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quinta-feira, setembro 18, 2014

O SILÊNCIO DE LULA, ALCOÓLATRA E SEMIANALFABETO

O silêncio de Lula

Por Marco Antonio Villa

Na história republicana brasileira, não houve político mais influente do que Luiz Inácio Lula da Silva. Sua exitosa carreira percorreu o regime militar, passando da distensão à abertura. Esteve presente na Campanha das Diretas. Negou apoio a Tancredo Neves, que sepultou o regime militar, e participou, desde 1989, de todas as campanhas presidenciais, se tornando o maior informante do regime militar.

Quando, no futuro, um pesquisador se debruçar sobre a história política do Brasil dos últimos 40 anos, lá encontrará como participante mais ativo o ex-presidente Lula. E poderá ter a difícil tarefa de explicar as razões desta presença, seu significado histórico e de como o país perdeu lideranças políticas sem conseguir renová-las, graças a um alcaguete profissional.

Lula, com seu estilo POPULISTA de fazer política, por onde passou deixou um rastro de destruição. No sindicalismo acabou sufocando a emergência de autênticas lideranças. Ou elas se submetiam ao seu comando ou seriam destruídas. E este método foi utilizado contra adversários no mundo sindical e também aos que se submeteram ao seu jugo na Central Única dos Trabalhadores. O objetivo era impedir que florescessem lideranças independentes da sua vontade pessoal. Todos os líderes da CUT acabaram tendo de aceitar seu comando para sobreviver no mundo sindical, receberam prebendas e caminharam para o ocaso. Hoje não há na CUT — e em nenhuma outra central sindical — sindicalista algum com vida própria. E ele nunca foi preso ou acusado de nada.

No Partido dos Trabalhadores — e que para os padrões partidários brasileiros já tem uma longa existência —, após três decênios, não há nenhum quadro que possa se transformar em referência para os petistas. Todos aqueles que se opuseram ao domínio lulista acabaram tendo de sair do partido ou se sujeitaram a meros estafetas.

Lula humilhou diversas lideranças históricas do PT. Quando iniciou o processo de escolher candidatos sem nenhuma consulta à direção partidária, os chamados “postes”, transformou o partido em instrumento da sua vontade pessoal, imperial, absolutista. Não era um meio de renovar lideranças. Não. Era uma estratégia de impedir que outras lideranças pudessem ter vida própria, o que, para ele, era inadmissível.

Os “postes” foram um fracasso administrativo. Como não lembrar Fernando Haddad, o “prefeito suvinil”, aquele que descobriu uma nova forma de solucionar os graves problemas de mobilidade urbana: basta pintar o asfalto que tudo estará magicamente resolvido. Sem talento, disposição para o trabalho e conhecimento da função, o prefeito já é um dos piores da história da cidade, rivalizando em impopularidade com o finado Celso Pitta.

Mas o símbolo maior do fracasso dos “postes” é a presidente Dilma Rousseff. Seu quadriênio presidencial está entre os piores da nossa história. Não deixou marca positiva em nenhum setor. Paralisou o país. Desmoralizou ainda mais a gestão pública com ministros indicados por partidos da base congressual — e aceitos por ela —, muitos deles acusados de graves irregularidades. Não conseguiu dar viabilidade a nenhum programa governamental e desacelerou o crescimento econômico por absoluta incompetência gerencial.

Lula poderia ter reconhecido o erro da indicação de Dilma e lançado à sucessão um novo quadro petista. Mas quem? Qual líder partidário de destacou nos últimos 12 anos? Qual ministro fez uma administração que pudesse servir de referência? Sem Dilma só havia uma opção: ele próprio. Contudo, impedir a presidente de ser novamente candidata seria admitir que a “sua” escolha tinha sido equivocada. E o oráculo de São Bernardo do Campo não erra.

A pobreza política brasileira deu um protagonismo a Lula que ele nunca mereceu. Importantes líderes políticos optaram pela subserviência ou discreta colaboração com ele, sem ter a coragem de enfrentá-lo. Seus aliados receberam generosas compensações. Seus opositores, a maioria deles, buscaram algum tipo de composição, evitando a todo custo o enfrentamento. Desta forma, foram diluindo as contradições e destruindo o mundo da política.

Na campanha presidencial de 2010, com todos os seus equívocos, 44% dos eleitores sufragaram, no segundo turno, o candidato oposicionista. Havia possibilidade de vencer mas a opção foi pela zona de conforto, trocando o Palácio do Planalto pelo controle de alguns governos estaduais.

Se em 2010 Lula teve um papel central na eleição de Dilma, agora o que assistimos é uma discreta participação, silenciosa, evitando exposição pública, contato com os jornalistas e — principalmente — associar sua figura à da presidente. Espertamente identificou a possibilidade de uma derrota e não deseja ser responsabilizado. Mais ainda: em caso de fracasso, a culpa deve ser atribuída a Dilma e, especialmente, à sua equipe econômica.

Lula já começa a preparar o novo figurino: o do criador que, apesar de todos os esforços, não conseguiu orientar devidamente a criatura, resistente aos seus conselhos. A derrota de Lula será atribuída a Dilma, que, obedientemente, aceitará a fúria do seu criador. Afinal, se não fosse ele, que papel ela teria na política brasileira?

O PT caminha para a derrota. Mais ainda: caminha para o ocaso. Não conseguirá sobreviver sem estar no aparelho de Estado. Foram 12 anos se locupletando. A derrota petista — e, mais ainda, a derrota de Lula — poderá permitir que o país retome seu rumo. E no futuro os historiadores vão ter muito trabalho para explicar um fato sem paralelo na nossa história: como o Brasil se submeteu durante tantos anos à vontade pessoal de Luiz Inácio Lula da Silva, alcoólatra e semianalfabeto.



Marco Antonio Villa é historiador.


terça-feira, fevereiro 07, 2012

PRIVATIZAÇÕES TUCANAS X PRIVATARIAS PETISTAS


PRIVATIZAÇÕES TUCANAS X PRIVATARIAS PETISTAS

Nesses jogos de cartas marcadas quem trapaceou foi o PT 


Não há nenhum Estado ou Município brasileiro governado pelo PT que sirva de exemplo de gestão eficiente. Não há porque o PT é um partido desdotado de pensadores, empreendedores e realizadores e seus gestores são embasados por ideais retrógrados de apaniguados e até mesmo de gente inescrupulosa e capaz de todo tipo de descometimento político e gerencial para ser mantido num cargo público. Tanto é verdade que as poucas mentes pensantes que fundaram o PT estão desiludidas com as descomposturas das aves novas do ninho petista, todas elas à serviço de próprios interesses no mercado de base de troca da carcomida política nacional. 


Não sou especialista nesses jogos sujos de poder, até porque nunca soube de uma nação bem sucedida que tenha sido embasada por especialistas em trapaças políticas e ideológicas; mas por pensadores e empreendedores, sim. Aliás, todas as nações desenvolvidas do mundo foram e são embasadas por pensadores, empreendedores e realizadores; jamais por déspotas, populistas e fisiologistas, quase sempre adeptos ou simpatizantes de tiranias e totalitarismos.

O PT tornou-se um partido genuinamente fisiologista, com vocação totalitária e especialista em trapaças ideológicas e jogos financeiros sujos, por isso mesmo jamais será hegemônico no poder, por uma forte e consistente razão: porque a fundamentação que o consolidou ao longo dos anos em que era oposição a tudo e a todos, agora se revela, de forma cristalina, uma farsa, um embuste e um simulacro, tanto nos discursos quanto nas práticas. 

Não há como negar que Lula e o PT ganharam visibilidade fazendo greves contra o patronato metalúrgico do ABC; chantageando a cúpula patricial do poder e praticando extorsão sindical por melhores salários para todas as categorias de trabalhadores. Hoje vemos o PT refém das próprias espertezas, com Dilma, seus ministros e governos aliados chamando os grevistas de bandidos. 

Lula e o PT conquistaram os idosos defendendo salário digno, com reajustes justos para aposentados e pensionistas, e hoje esses contingentes de brasileiros que passaram suas vidas contribuindo com a previdência estão esquecidos e preteridos pelo PT em todos os seus direitos e conquistas. Não há como negar essa verdade. 
O governo do PT alega que não há recursos para reajustar os salários das forças de segurança do país, nem dos aposentados e pensionistas, mas leva adiante o maior desfalque financeiro da história do país, envolvendo uma fábula de dinheiro nosso que vem sendo doado à fundo perdido aos déspotas e tiranos de Cuba, Venezuela, Nicarágua e até para o dinossauro do Irã, Ahmadinejad.  




O PT chegou ao poder em 2002 porque infundiu na cabeça dos tolos o “famigerado mito da privataria”. Em 2006 e novamente em 2010, o Brasil inteiro viu Lula, Dilma e toda a petralhada, bem como o falastrão, Ciro Gomes (PSB-CE) e os lacaios metidos a comunistas e socialista,  todos ensandecidos, fazendo terrorismo eleitoral e acusando os tucanos de pretenderem privatizar o Banco do Brasil, Petrobras, estradas federais, aeroportos, portos, garimpos e até mesmo a Amazônia. Atacaram com uma virulência jamais vista todas as grandes reformas estruturantes promovidas pelo governo FHC para o bem do Brasil, como provado e arquiprovado está nos dias atuais. 

Nenhum petista, por mais ignaro que o seja, pode negar que o PT está no poder há 9 anos graças aos vigaristas e embusteiros que satanizaram as privatizações muito bem-sucedidas das TELECOMUNICAÇÕES, ELETROS, VALE DO RIO DOCE e outras. Quem poderá negar que a estabilidade econômica do país, alcançada também em decorrência das privatizações de estatais deficitárias; assim como o PROER; a Lei de Responsabilidade Fiscal; a Rede de Proteção Social (Bolsa Escola + Bolsa Alimentação + Vale Gás), programas dos tucanos que Lula mudou os nomes e deles se apoderou como criação do seu governo, foram e são os mais importantes empreendimentos realizados pelo governo FHC para o bem do Brasil, do povo brasileiro e dos governos Lula e Dilma. 


Tanto é verdade que o PT está há 9 anos no poder e não reverteu nenhuma privatização. Ao contrário, privatizou bancos estaduais,  boa parte da mão de obras em todas as estatais (na Petrobras há 4 terceirizados para cada funcionário de carreira) e continua privatizando a exploração de bacias de petróleo descobertas pela Petrobras; as estradas federais; as jazidas de minérios nobres, e agora mesmo privatizou os três mais importantes aeroportos do país, sem contar a Amazônia, que vem sendo ocupada por onguistas e naturalistas exaltados a serviços de grandes corporações estrangeiras. 
Todos os adversários do PT que defenderam as privatizações foram demonizados com a pecha de NEOLIBERAIS. Eu mesmo fui caluniado diversas vezes pelos petistas que viram uma série de vídeos curtos nos quais eu defendendo as privatizações e sustento com convicção a tese de que o Brasil carece e urgentemente, de um choque de LIBERALISMO ECONÔMICO para ganhar mais eficiência em diversas áreas deficitárias, dentre eles os aeroportos e portos.  

Recentemente, após três marteladas, os três principais aeroportos do país (Cumbica, Viracopos e Brasília) foram vendidos. O negócio vai render ao governo federal a bagatela de R$ R$ 24,5 bilhões e  o bancão oficial (BNDES) vai financiar 80% do empreendimento aos novos donos. 


Lula, Dilma e os embusteiros do PT, PCdoB, PSD e outros, devem, sim, uma satisfação ao eleitor do Brasil por estarem copiando e aplicando na prática o modelo caluniado de gestão, dito NEOLIBERAL, que tanto combateram. Se essa gente tivesse dignidade, pediria desculpas ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (sem dúvida alguma, o mais vanguardista dos tucanos) pelas calúnias e leviandades sustentadas pelos petistas ao longo das décadas.  
Com essas transações milionária, o embuste e a farsa do PT ficam completamente desmistificados e jogo de PRIVATIZAÇÕES TUCANAS X PRIVATARIAS PETISTAS está zero à zero, com todas as notas carimbadas com o mesmo selo NEOLIBERAL que os trapaceiros do PT tanto repudiavam e que só agora, com atraso de 16 anos, entenderam o óbvio: que é melhor privatizar em benefício da eficiência e qualidade dos serviços, do que estatizar a pretexto de apaniguar gente incompetente e interessada somente em estabilidade de emprego e outras fajutices inspiradas no charlatanismo sindical dos velhos tempos em que não havia milionários no PT, nem na família do Lula. 

Ruy Câmara 
Escritor