Mostrando postagens com marcador PCdoB. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador PCdoB. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, dezembro 14, 2016

AVISO: O FORA TEMER É UMA ARMADILHA DO PT

Minhas posições políticas e convicções ideológicas são bastante conhecidas por quem me acompanha nas redes sociais, mas a minha rejeição a Lula, a Dilma, ao PT, PCdoB e seus comparsas, remonta os anos 80, quando aderi ao Diretas Já. 

Portanto, não tenho a mínima responsabilidade pelos danos causados ao país por Lula e Dilma com seus bandos, e tampouco ajudei a eleger Michel Temer na chapa de Dilma, como todos sabem. 

O bom senso e a noção de responsabilidade me autorizam a prestar mais um esclarecimento acerca do plano de sabotagem dos petistas contra o governo que eles próprios elegeram, e o farei para nortear os inocentes que passaram a tramar contra a governabilidade, contra as medidas de recuperação da economia brasileira e estão caindo nessas armadilhas do PT, PCdoB, CUT, CGT, MST, MTST, UNE, PSOL e outros parasitas da Nação.

Só os inocentes não percebem que o FORA TEMER é uma imensa armadilha do PT, que objetiva aprofundar a crise nacional, criando o caos para que a burguesia petista retorne ao poder e permita que o bando continue roubando e delinquindo impunemente. 

Aos ingênuos que tramam pelo Fora Temer sem se perguntarem como seria a sucessão e as suas consequências danosas para o país e para o povo brasileiro, eu respondo de pronto, com base na Constituição: 

A norma constitucional sobre a sucessão do Presidente da República é clara e não comporta devaneios, seja pela intervenção militar; pelo fechamento do Congresso Nacional ou pela renúncia de todos parlamentares eleitos por decisão do povo. 

Segundo a CF, estão na linha sucessória do Presidente da República, o Vice-presidente, o presidente da Câmara Federal, o presidente do Senado e o presidente do STF, nessa ordem. E essa regra deverá ser mantida. 

Se a vacância do Presidente ocorrer dentro dos 2 primeiros anos de mandato (no caso, até 31/12/2016), assumiria o 1º da linha sucessória da Câmara (uma velha raposa que responde a pelo menos 3 processos no STF), com a missão de convocar eleições diretas no prazo de 90 dias. Isso significa que até o final de 2017 a nação ficaria paralisada e submersa na lama das jogatinas eleitorais para eleger alguém para cumprir um mandato tampão até 2018. 

Mas se a vacância do presidente ocorrer nos 2 anos finais do mandato (neste caso, entre 2017 e 2018), a eleição do novo presidente seria indireta, no prazo de 30 dias do fato e a escolha do substituto seria feita por acordo dos deputados e senadores, que escolheriam dentre eles próprios um substituto para governar o país, podendo o próprio Temer ser o escolhido por maioria absoluta do Congresso.

Ora, se a sociedade não confia nos políticos do Congresso, seria uma tremenda jumentice colocar um preposto do Congresso no lugar de um governo que já está implantado, que vem trabalhando arduamente para recuperar a economia e que, mesmo sem tanto apoio popular, conta com o apoio da maioria do Congresso Nacional para aprovar as medidas impopulares que a nação carece com urgência.

Considerando que um governante demora pelo menos 6 meses para tomar pé da situação; e mais 6 meses para começar a apresentar alguns resultados, sem contar o troca-troca de ministros e de auxiliares, é fácil antever o que ocorrerá com o país (que já enfrenta uma crise sem precedentes), passar mais 1 ano paralisado, assistindo os vândalos destruindo a Nação e vendo a sofreguidão da economia arruinando empresas e a vida de milhões de brasileiros. 

Se o presidente eleito pelos petistas é ruim para eles, sua troca por um larápio qualquer do Congresso será muito pior para nós, contribuintes do Estado brasileiro. 


Nessas armadilhas eu não caio e não cairei jamais, pois sei perfeitamente bem quais serão as consequências danosas de mais um desatino que só interessa ao PT e aos parasitas que arruinaram a economia da Nação. 

Atentem para um detalhe importante: aqueles que elegeram Temer, hoje o criticam pela pouca ou quase nenhum popularidade. Não sabem que esse é justamente o fator mais positivo e a favor dos grandes interesses da Nação e não da política ordinária que Lula e Dilma tanto se beneficiaram enquanto faziam o estrago que fizeram. 

Sem se preocupar com popularidade ou populismo, Michel Temer não alimenta sonhos de poder e já anunciou dezenas de vezes que sairá do palácio em 2018 para curtir sua musa e seu filho pequeno.

Ademais, só um governante sem preocupações com popularidade reúne condições para implementar medidas amargas e impopulares para enfrentar tantos problemas deixados de herança por incúria dos seus antecessores. 

Quem tiver juízo e responsabilidade com o país, que reze pela permanência de Temer no poder até 2018, quando as medidas impopulares, porém necessárias e urgentes, estarão surtindo os seus efeitos em benefício de todos, inclusive daqueles estúpidos-populistas que o elegeram. 

Não se iludam: Temer sairá da presidência com a economia nos trilhos, deixando implantadas e funcionando as principais reformas que nenhum outro governo ousou fazer nos últimos trinta anos. 


Ruy Câmara
Escritor e sociólogo

http://blogdoescritorruycmara.blogspot.com.br/2016/12/aviso-o-fora-temer-e-uma-armadilha-do-pt.html



O QUE PENSO SOBRE INTERVENÇÃO MILITAR 

Sou um liberal e democrata por convicção e por formação acadêmica. E por conhecer e pesquisar in loco em diversos países submetidos a regimes de chumbo, não apoio e não apoiarei jamais a hipotética, irresponsável e inconsequente tese de intervenção militar no Brasil.

Afirmo isso como filho de militar, de um patriota e voluntário que combateu na 2ª Guerra Mundial e também porque iniciei-me na vida com cadete da escola militar, onde aprendi a ser disciplinado, a respeitar direitos, a cumprir deveres, a defender minha pátria e a democracia, até mesmo sob tortura.

O caminho para se chegar ao poder no Brasil e no mundo civilizado é pela via democrática, pelas urnas, com voto secreto, impresso e com a apuração transparente e fiscalizada por especialistas.

Se um dia algum militar decente, capaz, honrado e de alta patente se candidatar à PRESIDÊNCIA DO BRASIL, poderá contar, provavelmente, com o MEU VOTO e da minha família.

Mas a tomada de assalto do Brasil pela força bruta, das armas, do chumbo quente e das botinas, não terá jamais o meu apoio.

E se os intervencionistas tentarem tomar o poder na marra, pela força bruta das armas, da foice e do martelo, haverão de enfrentar mais um sniper em sua trincheira intelectual.

Ruy Câmara.
























segunda-feira, setembro 24, 2012

Onde estavam personagens do mensalão há 40 anos?


GERAÇÃO MEIA-OITO - 1968

Onde estavam personagens do mensalão há 40 anos?

1968, o que fizemos de nós é o nome de um belo livro, do jornalista Zuenir Ventura, lançado em 2008, como sequência de um outro livro ainda mais lindo, 1968, o ano que não terminou, de 1989Os dois livros falam de um personagem incomum, o ano de 1968: “É possível que no século XX, tenha havido ano igual ou mais importante do que 1968, mas nenhum tão lembrado, discutido e com tanta disposição para permanecer como referência, por afinidade ou por contraste”, explica o autor na contracapa do último volume. E diz mais: “A geração de 68, que dizia não confiar em ninguém com mais de 30 anos, está completando 40. Ainda dá para confiar nela? Que balanço se pode fazer hoje de um ano tão carregado de ambições e de sonhos? O que foi feito dessa herança?”
As questões que o livro de Zuenir procura responder podem ser encontradas também, em larga escala, no plenário do Supremo Tribunal Federal, todas as segundas, quartas e quintas-feiras, enquanto se julga a Ação Penal 470, o processo do mensalão. O livro de Zuenir Ventura pode até não explicar porque o partido que era apontado como mais ético e mais autêntico da história da República se tornou patrono do maior escândalo de corrupção do país. Mas ele mostra que boa parte dos principais personagens desse drama político estavam todos lá em 1968, caminhando e cantando, e seguindo a canção.  
Quem abrir o livro à página 48, vai encontrar o capítulo Há um meia-oito em cada canto. Vai saber que, nos idos de meia-oito, José Dirceu, acusado de ser o “chefe da quadrilha” do mensalão, era um dos mais influentes líderes do movimento estudantil. E que o ministro Celso de Mello, o decano do tribunal que está julgando Dirceu juntamente com toda a “quadrilha”, era praticamente colega do político. “Em 1968, José Dirceu e Celso de Mello moravam numa república de estudantes em São Paulo, visitada frequentemente por agentes do Dops”, conta o livro. 
Os dois trilharam caminhos diferentes. “Dirceu foi para a militância e Mello para os estudos”. Mas, em suas respectivas trincheiras, defenderam os mesmos ideais de liberdade. Celso de Mello relembra o momento difícil que enfrentou como orador da turma de promotores aprovados no concurso do Ministério Público. “Eu precisava protestar contra o regime ditatorial, e fiz um discurso que não agradou muito ao chamado establishment; não fui aplaudido.” 
Outros meia-oito ilustres que passaram pelo Supremo Tribunal Federal já estão aposentados. Sepúlveda Pertence, que deixou o Supremo em 2007, foi vice-presidente da UNE (1959-1960) e professor da UnB (1962-1965), cargos dos quais se viu afastado à força pelo regime dos generais. Hoje é integrante da Comissão de Ética Pública, ligado à presidência, criada justamente para evitar que novos mensalões aconteçam. 
O outro é Eros Grau, que se aposentou em 2010. Em uma de suas últimas intervenções no Supremo, foi o relator da Ação Direta de Inconstitucionalidade que julgou constitucional a Lei de Anistia. Adepto do Partido Comunista (“nunca tive carteira, porque o partido não dava carteira, mas eu tinha um comprometimento com as teses do partido, digamos assim”), foi preso e torturado por sua atuação na resistência à ditadura. 
“A geração de 68 não chegou a eleger nenhum presidente, ainda que os dois últimos — Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva — considerem ter levado para o poder idéias e representates das turmas com a qual reivindicam ter afinidades eletivas”, diz Zuenir, na abertura do capítulo dos meia-oito. Claro, o livro foi lançado em 2008, época em que Dilma Rousseff, ex-militante da VAR-Palmares, ainda não havia sido eleita presidente da República. “Em face de sua resistência à tortura na prisão, o promotor que a denunciou chamou-a de Joana D’Arc da subversão”, rememora Zuenir. 
Além de Dilma e Zé Dirceu, são citados, ainda, como representantes da geração meia-oito que chegaram ao poder na era Lula, o governador da Bahia, Jaques Wagner (então presidente do diretório acadêmico da PUC-Rio e militante do PCdoB), o prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (militante do movimento estudantil e da VAR-Palmares), o ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil Antônio Palocci (militante da organização trotskista Libelu, juntamente com o ex-secretário da presidência Luiz Dulci e o ex-secretário de Comunicação, Luiz Gushiken). Franklin Martins, que sucedeu Gushiken na Secretária de Comunicação foi do MR-8 e seu secretário executivo Ottoni Fernandes Junior, da ALN. O ministro da Cultura de Lula, Gilberto Gil não era filiado a nenhum grupo militante, mas só de cantar, foi preso e proibido de se apresentar, optando por se exilar na Inglaterra. 
Tarso Genro, ministro da Educação e da Justiça no governo Lula, foi ativista da UNE e do PCdoB e da dissidência desta, a Ala Vermelha, que pregava a luta armada. Foram seus companheiros na militância esquerdista, Milton Seligman, hoje diretor de Relações Corporativas da Ambev, e Paulo Buss, presidente da Fundação Osvaldo Cruz. Os três compartilharam também as salas de aula da Universidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul. “Era uma cidade pequena, e todo mundo se conhecia. Diante da convocação de uma manifestação, o Dops prendia os de sempre”. Que eram os três, relembra Seligman em entrevista para o livro de Zuenir. 
Também são meia-oito os verdes Fernando Gabeira, ex-deputado federal pelo Rio de Janeiro, e Carlos Minc, outro ministro do governo Lula. Mas não só no PT e no PV que se firmou o destino de quem viveu as convulsões de 1968. Antes, muito pelo contrário, como sustenta Zuenir Ventura ao resgatar o nome de dois ilustres meia-oito que tomaram outra direção. Um é o ex-senador tucano pelo Amazonas e atual líder na corrida para a prefeitura de Manaus, Arthur Virgílio Neto. Naqueles tempos, Arthur Virgilio era militante do clandestino PCB e diretor do Centro Acadêmico da Faculdade Nacional de Direito (atual UFRJ). Outro é o ex-prefeito do Rio de Janeiro, Cesar Maia, que pertenceu à Corrente, uma dissidência do PCB que pregava a luta armada. Foi preso no Congresso da UNE, em 68 e foi para o exílio na Argentina e no Chile, onde ficou amigo de outro militante de esquerda no exílio, José Serra. 
Como diz Zuenir Ventura, “eles estão no poder, na oposição, à esquerda, à direita, e até prestando contas à Justiça. Há um meia-oito em cada esquina". 

Maurício Cardoso é diretor de redação da revista Consultor Jurídico

quarta-feira, outubro 26, 2011

JOGO DE TRAPACEIROS






Mais um ministro-larápio tomba diante do clamor da sociedade, isso graças à imprensa livre, aos gritos de milhares de contribuintes nas redes sociais e também aos delatores e partícipes do esquemão de rapinagem envolvendo ONgs protegidas por deputados e senadores do PCdoB.

Não foi Dilma quem pediu a cabeça do comunista de araque, Orlando Silva, e tudo indica que, pela demora na tomada de uma decisão moral, por ela o ministro poderia continuar operando seus esquemas de sangramento dos cofres públicos para suster a quadrilha de apaniguados do famigerado PCdoB.

E que quadrilha atuava e continuará atuando no Ministério dos Esportes!

O ministro-larápio caiu, mas não é correto, nem justo, que a punição, nesses casos, fique restrita apenas à tomada do cargo. É evidente que o processo deve continuar, até a prisão com bloqueios das contas e dos bens do larápio, caso seja condenado, o que é muito difícil ocorrer num país que transformou a impunidade em norma jurídica perfeita e consentida até mesmo por alguns guardiões da Constituição Federal.

Mas há ainda uma questão grave a ser resolvida e a presidente Dilma sabe que não é razoável para o Brasil, simplesmente tirar um comunista-larápio do cargo e colocar outro naquele antro de corrupção que chamam de Ministério dos Esportes. Se Dilma assim decidir, mesmo sob pressão e fogo-mui-amigo da camarilha de espertalhões do PCdoB, equivale, francamente, a continuar cúmplice e conivente com o mesmo jogo de cartas marcadas em que se muda apenas a posição dos trapaceiros.

Ruy Câmara