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sexta-feira, outubro 28, 2016

FARSA E PESQUISA COMPRADA PELA CNT AO INSTITUTO MDA.


O MDA é um INSTITUTO de PESQUISAS criado em 1988 por professores de visão socialista vinculados à UFLA - Universidade Federal de Lavras - MG.

A micro-empresa praticamente não tem funcionários e funciona nessa casinha modesta, em Lavras, interior de Minas Gerais, mas também faz negócios na salinha de Nº 402 no subúrbio de Belo Horizinte.

Reparem bem que na fachada decadente da sede do Instituto de Pesquisas MDA não havia sequer uma placa de identificação, que fora colocada recentemente, quando denunciei as tramoias envolvendo pesquisas eleitorias compradas pela CNT ao tal instituto.

Apesar das limitações físicas, os maiores clientes do MDA são grandes empresas estatais, Agências Reguladores do Governo e diversas instituições sindicais, dentre elas: a CNT, Governo de Minas, Cia de Águas de Minas, Cia de Energia de Minas, Correios, Imetro, Sebrae, Senac, dentre outras concessionárias que vivem de verbas públicas. 

Já a CNT - Confederação Nacional dos Transportes - é uma confederação sindical classista que recebe grana preta do governo e é comandada há mais de 20 anos pelo empresário mineiro, Clésio Soares de Andrade, seu atual presidente pela enésima vez.

Recentemente o presidente da CNT, Clésio Soares de Andrade, pagou ao Instituto MDA para fazer uma pesquisa que foi divulgada no dia 20/08), na qual o presidiário LULA, lidera com 37,3% as intenções de voto para presidente em 2018, deixando bolsonaro com 18,8% e os demais candidatos abaixo de 6%.

Quem é o manda-chuva na CNT?

Nos anos 90, Clésio era patrão e depois sócio de Marcos Valério na SMP&B e DNA Propaganda, empresas envolvidas no "Valérioduto” e posteriormente no Mensalão mineiro e no Mensalão petista. 

No início do governo LULA Clésio assumiu a presidência da CNT (2003 à 2004) e protagonizou uma operação considerada suspeita pelo Ministério Público: sua assessora comandou um esquema em que R$ 31 milhões foram sacados pela CNT na boca do caixa de diversas agências bancárias. 

Esses valores eram parte de um montante de R$ 46 milhões, destinados pelo Sest e pelo Senat a duas entidades: o Instituto de Desenvolvimento, Assistência Técnica e Qualidade em Transporte (Idaq) e o Instituto João Alfredo Andrade (IJAA). 

Os promotores afirmam que não houve prestação de contas e parte dos saques, cerca de R$ 7 milhões, foi feita na mesma agência do Banco Rural em Brasília, onde os mensaleiros de LULA fizeram os saques do esquema do mensalão, comandado por José Dirceu, Delúbio Soares e pelo lobista-carequinha, Marcos Valério.

A esposa de Clécio, Adriene Barbosa de Faria Andrade, foi nomeada pelo então governador Aécio Neves como conselheira e depois presidente do TCE-MG e o próprio Clécio, foi vice-governador de Minas Gerais pelo PMDB, na chapa de Aécio. 

Entre 2011 e 2014, Clécio foi senador suplente e assumiu a cadeira de Eliseu Resende, mas quando se tornou réu do Mensalão mineiro, renunciou ao mandato em 2014, supostamente para não ser julgado pelo STF. Em seu lugar, assumiu Antônio Aureliano Sanches de Mendonça, filho do ex-vice-presidente da República Aureliano Chaves. 

Em setembro de 2014 o Ministério Público do Distrito Federal descobriu um desvio de mais de R$ 20 milhões do Sest (Serviço Social do Transporte) e do Senat (Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte), entidades administradas pela CNT, que recebem verba do governo federal para custear cursos profissionalizantes e prestar assistência a trabalhadores do setor.

O MP e a VEJA demonstraram que a CNT deu R$ 120 mil ao irmão de Dilma, Igor Rousseff, que aparece nas lista de beneficiários de pagamentos irregulares oriundos da Confederação Nacional dos Transportes. 

Nos últimos 20 anos, Clésio foi sócio de, pelo menos 40 empresas. Hoje ele participa de 10 companhias e 3 holdings e é dono do Instituto SENSUS, aquele que vendia e divulgava pesquisas fajutas nas quais Aécio aparecia com 17 pontos à frente de Dilma. 

Os principais clientes desse instituto também são Estatais e governos: Presidências da República do Brasil e de Angola; CNT: Ministérios do Trabalho; Ministério da Educação, TSE, Exército Brasileiro, Polícia Federal, Febraban – Federação de Bancos; Câmara Brasileira da Indústria de Construção... 

A CNT é formada por 19 associações, 5 sindicatos e 37 confederações, sendo uma dela o SINEAA - Sindicato Nacional das Empresas de Administração Aeroportuária, presidida pelo sindicalista, Pedro Gilson Azambuja, nome que teve 3 processos na Justiça Federal, acusado de beneficiar empreiteiras e a cooperativas de taxistas quando era assessor especial no Aeroporto do Galeão. 

Segundo Sérgio Gaudenzi, ex-presidente da Infraero, Pedro Gilson não foi demitido à época do Aeroporto do Galão, por ser um ex-sindicalista do PT, porque era protegido do Palácio do Planalto e porque no passado, morou com José Dirceu e com Gilberto Carvalho, ex-chefe de gabinete de Lula.

Diante dos fatos, podemos inferir que não há seriedade nem honestidade nas pesquisas compradas pelo CNT a esse instituto de nome MDA.  

Ruy Câmara

http://blogdoescritorruycmara.blogspot.com/2016/10/o-farsante-lula-e-pesquisa-encomendada.html

quarta-feira, maio 11, 2016

DECAPITAÇÃO, ARROGO, TORPEZA E CRETINICE

Às vésperas de ser banida do poder por vontade soberana da imensa maioria do povo brasileiro, Dilma anunciou no morrer da tarde de ontem, diante de uma plateia amestrada e mantida com dinheiro nosso, que o último dia do seu mandato termina no dia 31 de dezembro de 2018. 

Com arrogo, torpeza e cretinice, Dilma finge ignorar que, a grave situação do país, situação que levou à ruína a vida de milhões de brasileiros, é culpa sua; finge ignorar que a sua estupidez ideológica e o seu malcaratismo crônico a tornaram uma figura repugnante e odiada pela sociedade; ignora solene que perdeu completamente a governabilidade e que caiu em desgraça por vários motivos já comprovados: por práticas de crimes de responsabilidade, conivência com a corrupção endêmica e sistêmica e cumplicidade total com o chefão da Organização Criminosa, esse vigarista de nove dedos que agora se vê igualmente sozinho, triste e sorumbático como uma ave de rapina engurujada, sentindo as ardências da própria consciência por haver perdido o controle de um bando de larápios que pretendia se perpetuar no poder pilhando dinheiro grosso dos cofres públicos. 

Mas no palácio do planalto a ordem de um puxa-saco é não incomodar a senhora presidente, nem mesmo para lhe servir a ração noturna antes da decapitação. Uma funcionária que observa o calvário da ocupante passageira do trono, disse hoje a um blogueiro petista que a mãe do PAC (programa de assalto consentido) perdera o apetite e também a lucidez, a ponto de gritar com histeria e de humilhar os serviçais do palácio, a quem acusa abertamente de conspiração. 

Sabe-se que há meses Dilma vive sozinha, isolada, rondando durante as noites de anipnia no 2º andar do edifício, trancafiada com os seus fantasmas na caverna que ela própria vedou as portas, e ali cai em depressão ao ver-se arruinada, e vinga-se dos seus inimigos nas cuidadoras de sua mãe, Dilma Jene (92 anos, senil e cadeirante) sempre que é interrompida com alguma pergunta ou informação. 

CENAS DE PURO DESESPERO SALVÍFICO

Do outro lado da Praça dos três Poderes, o bando de petistas lacaios, formado por Eduardo Cardoso, José Pimentel, Lindberg Farias, Gleisi Hoffmann, Vanessa Grazziotin, Humberto Costa e outros mentirosos contumazes, todos empenhados em salvar a própria cabeça, continuam repetindo a falácia ordinária de que Dilma é vítima de um complô urdido pelo traidor, Michel Temer, e pela oposição conservadora e golpista do país. E o bando continuam bradando o velho refrão desesperado e inverídico, inventado pelo marqueteiro criminoso e ladrão, João Santana: “Não vai haver golpe!” 

Ora, eu desmantelo essa falácia de golpe em poucos parágrafos. Vejamos:

Quem se der ao trabalho de examinar o histórico dos atos criminosos perpetrados pela Organização Criminosa liderada por Lula e chefiada por Dilma, verá que não há, em momento algum, a participação ou influência da oposição nas investigações da lava Jato. Aliás, a oposição (PSDB) tem sido tolerante e leniente em demasia, seja por ausência de argumentos, omissão ou mesmo medo de enfrentar a quadrilha. A oposição nunca enfrentou Lula ou Dilma com o merecido rigor; nunca se empenhou para banir a cartilha ideológica do PT radical ou do Foro de São Paulo; nunca instaurou processos judiciais para acabar com o aparelhamento do Estado pelo PT com seu bando; nunca instaurou processos para apurar os crime de corrupção dos carteis de empreiteiros que atuavam na Petrobras, Eletros, BNDES e outras estatais; nunca enfrentou com atos legislativos o populismo e nada fez até o momento contra a doutrinação de crianças e jovens nas escolas e universidades do Brasil. 

Omissão idêntica tem sido a dos políticos, acadêmicos, intelectuais e principalmente dos empresários e da classe média, que sabiam desde 2006 que o PT com seu bando de delinquentes iriam arruinar a economia do pais, mas aceitaram ser enganados. 

O bando caiu em desgraça, graças aos seus próprios delinquentes de estimação, notadamente os petistas graúdos, e mais a nenhuma outra pessoa, instituição ou organização. Lembremo-nos: foram os próprios petistas com seus defensores e aliados os algozes de Lula, de Dilma e do PT e não a oposição. 

O mensalão começou com a descoberta de um esquema de propinas nos Correios e com o avançar das investigações estavam lá: José Dirceu e mais 40 ladrões. No ventre podre do mensalão nasceu o petrolão, que começou com simples investigação envolvendo um carro que fora presentado a Paulo Roberto Costa pelos donos de uma rede de postos de gasolina. 

Todos os envolvidos no mensalão e no eletrolão são pessoas da amizade pessoal de Lula e de Dilma, foram ex-ministros dessa gente; eram deputados e senadores ligados a ambos; todos os diretores foram nomeados por Lula e Dilma; os empreiteiros eram amigos íntimos e clientes da empresa de palestras fictícias de Lula; e todos os operadores do esquema obedeciam, por transversas vias, as ordens de Lula ou de sua cria. O silêncio de alguns delatores foi comprado por ordem de Lula e a trama para dar Foro Privilegiado a Lula foi obra de Dilma. 

A prova do que afirmo é tão cabal e cristalina que recentemente o procurador, Rodrigo Janot, ingressou no STF contra a dupla e escreveu: “Essa organização criminosa jamais poderia ter funcionado por tantos anos e de forma tão ampla e agressiva no âmbito do governo federal sem que o ex-presidente Lula dela participasse. ” 

Com essa afirmação de convicção, Rodrigo Janot escancarou a porta para um encontro de Lula com Sergio Moro e tal encontro é só uma questão de tempo e não de provas, afinal, são abundantes e consistentes o acervo probatório de que Lula é, verdadeira e incontestavelmente, o chefe da teia criminosa que já tem mais de 240 pessoas processadas ou presas. 

Portanto, não resta dúvidas de que, a remoção de Dilma do poder será o ponto de virada da trama sórdida arquitetada lá atrás por Lula com seus comparsas nas lides criminais e o epílogo dessa novela de crimes será ainda tão deprimente quanto esperado por todos os brasileiros: Lula na cadeia.

Ruy Câmara 




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segunda-feira, dezembro 16, 2013

FHC DESMANTELA AS MENTIRAS DO PT


Finalmente fez-se justiça no caso do mensalão. Escrevo sem júbilo: é triste ver na cadeia gente que em outras épocas lutou com desprendimento. Estão presos ao lado de outros que se dedicaram a encher os bolsos ou a pagar suas campanhas à custa do dinheiro público. Mais melancólico ainda é ver pessoas que outrora se jogavam por ideais – mesmo que controversos – erguerem os punhos como se vivessem uma situação revolucionária, no mesmo instante em que juram fidelidade à Constituição.

Onde está a Revolução? Gesticulam como se fossem Lenines que receberam dinheiro sujo, mas usaram – no para construir a “nova sociedade”. Nada disso: apenas ajudaram a cimentar um bloco de forças que vive da mercantilização da política e do uso do Estado para perpetuar-se no poder. De pouco serve a encenação farsesca, a não ser para confortar quem a faz e enganar a seus seguidores mais crédulos.

Basta de tanto engodo. A condenação pelos crimes do mensalão se deu em plena vigência do Estado de Direito, em um momento no qual o Executivo é exercido pelo Partido dos Trabalhadores, cujo governo indicou a maioria dos ministros do Supremo. Não houve desrespeito às garantias legais dos réus e ao devido processo legal.
Então por que a encenação? O significado é claro: eleições à vista. É preciso mentir, autoenganar-se e repetir o mantra. Não por acaso a direção do PT amplifica a encenação e Lula diz que a melhor resposta à condenação dos mensaleiros é reeleger Dilma Rousseff... Tem sido sempre assim, desde a apropriação das políticas de proteção social até a ideia esdrúxula de que a estabilização da economia se deveu ao governo do PT. Esqueceram as palavras iradas que disseram contra o que hoje gabam e as múltiplas ações que moveram no Supremo para derrubar as medidas saneadoras. O que conta é a manutenção do poder.

Em toada semelhante o mago do ilusionismo fez coro. Aliás, neste caso, quem sabe, um lapso verbal expressou sinceridade: estamos juntos, disse Lula. Assumiu meio de raspão sua fatia de responsabilidade, ao menos em relação a companheiros a quem deve muito. E ao país, o que dizer?

Reitero, escrevo tudo isso com melancolia, não só porque não me apraz ver gente na cadeia, embora reconheça a legalidade e a necessidade da decisão, mas principalmente porque tanto as ações que levaram a tão infeliz desfecho como a cortina de mentiras que alimenta a aura de heroicidade fazem parte de amplo processo de alienação que envolve a sociedade brasileira.
São muitos os responsáveis por ela, não só os petistas. Poucos têm tido a compreensão do alcance destruidor dos procedimentos que permitem reproduzir o bloco de poder hegemônico; são menos numerosos ainda os que têm tido a coragem de gritar contra essas práticas.

É enorme o arco de alianças políticas no Congresso cujos membros se beneficiam por pertencer à “base aliada” de apoio ao governo. Calam-se diante do mensalão e demais transgressões, como se o “hegemonismo petista” que os mantém seja compatível com a democracia.

Que dizer então da parte da elite empresarial que se serve dos empréstimos públicos e emudece diante dos malfeitos do petismo e de seus acólitos? Ou da outrora combativa liderança sindical, hoje acomodada nas benesses do poder?

Nada há de novo no que escrevo. Muitos sabem que o rei está nu e poucos bradam. Daí a descrença sobre a elite política reinante na opinião pública mais esclarecida. Quando alguém dá o nome aos bois, como, no caso, o ministro Joaquim Barbosa, que estruturou o processo e desnudou a corrupção, teme-se que ao deixar a presidência do STF a onda moralizante dê marcha a ré. É evidente, pois, a descrença nas instituições. A tal ponto que se crê mais nas pessoas, sem perceber que por esse caminho voltaremos aos salvadores da pátria. São sinais alarmantes.

Os seguidores do lulopetismo, por serem crédulos, talvez sejam menos responsáveis pela situação a que chegamos do que os cínicos, os medrosos, os oportunistas, as elites interesseiras que fingem não ver o que está à vista de todos. Que dizer então das práticas políticas? Não dá mais! Estamos a ver as manobras preparatórias para mais uma campanha eleitoral sob o signo do embuste.

A candidata oficial, pela posição que ocupa, tem cada ato multiplicado pelos meios de comunicação. Como o exercício do poder se confundiu, na prática, com a campanha eleitoral, entramos já em período de disputa. Disputa desigual, na qual só um lado fala e as oposições, mesmo que berrem, não encontram eco. E, sejamos francos: estamos berrando pouco.

É preciso dizer com coragem, simplicidade e de modo direto, como fizeram alguns ministros do Supremo, que a democracia não se compagina com a corrupção nem com as distorções que levam ao favorecimento dos amigos. Não estamos diante de um quadro eleitoral normal. A hegemonia de um partido que não consegue se deslindar de crenças salvacionistas e autoritárias, o acovardamento de outros e a impotência das oposições estão permitindo a montagem de um sistema de poder que, se duradouro, acarretará riscos de regressão irreversível.

Escudado nos cofres públicos, o governo do PT abusa do crédito fácil que agrada não só os consumidores, mas em volume muito maior, os audaciosos que montam suas estratégias empresariais nas facilidades dadas aos amigos do rei. A infiltração dos órgãos de Estado pela militância ávida e por oportunistas que querem se beneficiar do Estado distorce as práticas republicanas.

Tudo isso é arqui-sabido. Falta dar um basta aos desmandos, processo que, numa democracia, só tem um caminho: as urnas. É preciso desfazer na consciência popular, com sinceridade e clareza, o manto de ilusões com que o lulo-petismo vendeu seu peixe. Com a palavra as oposições e quem mais tenha consciência dos perigos que corremos.

Artigo "Sinais preocupantes", de Fernando Henrique Cardoso, publicado em vários jornais nacionais neste domingo, 01/12/2013.

segunda-feira, setembro 24, 2012

Onde estavam personagens do mensalão há 40 anos?


GERAÇÃO MEIA-OITO - 1968

Onde estavam personagens do mensalão há 40 anos?

1968, o que fizemos de nós é o nome de um belo livro, do jornalista Zuenir Ventura, lançado em 2008, como sequência de um outro livro ainda mais lindo, 1968, o ano que não terminou, de 1989Os dois livros falam de um personagem incomum, o ano de 1968: “É possível que no século XX, tenha havido ano igual ou mais importante do que 1968, mas nenhum tão lembrado, discutido e com tanta disposição para permanecer como referência, por afinidade ou por contraste”, explica o autor na contracapa do último volume. E diz mais: “A geração de 68, que dizia não confiar em ninguém com mais de 30 anos, está completando 40. Ainda dá para confiar nela? Que balanço se pode fazer hoje de um ano tão carregado de ambições e de sonhos? O que foi feito dessa herança?”
As questões que o livro de Zuenir procura responder podem ser encontradas também, em larga escala, no plenário do Supremo Tribunal Federal, todas as segundas, quartas e quintas-feiras, enquanto se julga a Ação Penal 470, o processo do mensalão. O livro de Zuenir Ventura pode até não explicar porque o partido que era apontado como mais ético e mais autêntico da história da República se tornou patrono do maior escândalo de corrupção do país. Mas ele mostra que boa parte dos principais personagens desse drama político estavam todos lá em 1968, caminhando e cantando, e seguindo a canção.  
Quem abrir o livro à página 48, vai encontrar o capítulo Há um meia-oito em cada canto. Vai saber que, nos idos de meia-oito, José Dirceu, acusado de ser o “chefe da quadrilha” do mensalão, era um dos mais influentes líderes do movimento estudantil. E que o ministro Celso de Mello, o decano do tribunal que está julgando Dirceu juntamente com toda a “quadrilha”, era praticamente colega do político. “Em 1968, José Dirceu e Celso de Mello moravam numa república de estudantes em São Paulo, visitada frequentemente por agentes do Dops”, conta o livro. 
Os dois trilharam caminhos diferentes. “Dirceu foi para a militância e Mello para os estudos”. Mas, em suas respectivas trincheiras, defenderam os mesmos ideais de liberdade. Celso de Mello relembra o momento difícil que enfrentou como orador da turma de promotores aprovados no concurso do Ministério Público. “Eu precisava protestar contra o regime ditatorial, e fiz um discurso que não agradou muito ao chamado establishment; não fui aplaudido.” 
Outros meia-oito ilustres que passaram pelo Supremo Tribunal Federal já estão aposentados. Sepúlveda Pertence, que deixou o Supremo em 2007, foi vice-presidente da UNE (1959-1960) e professor da UnB (1962-1965), cargos dos quais se viu afastado à força pelo regime dos generais. Hoje é integrante da Comissão de Ética Pública, ligado à presidência, criada justamente para evitar que novos mensalões aconteçam. 
O outro é Eros Grau, que se aposentou em 2010. Em uma de suas últimas intervenções no Supremo, foi o relator da Ação Direta de Inconstitucionalidade que julgou constitucional a Lei de Anistia. Adepto do Partido Comunista (“nunca tive carteira, porque o partido não dava carteira, mas eu tinha um comprometimento com as teses do partido, digamos assim”), foi preso e torturado por sua atuação na resistência à ditadura. 
“A geração de 68 não chegou a eleger nenhum presidente, ainda que os dois últimos — Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva — considerem ter levado para o poder idéias e representates das turmas com a qual reivindicam ter afinidades eletivas”, diz Zuenir, na abertura do capítulo dos meia-oito. Claro, o livro foi lançado em 2008, época em que Dilma Rousseff, ex-militante da VAR-Palmares, ainda não havia sido eleita presidente da República. “Em face de sua resistência à tortura na prisão, o promotor que a denunciou chamou-a de Joana D’Arc da subversão”, rememora Zuenir. 
Além de Dilma e Zé Dirceu, são citados, ainda, como representantes da geração meia-oito que chegaram ao poder na era Lula, o governador da Bahia, Jaques Wagner (então presidente do diretório acadêmico da PUC-Rio e militante do PCdoB), o prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (militante do movimento estudantil e da VAR-Palmares), o ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil Antônio Palocci (militante da organização trotskista Libelu, juntamente com o ex-secretário da presidência Luiz Dulci e o ex-secretário de Comunicação, Luiz Gushiken). Franklin Martins, que sucedeu Gushiken na Secretária de Comunicação foi do MR-8 e seu secretário executivo Ottoni Fernandes Junior, da ALN. O ministro da Cultura de Lula, Gilberto Gil não era filiado a nenhum grupo militante, mas só de cantar, foi preso e proibido de se apresentar, optando por se exilar na Inglaterra. 
Tarso Genro, ministro da Educação e da Justiça no governo Lula, foi ativista da UNE e do PCdoB e da dissidência desta, a Ala Vermelha, que pregava a luta armada. Foram seus companheiros na militância esquerdista, Milton Seligman, hoje diretor de Relações Corporativas da Ambev, e Paulo Buss, presidente da Fundação Osvaldo Cruz. Os três compartilharam também as salas de aula da Universidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul. “Era uma cidade pequena, e todo mundo se conhecia. Diante da convocação de uma manifestação, o Dops prendia os de sempre”. Que eram os três, relembra Seligman em entrevista para o livro de Zuenir. 
Também são meia-oito os verdes Fernando Gabeira, ex-deputado federal pelo Rio de Janeiro, e Carlos Minc, outro ministro do governo Lula. Mas não só no PT e no PV que se firmou o destino de quem viveu as convulsões de 1968. Antes, muito pelo contrário, como sustenta Zuenir Ventura ao resgatar o nome de dois ilustres meia-oito que tomaram outra direção. Um é o ex-senador tucano pelo Amazonas e atual líder na corrida para a prefeitura de Manaus, Arthur Virgílio Neto. Naqueles tempos, Arthur Virgilio era militante do clandestino PCB e diretor do Centro Acadêmico da Faculdade Nacional de Direito (atual UFRJ). Outro é o ex-prefeito do Rio de Janeiro, Cesar Maia, que pertenceu à Corrente, uma dissidência do PCB que pregava a luta armada. Foi preso no Congresso da UNE, em 68 e foi para o exílio na Argentina e no Chile, onde ficou amigo de outro militante de esquerda no exílio, José Serra. 
Como diz Zuenir Ventura, “eles estão no poder, na oposição, à esquerda, à direita, e até prestando contas à Justiça. Há um meia-oito em cada esquina". 

Maurício Cardoso é diretor de redação da revista Consultor Jurídico

domingo, setembro 23, 2012

ANTIJUSTIÇA, IRMÃ BASTARDA DA JUSTIÇA JUSTA




Quando Roberto Jefferson decidiu estourar a bomba relógio do mensalão, Delúbio Soares, disse ao Estadão que o julgamento não iria à frente. "Nós seremos vitoriosos, não só na Justiça, mas no processo político. É só ter calma. Em três ou quatro anos, tudo será esclarecido e esquecido, e acabará virando piada de salão." 

O julgamento foi protelado e embromado por quase sete anos, mas, graças às pressões do Ministério Público e de grande parte da sociedade o STF não teve força para continuar adiando o julgamento da quadrilha do PT. 

De lá para cá o mensalão tornou-se sinônimo de organização criminosa e de sistema de corrupção operado por quadrilhas políticas e empresariais que contaram com o patrocínio estatal em benefício de grupos que fazem parte ou sustentam o poder. 

No momento em que o STF apronta o caminho do cárcere para José Dirceu com seu bando, o PT dá início a uma campanha suja e covarde contra o relator do mensalão, ministro Joaquim Barbosa, para tentar livrar Lula das acusações de CHEFÃO DO BANDO. 

A estratégia dessa camarilha é a mesma de sempre: que sempre houve desvios de dinheiro, roubo e corrupção. Evidentemente que nenhum erro pode justiçar outro, de modo que não é justo, nem correto, invocar a corrupção praticada por governos passados (PSDB) para justiçar os assaltos praticados pela organização criminosa do PT. Claro que toda e qualquer prática criminoso deve ser repudiada, denunciada e punida nos rigores da lei, sem nenhuma exceção à regra ou concessão de privilégios. 

Contudo, esse julgamento é, sem dúvida, o início de um longo e doloroso processo de purgação da Nação brasileira e também será o ponto de partida da restauração de pelo menos uma parte dos valores que se extraviaram ao longo dos anos, diga-se firmemente, com a cumplicidade dos poderes e a conivência ou consentimento do povo. 

Entendo o Julgamento do Mensalão como um passo decisivo no  enfrentamento da impunidade consentida e legalizada por norma jurídica imperfeita. Era preciso um começo e agora é preciso que a sociedade veja claramente, com exemplos cabais, que a impunidade no Brasil não é a regra clamada pelo PT, e nem mesmo exceção à regra que envolve gente graúda, de modo que, defendo com fervor, que o intocável chefão na hierarquia do bando, o acovardado Lula da Silva, seja igualmente responsabilizado pelos crimes de corrupção e formação de quadrilha, afinal, ele atuou no enredo como CHEFE, de fato e de direito, de José Dirceu e dos demais marginais do PT que figuram no processo em curso. Defendo ainda que o Ministério Público apure e enquadre todos os donos das ratoeiras políticas, essas legendas de aluguel que continuam impunemente enchendo os bolsos no promiscuído mercado eleitoral do Brasil. 

Nenhum político pode negar uma verdade: o sistema político brasileiro foi modificado centenas de vezes para permitir tudo isso e algo ainda pior: a reeleição, esse famigerado recurso de corrupção estatal que o PSDB reintroduziu no Brasil comprando os votos de quase todos os partidos da base aliada, inclusive do PT. 

Eu tenho esperanças de que as decisões do ministro Joaquim Barbosa servirão de exemplos para os magistrados de todas as cortes do Brasil. Se seus exemplos de justiça justa forem seguidos, o Brasil estará, enfim, no caminho certo para suplantar a antijustiça, essa irmã bastarda da justiça e alma gêmea da impunidade tão abertamente praticada e quase sempre amparada por fundamentação legalista. 

Ruy Câmara 
Escritor


sexta-feira, setembro 21, 2012

Joaquim Barbosa Reposiciona a Nação Brasileira


O ministro Joaquim Barbosa reposiciona a Nação Brasileira no rumo da seriedade e no enfrentamento da impunidade. Joaquim Barbosa não precisou de cotas raciais para se tornar advogado, professor e jurista de renomada. 



Joaquim Benedito Barbosa é filho primogênito de uma família de oito irmãos. Seu pai era pedreiro e sua mãe doméstica. Aos 16 ele saiu de Paracatu, nas Minas Gerais e sozinho foi aventurar a vida em Brasília, iniciando como faxineiro e limpador de banheiros no TRE do Distrito Federal. Em seguida arranjou emprego na gráfica do Correio Braziliense e trabalhou como compositor gráfico do Centro Gráfico do Senado Federal. 


Ao contrário de Lula, que aplainou a vida de burguês stalinista parasitando nos sindicatos do ABC, Joaquim Barbosa estudou, formou-se em Direito na Universidade de Brasília, aprendeu línguas, concluiu o mestrado em Direito do Estado e, por mérito próprio, tornou-se Chefe da Consultoria Jurídica do Ministério da Saúde; Oficial de Chancelaria do Ministério das Relações Exteriores (1976-1979), tendo servido na Embaixada do Brasil em Helsinki, Finlândia. 


É fluente em inglês, francês, alemão e espanhol, é Mestre e Doutor em Direito Público pela Universidade de Paris-II (Panthéon-Assas); foi Visiting Scholar (1999-2000) no Human Rights Institute da Columbia University School of Law, New York, e na University of California Los Angeles School of Law (2002-2003); e também por méritos, foi ungido ministro da mais alta corte de justiça do Brasil, o Supremo Tribunal Federal. 
Intelectual de luzes possantes, é autor das obras “La Cour Suprême dans le Système Politique Brésilien”, publicada na França em 1994 pela Librairie Générale de Droit et de Jurisprudence (LGDJ), na coleção “Bibliothèque Constitutionnelle et de Science Politique”; “Ação Afirmativa & Princípio Constitucional da Igualdade e "O Direito como Instrumento de Transformação Social". 

Somente os canalhas e lacaios defensores da quadrilha de marginais de estimação do PT ousariam empreender uma campanha imunda e indigna de apreço para tentar denegrir a honra de um magistrado da justiça que cumpre com altivez e dignidade as suas funções constitucionais, e o faz de forma exemplar. 

Eu, Ruy Câmara, assim como a imensa maioria do povo brasileiro, aplaudimos de pé o ilustre ministro Joaquim Barbosa, pelo seu trabalho corajoso em defesa da moralidade e decência no Brasil. O Brasil tem jeito; tem jeito graças a homens do calibre moral e intelectual como o destemido RELATOR DO MENSALÃO. 

Joaquim Benedito Barbosa, um homem cuja alma é de uma alvura que nem mesmo a pele negra consegue obumbrar, encarna em si a decência, a honradez e a imparcialidade personificada no espírito republicano de um juiz digno, honesto e de cujos princípios e ações exemplificam o Brasil a cada vez que faz justiça-justa.

Quando o vejo pronunciando-se de pé, com o semblante tenso de quem certamente está suportando, às duras penas, as mais terríveis dores de coluna, lembro-me (não sei o porquê) mas lembro-me sempre da imagem do poeta de Santana do Desterro, o genial Cruz e Souza, já cansado de viver entre os medíocres, recitando pausadamente a sua indignação, tal como se estivesse lançando luzes sobre o breu de uma noite taciturna e perigosa. Vejo-o tal como imagino o grande Dante, num cenário onde grasnam as aves de rapina e onde os espíritos vis vão se obumbrando com suas torpezas; e é nesse cenário onde o juiz se acentua no “Lasciate ogni speranza”; e quando presume-se sozinho, nadando contra a correnteza de águas poluídas, eis que ao seu lado vão surgindo os Homeros e Virgílios, que se levantam com os clamores do povo brasileiro, graças aos braços hercúleos da posteridade e ao fôlego intérmino e secular da história de uma Nação que também começa e se reerguer moralmente em meio à lama putrefata do poderes ignóbeis que clamam por antijustiça a qualquer custo moral.  

Ruy Câmara

sábado, setembro 15, 2012

A JUSTIÇA VAI PREVALECENDO SOBRE A ANTIJUSTIÇA

Joaquim Barbosa, bastião da moralidade nacional.  

Durante 7 semanas de julgamento do mensalão a maioria dos ministros do STF condenou 10 (dez) dos 13 (treze) réus julgados até agora. Cada um dos ministros aplicou 38 sentenças aos réus do MENSALÃO, resultando em 239 votos no total. O PLACAR das sentenças aplicadas por cada ministro é seguinte:


O ilibado ministro, Joaquim Barbosa, aplicou 36 condenações e apenas 2 absolvições.

O surpreendente ministro, Luiz Fux, aplicou 35 condenações e apenas 3 absolvições

Celso Peluso – 35 condenações e 3 absolvições

Carmen Lúcia - 34 condenações e 4 absolvições

Ayres Britto - 34 condenações e 4 absolvições

Gilmar Mendes - 33 condenações e 5 absolvições

Celso de Mello - 33 condenações e 5 absolvições

Marco Aurélio - 31 condenações e 7 absolvições

O suspeitíssimo ministro, Dias Toffoli e o retardatário do processo, ministro Ricardo Lewandowski, são os campeões em absolvições e votos pela impunidade de alguns membros do bando de marginais.





Dias Toffoli é responsável por 15 absolvições e 23 condenações.

Ricardo Lewandowski é responsável por 17 absolvições e 21 condenações.

Toffoli e Lewandowski votaram juntos, segundo as suas consciências, pela absolvição de João Paulo Cunha (PT) e também absolveram Marcos Valério, Ramon Hollerbach e Cristiano Paz das acusações de "lavagem de dinheiro, peculato e corrupção ativa". 


Precisamos dizer mais alguma coisa?


Ruy Câmara

Escritor


sexta-feira, julho 27, 2012

O STF TAMBÉM SERÁ JULGADO PELO BRASIL




O PT não é um partido de esquerda, nem de direita, nem de centro. O PT tornou-se, sob a liderança de Lula e comando de Zé Dirceu, uma organização controlada por um bando de criminosos renitentes e empedernidos que achava que os crimes cometidos às escâncaras acabariam em pizza. Ledo engano e tudo indica que a coisa vai ficando cada vez mais preta para os 37 meliantes, não por vontade da justiça (que protelou o quanto pode o julgamento) mas por muita pressão da Acusação e também da sociedade esclarecida conectada às redes sociais.

A Ação Penal 470, conhecida popularmente por MENSALÃO,  jamais deixará de ser vista como uma mancha negra na trajetória política do PT com seus delinquentes de estimação, e cada membro do bando será lembrado para sempre nos compêndios criminais da história da Nação Brasileira pela mentiras mentidas, desmentidas e mentidas novamente a cada prova ou contradição. 

A ilustre ministra Eliana Calmon, corregedora nacional da Justiça, tem bastante razão quando afirma que o STF também será julgado pela opinião pública a partir do dia 2 de agosto. Claro que será julgado por todos nós. Ademais, não se pode prever e muito menos subestimar as reações encadeadas da população no caso de o STF vir a inocentar a quadrilha sob pretexto de teses espúrias ou por invocação de aspectos meramente legalistas e formalistas.

Claro está, claríssimo até demais, que o STF tem a prerrogativa constitucional da última palavra. Mas ocorre que, numa democracia juridicamente federada e que tende a ganham vigo à medida mesma em que vai embasando as decisões jurídicas mais perfeitas com base nos bons costumes e bons princípios, nenhuma decisão isolada do STF ou de qualquer outra instância de poder, pode decidir contrariando o interesse, a vontade e legitimidade soberana do POVO.

É mais do que evidente que um punhado de senhores togados não têm legitimidade soberanamente social (tem legitimidade funcional)  nem o direito de sobrepor suas vontades de modo a afrontar ou a contrariar a vontade soberana do grande conjunto da sociedade da Nação, afinal, ainda há na Nação brasileira milhares de inteligências privilegiadas que sabem tão bem ou até mais de JUSTIÇA-JUSTA do que muitos desse senhores que posam togados na foto do STF.


Ministra Rosa Weber substituiu a bela Ellen Gracie. 

Evidentemente que cada um dos ministro do STF sabe que tem, sim senhor, obrigatoriamente, de levar em conta a consciência nacional dos fatos deprimentes do mensalão e sabem, principalmente, que devem muitas satisfações dos seus atos à imensa maioria de CIDADÃOS e CIDADÃS que forem e continuam vítimas dos réus do mensalão, afinal, os crimes de cada um desses patifes não foram reparados e nenhum quadrilheiro ou réu foi punido até a presente data.

É preciso, portanto, que fiquemos bastante atentos ao julgamento, que ocorrerá nos próximos dias, de cujo resultado dependerá e muito, da nossa fiscalização e manifestação destemida. O que desejamos com esse chamamento objetiva apenas que sejamos cidadãos brasileiros conscientes, pelo menos durante o mês de agosto de 2012, quando correrá naquela antiga Casa de Suplicação, o desfecho de um dos ATENTADOS mais grotescos contra a raquítica democracia brasileira, e que ocorrerá com abundância de PROVAS CONDENATÓRIAS, às vistas de todos NÓS, BRASILEIROS indignados, enganados e roubados pelo BANDO liderado por ZÉ DIRCEU e por LULA, seu chefe imediato. 


Quanto a isso, não há em sã consciência quem possa duvidar, nem mesmo estando ébrio ou contando dinheiro receptado desse bando. Tanto é verdade que o próprio Marcos Valério, ao exemplo de como procedeu em 2011, resolveu questionar a ausência de Lula entre os réus do processo, tendo afirmando inclusive que, para ser justa a acusação do procurador, Roberto Gurgel, o nome do principal beneficiário do esquema deveria estar na lista. 


 Marcos Valério jura de pés jutos que as patifarias eram feitas com a autorização do tesoureiro do PT, Delúbio Soares, quem por sua vez jura diante da petralhada inteira que não fez nada sem a autorização do alto comando do PT; comando este de "companheiros" que não faziam nenhuma operação sem a autorização do todo poderoso chefe da casa civil, José Dirceu, esse sujeito que agora ameaça dizer que tudo era feito com o conhecimento e autorização da autoridade máxima do PT e do PODER: Lula, o homem que nunca soube de nada enquanto as tramoias se desenrolavam debaixo das suas barbas de bode sujo e fedento. Como diz o jornalista Augusto Nunes, se cinismo desse cadeia, nenhum desses meliantes "chapa branca" escaparia de no mínimo uma década na cadeia. 



Portanto, todas as provas estão nas mãos e nas consciências dos doutores togados do STF e deles dependerão o futuro ético e moral da Nação Brasileira, de modo que resta-nos ficarmos bastante atentos aos procedimentos de cada um dos nomes listados abaixo:

Ministro Ayres Britto - Presidente
Ministro Joaquim Barbosa - Vice-Presidente
Ministro Celso de Mello
Ministro Marco Aurélio
Ministro Gilmar Mendes
Ministro Cezar Peluso
Ministro Ricardo Lewandowski
Ministra Cármen Lúcia
Ministro Dias Toffoli (Suspeitíssimo)
Ministro Luiz Fux
Ministra Rosa Weber

quarta-feira, maio 30, 2012

MÁ ÍNDOLE DE LULA E DOS LOBOS



Há pessoas que nasceram paupérrimas, viveram na pobreza, mas às custas de muitos esforços conseguiram prosperar na vida com decência e exemplificando princípios e valores tais como: honestidade, dignidade, decência, sinceridade e o bom caráter. Há outras que, apesar de o mundo haver sido pródigo e generoso para com eles, cresceram na riqueza, tiveram apoios e boa formação, mas desviaram-se em conduta e extraviaram-se na criminalidade e marginalidade. 

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Lula nasceu pobre, ingressou nos sindicatos e prosperou na vida, chegando à presidência da 6ª potência econômica do planeta, mas agora, mesmo ciente da decadência da vida, desvia-se mais uma vez para a marginalidade política, chegando mesmo a atuar como um mafioso de alta periculosidade, sempre em defesa da sua ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA e mais, disposto a pagar qualquer preço moral para livrar a própria PELE e também dos seus sócios e companheiros enjaulados pelo MENSALÃO e pela OPERAÇÃO LAVA JATO. 

Uma explicação capaz de justificar o mau-caratismo, a hipocrisia, a falta de vergonha, a desfaçatez e a má-índole de Lula pode ser buscada na sua infância e na forma como foi criado. As misérias materiais e morais que afetaram o menino Lula desde o berço moldaram de certa forma, o seu caráter amouco e a sua capacidade de mentir, de  chantagear, de extorquir e de trapacear nas condições de vida mais adversas. 

Ora, para um menino criado numa família desestruturada, sem a orientação de um pai e vivendo na penúria, a sobrevivência até mesmo no âmbito da numerosa família não dependia só de alimentos ou de cuidados maternos mas, sobretudo, de astúcia e de ardis que não poderiam ser revelados e muito menos desperdiçados. 

Tenho a impressão de que foram justamente as misérias e escassezes de tudo que o induziram a se dar bem na vida a qualquer custo ético ou moral, do contrário não teria conseguido revelar na velhice essa capacidade repugnante e odienta de mentir publicamente; de enganar gregos e troianos; de extorquir apoios de adversários com ameaças; e de fazer trapaças capazes de ludibriar até mesmo os mais renitentes e empedernidos lacaios e trapaceiros da política nacional. 

Eis porque Lula, em plena maturidade da vida, é incapaz de reconhecer-se um sujeito ordinariamente mentiroso, chantagista, ardiloso e afeito às diversas formas de descomposturas éticas e morais, tais como as vimos nos seus pronunciamentos em defesa do BANDO DO MENSALÃO e agora, na LAVA JATO. 

Apesar do câncer e da sobrevida política que lhe fora concedida pelos membros da sua ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, Lula só piorou em todos os aspectos da sua decadência moral, chegando a ser considerado pela maioria dos brasileiros, o CHEFÃO da QUADRILHA petista e a PIOR PRAGA DO BRASIL. 

Parece certo dizer que, para o trapaceiro-populista LULA, vale o mesmo que vale para os LOBOS: estão sempre mudando de PELOS, mas suas índoles más e traiçoeiras são as mesmas, o que nos leva a crer que suas índoles são congênitas, e não frutos do meio ou da criação. 


Ruy Câmara -Escritor
http://blogdoescritorruycmara.blogspot.com.br/2012/05/ma-indole-de-lula-e-do-lobo.html