sexta-feira, agosto 18, 2017

REFORMISTAS LIBERAIS x COMUNO-SOCIALISTAS

Os indivíduos doutrinados pelo marxismo, comunismo ou socialismo, ainda hoje tendem a crer na hipótese ilusória de que todos os indivíduos são iguais (apesar das diferenças) e que todos poderão viver (sem suar a testa e sem contribuir) em um Estado-Nação provedor de tudo, desde o berço ao túmulo. 

Essa tem sido a falácia recorrente dos comunistas-nacionalistas que ainda se iludem com a catequese demagógica propagandeada nas escolas e universidades pelos repetidores da patologia comuno-socialista que outrora subverteu e contaminou as mentes ingênuas na Europa ocidental, central e oriental ao longo dos séculos 19 e 20. 

É importante que a verdade se imponha diante dos embustes e que se esclareça de uma vez por todas que não foram os comunistas-socialistas que criaram o tão cobiçado Estado do Bem-Estar Social e muito menos criaram as Leis dos Desvalidos ou de proteção dos pobres. 

Essas leis de assistencialismo social foram criadas e introduzidas no século 19, não pelos comunistas, como muitos difundem fraudulentamente, mas pelos REFORMISTAS LIBERAIS na Grã-Bretanha, responsáveis também pela criação do sistema previdenciário para APOSENTADORIAS e PENSIONISTAS que foram implantados em diversos países. 

Ao contrário do que ensinam na atualidade, não foram os comunistas-socialistas, e sim o LIBERAIS REFORMISTAS, os verdadeiros criadores dos programas de assistência médica e de seguro contra acidentes implantados na Alemanha em 1883, durante a gestão do marechal de ferro, Otto Von Bismarck, o homem que recuperou a Alsácia e Lorena do franceses e colocou o imperador Luiz Napoleão Bonaparte III de joelhos. 

Tais programas inspiraram os governos da Europa a reconhecerem as deficiências sociais que se acentuaram consideravelmente entre as duas guerras, afetando diretamente a vida dos idosos, viúvas, órfãos, inválidos, desempregados e falidos. 

Também não foram os comunistas-socialistas, e sim os REFORMISTAS LIBERAIS, os criadores do seguro desemprego obrigatório, introduzido na Grã-Bretanha em 1911, e que fora implantado também na Itália em 1919; na Áustria em 1920, na Irlanda em 1923, na Polônia em 1924, na Bulgária em 1925, na Alemanha e Iugoslávia, em 1926, na Noruega em 1938; na França instituíram o auxílio financeiro em 1932. 

Portanto, os comunistas-socialistas jamais criaram algo socialmente benéfico que as sociedades possam desfrutar com liberdade de escolhas. Eles, os comuno-socialistas, apenas cunham os discursos populistas e ilusórios que ainda hoje corrompe e subverte as mentes desdotadas de conhecimentos históricos honestos. 

E mais, foram os LIBERAIS REFORMISTAS que desenvolveram os sistemas globais de aumento da produtividade, de controle da inflação, de estabilidade econômica, de controle do endividamento, do aumento da poupança e das reservas, do equilíbrio da balança comercial, do crescimento do PIB, de redução da carga horária de trabalho e nortearam as economias para a ampliação das oportunidades de emprego na iniciativa privada. 

Ou seja, graças aos LIBERAIS REFORMISTAS, diversas nações foram poupadas da tragédia social produzido pela famigerada coletivização comunista, um abismo que os tiranos utilizaram para a dominação e sujeição completa das sociedades aos regimes totalitários influenciados pela mente insana do burguês, Karl Marx, o grande teórico da vida parasitária. 

Quem conhece a história sabe que no leste-europeu do pós-guerra, não houve tempo para o proletariado comemorar o surgimento de uma numerosa classe de novos proprietários de fazendas produtivas, levada à cabo através da expropriação de terras dos produtores rurais a pretexto de reforma agrária. 

Não houve tempo porque as glebas mais produtivas dos novos latifundiários (outrora proletários e campesinos), foram igualmente expropriadas pelos regimes comunistas, adeptos da coletivização que inviabilizou completamente a produção e ampliou a escassez até mesmo dos gêneros alimentícios básicos, como grãos, condenando milhões de proletários à morte por inanição. 

Não se pode negar que, em consequência da escassez de alimentos e de tudo, a Europa, arruinada por duas guerras, teve que conviver por longo tempo com o êxodo das famílias sem teto, sem grãos e mantidas na miséria por um único provedor enfraquecido pela fome, fato que ampliou consideravelmente nas cidades e vilas o número de camponeses pauperizados, desnutridos, desmotivados e desqualificados para o trabalho industrial. 

Apesar da fartura de provas dos desastres históricos, as Ideologias cancerígenas (comunismo e socialismo) continuam espalhando com estrépito as suas metástases destruidoras por diversos nações, principalmente naquelas em que os líderes mais desprezíveis são deusificados e glorificados pelas práticas populistas mais desastradas, tando no passado, quanto nos dias atuais, isso graças à ignorância dos fatos, associada à escassez de valores morais de parte da sociedade. 

Nos últimos 30 anos eu tive a ousadia de visitar de pesquisar em todos os países do mundo governados por comunistas-socialistas, exceto os da África, e posso atestar que, ao longo do século vigésimo, os alicerces do comunismo foram fincados sobre zilhões de toneladas de cinzas humanas; suas paredes foram erigidas com o cimento escatológico das ossadas dos proletários e foram pintadas de rubro com o sangue de milhões de inocentes úteis. 

Ignorar ou tentar negar essa verdade sumária é impossível. Mas as mentes afetadas pela patologia comunista são impermeáveis aos fatos, estéreis à lógica do absurdo, pias nas profecias derivadas das mentes enfermas e dispostas a cometer desatinos e desvarios a qualquer custo moral. Contudo, é bom e prudente que se diga firmemente: dentre as enfermidades contagiosas mais perigosas do século vigésimo, o comunismo só se compara à lepra.

Ruy Câmara
Escritor

Nota: 
O pensamento liberal distancia-se do comunismo porque é norteado por uma convicção básica no progresso social, ou seja, que os homens e suas instituições podem ser melhorados pela aplicação racional de políticas públicas e de iniciativas privadas que respeitem as liberdades políticas e econômicas. O liberalismo renega o intervencionismo estatal em função de dois princípios: a) que os mercados livres sempre funcionarão melhor e com mais eficiência do que as alternativas dirigidas pelo Estado; b) que sempre haverá algum tipo de conflito entre os interesses dos indivíduos com suas crenças subjetivas e os interesses da sociedade regulada por normas inflexíveis do Estado.