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sexta-feira, setembro 21, 2012

Joaquim Barbosa Reposiciona a Nação Brasileira


O ministro Joaquim Barbosa reposiciona a Nação Brasileira no rumo da seriedade e no enfrentamento da impunidade. Joaquim Barbosa não precisou de cotas raciais para se tornar advogado, professor e jurista de renomada. 



Joaquim Benedito Barbosa é filho primogênito de uma família de oito irmãos. Seu pai era pedreiro e sua mãe doméstica. Aos 16 ele saiu de Paracatu, nas Minas Gerais e sozinho foi aventurar a vida em Brasília, iniciando como faxineiro e limpador de banheiros no TRE do Distrito Federal. Em seguida arranjou emprego na gráfica do Correio Braziliense e trabalhou como compositor gráfico do Centro Gráfico do Senado Federal. 


Ao contrário de Lula, que aplainou a vida de burguês stalinista parasitando nos sindicatos do ABC, Joaquim Barbosa estudou, formou-se em Direito na Universidade de Brasília, aprendeu línguas, concluiu o mestrado em Direito do Estado e, por mérito próprio, tornou-se Chefe da Consultoria Jurídica do Ministério da Saúde; Oficial de Chancelaria do Ministério das Relações Exteriores (1976-1979), tendo servido na Embaixada do Brasil em Helsinki, Finlândia. 


É fluente em inglês, francês, alemão e espanhol, é Mestre e Doutor em Direito Público pela Universidade de Paris-II (Panthéon-Assas); foi Visiting Scholar (1999-2000) no Human Rights Institute da Columbia University School of Law, New York, e na University of California Los Angeles School of Law (2002-2003); e também por méritos, foi ungido ministro da mais alta corte de justiça do Brasil, o Supremo Tribunal Federal. 
Intelectual de luzes possantes, é autor das obras “La Cour Suprême dans le Système Politique Brésilien”, publicada na França em 1994 pela Librairie Générale de Droit et de Jurisprudence (LGDJ), na coleção “Bibliothèque Constitutionnelle et de Science Politique”; “Ação Afirmativa & Princípio Constitucional da Igualdade e "O Direito como Instrumento de Transformação Social". 

Somente os canalhas e lacaios defensores da quadrilha de marginais de estimação do PT ousariam empreender uma campanha imunda e indigna de apreço para tentar denegrir a honra de um magistrado da justiça que cumpre com altivez e dignidade as suas funções constitucionais, e o faz de forma exemplar. 

Eu, Ruy Câmara, assim como a imensa maioria do povo brasileiro, aplaudimos de pé o ilustre ministro Joaquim Barbosa, pelo seu trabalho corajoso em defesa da moralidade e decência no Brasil. O Brasil tem jeito; tem jeito graças a homens do calibre moral e intelectual como o destemido RELATOR DO MENSALÃO. 

Joaquim Benedito Barbosa, um homem cuja alma é de uma alvura que nem mesmo a pele negra consegue obumbrar, encarna em si a decência, a honradez e a imparcialidade personificada no espírito republicano de um juiz digno, honesto e de cujos princípios e ações exemplificam o Brasil a cada vez que faz justiça-justa.

Quando o vejo pronunciando-se de pé, com o semblante tenso de quem certamente está suportando, às duras penas, as mais terríveis dores de coluna, lembro-me (não sei o porquê) mas lembro-me sempre da imagem do poeta de Santana do Desterro, o genial Cruz e Souza, já cansado de viver entre os medíocres, recitando pausadamente a sua indignação, tal como se estivesse lançando luzes sobre o breu de uma noite taciturna e perigosa. Vejo-o tal como imagino o grande Dante, num cenário onde grasnam as aves de rapina e onde os espíritos vis vão se obumbrando com suas torpezas; e é nesse cenário onde o juiz se acentua no “Lasciate ogni speranza”; e quando presume-se sozinho, nadando contra a correnteza de águas poluídas, eis que ao seu lado vão surgindo os Homeros e Virgílios, que se levantam com os clamores do povo brasileiro, graças aos braços hercúleos da posteridade e ao fôlego intérmino e secular da história de uma Nação que também começa e se reerguer moralmente em meio à lama putrefata do poderes ignóbeis que clamam por antijustiça a qualquer custo moral.  

Ruy Câmara

quinta-feira, fevereiro 02, 2012

CATADORA DE PAPEL E A LIÇÃO FINAL APRENDIDA POR FAUSTO

LARISSA, CATADORA DE PAPEL, FEZ HOJE SUA MATRÍCULA NA USP. Essa é a geração dos jovens inspirados pelo presidente Lula... (Noticia um certo blog que faz de Lula um deus, com "d" minúsculo) 

Lendo a estupidez acima, em verdade a reprodução malsinada de um embuste petista, portanto, indigno da mais medíocre lógica, pus-me a pensar nas pessoas ingênuas ou mal informadas que diariamente são ludibriadas com farsas, simulacros e oportunismos infundados dessa natureza. 
Atribuir o êxito de Larissa ao ignaro Lula da Silva, por haver ela conseguido uma vaga na USP, é a negação tácita de toda e qualquer fundamentação de verdade. A fraude dessa matéria destituída de um mínimo de verdade é intencionalmente perigosa, uma vez que retira do sujeito moral, não só os seus méritos próprios, como também objetiva anular, de forma leviana e oportunista a capacidade de o indivíduo livre fazer suas escolhas para prosperar na vida. 

Ora, atribuir qualquer sucesso individual do cidadão a um governante (seja aqui ou na China, seja hoje ou na média idade da razão) significa afirmar que a vontade consciente do indivíduo não é compatível, nem proporcional, com os seus objetivos concretos. Basta um Lula no poder e os êxitos e sucessos de todos os brasileiros estarão garantidos por todo o sempre. 

Sabemos nós que a intenção ou vontade consciente de uma pessoa nem sempre reproduz a máxima expressão das suas ações. A realidade é uma prova incontestável de que, no confronto de vontades dos indivíduos, prevalece sempre a ação individual mais vigorosa, aquela que contenha maior capacidade de suplantar os obstáculos. Foi o que Larissa fez e mesmo que ela não tenha consciência disso, é fato que ela suplantou as adversidades da vida e conseguiu, por mérito seu (e não do Lula com seus quadrilheiros do PT) uma vaga na USP. Se Larissa, assim como tantos outros jovens não houvessem se preparado, nem Deus ou o Satanás os ajudariam a conseguir uma vaga em universidade, muito menos o tal Lula da Silva, esse deus tupiniquim da petralhada que nunca leu um livro.    

Mas a jumentice dessa gente é tanta, que chaga a aceitar uma caricatura midiática comprada com verdade absoluta. Ora, a caricatura do real é, em síntese, o resultado dessa tipificação equivocada que os tolos fazem por aí dos fenômenos sociais, onde um determinado traço da realidade é demasiadamente corrompido, para não dizer, fictício, haja vista a imensa maioria de pessoas que está por aí, penando com seus dilemas cotidianos, por serem incapazes de romper com o imobilismo que Larissa e outros romperam ao longo da história. 

Quantos bons exemplos de superação nós podemos trazer à luz para desmoralizar, de uma vez por todas, esse embuste discursivo publicado na web por gente muito maliciosa? Vamos ao 1º exemplo: 


Machado de Assis (1839 à 1908) filho de Francisco de Assis, um mulato paupérrimo – ajudante de pintor de paredes – com Maria Leopoldina da Câmara Machado - lavadeira de roupas - mal estudou em escolas públicas, nunca frequentou universidades e, no entanto, tornou-se um dos mais importantes escritores brasileiros, sendo ainda, ademais de fundador da ABL, poeta, romancista, cronista, dramaturgo, contista, folhetinista, jornalista, crítico literário e homem público de reputação ilibada. O imperador, Lula ou o PT nada têm a ver com isso. 
Cruz e Sousa (1861 à 1889), nem sobrenome tinha, já que era filho de negros, escravos alforriados. Seu pai, Guilherme da Cruz, era um simples pedreiro e analfabeto; sua mãe, Carolina Eva da Conceição, era doméstica da família do Marechal Guilherme Xavier de Sousa - de quem adotou o nome de família, Sousa. O menino estudou, trabalhou, chegou a ser diretor do jornal Tribuna Popular, no qual combateu a escravidão e o preconceito racial e em 1883 foi recusado como Promotor de Justiça de Laguna por ser negro. Mas nem a cor da pele, nem a pobreza o impediram de se tornar um dos mais profícuos poetas e intelectuais do Brasil, fluente em francês, latim e grego. O imperador, Lula ou o PT nada têm a ver com isso. 

Silvio Santos (1930) de engraxate a camelô, tornou-se dono de um grandes conglomerados de empresas nacionais. Quando Lula e o PT se aproximaram de Silvio Santos, o resultado foi um tremando desfalque num certo banco que contou com a cumplicidade e conivência de gente graúda do PT. 

Vamos para outros países, onde os exemplos de superação são aos milhares: 
Aristóteles Sócrates Onassis (1906 à 1975), nasceu numa família grega pobre que vivia em Esmirna, região da Ásia Menor, onde os colonos gregos cultivavam o tabaco. Em 1927 ele partiu para aventurar a vida em Buenos Aires, onde falsificou sua identidade para "envelhecer" 6 anos e para ter condições legais de trabalhar. Tornou-se telefonista da British United River Plate Telephone Company e, nas horas vagas, estudava por conta própria o mercado financeiro. Nunca frequentou nenhuma universidade e o resto é o que sabemos.  

Nelson Mandela (1918), negro e paupérrimo, não deve ter se inspirado no Lula e nos quadrilheiros do PT, do contrário teria corrompido gente graúda do judiciário e não teria perdido mais de uma década de vida na cadeia; tornando-se o símbolo da luta contra o apartheid e um dos líderes mais respeitados do nosso tempo. 

Elvis Presley (1935 à 1971), filho de pais pobres, cresceu no meio dos destroços de um furacão que em 1936 devastou sua cidade, East Tupelo, Mississipi, e ganhava a vida como engraxate. Seria ridículo que alguém atribuísse ao presidente dos U.S.A os êxitos conquistados pelo rei do rock'n'roll, que faleceu no topo da glória, deixando para a filha uma fortuna incalculável. 

Bill Gates (1955) garotão da classe média americana, filho de advogado competente, iniciou os estudos em escolas públicas, elevou-se à Harvard, mas abandonou a universidade porque tinha um sonho a realizar. O resto é o que sabemos.  
Barack Obama (1961), negro e pobre, filho de um kenyano  muçulmano com uma americana, foi criado pela avó no Hawaii, estudou, formou-se, advogou e saiu batendo de porta à porta pedindo votos, e hoje é o que sabemos. 

Na web se pode encontrar milhares de exemplos de pessoas pobres e de todas as cores de pele que prosperaram na vida sem nem ao menos saberem da existência de Lula e do PT. A lista vem crescendo desde os tempos em que no céu só havia sete planetas. 

Essa conexão forçada com Lula (uma fraude que comporta todos os adjetivos desmerecedores) é tão destituída de fundamento quanto afirmar que o êxito do apedeuta mor do Brasil, Lula da Silva (1945) – o 7º dos oito filhos de um casal de lavradores analfabetos que viviam na miséria em Caetés - Pernambuco, deveu-se, em 1º lugar, ao presidente Getúlio Vargas, e mais tarde aos presidentes, Costa e Silva e Médici, ao tempo de 1969, quando Lula cortou um dedo e ingressou num Sindicato do ABC fazendo chantagens e extorsões a pretexto de defender salário digno para trabalhadores, aposentados e pensionistas, todos esquecidos e desmerecidos ao longo do seu governo e também do governo Dilma. 

É preciso honestidade para dizer a verdade: Larissa, assim como tantos outros brasileiros que trabalham e se esforçam por melhores dias, dentre as quais me incluo, não devemos nada a Lula, nem ao PT, nem mesmo ao Estado e muito menos aos contribuintes ou larápios, os que sustêm ou os que dilapidam o Estado brasileiro com todas as suas deficiências. Devemos a nós mesmos, e aos nossos familiares e amigos, esses que nos incentivaram ao longo da vida.  

É uma grotesca fraude tentar anular, de forma sub-reptícia, os êxitos e conquistas de um indivíduo que se esforça com zelo, empenho e diligência para conseguir, às duras penas, realizar seu sonho. 

Válido é, portanto, encerrar a minha intervenção, invocando o velho Goethe: Sim! A esta ideia atenho-me com firme persistência: A sabedoria impõe-me o seio da verdade; conquista a existência e a liberdade, somente quem todo dia a conquista. (Guethe, na lição final aprendida por Fausto). 


Tenho asco de pelegos e desdenho olimpicamente dos bajuladores baratos, puxa-sacos, lambedores de botas e também dos descarados que inventarem essa tese repugnante e insustentável, a quem eu ousaria sugerir: aprendam a lição final de Goethe e deixarão de ser um bando de tolos integrados às correntes de lacaios que obumbram, subvertem e corrompem a verdade, impunemente. 

Ruy Câmara
Escritor