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domingo, maio 28, 2017

RICOS X POBRES



São raros os esforços acadêmicos para explicar os motivos pelos quais os países pobres não se sentem responsáveis pelas misérias que afetam as suas gentes. Na América Latina, raros são os núcleos acadêmicos que abordam os problemas da pobreza de determinadas sociedades sem culpar as nações ricas pelos fracassos seculares das nações pobres. 

No bojo desse debate, os Estados Unidos, apesar de ser
uma nação democrática jovem, que orientou-se para o trabalho, para a multiplicação de conhecimentos e para o domínio de tecnologias que culminaram no aumento da sua produtividade e da sua prosperidade, são os alvos prioritários dos ataques desses núcleos.

Quem se der ao trabalho de examinar os fundamentos que norteiam o pensamento e as ações das nações ricas e das nações pobres, verá que o tempo de existência de uma dada nação não foi nem é determinante para a sua transformação, nem para o seu desenvolvimento e progresso. Citemos alguns exemplos, apenas para ilustrar:

Há 3 mil anos os fenícios já dominavam tecnologias de engenharia naval jamais vista e seu desenvolvimento
comercial foi tão intenso que se tornaram a maior potência comercial do planeta. Entre os séculos 10 e 1 a.C, os fenícios de Cartago, ou cartagineses, eram os únicos povos que tinham o domínio total dos negócios de cabotagem sobre toda a orla do Mediterrâneo. E hoje a região em que viviam os fenícios (Líbano e Síria) são nações devastadas, empobrecidas e condenados a promover o êxodo de milhões de indivíduos. 

Na África, berço da humanidade, existem atualmente mais de 10 milhares de monarquias nacionais e subnacionais
raquíticas, onde um indivíduo tem o poder supremo e é reconhecido como chefe de estado ou soberano local. Contudo, grande parte dos povos da África permanece ainda vivendo em condições primitivas em que viviam os seus ancestrais há dois mil anos. 

No Oriente Médio existem civilizações milenares dominadas ainda por patriarcas de mentalidade atrofiada, que estão arruinadas e há anos-luz, em matéria de desenvolvimento, do jovem Estado de Israel, criado logo após a 2ª Guerra, em 1948. 

Portugal e Espanha se lançaram nas grandes navegações, descobriram, colonizaram, dominaram e expropriaram meio mundo e hoje são nações insignificantes em termos geopolíticos e econômicos, quando comparadas com potências como os Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Inglaterra, Japão, China ou mesmo com os Emirados Árabes.

Nos últimos 500 anos, a Europa era o agente motor do desenvolvimento, da modernidade e concentrava as nações mais ricas do planeta, mas no final do século 20 a Ásia (outrora pobre e atrasada) passou a crescer e a se desenvolver de forma vertiginosa, superando os antigos impérios europeus. 

A mesma lógica também vale para os indivíduos. 

Após haver lido centenas de biografias de pessoas que ousaram, inovaram e com otimismo transformaram o mundo em que vivemos, compreendi que os mais aptos superam os inaptos porque são mais otimistas e mais motivados para soluções. Percebi também que a pobreza e a miséria das nações e dos indivíduos não são condições imutáveis, nem decorrentes somente do meio social ou das adversidades criadas pelas sociedades e pelos sistemas jurídico-políticos que regulam os países, mas por falta de capacidade individual de superação das adversidades da vida e da compreensão de que o imobilismo e a acomodação resultam sempre e inevitavelmente em pessimismo e fracasso. 

O mundo está repleto de histórias de jovens bens sucedidos que nasceram pobres, viveram a infância em lares desestruturados, mas se empenharam, pouparam recursos, alguns abandonaram seus estudos e ousaram investir as parcas economias em pequenos negócios que foram crescendo, crescendo, agigantaram-se nos mercados e se tornaram conglomerados empresariais ou mesmo impérios econômicos globais que superam o PIB de muitas nações do planeta. Outros herdaram fortunas e tiveram todas as oportunidades para se tornarem pessoas bem-sucedidas na vida, mas nada fizeram ou desperdiçaram tudo e passaram a depender da ajuda de familiares, amigos ou das esmolas estatais.

Há um aforismo conhecido na África que diz o seguinte: a mão que recebe está sempre por debaixo da mão que dá. E é verdade, mas várias nações pobres continuam com a mão estendida, esperando ajuda externa, como se a pobreza da sua gente fosse por culpa das nações ricas. 

Ora, a pobreza não deveria ser explorada para a prática da caridade social dos governos, porque ela é um agente de contaminação mental potencialmente violento, que infunde no espírito a sensação paralisante de incapacidade e mais, a pobreza é fácil de ser manipulada pela fantasia ideológica (comunista ou socialista) para ampliar a visão maniqueísta da sociedade (bem x mal, ricos x pobres; eles contra nós), visão que tanto seduz as massas de manobras a atentarem contra a paz, a ordem e contra o bem-estar geral. 

A generosidade e a solidariedade externa pode ajudar uma sociedade a superar problemas circunstanciais, como no caso de guerras, calamidades, catástrofes, etc, mas nenhuma ação humana é tão eficiente, tão efetiva e tão duradoura para a superação de qualquer adversidade quanto aquela em que os próprios indivíduos se habilitam a se erguem por si mesmos para superar a miséria sem contar com as esmolas alheias. 

Ruy Câmara

Escritor




















terça-feira, outubro 14, 2014

A SORDIDEZ DO VOTO EM DILMA



Uma pessoa analfabeta, sem formação, sem profissão definida, sem recursos para suster sua família, sem informação alguma e que escapa com a bolsa miséria, admite-se que, por ignorar os fatos que estarrecem a Nação, acabe recebendo alguma vantagem para votar em Dilma ou em alguém do PT.


Mas uma pessoa esclarecida, que tem conhecimento, formação escolar, discernimento, abundância de informações e que testemunha diariamente tantos escândalos vergonhosos perpetrados pela quadrilha de delinquentes do PT, essa pessoa só vota em Dilma ou no PT se for intencionalmente desonesta, desdotada de um mínimo de senso crítico ou de total descompromisso com os mais sutis princípios éticos e morais que embasam uma civilização.

Diante de assaltos continuados que ultrapassam 10 bilhões de dólares só de propina para a quadrilha federal liderada por Dilma, é impossível que um cidadão decente e civilizado se mantenha indiferente e ainda seja capaz de defender esse tipo de conduta ordinária. 


Não consigo esconder de ninguém a minha indignação e repúdio quando vejo gente esclarecida atuando nas escolas, universidades e academias em defesa da quadrilha liderada por Dilma, essa presidente ordinária e mentirosa que desmoraliza a sociedade, que acoberta bandidos e, para se manter no poder, torna-se conivente e cúmplice de tantos canalhas e larápios que há 12 anos dilapidam a Nação brasileira impunemente.

Na atual conjuntura e diante de milhares de escândalos apurados e comprovados ao longo do desgoverno petista, votar em Dilma ou em alguém do PT é reafirmar para si próprio um sórdido e inescrupuloso compromisso antirepublicano, antiético a imoral. 

Essa pessoa está dizendo com todas as letras: ESTOU DE PLENO ACORDO QUE A QUADRILHA DO PT LIDERADA POR DILMA, CONTINUE SAQUEANDO, ASSALTANDO E ROUBANDO O BRASIL E O POVO BRASILEIRO.





quinta-feira, setembro 22, 2011

SEU LUIZ E SUAS TRÊS FRANCISCAS

O Idoso, Luiz Costa Oliveira, de 90 anos, tem 36 filhos com mulher, cunhada e sogra no Rio Grande do Norte.

Aliny Gama - Especial para o UOL Notícias - Maceió

  • Luiz Costa Oliveira, 90, ao lado das três Franciscas - mulher, cunhada e sogra - com quem tem 36 filhos


Luiz Costa Oliveira, 90, ao lado das "três Franciscas" - mulher, cunhada e sogra - com quem tem 36 filhos.


Aparentemente, as sertanejas Francisca Maria da Silva, 89, Maria Francisca da Silva, 69, e Ozelita Francisca da Silva, 58, têm uma vida comum para quem mora no interior do Nordeste, dedicando todo o tempo para cuidar das casas onde vivem. Além do fato de serem mãe e filhas, as três dividem casa, comida e carinho com o mesmo marido há mais de 40 anos.

O agricultor aposentado Luiz Costa de Oliveira, 90, vive maritalmente com a mulher, com a cunhada e com a sogra no município de Campo Grande (270 km de Natal), e com as três teve nada menos que 36 filhos. Outros 17 vieram do primeiro casamento. Além da meia centena oficial, existem ainda outros três, dos quais ele não tem certeza da paternidade. Mas também não nega.

A filha mais nova de seu Luiz tem 13 anos, o mais velho, 54. A lista de membros da nova família Oliveira é extensa. A primeira mulher do trio, Maria Francisca, é mãe de 17 filhos. Em seguida, no segundo casamento com a irmã da esposa, Ozelita, foram mais 15. Para não perder a oportunidade, ainda fez um filho com a sogra, dona Francisca Maria. “Tempo desses apareceram mais três dizendo que ‘era’ meu, mas não tenho certeza, mas também não vou negar”, disse Oliveira.

Apesar da grande quantidade de filhos, apenas 38 estão vivos, e a maioria mora em Campo Grande. A lista de herdeiros aumenta com o número de netos. São 100 netos e 60 bisnetos.

Três mulheres

Seu Luiz conta que a relação com as três mulheres começou depois que ele ficou viúvo da primeira mulher e “se juntou” com Maria Francisca da Silva, a “Francisca Velha”. “Fiquei com 17 filhos para criar, e a ‘véia’ se prontificou a me ajudar. Logo depois começaram a vir os nossos filhos”, disse, explicando que a cunhada, Ozelita, vinha cuidar da irmã no período de resguardo e também "dava assistência” a ele.

“Não escondo que sempre fui namorador. A melhor coisa do mundo é mulher, e meu divertimento era namorar. Preferi que meus namoros ficassem em casa, e elas se entenderam. Nunca houve uma briga, pois eu lembro muito bem que dava conta de todas, além de trabalhar muito na roça para sustentar todos os meus filhos. Nunca faltou nada para ninguém”, disse.


O homem conta que o início do namoro com a sogra também aconteceu no período de resguardo da mulher e da cunhada. Ele tem apenas um filho com ela. A cunhada e “segunda mulher” de Oliveira, Ozelita, conta que o segredo de dividir o marido é a união da família e o amor por igual que ele tem. “Nunca houve distinção. O jeito conquistador dele conseguiu a paz e a união da nossa família. A gente não tem ciúme porque a gente sabe da dedicação dele por todas nós”, disse, ressaltando que as três Franciscas não aceitariam dividir com mais outra pessoa o amor de Oliveira. “Ia ter briga se ele arrumasse uma amante, com certeza.”

Duas casas

Com uma família maior que a tradicional, seu Luiz conta que vive com a mulher em uma casa e mantém a cunhada e a sogra numa outra próxima. Ele diz que tenta distribuir seu tempo para dar assistência às duas casas.
“Antes eram as três mulheres juntas. Mas como são muitos filhos, meu pai conseguiu comprar uma casa mais nova e deu para a minha tia”, disse Cosme da Silva Costa, 18, um dos filhos.