segunda-feira, dezembro 16, 2013

O FIASCO DO VOTO FACULTATIVO NO CHILE

Na minha opinião, mais uma vez o CHILE fez a escolha certa ao eleger Michelle Bachelet, em primeiro lugar porque ela, além de séria e capacitada, é muito mais experiente do que Evelyn Matthei; e em segundo lugar porque, ao optar pela ruptura com o continuísmo, o eleito chileno promove a alternância do poder, que é um importante fundamento da democracia política. 

Contudo, o sistema eleitoral que permite o voto facultativo tem demonstrando que não agrega valor algum à democracia, uma vez que permite a uma minoria mínima decidir pela imensa maioria. 

Nas eleições presidenciais de hoje no Chile, a abstenção chegou a 60%. Ou seja, Bachelet foi eleita com 62% dos votos dos 40% dos eleitores que compareceram às urnas. 

Atualmente o Chile tem aproximadamente 18 milhões de habitantes e 13,4 milhões de eleitores. Bachelet obteve apenas 3,3 milhões de votos. Isso significa que somente 18,3% da população decidiu o destino dos 81,7% restantes. 

Claro está que a abstenção elevada produzida pelo voto facultativo não legitima a democracia e muito menos valida a vontade da maioria, que é o fundamento mais sólido da democracia política.