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quinta-feira, outubro 11, 2018

AS ACUSAÇÕES INFUNDADAS DA ESQUERDA

Jair Bolsonaro vem sendo pechado pela camarilha da esquerda de nazista, de fascista e de uma dezena de adjetivos desqualificativos, inclusive de torturador. 

Obviamente essas acusações são completamente infundadas e não se sustentam, nem do ponto de vista filosófico e muito menos do ponto de vista moral. 

Como demostrarei a seguir, fascista e nazista são as palavras mais usadas e mais mal-empregadas pela esquerda para insultar a direita. Não só para insultar, mas para atingir moralmente as pessoas de boa reputação. 

Esse equívoco vem de longe. Nos anos 60 e 70 o termo fascista, tal como utilizado originalmente por Habermas, aludia aos grupos terroristas de extrema esquerda que causavam terror naqueles anos. 

Na década de 80, nos EUA e Europa, o termo era empregado para atacar o ideário derivado do marxismo. 

E agora, tardiamente, a esquerda revanchista resolveu conectar Bolsonaro com a contrarrevolução militar de 1964, mesmo sabendo que há 54 anos Bolsonaro (que nasceu em 1955), ainda era um fedelho que andava de calças curtas.  

Aliás, a esquerda formada por petistas e socialistas (eufemismo envergonhado de comunistas) tem como estratégia mentir, fraudar, sabotar, roubar, não assumir os próprios erros e, ainda por cima, lança sobre os adversários tudo o que de pior ela própria, a esquerda, produz e pratica. 

Nazismo, fascismo ou nazi-fascismo são ideologias totalitárias que se fortaleceram antes e durante a 1ª Guerra Mundial, combatendo o socialismo internacionalista marxista (que é uma versão do trotskismo) e também  o comunismo que tinha sido vitorioso na Rússia após a revolução de outubro de 1917. E, internamente, combatia o capitalismo liberal, que à época se fortalecia na Alemanha e Itália. 

O nazismo firmou-se na Alemanha como uma espécie de 3ª via que rejeitava a direita liberal da época e a esquerda radical marxista que se infiltrava na Europa. 

Em verdade, nazismo e fascismo eram um tipo de socialismo mais rígido, mais disciplinado, que combatia o comunismo soviético e o socialismo marxista europeu ao mesmo tempo. 

Não é custoso lembrar que a base do nazismo ou melhor, do Nacional-Socialismo, foi o Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães (o PT da Alemanha)  que incorporou a ideologia associada ao Partido Nazista da Alemanha, partido que à época queria modelar uma sociedade homogênea para alcançar a supremacia ariana. 

Portanto, nazismo e fascismo são ideologias de estados totalitários e estatizantes, governados por tiranos e ditadores com poderes absolutistas, adeptos do CONTROLE SOCIAL, que é o método mais repressor das liberdades individuais, apartados da Democracia e radicalmente contra o liberalismo econômico.  

O fascismo e o nazismo se consolidaram manobrando o sindicalismo trabalhista (coma faz o PT, PSOL e PCdoB) e controlando as instituições nacionalistas que combatiam a democracia liberal e defendiam, de um lado, o controle social e o do outro lutava para que toda a estrutura econômica fosse regulada pelo Estado. 

Numa frase: a essência do fascismo e do nazismo é o totalitarismo e o controle social dos indivíduos, controle desde o nascimento ao túmulo.


Ora, a sociedade brasileira tem convicção de que Jair Bolsonaro defende com patriotismo a democracia política, o
liberalismo econômico, o livre competição e o livre mercado, a meritocracia, o equilíbrio das contas públicas, a redução dos impostos, as liberdades e as garantias individuais, ou seja, sabe que Bolsonaro defende justamente o contrário de tudo o que faz parte do ideário nazista, fascista, comunista, socialista, o mesmo ideário que consta nas cartas programáticas do PT, PSOL, PCdoB, dos demais núcleos de esquerda e, também na mente obtusa da camarilha esquerdista que tão fervorosamente defende o aparelhamento do Estado pelos kamaradas, defende o peleguismo sindical, o controle social e o assistencialismo como método de sujeição do indivíduo ao Estado.

Se o leitor deseja encontrar algum vírus derivado do nazismo ou fascismo no Brasil, esse vírus não será encontrado no Bolsonaro,  e sim no PT e nessa mundiça esquerdista. 

Ruy Câmara

The novelist, playwright, script writer, and sociologist Ruy Câmara was born in Brasil. Before turning to literature Câmara pursued a most varied career. Having graduated in mechanical technology, he studied production engineering, philosophy and sociology while also specializing in drama for theater, cinema and television. In 1992 he brought his family together and announced that he was quitting his business career to devote himself entirely to literature. The author lives in Fortaleza, state of Ceará and his work, called by critics a contemporary classic, won major awards. 

Literary Prizes:
Jabuti Prize 2004 – First Finalist – Brazilian Book Chamber 
Prize for Fiction -Brazilian Letters Academy - Best Novel – 2004
Prize: Best Novel Translated - Writers' Association of Bucharest – 2009. 










quarta-feira, novembro 16, 2016

SOBRE A NATUREZA E O PROPÓSITO DOS ATAQUES CONTRA MICHEL TEMER

Hoje eu gostaria de pedir a atenção de todos os que me acompanham nas redes sociais, para refletirmos um pouco sobre a natureza e o propósito dos ataques virulentos que estão sendo lançados contra o presidente Michel Temer e também sobre os princípios gerais de manipulação e controle de massas. (Ver ao final do texto) 


Como vimos antes, durante e logo após a recente entrevista do presidente Temer à TV Cultura, diversas pessoas esclarecidas, pessoas que até ontem combatiam o PT, Lula e Dilma, resolveram atacar de forma deliberada, apressada e virulenta o recém-empossado presidente. 



Claro que Michel Temer não foi eleito por mim, nem pela imensa maioria do povo brasileiro que foi às ruas clamando pela remoção de Dilma. Ele, juntamente com Dilma, foram eleitos pelos defensores da organização criminosa liderada por Lula e também pela massa ingênua que transformou um "bandido e pilantra" e uma “criminosa e inconsequente” em presidentes do Brasil. 



E quantas vezes fomos às ruas? Após anos e anos de lutas e embates, conseguimos às duras penas remover DILMA e LULA com seu bando do poder. O impeachment de Dilma foi e continua sendo a vitória de todos nós, contribuintes indignados do Estado brasileiro. 

Mas a regra constitucional sobre o impeachment é clara: na vacância do presidente assume o vice. E foi assim que Temer assumiu, com o respaldo da Constituição Brasileira. Durante o Impeachment, enquanto Lula, Dilma com seus bandos tramavam, armavam e lutavam para continuarem roubando e promovendo o desmonte do Brasil, nós sentíamos os efeitos da crise e das condições sofríveis em que a Nação se deteriorava. Nosso país não tinha rumo, nem alternativas para enfrentar as crises, econômica, política e moral mais devastadoras da sua história. 

O governo Temer herdou dos seus antecessores uma dívida bruta impagável de R$ 6,8 trilhões e reservas de apenas 6% desse montante e um déficit fiscal de R$ 170 bilhões em 2016 e com todas as empresas estatais saqueadas, insolventes e quebradas. Ou seja, Temer assumiu o comando do país em meio ao caos sem solução de curto ou médio prazos, e quanto a isso ninguém em sã consciência pode negar. 

Diante de tantos escândalos, de tantos atos criminosos e da crise deixada de herança pelo PT, eu pergunto aos petistas e aos novos críticos do novo governo: o que têm feito Lula, Dilma e a petralhada até agora, além de sabotar, sabotar e sabotar, para que nada dê certo em nosso país? O que têm feito a canalha sindicalista, a CUT, CGT, MST e outros núcleos de parasitas para ajudar a Nação a superar tantos problemas? Eu respondo: nada e nada além de conspirar, sabotar, sabotar e sabotar. 

Portanto, amigos, bater no presidente Michel Temer agora é fazer o jogo sujo e ordinário do PT. É validar o plano de sabotagem que vem sendo incentivado por Lula, Dilma e por outros cretinos da organização criminosa que lutamos para remover do poder. 

Quem tem um pouco mais de tirocínio político não deve cair nessas armadilhas. Estamos vendo o novo governo trabalhando com dificuldade, sem apoio popular e mesmo assim vem conseguindo fazer reformas importantes e em tempo recorde para tirar o nosso país da crise. 

Toda a nossa luta para removermos Dilma com seu bando do poder não terá sentido se negarmos agora (nessa hora difícil) um voto de confiança para que a nova equipe governamental promova as mudanças de rumo da economia brasileira, afinal, uma nova crise institucional agora, levará o país à bancarrota em questão de semanas. E é exatamente isso o que a súcia da chupeta, a cambada da mortadela quer, ou seja, que nós brasileiros que tanto lutamos para remover o bando petista do poder, atuemos nas redes sociais para enfraquecer o novo governo que eles mesmo elegeram. 

Amigos, o que interessa a Lula, Dilma e ao PT não nos interessa. A difusão do medo, o enfraquecimento dos grupos de resistência e a divisão da sociedade são os elementos primordiais do controle social que o PT sempre desejou por em prática no Brasil. Como não conseguiram, a estratégia agora dessa mundiça consiste em desviar a atenção da sociedade, afastar o nosso foco dos problemas realmente importantes e das grandes questões que carecem de soluções, como por exemplo, a questão econômica. 

O PT, assim como os comunistas, são hábeis em utilizarem as mídias para alimentar debates sobre temas insignificantes que possam desviar o foco das pessoas daquilo que realmente importa à sociedade. Apelar para o emocional é uma técnica clássica dos comuno-socialistas para curtocircuitar a análise racional e, portanto, o sentido crítico dos indivíduos.

É notório que a imprensa precisa de notícias e de fatos que chamem a atenção geral, mas manter a audiência distraída, longe dos verdadeiros problemas e refém dos temas sem importância real, faz parte dos jogos sujos do PT. 

Um exemplo disso: pergunte, provoque, instigue um presidente de república a comentar sobre a prisão do seu antecessor. 

Primeiro cria-se um problema, uma “situação” destinada a suscitar uma certa reação do público, a fim de que o próprio público passe a exigir as medidas que se deseja fazê-lo aceitar. 

Outro exemplo: fomentar a violência urbana ou patrocinar grupos para praticar atentados sangrentos a fim de que a sociedade passe a reivindicar leis securitárias em detrimento da sua liberdade. 

Ou ainda: promover ou acirrar uma crise econômica para elevar os impostos e em seguida comprometer a qualidade dos serviços públicos. E nenhum apelo emocional é mais eficiente para abrir a porta de acesso ao inconsciente, para implantar ideias, desejos, medos ou comportamentos díspares do que uma crise econômica. 

Outro modo de fazer com que a sociedade aceite uma decisão impopular é apresentá-la como “dolorosa, mas necessária”, obtendo o acordo do público no presente para uma aplicação no futuro. 

Claro está que para qualquer pessoa é sempre mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro porque a dor não será sofrida de imediato; segundo porque o indivíduo tem sempre a esperança de que “tudo irá melhorar amanhã” e que um sacrifício exigido poderá ser evitado. E terceiro porque, isto dá tempo ao indivíduo para se habituar à ideia da mudança e aceitá-la com resignação quando chegar o momento da cobrança.

E o momento chegou, tanto que estamos pagando, sem comer e sem beber, por todos os desmandos que Lula e Dilma com seu bando puseram em nossas costas. 

Sinceramente, não é tarefa fácil para um governo (com ou sem popularidade) consertar tantos desmandos e resolver tantas questões complexas, sobretudo com um congresso atulhado de larápios federais.

Se Temer foi feliz ou infeliz na resposta ao repórter sobre a prisão de Lula, isso não significa absolutamente nada, por uma forte e consistente razão: Lula é um bandido mundialmente conhecido e seu caso é um caso de polícia, de porta de xadrez e não de presidente da república. 

Mas, apesar dos ataques e sabotagens, rogo aos céus para que o presidente Michel Temer seja tolerante, que paute as ações sob as lentes da ética da responsabilidade, que faça os acordos necessários à governabilidade do país e que consiga terminar seu mandato em 2018, deixando a economia nos trilhos e o país crescendo e sendo respeitado mundo à fora. 

Bastaria o presidente Temer realizar essa proeza até 2018, para a imprensa ungi-lo com honras ao panteão dos grandes estadistas, quando então seu mandato chegará ao fim, dando-nos a chance de elegermos um novo dirigente do Brasil. 

Ruy Câmara.

http://blogdoescritorruycmara.blogspot.com/2016/11/sobre-natureza-e-o-proposito-dos.html


SOBRE A NATUREZA E O PROPÓSITO DOS ATAQUES CONTRA MICHEL TEMER

Hoje eu gostaria de pedir a atenção de todos os que me acompanham nas redes sociais, para refletirmos um pouco sobre a natureza e o propósito dos ataques virulentos que estão sendo lançados contra o presidente Michel Temer e também sobre os princípios gerais de manipulação e controle de massas. (Ver ao final do texto) 


Como vimos antes, durante e logo após a recente entrevista do presidente Temer à TV Cultura, diversas pessoas esclarecidas, pessoas que até ontem combatiam o PT, Lula e Dilma, resolveram atacar de forma deliberada, apressada e virulenta o recém-empossado presidente. 



Claro que Michel Temer não foi eleito por mim, nem pela imensa maioria do povo brasileiro que foi às ruas clamando pela remoção de Dilma. Ele, juntamente com Dilma, foram eleitos pelos defensores da organização criminosa liderada por Lula e também pela massa ingênua que transformou um "bandido e pilantra" e uma “criminosa e inconsequente” em presidentes do Brasil. 

E quantas vezes fomos às ruas? Após anos e anos de lutas e embates, conseguimos às duras penas remover DILMA e LULA com seu bando do poder. O impeachment de Dilma foi e continua sendo a vitória de todos nós, contribuintes indignados do Estado brasileiro. 

Mas a regra constitucional sobre o impeachment é clara: na vacância do presidente assume o vice. E foi assim que Temer assumiu, com o respaldo da Constituição Brasileira. Durante o Impeachment, enquanto Lula, Dilma com seus bandos tramavam, armavam e lutavam para continuarem roubando e promovendo o desmonte do Brasil, nós sentíamos os efeitos da crise e das condições sofríveis em que a Nação se deteriorava. Nosso país não tinha rumo, nem alternativas para enfrentar as crises, econômica, política e moral mais devastadoras da sua história. 

O governo Temer herdou dos seus antecessores uma dívida bruta impagável de R$ 6,8 trilhões e reservas de apenas 6% desse montante e um déficit fiscal de R4 170 bilhões em 2016 e com todas as empresas estatais saqueadas, insolventes e quebradas. Ou seja, Temer assumiu o comando do país em meio ao caos sem solução de curto ou médio prazos, e quanto a isso ninguém em sã consciência pode negar. 

Diante de tantos escândalos, de tantos atos criminosos e da crise deixada de herança pelo PT, eu pergunto aos petistas e aos novos críticos do novo governo: o que têm feito Lula, Dilma e a petralhada ordinária até agora, além de sabotar, sabotar e sabotar, para que nada dê certo em nosso país? O que têm feito a canalha sindicalista, a CUT, CGT, MST e outros núcleos de parasitas para ajudar a Nação a superar tantos problemas? Eu respondo: nada e nada além de conspirar, sabotar, sabotar e sabotar. 

Portanto, amigos, bater no presidente Michel Temer agora é fazer o jogo sujo e ordinário do PT. É validar o plano de sabotagem que vem sendo incentivado por Lula, Dilma e por outros cretinos da organização criminosa que lutamos para remover do poder. 

Quem tem um pouco mais de tirocínio político não deve cair nessas armadilhas. Estamos vendo o novo governo trabalhando com dificuldade, sem apoio popular e mesmo assim vem conseguindo fazer reformas importantes e em tempo recorde para tirar o nosso país da crise. 

Toda a nossa luta para removermos Dilma com seu bando do poder não terá sentido se negarmos agora (nessa hora difícil) um voto de confiança para que a nova equipe governamental promova as mudanças de rumo da economia brasileira, afinal, uma nova crise institucional agora, levará o país à bancarrota em questão de semanas. E é exatamente isso o que a súcia da chupeta, a cambada da mortadela quer, ou seja, que nós brasileiros que tanto lutamos para remover o bando petista do poder, atuemos nas redes sociais para enfraquecer o novo governo que eles mesmo elegeram. 

Amigos, o que interessa a Lula, Dilma e ao PT não nos interessa. A difusão do medo, o enfraquecimento dos grupos de resistência e a divisão da sociedade são os elementos primordiais do controle social que o PT sempre desejou por em prática no Brasil. Como não conseguiram, a estratégia agora dessa mundiça consiste em desviar a atenção da sociedade, afastar o nosso foco dos problemas realmente importantes e das grandes questões que carecem de soluções, como por exemplo, a questão econômica. 

O PT, assim como os comunistas, são hábeis em utilizarem as mídias para alimentar debates sobre temas insignificantes que possam desviar o foco das pessoas daquilo que realmente importa à sociedade. Apelar para o emocional é uma técnica clássica dos comuno-socialistas para curtocircuitar a análise racional e, portanto, o sentido crítico dos indivíduos.

É notório que a imprensa precisa de notícias e de fatos que chamem a atenção geral, mas manter a audiência distraída, longe dos verdadeiros problemas e refém dos temas sem importância real, faz parte dos jogos sujos do PT. 

Um exemplo disso: pergunte, provoque, instigue um presidente de república a comentar sobre a prisão do seu antecessor. 

Primeiro cria-se um problema, uma “situação” destinada a suscitar uma certa reação do público, a fim de que o próprio público passe a exigir as medidas que se deseja fazê-lo aceitar. 

Outro exemplo: fomentar a violência urbana ou patrocinar grupos para praticar atentados sangrentos a fim de que a sociedade passe a reivindicar leis securitárias em detrimento da sua liberdade. 

Ou ainda: promover ou acirrar uma crise econômica para elevar os impostos e em seguida comprometer a qualidade dos serviços públicos. E nenhum apelo emocional é mais eficiente para abrir a porta de acesso ao inconsciente, para implantar ideias, desejos, medos ou comportamentos díspares do que uma crise econômica. 

Outro modo de fazer com que a sociedade aceite uma decisão impopular é apresentá-la como “dolorosa, mas necessária”, obtendo o acordo do público no presente para uma aplicação no futuro. 

Claro está que para qualquer pessoa é sempre mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro porque a dor não será sofrida de imediato; segundo porque o indivíduo tem sempre a esperança de que “tudo irá melhorar amanhã” e que um sacrifício exigido poderá ser evitado. E terceiro porque, isto dá tempo ao indivíduo para se habituar à ideia da mudança e aceitá-la com resignação quando chegar o momento da cobrança.

E o momento chegou, tanto que estamos pagando, sem comer e sem beber, por todos os desmandos que Lula e Dilma com seu bando puseram em nossas costas. 

Sinceramente, não é tarefa fácil para um governo (com ou sem popularidade) consertar tantos desmandos e resolver tantas questões complexas, sobretudo com um congresso atulhado de larápios federais.

Se Temer foi feliz ou infeliz na resposta ao repórter sobre a prisão de Lula, isso não significa absolutamente nada, por uma forte e consistente razão: Lula é um bandido mundialmente conhecido e seu caso é um caso de polícia, de porta de xadrez e não de presidente da república. 

Mas, apesar dos ataques e sabotagens, rogo aos céus para que o presidente Michel Temer seja tolerante, que paute as ações sob as lentes da ética da responsabilidade, que faça os acordos necessários à governabilidade do país e que consiga terminar seu mandato em 2018, deixando a economia nos trilhos e o país crescendo e sendo respeitado mundo à fora. 

Bastaria o presidente Temer realizar essa proeza até 2018, para a imprensa ungi-lo com honras ao panteão dos grandes estadistas, quando então seu mandato chegará ao fim, dando-nos a chance de elegermos um novo dirigente do Brasil. 

Ruy Câmara

http://blogdoescritorruycmara.blogspot.com/2016/11/sobre-natureza-e-o-proposito-dos.html


sexta-feira, maio 13, 2016

GOLPE OU DESESPERO?

Inconformados com a remoção de Dilma, de Lula e da petralhada ordinária do poder, os petistas desesperados e a esquerda parasitária continuam repetindo e propagandeando que a queda de Dilma foi um GOLPE das elites conservadores e golpistas do Brasil. Dizem eles: “É golpe tirar uma ‘presidenta’ que foi eleita democraticamente com 54 milhões de votos. 

Ora, eu desmantelo essa falácia tola e ordinária em poucas linhas. Vejamos: 

Quem era Dilma antes das eleições de 2010? 
Era uma mera desconhecida do 2º escalão que não tinha a confiança, nem a preferência do PT, e era odiada pela base aliada que sustentava Lula. 

Dilma, por ela mesma, nunca teve votos sequer para se eleger líder comunitária em Messejana, como foi dito por mim em 2010, numa entrevista que concedi ao Jornal "El Mundo", da Espanha. 

Ocorreu que os nomes da preferência de Lula e do PT (Dirceu e Pallocci) caiaram em desgraça e desceram pelos ralos do Mensalão, e como não havia nomes de peso ou fichas limpas para suceder Lula, Dilma apareceu em cena com que por geração espontânea e logo cuidaram de inventar que ela era a “grande gerentona dos programas sociais e mãe do PAC.  

Como Lula e os petistas sabiam que Dilma não venceria as eleições com seu discurso desnorteado e com um currículo tão sujo, cuidaram de manter o PMDB na chapa petista e deram a Michel Temer a vice-presidência da República. 

Nas eleições de 2014, dos 142 milhões de eleitores aptos para votar, 112 milhões votaram e 30 milhões não compareceram às urnas. Dos 112 milhões de votos apurados, 105 milhões faram válidos e 7 milhões inválidos (em branco e nulos). Aécio e Aluísio Nunes receberam 51 milhões. Dilma e Michel Temer receberam 54 milhões. Ou seja, 88 milhões de eleitores não votaram em Dilma. 

Resultado: Dilma venceu as eleições com uma vantagem muito apertada, mas quem deu votos foram, Lula (ainda no auge da popularidade) e os caciques do PMDB com seus milhares de vereadores, prefeitos, deputados, senadores e militantes. Sem o suporte do PMDB, nem Lula, nem Dilma, teriam sido eleitos.

A verdade dura se impõe. É certo que Dilma subiu no cadafalso no dia em que 367 deputados federais (dos 512) de todos os partidos, democraticamente votaram pela remoção da dama do desastre brasileiro; e juntamente com Lula e o PT foi decapitada politicamente por decisão de 55 senadores da República, muitos deles da base aliada. 

Portanto, acusar a oposição e a sociedade de golpista, é uma mentira, uma cretinice ordinária que não se sustenta nem mesmo nos cérebros obtusos dos petistas e da esquerda parasitária que há 13 anos vive principescamente às expensas do contribuinte e dos trabalhadores. 

Dilma foi levada ao calvário pelo próprio PT e foi decapitada politicamente por vontade expressada nas ruas pela imensa maioria do povo brasileiro; seja pelas suas mentiras continuadas; pela má-fé dos discurso atabalhoados; pelo calote eleitoral mais cretino da história do país; pelo déficit de confiança; pela jumentice crônica; pela incapacidade gerencial; pelos crimes de “irresponsabilidade”; pela cumplicidade e conivência com o chefão da organização criminosa que pretendia se perpetuarem no poder dilapidando e pilhando os cofres públicos; e principalmente pelo canibalismo e delações das quadrilhas que atuavam no seu governo e dentro do próprio PT, partido que Lula e Dilma transformaram na mais sórdida em teia criminosa que se tem notícia no planeta.

Ruy Câmara

  
    





quinta-feira, agosto 07, 2014

O BANIMENTO ELEITORAL DE UMA OLIGARQUIA

A oligarquia Ferreira Gomes está no poder há pelo menos 30 anos e mesmo tendo governado o Ceará 3 (três) vezes e a capital 2 (duas) vezes, não esconde de ninguém que intenciona continuar no comando dos negócios públicos do Estado, como se o Ceará e sua capital, fossem um feudo da família.

http://blogdoescritorruycmara.blogspot.com/2014/08/adeus-rapaziada-de-sobral.html

É importante observar que, a cada eleição os oligarcas de Sobral mudam de partido, de discurso, de aliados, de alvos para os seus ataques inconsequentes, e desse modo vão ficando, ficando, ora atraiçoando os aliados que os puseram no poder, ora unindo-se ao que há de pior e de mais ordinário na política brasileira e local.   

Nas eleições de 2010 a oligarquia construiu um extenso arco de alianças políticas e reelegeu com facilidade, no 1º turno, um dos seus herdeiros, o atual governador do Ceará, Cid Gomes.

A vitória dos oligarcas foi bastante facilitada pelas condições precárias dos seus adversários, todos eles muito fraquinhos, sem carismas, sem históricos, sem experiências, sem discursos, sem influências na política nacional, e mais, sem apoiadores de peso e sem caixa para contracooptar as ações da oligarquia e dos seus aliados nos currais eleitorais.     

Além da máquina do Estado em suas mãos, os oligarcas tinham em seu favor o engajamento político, financeiro e eleitoral dos poderes, municipal e federal, tendo ainda o campeão mundial de mentiras por minuto, Lula, a ‘incompetenta presidenta’, Dilma e a totalidade do PT nos palanques, bem como o apoio irrestrito dos caciques do PMDB (municipal, estadual e nacional), e mais, tinham botijas de dinheiro e um vasto tempo de TV para esmagar os adversários,  sendo uma das vítimas, o senador, Tasso Jereissati, a quem os rapazes de Sobral devem quase tudo o que conquistaram na vida, inclusive o poder que os sustêm há mais de 30 anos. 

Ocorre que nessas eleições, as condições e circunstâncias mudaram, o quadro político se inverteu completamente, a correlação de forças também (o adversário de agora é robusto e astuto), e pelo que se desenha, tudo indica que os candidatos majoritários (ao governo e senado) da oligarquia serão atropelados e amargarão uma frustrante derrota, logo no 1º turno.

O leitor deve estar se perguntando por que eu canto a derrota da oligarquia de Sobral com tanta convicção e logo no 1º turno? É fácil explicar!

1.     PLEBISCITO:
Dessa vez as eleições serão um plebiscito, de um lado, pela continuidade de um grupo de poder que chega ao final do segundo mandato bastante desgastado e apresentando claros sintomas de fadiga; e do outro, pelo latente desejo de mudanças que se levanta no país, desejo esse que será bastante ampliado em função da disputa presidencial.

2.     VAZIO:
Como os oligarcas não estão disputando diretamente as eleições, não há garantia de que consigam transferir os votos necessários para eleger seus afilhados, uma vez que esse vazio, descompromete um vasto universo apoiadores e de eleitores afinados até então com o projeto em curso.     

3.     ESCOLHA:
A escolha dos afilhados para a sucessão da oligarquia não foi feliz e não foi bem recebida nem mesmo pelos aliados. Prevaleceu na escolha a afinidade sentimental e não o mérito, o histórico, a folha de serviços e o preparo formal. Tanto é verdade que, no rol de uma dezena de nomes, a oligarquia escolheu uma dupla muito fraquinha, sem carisma, sem discurso, sem influência na política nacional, e mais: sem contar com os apoios irrestritos que tinha antes, de Lula, Dilma, Luizianne e de todos os petistas e petralhas que atualmente estão divididos, enciumados e em acirrado conflito e alguns, trancafiados.

4.     ADVERSÁRIO:
Um dos principais aliados nas eleições anteriores, Eunício Oliveira, foi preterido e ergueu-se como um adversário de peso da oligarquia, tanto pela sua superioridade política em relação ao seu adversário, Camilo, quanto pela sua liderança inquestionável sobre a totalidade do PMDB, sobre boa parte do PT local e também sobre uma parcela expressiva dos candidatos proporcionais (deputados) que, mesmo estando formalmente na base de apoio da oligarquia, trabalham abertamente pelas eleições de Eunício Oliveira, Tasso Jereissati e Aécio Neves.

5.     FICHA
Numa simples comparação das biografias e das fichas dos candidatos em disputa, o eleitor verá com suspeição que, enquanto Eunício Oliveira não responde por nenhum processo na justiça, seu adversário, Camilo Santana, responde 9 processos envolvendo verbas públicas e execução.

6.     ROBUSTEZ
Eunício terá a seu dispor, igualmente, um generoso tempo de TV; tem a seu lado, um dos nomes mais respeitados na política brasileira, Tasso Jereissati (possante puxador de votos); tem ainda um vice do porte de Roberto Pessoa, dono de votos abundantes em todos os municípios do Ceará, notadamente nos maiores; e de quebra, Eunício tem caixa suficiente para contracooptar todas as investidas contrárias, e tem a astúcia necessária para ampliar as ações de campanha menos ortodoxas.

7.     PESQUISAS:
As provas de fadiga da gestão Cid Gomes, da sua impossibilidade de transferir votos e do desejo de mudanças da sociedade, estão nitidamente refletidas em todas as pesquisas de intenção de voto do eleitor, nas quais, Eunício e Tasso lideram com folga.

O único ponto vulnerável que antevejo em prejuízo ético da campanha de Eunício Oliveira e que poderá beneficiar o seu adversário, Camilo (apoiado por Dilma), diz respeito a uma contradição já percebida de forma difusa pelo eleitor: de um lado Eunício tem o apoio ambíguo e muito duvidoso de Lula e do outro, o apoio de firme e decisivo de Tasso Jereissati, o senador que o Ceará e o Brasil precisão.  

Nesse aspecto de coerência ou incoerência, creio que os dois lados poderão se igualar, em lucros e perdas, tendo Eunício um trunfo que Camilo não terá jamais: a possibilidade de embarcar de última hora na companha de Aécio Neves, de quem o PT é freguês em todas as eleições em que o jovem senador mineiro tomara parte diretamente.  

Pelo que demonstrei, posso afirmar, sem medo de errar, que os oligarcas cometeram um erro estratégico e outro de avaliação, quando subestimaram e preteriram um ex-aliado de robustez política invejável, empurrando-o quase a força para a oposição e em consequência desse ato, empurram também importantes lideranças regionais e nacionais, centenas de aliados e milhares de eleitores, permitindo a Eunício firmar alianças fortíssimas em todos os níveis, inclusive uma, que nem de longe se imaginava possível: com o PSDB de Tasso Jereissati e Aécio Neves.

Ruy Câmara


segunda-feira, dezembro 16, 2013

FHC DESMANTELA AS MENTIRAS DO PT


Finalmente fez-se justiça no caso do mensalão. Escrevo sem júbilo: é triste ver na cadeia gente que em outras épocas lutou com desprendimento. Estão presos ao lado de outros que se dedicaram a encher os bolsos ou a pagar suas campanhas à custa do dinheiro público. Mais melancólico ainda é ver pessoas que outrora se jogavam por ideais – mesmo que controversos – erguerem os punhos como se vivessem uma situação revolucionária, no mesmo instante em que juram fidelidade à Constituição.

Onde está a Revolução? Gesticulam como se fossem Lenines que receberam dinheiro sujo, mas usaram – no para construir a “nova sociedade”. Nada disso: apenas ajudaram a cimentar um bloco de forças que vive da mercantilização da política e do uso do Estado para perpetuar-se no poder. De pouco serve a encenação farsesca, a não ser para confortar quem a faz e enganar a seus seguidores mais crédulos.

Basta de tanto engodo. A condenação pelos crimes do mensalão se deu em plena vigência do Estado de Direito, em um momento no qual o Executivo é exercido pelo Partido dos Trabalhadores, cujo governo indicou a maioria dos ministros do Supremo. Não houve desrespeito às garantias legais dos réus e ao devido processo legal.
Então por que a encenação? O significado é claro: eleições à vista. É preciso mentir, autoenganar-se e repetir o mantra. Não por acaso a direção do PT amplifica a encenação e Lula diz que a melhor resposta à condenação dos mensaleiros é reeleger Dilma Rousseff... Tem sido sempre assim, desde a apropriação das políticas de proteção social até a ideia esdrúxula de que a estabilização da economia se deveu ao governo do PT. Esqueceram as palavras iradas que disseram contra o que hoje gabam e as múltiplas ações que moveram no Supremo para derrubar as medidas saneadoras. O que conta é a manutenção do poder.

Em toada semelhante o mago do ilusionismo fez coro. Aliás, neste caso, quem sabe, um lapso verbal expressou sinceridade: estamos juntos, disse Lula. Assumiu meio de raspão sua fatia de responsabilidade, ao menos em relação a companheiros a quem deve muito. E ao país, o que dizer?

Reitero, escrevo tudo isso com melancolia, não só porque não me apraz ver gente na cadeia, embora reconheça a legalidade e a necessidade da decisão, mas principalmente porque tanto as ações que levaram a tão infeliz desfecho como a cortina de mentiras que alimenta a aura de heroicidade fazem parte de amplo processo de alienação que envolve a sociedade brasileira.
São muitos os responsáveis por ela, não só os petistas. Poucos têm tido a compreensão do alcance destruidor dos procedimentos que permitem reproduzir o bloco de poder hegemônico; são menos numerosos ainda os que têm tido a coragem de gritar contra essas práticas.

É enorme o arco de alianças políticas no Congresso cujos membros se beneficiam por pertencer à “base aliada” de apoio ao governo. Calam-se diante do mensalão e demais transgressões, como se o “hegemonismo petista” que os mantém seja compatível com a democracia.

Que dizer então da parte da elite empresarial que se serve dos empréstimos públicos e emudece diante dos malfeitos do petismo e de seus acólitos? Ou da outrora combativa liderança sindical, hoje acomodada nas benesses do poder?

Nada há de novo no que escrevo. Muitos sabem que o rei está nu e poucos bradam. Daí a descrença sobre a elite política reinante na opinião pública mais esclarecida. Quando alguém dá o nome aos bois, como, no caso, o ministro Joaquim Barbosa, que estruturou o processo e desnudou a corrupção, teme-se que ao deixar a presidência do STF a onda moralizante dê marcha a ré. É evidente, pois, a descrença nas instituições. A tal ponto que se crê mais nas pessoas, sem perceber que por esse caminho voltaremos aos salvadores da pátria. São sinais alarmantes.

Os seguidores do lulopetismo, por serem crédulos, talvez sejam menos responsáveis pela situação a que chegamos do que os cínicos, os medrosos, os oportunistas, as elites interesseiras que fingem não ver o que está à vista de todos. Que dizer então das práticas políticas? Não dá mais! Estamos a ver as manobras preparatórias para mais uma campanha eleitoral sob o signo do embuste.

A candidata oficial, pela posição que ocupa, tem cada ato multiplicado pelos meios de comunicação. Como o exercício do poder se confundiu, na prática, com a campanha eleitoral, entramos já em período de disputa. Disputa desigual, na qual só um lado fala e as oposições, mesmo que berrem, não encontram eco. E, sejamos francos: estamos berrando pouco.

É preciso dizer com coragem, simplicidade e de modo direto, como fizeram alguns ministros do Supremo, que a democracia não se compagina com a corrupção nem com as distorções que levam ao favorecimento dos amigos. Não estamos diante de um quadro eleitoral normal. A hegemonia de um partido que não consegue se deslindar de crenças salvacionistas e autoritárias, o acovardamento de outros e a impotência das oposições estão permitindo a montagem de um sistema de poder que, se duradouro, acarretará riscos de regressão irreversível.

Escudado nos cofres públicos, o governo do PT abusa do crédito fácil que agrada não só os consumidores, mas em volume muito maior, os audaciosos que montam suas estratégias empresariais nas facilidades dadas aos amigos do rei. A infiltração dos órgãos de Estado pela militância ávida e por oportunistas que querem se beneficiar do Estado distorce as práticas republicanas.

Tudo isso é arqui-sabido. Falta dar um basta aos desmandos, processo que, numa democracia, só tem um caminho: as urnas. É preciso desfazer na consciência popular, com sinceridade e clareza, o manto de ilusões com que o lulo-petismo vendeu seu peixe. Com a palavra as oposições e quem mais tenha consciência dos perigos que corremos.

Artigo "Sinais preocupantes", de Fernando Henrique Cardoso, publicado em vários jornais nacionais neste domingo, 01/12/2013.

O FIASCO DO VOTO FACULTATIVO NO CHILE

Na minha opinião, mais uma vez o CHILE fez a escolha certa ao eleger Michelle Bachelet, em primeiro lugar porque ela, além de séria e capacitada, é muito mais experiente do que Evelyn Matthei; e em segundo lugar porque, ao optar pela ruptura com o continuísmo, o eleito chileno promove a alternância do poder, que é um importante fundamento da democracia política. 

Contudo, o sistema eleitoral que permite o voto facultativo tem demonstrando que não agrega valor algum à democracia, uma vez que permite a uma minoria mínima decidir pela imensa maioria. 

Nas eleições presidenciais de hoje no Chile, a abstenção chegou a 60%. Ou seja, Bachelet foi eleita com 62% dos votos dos 40% dos eleitores que compareceram às urnas. 

Atualmente o Chile tem aproximadamente 18 milhões de habitantes e 13,4 milhões de eleitores. Bachelet obteve apenas 3,3 milhões de votos. Isso significa que somente 18,3% da população decidiu o destino dos 81,7% restantes. 

Claro está que a abstenção elevada produzida pelo voto facultativo não legitima a democracia e muito menos valida a vontade da maioria, que é o fundamento mais sólido da democracia política.

terça-feira, fevereiro 26, 2013

1ª REFREGA ENTRE PRÉ-CANDIDATOS AO TRONO



O eterno pré-candidato à presidente do Brasil, CIRO GOMES, tem bastante razão e está absolutamente correto ao afirmar que o governador de Pernambuco, EDUARDO CAMPOS (PSB), não tem estrada ainda e não conhece o Brasil. (Digo eu: esse senhor não conhece nem mesmo Pernambuco) 

Tem bastante razão ao afirmar que AÉCIO NEVES (PSDB) e MARINA SILVA (à procura de uma boquinha), também não conhecem o Brasil e não têm propostas concretas para a Nação. 

CIRO teria sido 100% honesto se dissesse que a petista, Dilma, também não conhece o Brasil. (Digo eu: essa senhora não sabe sequer apontar no mapa onde desembocam os rios Amazonas, São Francisco ou Jaguaribe.) 

Se o pré-requisito para ser presidente é "conhecer o Brasil", eu, assim como muitos outros brasileiros que ganham ou ganharam a vida como caixeiro viajante, estaríamos 100% qualificados para o cargo, já que conhecemos e bem, de larguíssimas datas, de pisar e andar, todos os Estados brasileiros e suas principais cidades com seus distritos industriais e agrários. 

Felizmente não tenho vocação, nem paciência e muito menos talento para conviver com tantas patifarias engendradas nesses gabinetes atulhados de pilantras que, ademais de não conhecerem o Brasil e muito menos as soluções para tantos problemas, transformaram os governos, os ministérios, os partidos políticos, o congresso nacional, as assembléias legislativas e as câmaras de vereadores, em verdadeiros bandos de saqueadores na Nação. 

Nesse momento em que comento a fala de CIRO GOMES numa emissora de rádio local, as MALAS de proeminentes deputados, senadores, ministros e diretores de estatais, estão bem escondidas dos olhos piegueiros dos ingênuos eleitores brasileiros. 

CIRO GOMES sabe mais que eu, que não é o talento, nem a decência, nem a qualificação formal, nem o conhecimento dos problemas da Nação, nem a vivência de mundo e muito menos a honestidade, que transformará um político loquaz ou um populista inculto e mentiroso, em presidente do Brasil. 

Essa proeza se faz no Brasil com PROPAGANDA ENGANOSA, muita DESONESTIDADE e com MALAS e MALAS de DINHEIRO ROUBADO, impunemente. 

Ruy Câmara
Escritor

quinta-feira, fevereiro 17, 2011

AS PRINCIPAIS 190 PROMESSAS DE DILMA


Nas eleições do 2º Turno de 2012 perguntei a todas as pessoas que encontrei no caminho (mais de 150) se podiam relembrar de pelo menos 5 promessas feitas pela presidente Dilma durante a campanha eleitoral de 2010. 

Apenas 5 pessoas mencionaram o seguinte:  
1. Aumentar o salário acima da inflação
2. Reforma Política.    

Senti-me frustrado, não só pelo tempo que desperdicei justificando o objetivo da pergunta, mas porque a maioria das pessoas não conseguiu lembrar de nenhuma das 190 promessas feitas pela presidente do Brasil.    

Ora, se grande parte da sociedade não lembra das promessas feitas por Dilma em troca dos votos, como poderão saber se ele está cumprindo com suas promessas e obrigações?  

Evidentemente que o esquecimento da massa corrobora para que os POLÍTICOS ELEITOS também se esqueçam de tudo o que Dilma prometeu aos eleitores em 2010. Ou seja, a sociedade assume involuntariamente o papel de conivente dos fracassos administrativos da gestão e também de cúmplice dos desmandos de toda ordem que fazem da ineficiência e da corrupção a regra geral.

Uma sociedade civilizada não pode esquecer o pacto firmado em praça pública com o governante, seja ele Presidente, Governador, Prefeito ou Síndico. A sociedade não pode abdicar da sua irrenunciável tarefa de fiscalizar os gestores políticos, a quem foram outorgadas as tarefas de nos representar e de conduzir com responsabilidade os destinos do nosso país, dos estados e municípios.

O esquecimento do pacto firmado durante as eleições configura, no sentido exato, incivilidade política da sociedade e também um tremendo descaso com o próprio destino social.    

Dilma foi eleita com base nas promessas e tem obrigação moral e constitucional de cumpri-las integralmente até o final do seu mandato. Mas para que possamos cobrar, faz-se necessário recordar o que ela, juntamente com os seus aliados, prometeram. 

Eis, portanto, a lista com 190 promessas, as quais, só serão cumpridas, se houver de nossa parte uma cobrança constante.

Ruy Câmara 
Escritor 

VAMOS COBRAR DE DILMA O CUMPRIMENTO DO PROMETIDO

Ao longo da campanha, a presidente eleita pela metade do povo brasileiro, Dilma Rousseff, fez muitas promessas: de erradicar a miséria e o analfabetismo a reduzir impostos e universalizar o SUS, dentre muitas outras. Eis a lista de promessas:


SAÚDE
1. Melhorar todo o sistema de saúde.
2. Fazer 500 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) 24 horas.
3. Construir 8.600 unidades básicas de saúde (UBSs) em todo o país.
4. Universalizar o SUS, garantindo mais recursos para o programa, e ampliar o número de profissionais.
5. Implantar o cartão do SUS, com o registro do histórico dos atendimentos.
6. Ampliar o Saúde da Família.
7. Ampliar as Farmácias Populares.
8. Ampliar o Brasil Sorridente.
9. Ampliar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
10. Valorizar práticas preventivas.
11. Garantir atendimento básico, ambulatorial e hospitalar altamente resolutivo em todos os estados.
12. Melhorar a gestão dos recursos.
13. Distribuir gratuitamente remédios para hipertensão e diabetes. Usar o programa Aqui tem Farmácia Popular.
14. Implantar a rede de prevenção de câncer em todo o país.
15. Ampliar a rede de atendimento para gestantes e crianças de até um ano. Criar clínicas especializadas, maternidades de alto e baixo riscos, UTIs neonatais e ambulâncias do Samu com mini-UTI para bebês, articulando essa rede ao Samu-Cegonha.
16. Articular uma rede integrada pública e privada, custeada pelo SUS, para tratar dependentes de crack. O SUS deverá dar acompanhamento psicossocial após a internação.
17. Dar atenção aos programas de saúde mental, especialmente tratamento de alcoolismo e dependência de drogas.
18. Acabar com as filas para exames e atendimentos especializados.
19. Criar cursos de capacitação para quem atende à população.
20. Ter autossuficiência científica na produção de fármacos.
21. Ampliar a fabricação de genéricos.
PROGRAMAS SOCIAIS E INCLUSÃO
22. Erradicar a miséria e conduzir todos os brasileiros ao padrão da classe média, melhorando a vida de 21,5 milhões de pessoas que ainda vivem na pobreza absoluta. Não foi fixado prazo.
23. Continuar reduzindo as desigualdades.
24. Ampliar programas, em especial o Bolsa Família, e implantar novos.
25. Ampliar o Bolsa Família para famílias sem filhos.
26. Ampliar as iniciativas de promoção de igualdade de direitos e oportunidades para mulheres, negros, populações indígenas, idosos e setores discriminados.
27. Lutar pela inserção plena de portadores de deficiências.
EDUCAÇÃO E QUALIFICAÇÃO
28. Aumentar para 7% do PIB os investimentos públicos em educação.
29. Erradicar o analfabetismo nos próximos 4 anos.
30. Dar prioridade à qualidade da educação.
31. Construir seis mil creches e pré-escolas.
32. Dar bolsa de estudos e apoio para que os alunos não abandonem a escola.
33. Dar especial atenção à formação continuada de professores para o ensino fundamental e médio.
34. Possibilitar que os professores tenham, ao menos, curso universitário e remuneração condizente com sua importância.
35. Manter um piso salarial nacional para professores.

NOTA: Para cumprir uma promessa de campanha feita por Dilma, o Ministério da Educação terá que inaugurar pelo menos 178 creches por mês, ou seja, cinco por dia, até o fim de 2014. Na disputa presidencial de 2010, Dilma afirmou que iria construir 6.427 creches até o fim de seu mandato, mas a promessa está longe de se concretizar.
36. Equipar as escolas com banda larga gratuita.
37. Construir mais escolas federais.
38. Proteger as crianças e os jovens da violência, do assédio das drogas e da imposição do trabalho em detrimento da formação escolar e acadêmica.
39. Construir escolas técnicas em municípios com mais de 50 mil habitantes ou que sejam polos de regiões.
40. Criar o ProMédio, programa de bolsa de estudo em instituições de ensino médio técnico, nos moldes do Universidade para Todos (ProUni).
41. Criar vagas em escolas privadas também por meio de financiamento com prazos longos e juros baixos. Se o aluno formado prestar serviço civil, terá desconto grande, chegando a 100% se for técnico de saúde.
42. Garantir a qualificação do ensino universitário, com ênfase na pós-graduação.
43. Expandir e interiorizar as universidades federais.
44. Ampliar o ProUni.
CIÊNCIA E TECNOLOGIA
45. Fazer a inclusão digital, com banda larga em todo o país.
46. Transformar o Brasil em potência científica e tecnológica.
47. Dar ênfase à formação de engenheiros.
48. Expandir recursos para pesquisa e ampliar as bolsas Capes e CNPq.
49. Ampliar o registro de patentes.
50. Privilegiar as pesquisas em biotecnologia; nanotecnologia; robótica; novos materiais; tecnologia da informação e da comunicação; saúde e produção de fármacos; biocombustíveis e energias renováveis; agricultura; biodiversidade; Amazônia e semiárido; área nuclear; área espacial; recursos do mar; e defesa.
ESPORTE E LAZER
51. Construir seis mil quadras poliesportivas em escolas públicas com mais de 500 alunos.
52. Cobrir quatro mil quadras existentes.
53. Investir na formação de atletas até 2014.
54. Construir 800 complexos esportivos, culturais e de lazer, em todos os lugares do país.
55. Ampliar o Bolsa Atleta e valorizar o profissional de educação física.
56. Criar o Sistema Nacional de Incentivo ao Esporte e ao Lazer.
COPA E OLIMPÍADAS
57. Fazer dos dois eventos um instrumento de inclusão social de crianças e jovens.
58. Qualificar jovens e adultos para atender às demandas criadas pela Copa do Mundo de 2014.
HABITAÇÃO
59. Vencer o déficit habitacional nesta década.
60. Contratar a construção de mais dois milhões de moradias no programa Minha Casa, Minha Vida.
61. Incluir eletrodomésticos e móveis na segunda fase do Minha Casa, Minha Vida.
62. Continuar a democratizar o acesso à terra urbana e a regularizar propriedades nos termos da lei.
63. Criar uma diretoria ou superintendência na Caixa Econômica Federal para investir em habitação rural.
URBANIZAÇÃO
64. Investir na prevenção de enchentes no país.
65. Gastar R$ 11 bilhões em drenagem e proteção de encostas, para combater problema da ocupação em áreas de risco.
66. Universalizar o saneamento.
67. Investir R$ 34 bilhões em obras de abastecimento de água e saneamento básico.
68. Empenhar-se para promover uma profunda reforma urbana, que beneficie prioritariamente as camadas mais desprotegidas da população.
SEGURANÇA E DEFESA
69. Construir 2.883 postos de polícia comunitária.
70. Fazer novo modelo de segurança inspirada nas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) do Rio.
71. Continuar e ampliar o Programa Nacional de Segurança Pública (Pronasci), a Bolsa-formação e o Territórios da Paz.
72. Estimular políticas de segurança integradas entre estados, municípios e União.
73. Incrementar investimentos em infraestrutura nas áreas com maior índice de violência.
74. Fazer uma reforma radical no sistema penitenciário e mudar as leis processuais penais.
75. Reequipar as Forças Armadas e fortalecer o Ministério da Defesa.
76. Fortalecer a Polícia Federal e a Força Nacional de Segurança Pública.
77. Dar mais capacitação federal nas áreas de fronteira e inteligência.
78. Ampliar o controle das fronteiras para coibir a entrada de armas e de drogas.
79. Comprar 10 veículos aéreos não tripulados produzidos em Israel.
80. Lutar contra o crime organizado, especialmente a lavagem de dinheiro, e o roubo de cargas.
TRANSPORTE E INFRAESTRUTURA
81. Modernizar o transporte público das grandes cidades.
82. Investir R$ 18 bilhões em obras de transporte público.
83. Implantar transporte seguro, barato e eficiente.
84. Ampliar o aeroporto Galeão/Tom Jobim, com a conclusão do terminal 2 e melhorias no terminal 1.
85. Fazer novos aeroportos em Goiânia, Cuiabá e Porto Seguro (BA).
86. Ampliar os aeroportos Afonso Pena (Curitiba) e Guarulhos.
87. Fazer nova pista no aeroporto de Confins (Belo Horizonte).
88. Construir o aeroporto de São Gonçalo do Amarante (RN).
89. Fazer o trem de alta velocidade (entre Rio e São Paulo).
90. Expandir e construir metrô nas principais aglomerações urbanas.
91. Ampliar o Trensurb em Porto Alegre.
92. Duplicar as rodovias BR-116 e BR-386, no Rio Grande do Sul.
93. Estender a rodovia BR-110 (RN).
94. Duplicar e melhorar as estradas: Manaus-Porto Velho, Cuiabá-Santarém, BR-060 em Goiás, BR-470 em Santa Catarina, BR-381 em Minas (de BH a Governador Valadares), BR-040 (de BH ao Rio).
95. Concluir a Via Expressa em Salvador.
96. Ampliar e modernizar os portos de Salvador, Vitória, Itaqui (MA), Suape (PE) e Cabedelo (PB).
97. Fazer 51 grandes obras viárias, como novos corredores de transporte, mais metrô e veículos leve sobre trilhos.
98. Eliminar os gargalos que limitam o crescimento econômico, especialmente em transportes e condições de armazenagem.
99. Investir em transporte de carga.
EMPREGO E RENDA
100. Continuar reajustando o salário mínimo acima da inflação.
101. Criar as condições para repetir a criação de 14 milhões a 15 milhões de empregos com carteira assinada.
102. Fazer do Brasil um país de pleno emprego.
103. Manter diálogo com os sindicatos para definir as grandes linhas das políticas trabalhistas.
104. Combater o trabalho infantil e degradante, especialmente as manifestações residuais de trabalho escravo.
105. Dar atenção especial ao acesso de jovens e de pessoas de segmentos mais discriminados ao mercado formal de trabalho.
IMPOSTOS
106. Reduzir a zero os tributos sobre investimentos para aumentar a taxa de crescimento do país.
107. Reduzir os impostos cobrados de empresas de ônibus, com obrigação de repasse do benefício para o preço das passagens.
108. Reduzir os impostos sobre empresas de saneamento para impulsionar mais obras de água e esgoto.
109. Reduzir os tributos sobre energia elétrica.
110. Reduzir os impostos sobre a folha de pagamento das empresas para estimular a geração de mais empregos.
111. Possibilitar a devolução imediata do crédito de ICMS às empresas exportadoras.
112. Incentivar uma reforma para simplificar os tributos, mesmo que seja feita de forma fatiada.
113. Trabalhar para acabar com a guerra fiscal entre os estados.
114. Defender a desoneração da folha de salários. Para não prejudicar o financiamento à Previdência, o Tesouro faria a reposição.
115. Trabalhar para garantir a devolução automática de todos os créditos a que as empresas têm direito. Possibilitar a devolução imediata do crédito de ICMS às empresas exportadoras.
116. Informatizar o sistema de tributos para alargar a base da arrecadação e diminuir a alíquota.

NOTA: O projeto de Reforma Tributária que, segundo a PROMESSA feita por DILMA, reduziria a tributação sobre a folha das empresas, nem sequer chegou a ser debatido.  

ADMINISTRAÇÃO
117. Combater a corrupção.
118. Ter critérios tanto políticos quanto técnicos para preencher cargos públicos.
119. Concretizar, com o Congresso, as reformas institucionais, como a política e a tributária.
120. Não promover a reforma da Previdência. Mas pode ser feito um "ajuste marginal".
121. Fazer o segundo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), com mais força nas áreas de habitação, saúde, educação e segurança.
122. Estimular a parceria entre os setores público e privado.
CONTAS PÚBLICAS
123. Não fazer ajuste fiscal (o clássico, com corte indiscriminado de gastos). Mas não abandonar a estabilidade ou o controle de despesas.
124. Fazer uma reforma do Estado para dar mais transparência ao governo e eficácia no combate à corrupção.
125. Elevar a poupança e o investimento público, estimulando também o investimento privado.
MACROECONOMIA E FINANÇAS
126. Manter o controle da inflação.
127. Manter o câmbio flutuante.
128. Trabalhar para reduzir fortemente os juros. Para isso, reduzir a dívida líquida em relação ao PIB para cerca de 30% em 2014.
INDÚSTRIA
129. Agregar valor às riquezas do país e produzir tudo o que pode ser produzido aqui.
130. Expandir a indústria naval.
131. Construir cinco refinarias, uma delas a Abreu e Lima (PE), com tecnologia de ponta.
132. Defender a abertura do capital da Infraero, mantendo controle estatal.
133. Rever o marco regulatório da mineração, para aumentar a arrecadação de royalties.
PEQUENAS EMPRESAS
134. Criar um ministério para pequenas e médias empresas.
135. Fortalecer a política de microcrédito.
136. Ampliar o limite de enquadramento no Super Simples e no Microempreendedor individual.
137. Estimular e favorecer o empreendedorismo, com políticas tributárias, de crédito, ambientais, de suporte tecnológico, de qualificação profissional e de ampliação de mercados.
PETRÓLEO
138. Defender tratamento diferenciado aos estados produtores na distribuição de royalties de petróleo.
139. Usar os recursos do pré-sal em educação, saúde, cultura, combate à pobreza, meio ambiente, ciência e tecnologia.
140. Com os recursos do pré-sal, tornar o Brasil a quinta maior economia do mundo.
141. Não privatizar a Petrobras e o pré-sal.
OUTRAS FONTES DE ENERGIA
142. Fazer uma política com ênfase na produção de energia renovável e na pesquisa de novas fontes limpas. Construir parques eólicos.
143. Desenvolver o potencial hidrelétrico do país.
144. Ampliar a liderança mundial do Brasil na produção de energia limpa.
145. Expandir o etanol na matriz energética brasileira e ampliar a participação do combustível na matriz mundial.
146. Incentivar a produção de biocombustíveis.
MEIO AMBIENTE
147. Reduzir em 80% o desmatamento na Amazônia.
148. Ter tolerância zero com desmatamento em qualquer bioma.
149. Incentivar o reflorestamento em áreas degradadas.
150. Antecipar o cumprimento da meta de reduzir as emissões dos gases do efeito estufa em 36% a 39% até 2020.
151. Dar prioridade à economia de baixo carbono, consolidando o modelo de energia renovável.
152. Considerar critérios ambientais nas políticas industrial, fiscal e de crédito.
REFORMA AGRÁRIA E AGRICULTURA
153. Reduzir as invasões no campo.
154. Não compactuar com invasões de prédios públicos e propriedades. Mas não reprimir manifestações de sem terra quando estiverem simplesmente fazendo reivindicações.
155. Intensificar e aprimorar a reforma agrária para dar centralidade na estratégia de desenvolvimento sustentável, com a garantia do cumprimento integral da função social da propriedade.
156. Ampliar o financiamento para o agronegócio e a agricultura familiar.
157. Assegurar crédito, assistência técnica e mercado aos pequenos produtores. Vai ampliar inclusive o programa de compra direta de alimentos do agricultor familiar, passando de 700 mil para 1,2 milhão de contemplados. Ao mesmo tempo, apoiar os grandes produtores, que contribuem decisivamente para o superávit comercial.
158. Incluir dois milhões de famílias de pequeno agricultores e assentados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).
159. Dar mais apoio científico e tecnológico a organismos como a Embrapa.
IRRIGAÇÃO
160. Fazer 54 obras para melhorar os indicadores de saúde das comunidades ribeirinhas do Norte.
161. Construir sistemas de irrigação no Sul, no Sudeste e no Centro-Oeste.
162. Continuar a transposição das águas do Rio São Francisco.
FAMÍLIA E RELIGIÃO
163. Não mandar ao Congresso ou sancionar qualquer legislação que impacte a religião, como legalização do aborto e casamento homossexual.
164. Tratar o aborto como questão de saúde pública, atendendo às mulheres que tenham feito aborto e que estão com risco de morte.
165. Sancionar o projeto de lei complementar 122 (que criminaliza a homofobia) apenas nos artigos que não violem a liberdade de crença, de culto e expressão e demais garantias constitucionais individuais.
166. Fazer da família o foco principal de seu governo.
167. Não promover iniciativas que afrontem a família.
168. Fazer leis e programas que tenham a família como foco.
169. Defender a convivência entre as diferentes religiões.
170. Manter diálogo com as igrejas.
CULTURA
171. Fortalecer o Sistema Nacional de Cultura.
172. Ampliar a produção e o consumo de bens culturais com base na diversidade brasileira.
173. Dar meios e oportunidades à criatividade popular.
174. Ampliar os pontos de cultura e outros equipamentos.
175. Implantar o Vale Cultura.
176. Fortalecer a indústria do audiovisual nacional e regional em articulação com outros países, sobretudo do Sul.
177. Aperfeiçoar os mecanismos de financiamento da cultura.
178. Fortalecer a presença cultural do Brasil no mundo e promover o diálogo com outras culturas.
MÍDIA E LIVRE EXPRESSÃO
179. Não censurar conteúdo e rejeitar qualquer tentativa de controlar a mídia. Dilma disse que não apoia a criação de conselhos estaduais para acompanhar e fiscalizar a mídia. "Eu não concordo com isso. Eu repudio monitoramento de conteúdo editorial. Eu acho que isso não se pode criar no Brasil".
180. Dar garantia irrestrita da liberdade de imprensa, de expressão e de religião.
181. Expandir e fortalecer a democracia política, econômica e social.
182. Fortalecer as redes públicas de comunicação e estimular o uso intensivo da blogosfera.
183. Ampliar o acesso aos meios de informação e comunicação por meio da internet, TV aberta e novas tecnologias.
POLÍTICA EXTERNA
184. Ampliar a presença internacional do Brasil, defendendo a paz, a redução de armamentos e uma ordem econômica e política mais justa.
185. Permanecer fiel aos princípios de não intervenção e direitos humanos.
186. Defender a democratização de organismos multilaterais como a ONU, o FMI e o Banco Mundial.
187. Manter a política de Lula, com diversificação de parceiros comerciais.
188. Manter olhar especial para África.
189. Continuar a integração sul-americana e latino-americana e a cooperação Sul-Sul.
190. Prestar solidariedade aos países pobres e em desenvolvimento.