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domingo, maio 28, 2017

RICOS X POBRES



São raros os esforços acadêmicos para explicar os motivos pelos quais os países pobres não se sentem responsáveis pelas misérias que afetam as suas gentes. Na América Latina, raros são os núcleos acadêmicos que abordam os problemas da pobreza de determinadas sociedades sem culpar as nações ricas pelos fracassos seculares das nações pobres. 

No bojo desse debate, os Estados Unidos, apesar de ser
uma nação democrática jovem, que orientou-se para o trabalho, para a multiplicação de conhecimentos e para o domínio de tecnologias que culminaram no aumento da sua produtividade e da sua prosperidade, são os alvos prioritários dos ataques desses núcleos.

Quem se der ao trabalho de examinar os fundamentos que norteiam o pensamento e as ações das nações ricas e das nações pobres, verá que o tempo de existência de uma dada nação não foi nem é determinante para a sua transformação, nem para o seu desenvolvimento e progresso. Citemos alguns exemplos, apenas para ilustrar:

Há 3 mil anos os fenícios já dominavam tecnologias de engenharia naval jamais vista e seu desenvolvimento
comercial foi tão intenso que se tornaram a maior potência comercial do planeta. Entre os séculos 10 e 1 a.C, os fenícios de Cartago, ou cartagineses, eram os únicos povos que tinham o domínio total dos negócios de cabotagem sobre toda a orla do Mediterrâneo. E hoje a região em que viviam os fenícios (Líbano e Síria) são nações devastadas, empobrecidas e condenados a promover o êxodo de milhões de indivíduos. 

Na África, berço da humanidade, existem atualmente mais de 10 milhares de monarquias nacionais e subnacionais
raquíticas, onde um indivíduo tem o poder supremo e é reconhecido como chefe de estado ou soberano local. Contudo, grande parte dos povos da África permanece ainda vivendo em condições primitivas em que viviam os seus ancestrais há dois mil anos. 

No Oriente Médio existem civilizações milenares dominadas ainda por patriarcas de mentalidade atrofiada, que estão arruinadas e há anos-luz, em matéria de desenvolvimento, do jovem Estado de Israel, criado logo após a 2ª Guerra, em 1948. 

Portugal e Espanha se lançaram nas grandes navegações, descobriram, colonizaram, dominaram e expropriaram meio mundo e hoje são nações insignificantes em termos geopolíticos e econômicos, quando comparadas com potências como os Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Inglaterra, Japão, China ou mesmo com os Emirados Árabes.

Nos últimos 500 anos, a Europa era o agente motor do desenvolvimento, da modernidade e concentrava as nações mais ricas do planeta, mas no final do século 20 a Ásia (outrora pobre e atrasada) passou a crescer e a se desenvolver de forma vertiginosa, superando os antigos impérios europeus. 

A mesma lógica também vale para os indivíduos. 

Após haver lido centenas de biografias de pessoas que ousaram, inovaram e com otimismo transformaram o mundo em que vivemos, compreendi que os mais aptos superam os inaptos porque são mais otimistas e mais motivados para soluções. Percebi também que a pobreza e a miséria das nações e dos indivíduos não são condições imutáveis, nem decorrentes somente do meio social ou das adversidades criadas pelas sociedades e pelos sistemas jurídico-políticos que regulam os países, mas por falta de capacidade individual de superação das adversidades da vida e da compreensão de que o imobilismo e a acomodação resultam sempre e inevitavelmente em pessimismo e fracasso. 

O mundo está repleto de histórias de jovens bens sucedidos que nasceram pobres, viveram a infância em lares desestruturados, mas se empenharam, pouparam recursos, alguns abandonaram seus estudos e ousaram investir as parcas economias em pequenos negócios que foram crescendo, crescendo, agigantaram-se nos mercados e se tornaram conglomerados empresariais ou mesmo impérios econômicos globais que superam o PIB de muitas nações do planeta. Outros herdaram fortunas e tiveram todas as oportunidades para se tornarem pessoas bem-sucedidas na vida, mas nada fizeram ou desperdiçaram tudo e passaram a depender da ajuda de familiares, amigos ou das esmolas estatais.

Há um aforismo conhecido na África que diz o seguinte: a mão que recebe está sempre por debaixo da mão que dá. E é verdade, mas várias nações pobres continuam com a mão estendida, esperando ajuda externa, como se a pobreza da sua gente fosse por culpa das nações ricas. 

Ora, a pobreza não deveria ser explorada para a prática da caridade social dos governos, porque ela é um agente de contaminação mental potencialmente violento, que infunde no espírito a sensação paralisante de incapacidade e mais, a pobreza é fácil de ser manipulada pela fantasia ideológica (comunista ou socialista) para ampliar a visão maniqueísta da sociedade (bem x mal, ricos x pobres; eles contra nós), visão que tanto seduz as massas de manobras a atentarem contra a paz, a ordem e contra o bem-estar geral. 

A generosidade e a solidariedade externa pode ajudar uma sociedade a superar problemas circunstanciais, como no caso de guerras, calamidades, catástrofes, etc, mas nenhuma ação humana é tão eficiente, tão efetiva e tão duradoura para a superação de qualquer adversidade quanto aquela em que os próprios indivíduos se habilitam a se erguem por si mesmos para superar a miséria sem contar com as esmolas alheias. 

Ruy Câmara

Escritor




















quarta-feira, novembro 09, 2016

TRUMP: DA FRITURA À VITÓRIA

Há meses eu ouço com espanto inúmeros comentaristas que pensam conhecer os EUA apenas porque passaram alguns dias na cosmopolita New York ou em Miami, gente que nunca se ocupou com a história daquele país, opinando às tontas na imprensa (apenas por ouvir dizer) sobre geopolítica ou sobre sociedade americana. 

Testemunhei ao longo de 1 ano e 8 meses de campanha eleitoral, Trump sendo torrado pela combustão de tintas e papeis incendidos pelos sopros das vozes inconformadas de boa parte da imprensa mundial. Durante esse período, todos os americanos tiveram a chance de conhecer as propostas, ideias e até mesmo as idiossincrasias de cada candidato. 

A pergunta que eu faria hoje aos inconformados é simples: por que os americanos elegeram Trump e não Hillary? Ora, é óbvio que o elegeram porque com ele se identificaram e aprovaram a sua plataforma, o seu programa, a sua postura crítica e até mesmo o seu topete cafona de velho vaidoso e autoconfiante.

Tive a sorte de viver nos EUA e de me aprofundar na sua longa e sinuosa história. Talvez por isso eu comprendo os motivos que impingem os americanos a não perdoar líderes fracos, traídores ou covardes. A história mostra que aquele líder que comprometeu ou ousar prejudicar a Nação com inação, populismos, mentiras ou frouxidão, foi ou será abatido num piscar de olhos. 

Quem se assustou com as idiossincrasias de Trump, desconhece que os EUA têm as mais sólidas instituições democráticas do planeta, todas elas estruturadas, guiadas e obedientes aos fundamentos constitucionais seculares, de modo que um presidente nos EUA não pode fazer o que pretende sem a aprovação das instituições jurídico-políticas e sociais do Estado americano. 

Ademais, o cargo de presidente nos EUA tem uma liturgia que praticamente não muda desde a carta de Thomas Jefferson e o povo americano é muito atento a essa liturgia. O poder do presidente dos EUA tem limites claros e suas responsabilidades são ainda mais claras. 

Parece certo dizer que, o que mais vem inquietando os comentaristas da banda pobre e conflituosa do mundo, não é o tema polêmico da imigração, nem a duvidosa tese do aquecimento global, e sim os discursos de campanha de um candidato que ousou afrontar todo o establishment ou melhor, a ordem ideológica, econômica, política, acadêmica e até mesmo a jurídica que regula a sociedade americana.

Trump foi o escolhido pelo contribuinte americano por seus méritos, suas crenças e convicções, e nessa escolha não pesou as oponiões dos brasileiros, latinos, asiáticos e outros. Portanto, Trump tem o dever de governar a América para os americanos, zelando pelos interesses daquela nação e da sua gente. 

É fato incontestável que nenhuma nação do planeta pode suportar o peso social e o impacto cultural de 39 milhões de imigrantes, dentre os quais aparecem 12 milhões vivendo ilegalmente e às custas do contribuinte que trabalha e paga seus impostos. Além disso, há 2 milhões de imigrantes ilegais criminosos cumprindo suas penas na penitenciárias que são mantidas pelo contribuinte.  Atualmente são 1,8 milhões de brasileiros vivendo ilegalmente nos EUA. Ora, o Brasil que se desenvolva e se promova para garantir a subsistência dos cidadãos brasileiros em solo brasileiro. O mesmo vale para as demais nações.

A Europa sempre foi incompetente em matéria de paz e de tolerância. O Reino Unido, após a vitória do "brexit", foi o primeiro a votar contra a onda de imigração latina, asiática e muçulmana. A França, com a sua incorrigível covardia, já declarou-se contra o acolhimento dos refugiados do velho mundo; e a Alemanha, nação que convive com um insuperável drama de consciência, já está arrependida por haver sido tão tolerante com os imigrantes. 

O Canadá tem hoje 6,5 milhões de imigrantes e já avisou que não suporta mais esse peso social. Com certeza, em breve terá, obrigatoriamente, de tomar providências, do contrário cada cidadão canadense sofrerá o impacto dessa omissão governamental pagando mais impostos para suster o peso social dos imigrantes sobre o Estado.

Trump não venceu somente Obama, Hillary e Clinton. Ele venceu todos os DEMOCRATAS, venceu a maioria dos caciques do próprio partido, REPUBLICANOS e foi eleito presidente por méritos próprios, lutando praticamente sozinho contra toda a máquina governamental americana; contra a opinião apressada de grande parte dos comentaristas políticos de outras nações, notadamente dos comentaristas franceses, germânicos, latinos, asiáticos e brasileiros. O recado dos americanos para o mundo foi claro: os EUA não toleram líderes populistas. 

O sonho americano, outrora levado nas carroças dos velhos ingleses para o Oeste, levantou-se mais uma vez em toda a América com a eleição de Trump. Tanto é verdade a inconformação dos eleitores americanos que, nessas eleições optaram por renovar toda a Câmara e 1/3 do Senado, tendo Trump o apoio da maioria do novo Congresso. 

Ele, com a sua ousadia, estraçalhou todos os prognósticos e jogou na lixeira todas as apostas contrárias à sua vitória. Seu lema de campanha (fazer a América grande de novo) conquistou os americanos de todas as cores, crenças e origens, mas para os não-americanos ou invejosos antiamericanos, seu lema implica impor perdas a todos as nações, rivais potenciais dos Estados Unidos, a começar pela China, seguida pelo México e por outras que se beneficiaram com o declínio da era Obama.

Mais do que todos os ex-presidentes, Trump sabe que o negócio da América são os negócios, por isso, não há dúvidas de que ele, com a sua fibra, coragem e experiência vivida como homem de grandes negócios, será um dos mais importantes presidentes da grande pátria americana. 


Talvez seja desnecessário dizer que, quem o elegeu sabe que ele será o presidente mais rico da história dos Estados Unidos, afinal, sua fortuna, estimada neste ano pela Revista Forbes em US$ 3,7 bilhões, supera a renda e o patrimônio de todos os seus antecessores juntos. Mas, por haver sido eleito tão somente pelo povo americano, seu dever é governar a América para os americanos e não para os imigrantes que por lá vivem às custas do contribuinte que trabalha, que empreende e tem a tradição de doar parte da sua riqueza para desenvolver as intiuições do seu país.

Como bem o disse Obama: “Campanha eleitoral é uma escaramuça intramuros e já terminou. Agora é hora de união, afinal, não somos somente democratas ou republicanos. Somos primeiro americanos e patriotas." 

E Hillary Clinton foi precisa ao dizer: “devemos aceitar o resultado e olhar para o futuro. Trump venceu e estamos prontos para ajudá-lo no que for preciso." Ou seja, disseram, noutras palavras, que toda aquela encenação faz parte dos jogos políticos; faz parte da dramaturgia eleitoral para conquistar do eleitor, de modo que, não será surpresa quando o cotidiano da Casa Branca revelar um Trump paz e amor.   

O revezamento no poder é salutar e a vitória de Trump mostrou ao mundo que a fronteira entre o sonho-realista de uma nação independente e a realidade factual do seu entorno, não é só uma questão de autoafirmação ou de vaidade, mas de percepção, condução e de comando, afinal, o mundo com a presença de Trump no comendo dos EUA não será melhor, nem pior do que já foi ou é. 

Ruy Câmara, é escritor e sociólogo

http://blogdoescritorruycmara.blogspot.com.br/2016/11/trump-da-fritura-vitoria.html

quinta-feira, março 12, 2015

USA despierta en la pesadilla venezolana, por Juan Carlos Sosa Azpúrua


En 2003, me encontraba en Madrid demandando al régimen de Chávez por crímenes de terrorismo de Estado y Lesa Humanidad. Nuestra premisa se basaba en la persecución política sistemática que estábamos sufriendo en Venezuela aquellos que no comulgábamos con la ideología que se estaba implementando totalitariamente. 


Se acumulaban las estadísticas de muertos y heridos que, directa e indirectamente, eran la consecuencia de un lenguaje de odio; una rabia hecha discurso desde las más altas esferas del poder, acompañado de la patente de corso conferida a los agentes del régimen para cometer sus crímenes con impunidad. 

Allí en España recibí al Wall Street Journal, que me hizo una entrevista para conocer más a fondo los delicados asuntos que estaba este periódico por revelar y que demostraban el altísimo grado de peligrosidad que representaba el régimen chavista para la seguridad del planeta (http://bit.ly/1C6Jsup). 

La publicación estadounidense venía investigando los nexos del régimen con grupos extremistas islámicos, así como su activa colaboración con las actividades de los carteles de la droga colombianos, camuflados en movimientos guerrilleros. Sugería Mary Anastasia O'grady, editora para las Américas del Wall Street Journal, que el comisionado de la CIA para asuntos Latinoamericanos, Fulton T. Armstrong, debía ser depuesto de su cargo por rehusarse a hablar en una audiencia parlamentaria sobre "tendencias políticas y económicas en el hemisferio occidental”. 

El riguroso diario estadounidense afirmaba que no era momento para tomarse a la ligera "la peligrosa amenaza para la seguridad nacional de los Estados Unidos" que constituía el régimen, que lideraba en aquel entonces Hugo Chávez. Citó las acciones judiciales que estábamos impulsando en España (y que finalmente fueron remitidas por su Audiencia Nacional a la Corte Penal Internacional de la Haya), y mencionó la información que le suministré, que era parte del material probatorio que sustentaba nuestra demanda legal, que corroboraba la preocupación del Wall Street Journal sobre la poca atención que le estaba prestando la CIA a estos temas. 

Durante la entrevista salieron a flote, entre otras amenazas, la nefasta influencia del Foro de Sao Paulo en la desestabilización del continente, el cómo sentaba en su Junta Directiva a connotados guerrilleros y narcotraficantes, entre ellos figuras prominentes que formaban parte del régimen chavista; también el equipamiento bélico de las fuerzas de choque, los denominados "círculos bolivarianos"; el adoctrinamiento ideológico marxista en las escuelas venezolanas, así como la presencia de guerrilla colombiana y grupos terroristas islámicos en nuestro territorio. 

La lista de peligros era larga y suficiente para justificar plenamente la activación de una política internacional seria y efectiva que pusiera énfasis en la necesidad de desenmascarar al régimen chavista y ponerle fin al mismo, a través de mecanismos institucionales avalados por los estatutos jurídicos vigentes en el planeta y vinculantes extraterritorialmente. 

Para aquel entonces, Estados Unidos se encontraba en el centro del infierno, ya que su guerra en el Medio Oriente estaba en su momento cumbre y las presiones que recibía por parte de la comunidad internacional eran más parecidas a una avalancha que a cualquier otra cosa. 

Para oscurecer el cuadro, las cotizaciones del petróleo tenían un sostenido ascenso, la geopolítica de Eurasia, el rol de China en los mercados, la debilidad del dólar y la multiplicidad de crisis internas fueron suficientes elementos para distraer la atención del gobierno norteamericano respecto a lo que estaba gestándose en su propio continente: un feto criminal con rasgos supra hemisféricos, concebido por Fidel Castro y financiado con petrodólares venezolanos. 

Aquí en Venezuela, caímos en un agujero negro que nos fue chupando como fideos con su energía devastadora. Tras los sucesos de abril 2002, el régimen intensificó la presencia cubana en todos los organismos del Estado, incluyendo principalmente el aparato de inteligencia e identificación nacional y la estructura electoral, para garantizar el monopolio absoluto de las variables necesarias para consolidar su poder y conservarlo indefinidamente. 

La dinámica política fue degradándose a pasos acelerados. Desmantelada PDVSA, destruida la fuerza sindical, infiltrados los partidos y ONGS, inyectado el virus de la corrupción en las arterias del cuerpo social y económico (gracias a la lluvia de petrodólares precipitándose torrencialmente en las arcas del ejecutivo); se orquestaron fraudes sistemáticos que erosionaron la poca institucionalidad que aún sobrevivía. Se implantó una matriz de opinión deliberada, con la única idea de lavarle el cerebro a la sociedad civil, convenciéndola que las luchas políticas eran asunto exclusivo de los partidos, y que nada que tuviera peso en la vida del país podía ser de su incumbencia. 

La política se hizo sinónimo de elecciones. Los asuntos de Estado se relegaron a las sombras de la nada, y los únicos temas que captaron la atención nacional fueron asuntos subalternos, todos consecuencias de una causa que se hizo anatema. 

La naturaleza criminal del régimen y su esencia totalitaria no parecían importarle a quienes manejaban los hilos de la política venezolana, y aquellas denuncias hechas por el Wall Street Journal, que tan acertadamente resumían nuestras acciones legales en las cortes internacionales, simplemente pasaron sin pena ni gloria, como un soplido de viento que no despeinó la consciencia de nadie.  
Y pasaron los años, doce para ser exactos, y aquí nos encontramos. 

Hoy Venezuela es irreconocible. Las cifras de muertos y heridos son tan largas que cuesta tabularlas sin morir de tristeza. Somos el país más corrupto del planeta, más inseguro para la vida y para las inversiones. Nuestra moneda es de agua y la inflación la gasifica, la infraestructura es una fractura de guerra, los cerebros emigran como aves en invierno. El dinero de la droga es el cemento que levanta centros comerciales y restaurantes, robusteciendo las cotizaciones de unos bienes raíces que no se venden tan caros ni en Park Avenue. En las cárceles se hacinan los inocentes, presos sin delito; mientras en el poder están los más peligrosos delincuentes. Las calles podrían ser rojas, porque es demasiada la sangre derramada por jóvenes que han luchado por la libertad que nadie, salvo ellos y un puñado más, parece apreciar. 

Dentro de este escenario dantesco, las ilusiones se debilitan por falta del sustento que les podría dar vida. Y ese sustento es la coherencia que no existe en el liderazgo nacional. Salvo excepciones, la misma nube negra que cubre todas las variables importantes que dan existencia a nuestra sociedad, tapa por completo el espectro de la política. Estamos en el momento más peligroso de todos, porque si la ilusión se desvanece, entonces lo que sigue es la resignación, y con ese espíritu apagado ningún país se levanta. 

Este nueve de marzo, Estados Unidos emitió un decreto ejecutivo que rescata el sentimiento que debió despertarse aquel lejano año de 2003, cuando el Wall Street Journal hizo su grave advertencia. 

La orden ejecutiva del presidente Barack Obama resume perfectamente lo que nos pasa: "declaro que la situación en Venezuela, incluida la erosión de garantías constitucionales por parte del Gobierno de Venezuela, la persecución de los oponentes políticos, el constreñimiento de la libertad de prensa, el empleo de la violencia y las violaciones y abusos de derechos humanos en respuesta a las protestas antigubernamentales, y el arresto y la detención de manifestantes antigubernamentales, así como el agravante de una corrupción pública significativa, constituye una amenaza inusual y extraordinaria a la seguridad nacional y a la política externa de Estados Unidos, y yo por la presente declaro emergencia nacional para abordar esa amenaza." 

Aunque formalmente se trata de una acción puntual, dirigida a siete gánsteres del régimen, la motivación inequívoca es más trascendental y afecta la médula del problema: Venezuela está secuestrada por un régimen forajido que viola sistemáticamente los derechos humanos y constituye una amenaza no solamente para los venezolanos, sino también para la humanidad entera, incluyendo obviamente a los Estados Unidos. 

Cuando una organización criminal controla el poder de una nación y se vale de las instituciones del Estado para cometer sus fechorías, los problemas de seguridad se incrementan aceleradamente en ritmos que van escalando fronteras. Y es mucho peor el problema, si ese secuestro criminal se da en un país que controla unas reservas energéticas de escala planetaria y con posición geopolítica estratégica, que ha creado vínculos con células terroristas e ideológicamente nefastas, usando su jurisdicción territorial como puente terrestre, marítimo y aéreo para la droga que destruye vidas en América y Europa. 

Cuando un país sufre semejante tragedia, el calor de su destrucción evapora cualquier noción de soberanía y autodeterminación. No tiene caso siquiera considerar a dicho país como una nación soberana, ya que ningún tipo de soberanía califica cuando la voluntad libre para escoger un sistema u otro no es una variable en la ecuación que determina si el estado de cosas amerita una intervención radical. 

La violación sistemática de los derechos humanos, el terrorismo de Estado que persigue y suprime la libertad de consciencia y el libre proceder; en pocas palabras, la presencia indiscutible de un sistema que atenta contra la dignidad de las personas en su esencia nuclear, es una premisa que justifica la preocupación del mundo y el accionar concreto de cualquier país que se sienta amenazado. 

La acción ejecutiva de Obama con relación a Venezuela es el pago de una deuda que tenía intereses moratorios. El hecho de ser la primera potencia mundial es motivo de orgullo para Estados Unidos, pero también una gran responsabilidad para con el planeta. 

El mensaje es oportuno y muy significativo. Estados Unidos se está comportando con seriedad y compromiso con las causas que realmente importan a la hora de definir el tipo de mundo que deseamos vivir, y los valores que hemos de defender para alcanzarlo. 

El país norteamericano no está entrometiéndose en un asunto que no le incumbe. Por el contrario, si Estados Unidos no se pronunciase sobre lo que está ocurriendo en Venezuela, debería sentir vergüenza. 

Y esa es la misma vergüenza que necesariamente debe abrogársele a todo venezolano que no se conecte con la profundidad de esta realidad. No se trata de tener injerencia foránea en asuntos de política interna de un país, esto sí debe evitarse. Aquí están en juego los valores fundamentales de la civilización mundial que afectan el equilibrio del planeta. 

Venezuela está a punto de extinguirse, para darle paso a un espectro tiránico donde el hombre es más parecido a un animal que a un hombre. Y eso que nos carcome como sociedad, es un virus que se exporta, y que al entrar en contacto con cualquier país, le produce lo mismo que nos está haciendo a nosotros. Por eso no es, ni debe ser jamás, un asunto de política interna, aislado de la comunidad de naciones. 

Venezuela no es el problema; es el sistema criminal que la secuestró el que debe confrontarse y erradicarse. Estados Unidos lo ha comprendido finalmente, bastante tarde a mi parecer (pero mejor tarde que nunca). 

Lo insólito es que haya sido Estados Unidos y no Venezuela (nosotros venezolanos), la responsable del primer pitazo. Es francamente preocupante la reacción de la dirigencia política nacional a la acción ejecutiva de Obama. Hemos visto con consternación el cómo estas reacciones reflejan un total desprecio o desconocimiento de nuestra realidad, confirmando lo que venimos sosteniendo desde hace años: que la política en Venezuela consiste en hacer elecciones fraudulentas y punto. 

La gravedad de la tragedia amerita un abordaje urgente de estos asuntos, dejando de lado cualquier otro tema subalterno. 

En conclusión, se necesita para ayer la reacción sonora y contundente de la sociedad venezolana. Llegó la hora de retomar los asuntos vitales para nuestra superviviencia y llevarlos a cada uno de los diversos escenarios del país, haciéndonos -todos y cada uno de nosotros- los protagonistas de la historia. 

La política es algo demasiado importante como para dejársela en exclusividad a los políticos... especialmente si es un asunto de vida o muerte.

Juan Carlos Sosa Azpúrua é Escritor; Empresario; Editor y Abogado especialista en Negociación y Resolución de Conflictos; Energía, Petróleo y Geopolítica Internacional de la Energía.

segunda-feira, fevereiro 09, 2015

FRUSTRANTE COMPARAÇÃO

É frustrante comparar os investimentos em EDUCAÇÃO nos EUA com os investimentos no Brasil, pela desproporção das suas grandezas. Vejamos a disparidade: 

No orçamento (PLOA 2015) o governo Dilma provisionou apenas R$ 56,48 bilhões para todo o sistema de Educação Básica; Educação Profissional e Tecnologia: Superior, Pós, Pesquisa e Extensão no Brasil. 

Ora, apenas STANFORD, uma universidade em Palo Alto, no Vale do Silício, dispões de um orçamento de R$ 21,4 bilhões de dólares, equivalente a R$ 57,78 bilhões de Reais. Ou seja, o orçamento dessa universidade é maior do que todo o orçamento do Governo Federal para a Educação, sendo ainda 2.4 vezes maior do que o orçamento do Estado do Ceará para 2015. 

E se incluirmos HARVARD, com orçamento equivalente a R$ 91,8 bilhões + YALE, com orçamento de R$ 61 bilhões + UNIVERSITY OF TEXAS, com R$ 60 bilhões + PRINCENTON, com R$ 50 bilhões; podemos afirmar que, somente 5 universidades particulares nos EUA (dentre mais de 500 outras) dispõem de R$ 320 bilhões, ou seja, 5.6 vezes mais do que todo o orçamento do Brasil para a Educação. É possível comprar? 

Concluo esta reflexão afirmando: muitos doutores e mestres no Brasil precisam sair da CAVERNA DE PLATÃO para entender o óbvio, ou seja: a ignorância da massa brasileira; o populismo xenófobo dos governos rudes; o peleguismo fomentado por políticos ordinários; e a endemia da miséria social no Brasil são consequências diretas da precariedade dos investimentos em Educação em todos os níveis. 

Ruy Câmara  
Escritor
http://blogdoescritorruycmara.blogspot.com.br/2015/02/uma-frustrante-comparacao.html


Visita in-loco:

Stanford



Harvard

Ver os links abaixo: 

Orçamento do Estado do Ceará - Exercício 2015:

Orçamento da União - Exercício 2015
http://www.planejamento.gov.br/secretarias/upload/Arquivos/sof/PLOA2015/Volume_I_PLOA_2015.pdf

STANFORD UNIVERSITY - PALO ALTO

quarta-feira, outubro 02, 2013

FIASCO RETUMBANTE DA EDUCAÇÃO NO BRASIL

A USP, a única universidade do Brasil que aparecia entre as 200 melhores do mundo, despencou 68 casas no ranking universitário do (Times Higher Education), passando do 158º lugar em 2012 para o grupo de 226º a 250º lugar.

A Unicamp também despencou, passando do 251º a 275º lugar (em 2012) para 301º a 350º lugar.

Os Estados Unidos, tão caluniados e invejados por gente dessa esquerda xenófoba e idiotizada, continuam dominando o ranking, colocando simplesmente 77 universidades no rol das 200 melhores do mundo.

O que Dilma/Lula, com toda essa petralhada escroque e lacaia, tem a dizer sobre o fiasco retumbante da educação brasileira?

Ruy Câmara

sexta-feira, novembro 09, 2012

ESPAÇOS VAZIOS NA CIA E NO CORAÇÃO DE UM HEROI




ESPAÇOS VAZIOS NA CIA E NO CORAÇÃO DE UM HEROI




A vida de um general de guerra, de um agente da CIA ou a vida de um escritor consciente do seu ofício é, na melhor das hipóteses, uma vida de solidão e o amor quando brota no íntimo de um solitário, rasga seu peito com inpiedade, tal como fazem as raízes de uma roseira, que logo mostram um caule de espinhos sustentando uma bela rosa vermelha. 


As notícias dão conta de que o general da reserva do glorioso exército dos EUA, David Petraeus, chefe da CIA desde setembro de 2011, renunciou hoje ao importante cargo em função de um RELACIONAMENTO EXTRACONJUGAL. 


Eis o que o general escreveu em sua carta de renúncia entregue ao Barak Obama. 



Após ter sido casado por 37 anos, eu mostrei extremamente o meu pouco juízo ao me envolver num caso extraconjugal. Tal comportamento é inaceitável, tanto como marido, quanto como líder de uma organização como a nossa. 

O que é isso? O homem que comandou a guerra após o atentado de 11 de Setembro; que foi o líder de 140 mil soldados da força internacional no Afeganistão; sem contar as missões perigosas e suicidas da qual tomara parte nos territórios de guerras, renunciou hoje a um dos cargos mais importantes do mundo porque envolveu-se numa relação extraconjugal após 37 anos de casado com a Srª Virginia, mãe dos seus dois filhos adultos? Creio que nem mesmo a Srª Virginia o perdoará pelo rigor e severidade moral com que seu marido se puniu. 

No Brasil dos petralhas, dos políticos salafrários e dos bandos de marginais que atuam no Congresso Nacional, tal situação é impensável. Aqui os quadrilheiros da política são flagrados roubando a nação, extorquindo empresários, praticando corrupção e quando são denunciados pelo Ministério Público, com fartura de provas incontestáveis, ainda ousam permanecerem nos cargos até o tombo final, alegando inocência e mentindo descaradamente e ainda contam com a conivência e cumplicidade de gente graúda do poder. 

Qualquer cidadão americano tem consciência de que o exército dos EUA o treinou para ser um soldado honrado, digno, cumpridor das suas missões e notadamente preparado para MATAR centenas ou milhares de pessoas com uma ordem ou um disparo. Mas ninguém daquela academia (US Army) ensinou ao oficial, David Howell Petraeus, mestre e doutor em Relações Internacionais pela Princeton, que os sentimentos, paixões, ódios, desejos, preferências e as dores do amor que precedem o SER são determinidades puramente humanas que estão no âmbito exclusivo do indivíduo, da intimidade de cada um, e pouco diz respeito às questões de Estado, senão à questão MORAL, que nesse caso é de foro íntimo. 

Tivesse ele em guerra e mandado despachar milhares de afegãos, cazaquistãos, iraquianos ou líbios para o éter, não estaria sofrendo essa crise de consciência; não estaria em julgamento nenhuma questão MORAL contra si, e provavelmente o inocente general ainda seria distinguido com as medalhas de bravura e as horas militares que os governos concedem aos heróis da pátria. 

Ao renunciar ao cargo de líder do Serviço Silencioso da Nação americana, David Howell Petraeus ignorou solene aquilo que o genial escritor, Leon Bloy, externou um dia, não exatamente com as mesmas palavras da sua carta de renúncia, mas com o mesmo sentimento de quem tardiamente descobriu que há espaços vazios no coração de um homem que ainda não possuem existências, e neles o amor e o sofrimento penetram para que outros espaços possam existir com plenitude. 

Parece certo dizer que a lógica que norteia a vida e o amor, com direito a desfrutá-lo nas tremuras da carne, está completamente invertida diante de um paradoxo que se afirma com autarcia: Matar em tempos de guarra pode; amar em tempos de paz não pode! Eis uma questão moral que nem mesmo a intelligentsia americana, por mais suprema que se presuma, conseguirá deslindar. 

Ruy Câmara


Escritor



http://blogdoescritorruycmara.blogspot.com.br/2012/11/espacos-vazios-na-cia-e-no-caracao-de.html