentíamos os efeitos da crise e das condições sofríveis em que a Nação se deteriorava. Nosso país não tinha rumo, nem alternativas para enfrentar as crises, econômica, política e moral mais devastadoras da sua história. 

O governo Temer herdou dos seus antecessores uma dívida bruta impagável de R$ 6,8 trilhões e reservas de apenas 6% desse montante e um déficit fiscal de R4 170 bilhões em 2016 e com todas as empresas estatais saqueadas, insolventes e quebradas. Ou seja, Temer assumiu o comando do país em meio ao caos sem solução de curto ou médio prazos, e quanto a isso ninguém em sã consciência pode negar. 

Diante de tantos escândalos, de tantos atos criminosos e da crise deixada de herança pelo PT, eu pergunto aos petistas e aos novos críticos do novo governo: o que têm feito Lula, Dilma e a petralhada ordinária até agora, além de sabotar, sabotar e sabotar, para que nada dê certo em nosso país? O que têm feito a canalha sindicalista, a CUT, CGT, MST e outros núcleos de parasitas para ajudar a Nação a superar tantos problemas? Eu respondo: nada e nada além de conspirar, sabotar, sabotar e sabotar. 

Portanto, amigos, bater no presidente Michel Temer agora é fazer o jogo sujo e ordinário do PT. É validar o plano de sabotagem que vem sendo incentivado por Lula, Dilma e por outros cretinos da organização criminosa que lutamos para remover do poder. 

Quem tem um pouco mais de tirocínio político não deve cair nessas armadilhas. Estamos vendo o novo governo trabalhando com dificuldade, sem apoio popular e mesmo assim vem conseguindo fazer reformas importantes e em tempo recorde para tirar o nosso país da crise. 

Toda a nossa luta para removermos Dilma com seu bando do poder não terá sentido se negarmos agora (nessa hora difícil) um voto de confiança para que a nova equipe governamental promova as mudanças de rumo da economia brasileira, afinal, uma nova crise institucional agora, levará o país à bancarrota em questão de semanas. E é exatamente isso o que a súcia da chupeta, a cambada da mortadela quer, ou seja, que nós brasileiros que tanto lutamos para remover o bando petista do poder, atuemos nas redes sociais para enfraquecer o novo governo que eles mesmo elegeram. 

Amigos, o que interessa a Lula, Dilma e ao PT não nos interessa. A difusão do medo, o enfraquecimento dos grupos de resistência e a divisão da sociedade são os elementos primordiais do controle social que o PT sempre desejou por em prática no Brasil. Como não conseguiram, a estratégia agora dessa mundiça consiste em desviar a atenção da sociedade, afastar o nosso foco dos problemas realmente importantes e das grandes questões que carecem de soluções, como por exemplo, a questão econômica. 

O PT, assim como os comunistas, são hábeis em utilizarem as mídias para alimentar debates sobre temas insignificantes que possam desviar o foco das pessoas daquilo que realmente importa à sociedade. Apelar para o emocional é uma técnica clássica dos comuno-socialistas para curtocircuitar a análise racional e, portanto, o sentido crítico dos indivíduos.

É notório que a imprensa precisa de notícias e de fatos que chamem a atenção geral, mas manter a audiência distraída, longe dos verdadeiros problemas e refém dos temas sem importância real, faz parte dos jogos sujos do PT. 

Um exemplo disso: pergunte, provoque, instigue um presidente de república a comentar sobre a prisão do seu antecessor. 

Primeiro cria-se um problema, uma “situação” destinada a suscitar uma certa reação do público, a fim de que o próprio público passe a exigir as medidas que se deseja fazê-lo aceitar. 

Outro exemplo: fomentar a violência urbana ou patrocinar grupos para praticar atentados sangrentos a fim de que a sociedade passe a reivindicar leis securitárias em detrimento da sua liberdade. 

Ou ainda: promover ou acirrar uma crise econômica para elevar os impostos e em seguida comprometer a qualidade dos serviços públicos. E nenhum apelo emocional é mais eficiente para abrir a porta de acesso ao inconsciente, para implantar ideias, desejos, medos ou comportamentos díspares do que uma crise econômica. 

Outro modo de fazer com que a sociedade aceite uma decisão impopular é apresentá-la como “dolorosa, mas necessária”, obtendo o acordo do público no presente para uma aplicação no futuro. 

Claro está que para qualquer pessoa é sempre mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro porque a dor não será sofrida de imediato; segundo porque o indivíduo tem sempre a esperança de que “tudo irá melhorar amanhã” e que um sacrifício exigido poderá ser evitado. E terceiro porque, isto dá tempo ao indivíduo para se habituar à ideia da mudança e aceitá-la com resignação quando chegar o momento da cobrança.

E o momento chegou, tanto que estamos pagando, sem comer e sem beber, por todos os desmandos que Lula e Dilma com seu bando puseram em nossas costas. 

Sinceramente, não é tarefa fácil para um governo (com ou sem popularidade) consertar tantos desmandos e resolver tantas questões complexas, sobretudo com um congresso atulhado de larápios federais.

Se Temer foi feliz ou infeliz na resposta ao repórter sobre a prisão de Lula, isso não significa absolutamente nada, por uma forte e consistente razão: Lula é um bandido mundialmente conhecido e seu caso é um caso de polícia, de porta de xadrez e não de presidente da república. 

Mas, apesar dos ataques e sabotagens, rogo aos céus para que o presidente Michel Temer seja tolerante, que paute as ações sob as lentes da ética da responsabilidade, que faça os acordos necessários à governabilidade do país e que consiga terminar seu mandato em 2018, deixando a economia nos trilhos e o país crescendo e sendo respeitado mundo à fora. 

Bastaria o presidente Temer realizar essa proeza até 2018, para a imprensa ungi-lo com honras ao panteão dos grandes estadistas, quando então seu mandato chegará ao fim, dando-nos a chance de elegermos um novo dirigente do Brasil. 

Ruy Câmara

http://blogdoescritorruycmara.blogspot.com/2016/11/sobre-natureza-e-o-proposito-dos.html


terça-feira, setembro 25, 2012

CHANTAGENS RACISTAS


LITERATURA SOB CENSURA

A Cultura Brasileira não pode se tornar refém das emboscadas racistas e chantagens preconceituosas dessas patrulhas de abutres da literatura e muito menos podemos consentir a censura de autores e de obra literárias que vem sendo implantada no Brasil pelos famigerados caçadores da Liberdade de Expressão e de Criação. (Ruy Câmara) 

FATOS:

Outro livro de Monteiro Lobato corre risco de ser censurado. Depois de pedir o banimento de 'Caçadas de Pedrinho' das escolas públicas, o Instituto de Advocacia Racial (IARA) mira sua artilharia no clássico 'Negrinha' do autor. 


Leiam o artigo de Nathalia Goulart e Lectícia Maggi

Instituto de Advocacia Racial mira sua pontaria racista e preconceituosa em "Negrinha", 
livro de contos de 1920. 

Depois de Caçadas de Pedrinho, outra obra de Monteiro Lobato tornou-se alvo de perseguição do Instituto de Advocacia Racial (Iara). O alvo da vez é Negrinha, livro lançado em 1920 e que reúne 22 contos do autor. O instituto protocolou, nesta terça-feira, uma ação administrativa na Controladoria Geral da União (CGU) questionando a distribuição da obra em escolas públicas. Assim como em Caçadas de Pedrinho, a alegação é que o livro possui elementos racistas.

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Negrinha foi adotado pelo Programa Nacional Biblioteca na Escola (PNBE), do governo federal - o que incomoda o Iara. "Não se pode financiar com dinheiro público um livro didático que contenha estereótipos e preconceito", alega Humberto Adami, advogado e diretor do Iara. Narrado em 3ª pessoa, o conto Negrinha, que integra o livro homônimo, é um dos mais elogiados do autor e consta, inclusive, na lista de Os cem melhores contos brasileiros do século, da editora Objetiva. Para o Iara, no entanto, passagens como "Negrinha era uma pobre órfã de sete anos. Preta? Não; fusca, mulatinha escura, de cabelos ruços e olhos assustados", conteriam elementos racistas. 

Segundo o técnico em gestão educacional Antonio Gomes da Costa Neto, um dos representantes do instituto, o objetivo da ação é que a CGU solicite à Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC) os pareceres técnicos que levaram à escolha da obra para integrar o acervo do PNBE. Como exige para Caçadas de Pedrinho, o instituto quer queNegrinha tenha uma nota explicativa reconhecendo que possui termos preconceituosos. "O conto é fortemente carregado de conteúdos raciais, mas temos a opção de agregar valor à obra reconhecendo que há estereótipos e passando a descontruí-los", argumenta Neto. Além das notas técnicas nos livros, o Iara pede ao MEC que implemente uma política rigorosa de capacitação de professores para lidar com questões raciais dentro da sala de aula. Caso contrário, suspenda liminarmente a distribuição ou, em outras palavras, censure os livros. 

Novo capítulo - Nesta terça-feira, uma nova audiência no MEC discute a distribuição deCaçadas de Pedrinho. No dia 11 de setembro, uma reunião convocada pelo ministro do Supermo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux não conseguiu resolver o impasse - que já se arrasta há dois anos. Em 2010, depois de denúncia da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial, o Conselho Nacional de Educação (CNE) determinou que a obra infanto-juvenil fosse banida das escolas. A repercussão do infeliz episódio fez com que o MEC pedisse ao CNE para reconsiderar a questão. O veto, então, foi anulado. O mandado de segurança pretende agora derrubar a anulação do parecer.

Embora juridicamente o assunto não tenha se resolvido, representantes do Iara sinalizam que podem desistir do pedido de nulidade se o MEC apresentar nesta terça-feira o que o instituto chama de "propostas concretas de ação", ou seja, a veiculação da nota técnica e a elaboração de um plano para preparar docentes para lidar com a questão. Caso o encontro desta tarde termine sem acordo, o Iara pretende levar à questão ao plenário do Supremo Tribunal Federal (STF). Se, mesmo assim, as reivindicações não forem atendidas, o assunto pode parar nas cortes internacionais, ameaça Adami. "Não hesitarei em levar o tema à Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH)", diz. A reunião desta terça-feira está prevista para às 14h e deve contar com a presença do secretário de Educação Básica do MEC, Cesar Callegari e da secretária Secretária da Cidadania e da Diversidade Cultural, Márcia Rollemberg, além de Humberto Adami e Antônio Gomes Neto.

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