sexta-feira, abril 08, 2011

PRECONCEITO OU PROMISCUIDADE ESTATAL?

Uma pessoa civilizada e ‘antenada’ com as transformações que ocorrem no mundo, não se compraz recriminando a opção sexual individual de ninguém. Ademais, cada indivíduo tem direito assegurado à privacidade, ao prazer sexual, podendo fazer escolhas e gozar nas tremuras da carne com quem quiser ou entender, desde que adote um comportamento que não agrida moralmente as famílias, nem a sociedade e que respeite também as nossas individualidades e as leis do país.

Sopesando a opção sexual, cada ser humano tem o direito de se definir livremente e isso não se discute. O que devemos discutir com honestidade são as formas de corrupção, de aliciamento e de sedução de menores; são os desvios de conduta dos adolescentes e a facilitação da marginalidade a pretexto de liberdade. É preciso conhecimento para tratar de temas como: a prostituição infanto-juvenil e a promiscuidade consentida em praça pública, que são práticas desprezíveis e condenadas pela legislação criminal (atentado ao pudor, etc) em todos os países civilizados.

Mas desde a chegada do PT ao poder em 2002, percebe-se a omissão e a tolerância ostensiva das autoridades públicas, a ponto de o Estado ser hoje o maior contribuinte (financeiramente falando) da promiscuidade consentida e também dos atentados ao pudor em praça pública, como se vê nas famigeradas "paradas gays" em diversas capitais, onde a depravação inibe inclusive a livre manifestação de gênero. 

É espantoso notar que, sempre que alguém manifesta o seu repúdio à endemia da promiscuidade que assola o Brasil (promiscuidade que anda de mãos dadas com a prostituição infanto-juvenil, com a pedofilia; que molesta com a transmissão de doenças; que danifica pela ampliação da dependência química e é conivente com o tráfico de drogas nas ruas) logo aí aparece um militante, um praticante ou um simpatizante da pedagogia da depravação invocando a palavra "preconceito". São usuais as frases: quanto preconceito; quanto machismo, quanto moralismo...

Tenho observado, com espanto, que os porta-vozes das chamadas minorias de gênero, formadas por gays, lésbicas, transgêneros e simpatizantes, vêm incentivando de todas as formas a apartação social no Brasil pela via da inversão e afirmação forçada de gêneros.

Essa tendência apartatória não é inédita, mas é nociva por sua tendência totalitária, viciada, e também pelo seu objetivo, que é a generalização de um padrão de comportamento sexual, segundo a orientação dos supostos porta-vozes dessas minorias. 


Quem são os porta-vozes das minorias¿ São justamente uma maioria de indivíduos que não perdem a oportunidade de se afirmarem nos contextos mais diversos, qualificando aqueles outros que divergem das suas concepções de vida e de mundo, com adjetivos aparentemente inofensivos, tais como: conservador, preconceituoso, reacionário, excludente, misógino, homofóbico, machista, e por aí vai a lista crescendo, impunemente.

Observo com espanto essa tendência apartatória porque, além de contar com o incentivo de grupos que se pretendem dominantes, em verdade, tais adjetivos carregam no bojo discursivo uma repulsa, um laivo de ódio, um quantum de repúdio, ou mesmo de intolerância, seja política, ideológica e até de natureza pessoal, como ocorre com frequência com alguém que, em defesa da própria individualidade ou por direito de exercer a própria cidadania, diverge dessas concepções que são repetidas pelos que se presumem politicamente corretas.

Quando alguém assevera laconicamente: fulano é machista, preconceituoso, xenófobo, misógino, politicamente incorreto..., essa pessoa está reafirmando simplesmente (e não negando), a sua própria concepção destorcida, quase sempre contrária em relação ao outro, ou seja, está igualmente impondo uma concepção preconceituosa, xenófoba, misógina
ou politicamente incorreta, etc... 

Evidentemente que eu enfrento com a maior tranquilidade esse tema porque é necessário desmistificar o discurso fajuto que objetiva deslocar tudo para a ótica desfocada do PRECONCEITO. A pretexto de acusar alguém de preconceituoso, esse tipo de discurso impõe um preconceito ainda pior, porque é disfarçado; porque se apropria de um fundamento completamente equivocado quanto ao que se toma por "neutralidade, indiferença ou politicamente correto".

E aqui cabe uma pergunta fundamental: que
m teria uma régua pode medir quem é ou não preconceituoso neste mundo? Que instrumento pode aferir o que é preconceito, opção,  escolha pessoal ou convicção?

É assustador notar também que, na falta de argumentos honestos e capazes de justificar a distância que separa a opção sexual individual da promiscuidade endêmica, os apologistas da pedagogia de inversão de gênero ignoram solene qualquer fundamentação lastreada por princípios morais, culturais ou mesmo éticos, e logo cuidam de invocar o termo “preconceito” para desqualificar, não só a pessoa que expressa sua ideia ou convicção (que pode sim, por direito de livre expressão, ser contrária e oposta a convicção do outro), mas também para inibir os indivíduos que não aceitam que o Estado seja aparelhado com leis que concedam privilégios acima dos já previstos para todos os cidadãos e cidadãs brasileiros.

Ora, qualquer legislação que objetive desigualar, em deveres e direitos, os cidadãos de uma Nação, claro que se trata de uma lei imoral, impura e nociva à sociedade, já que leva no seu bojo o gen da apartação moral que engendrou o fascismo, o nazismo, abrindo caminhos legais para a ampliação, não só da segregação material ou de gênero, mas da segregação por castas e guetos de marginalizados sociais, seja em função das suas opções sexuais, seja pela impossibilidade real de inversão da heteronormatividade universal, que tem como base, desde os primórdios, os gêneros capazes de reprodução: masculino e feminino.  

Sabemos nós que ser gay ou lésbica, não é uma questão de gênero, mas de simples opção sexual e nada mais que isso.  

Parafraseando Ogro Grenga, se algum dia um homossexual for agredido (espero que nunca aconteça), que recorra à Justiça contra o agressor, não por ser ele homossexual, e sim por ser uma pessoa moral que goza de garantias constitucionais como outra qualquer, seja homem, mulher, criança, héteros, gays, brancos, negros, índio, etc.
 
E aqui peço venha ao leitor para dizer que, sempre que me deparo com algum paladino ou simpatizante da pedagogia de inversão acusando o outro de preconceituoso, não pisco duas vezes antes de perguntar ao farsante o seguinte: aponte-me alguém consciente neste mundo que se assuma totalmente destituído de preconceito e eu terei muito prazer de dar uma pausa nas minhas atividades para tirar a máscara do embusteiro, indagando-o acerca de alguns temas que secularmente atiçam opiniões contrárias e opostas até mesmo dos espíritos mais propensos à omissão e à neutralidade.

Temas como o aborto, controle de natalidade, eutanásia, heteronormatividade, celibato, legalização da maconha, terrorismo islâmico, judeu ou americano, porte de arma, pena de morte..., são, dentre outras, instâncias de produção de conflitos e de contradições que alavancam o que se convenciona chamar por aí, equivocada e oportunistamente, de preconceito. São temas (politica e eticamente controversos em muitas culturas e tradições), notadamente nas culturas dogmatizadas pelo catolicismo, islamismo, judaísmo, protestantismo e outros ismos.

É cabal e incontestável que a má-intenção de certos grupos formados por gays, lésbicas, transviados e invertidos, pode ser percebida no esforço para que tenham um tratamento perante a lei bastante diferenciado dos demais mortais, homens e mulheres. Obviamente que o Estado não pode dotar uma opção sexual individual para afirmar privilégios e garantias que estejam acima das garantias individuais já previstas no código brasileiro para o todo o tecido social. Em verdade esses grupos estão despertando a intolerância, o ódio e criando meios para segregarem-se em guetos de marginalizados perante a própria sociedade. 

O que deve ser repudiado com firmeza é o aparelhamento do Estado - sobretudo da Educação Pública - por quadrilheiros gays que objetivam, a pretexto de universalizar a sua opção sexual no universo infanto-juvenil, o PODER e a grana preta das LICITAÇOES envolvendo conteúdos diversos.  

Como cidadão consciente do meu papel a cumprir e como contribuinte do Estado brasileiro, não posso deixar de manifestar o meu repúdio quando sei de um determinado grupo de gays, lésbicas, bissexuais, travestis, transexuais, transgêneros, pederastas, invertidos e transviados, usando a máquina pública com o fito de incentivar e universalizar uma tendência individual (de âmbito do sujeito moral) para as instâncias do Estado em forma de política educacional pública. Isso é uma depravação sem precedentes.

Tenho plena convicção das minhas imperfeições, mas tenho a dignidade que afirmar que, além de pecador incorrigível, sou também um preconceituoso convicto, já que tenho um olímpico desprezo pela farsa, inveja, insinceridade e pela mentira que possa causar a injustiça ou a morte de inocentes. 

Por aí começa a lista dos meus preconceitos e a lista se estende para dezenas de instâncias da vida. Claro que é preciso honestidade para reconhecer que a suposta pureza do espírito humano pode ser apenas farsa, embuste ou simulacro, ou ainda uma forma de ocultar o preconceito latente que jaz e se corrompe no íntimo mais recôndito de cada um, seja branco, preto, amarelo, vermelho e por aí.

E para que não paire nenhuma dúvida em relação ao que penso sobre o tema, afirmo publicamente que sou radicalmente contra a distribuição nas escolas públicas do Brasil do famigerado kit gay, por uma forte razão: o kit e os filmetes pornográficos não são apenas instrumentos operacionais promíscuos a serviço da pedagogia gay. Além de serem os meios para corromper e subverter crianças e adolescentes, objetiva-se com tais artifícios encher os bolsos de uma militância de invertidos que estão no governo forçando uma legislação que possa lhes conceder privilégios e meios para a implantação da ditadura gay, sempre em benefício de um grupelho distante das chamadas minorias, que em verdade podem até ser maioria nos dias que correm.

Ruy Câmara.