sexta-feira, maio 13, 2016

GOLPE OU DESESPERO?

Inconformados com a remoção de Dilma, de Lula e da petralhada ordinária do poder, os petistas desesperados e a esquerda parasitária continuam repetindo e propagandeando que a queda de Dilma foi um GOLPE das elites conservadores e golpistas do Brasil. Dizem eles: “É golpe tirar uma ‘presidenta’ que foi eleita democraticamente com 54 milhões de votos. 

Ora, eu desmantelo essa falácia tola e ordinária em poucas linhas. Vejamos: 

Quem era Dilma antes das eleições de 2010? 
Era uma mera desconhecida do 2º escalão que não tinha a confiança, nem a preferência do PT, e era odiada pela base aliada que sustentava Lula. 

Dilma, por ela mesma, nunca teve votos sequer para se eleger líder comunitária em Messejana, como foi dito por mim em 2010, numa entrevista que concedi ao Jornal "El Mundo", da Espanha. 

Ocorreu que os nomes da preferência de Lula e do PT (Dirceu e Pallocci) caiaram em desgraça e desceram pelos ralos do Mensalão, e como não havia nomes de peso ou fichas limpas para suceder Lula, Dilma apareceu em cena com que por geração espontânea e logo cuidaram de inventar que ela era a “grande gerentona dos programas sociais e mãe do PAC.  

Como Lula e os petistas sabiam que Dilma não venceria as eleições com seu discurso desnorteado e com um currículo tão sujo, cuidaram de manter o PMDB na chapa petista e deram a Michel Temer a vice-presidência da República. 

Nas eleições de 2014, dos 142 milhões de eleitores aptos para votar, 112 milhões votaram e 30 milhões não compareceram às urnas. Dos 112 milhões de votos apurados, 105 milhões faram válidos e 7 milhões inválidos (em branco e nulos). Aécio e Aluísio Nunes receberam 51 milhões. Dilma e Michel Temer receberam 54 milhões. Ou seja, 88 milhões de eleitores não votaram em Dilma. 

Resultado: Dilma venceu as eleições com uma vantagem muito apertada, mas quem deu votos foram, Lula (ainda no auge da popularidade) e os caciques do PMDB com seus milhares de vereadores, prefeitos, deputados, senadores e militantes. Sem o suporte do PMDB, nem Lula, nem Dilma, teriam sido eleitos.

A verdade dura se impõe. É certo que Dilma subiu no cadafalso no dia em que 367 deputados federais (dos 512) de todos os partidos, democraticamente votaram pela remoção da dama do desastre brasileiro; e juntamente com Lula e o PT foi decapitada politicamente por decisão de 55 senadores da República, muitos deles da base aliada. 

Portanto, acusar a oposição e a sociedade de golpista, é uma mentira, uma cretinice ordinária que não se sustenta nem mesmo nos cérebros obtusos dos petistas e da esquerda parasitária que há 13 anos vive principescamente às expensas do contribuinte e dos trabalhadores. 

Dilma foi levada ao calvário pelo próprio PT e foi decapitada politicamente por vontade expressada nas ruas pela imensa maioria do povo brasileiro; seja pelas suas mentiras continuadas; pela má-fé dos discurso atabalhoados; pelo calote eleitoral mais cretino da história do país; pelo déficit de confiança; pela jumentice crônica; pela incapacidade gerencial; pelos crimes de “irresponsabilidade”; pela cumplicidade e conivência com o chefão da organização criminosa que pretendia se perpetuarem no poder dilapidando e pilhando os cofres públicos; e principalmente pelo canibalismo e delações das quadrilhas que atuavam no seu governo e dentro do próprio PT, partido que Lula e Dilma transformaram na mais sórdida em teia criminosa que se tem notícia no planeta.

Ruy Câmara