sexta-feira, novembro 18, 2011

REFORMA AGRÁRIA E OS BURROS, TROPEIROS e QUADRILHEIROS


Pelo que tenho lido nos diversos grupos sociais da web, os neo "comunistas-socialistas" de araque opinam sobre REFORMA AGRÁRIA NO BRASIL sem saber absolutamente nada sobre o tema. Pela miséria das abordagens, ouso afirmar que a maioria são principiantes em matéria comunal e os mais atrevidos são meros repetidores retardatários da patologia doentia, contagiosa e sem cura derivada do que nominei há 20 anos de: SOCIOSCLEROSE MARXISTA DEPRESSIVA.

Ora, a história da reforma agrária no Brasil é uma história de desperdícios de tempo, de dinheiro e de oportunidades que foram extraviadas. Mas se os socialistas e comunistas não sabiam, haverão de saber de forma cabal e incontestável que, quem fez Reforma Agrária no Brasil, pra valer, foram os militares e o governo FHC. O resto (Sarney, Collor, Itamar, Lula e agora Dilma, não deram um passo nessa direção. 

Logo após assumir o poder em 64, os militares incluíram a reforma agrária entre suas prioridades e sancionaram no dia 30 de novembro de 1964, após aprovação pelo Congresso Nacional, a Lei nº 4.504, que tratava do Estatuto da Terra. Em 1970 lançaram vários programas especiais de desenvolvimento regional, dentre eles menciono apenas alguns: 

Programa de Integração Nacional - PIN (1970);
Programa de Redistribuição de Terras e de Estímulo à Agroindústria do Norte e Nordeste - PROTERRA (1971); 
Programa Especial para o Vale do São Francisco - PROVALE (1972); 
Programa de Pólos Agropecuários e Agrominerais da Amazônia - POLAMAZÔNIA (1974); 
Programa de Desenvolvimento de Áreas Integradas do Nordeste - POLONORDESTE (1974) 

E criaram ainda o crédito rural, fortemente subsidiado e abundante, com dinheiro farto e barato para quem quisesse explorar a terra. Só no primeiro anos foram beneficiadas 9.327 famílias em projetos de reforma agrária e 39.948 em projetos de colonização. 

Os neo comunistas-socialistas do Brasil não sabem, mas foi o governo FHC quem mais concedeu títulos de posse de terra para a Reforma Agrária e Assentamentos ao longo da história da Nação. Em apenas 2 anos o governo FHC desapropriou e incorporou ao Estado 3.502.252 hectares, que forma distribuídos entre 104.956 famílias. Deu uma Bélgica inteira aos sem-terra e o que eles fizeram? Pouco ou quase nada, pois grande parte da terra está lá, sem ser explorada pelos beneficiários e a outra parte foi transferida nessas negociatas envolvendo pequenos agricultores de cada região. 

Ao final do 1º mandato FHC havia transferido posses para 218 mil sem-terras. Assentou um total de famílias equivalente a quase metade de tudo o que havia sido executado desde 1954 até então, ou seja, os governos passados assentaram 104.956 e FHC 218.033 famílias, sem contar os projetos de colonização feitos em parceria com os municípios. Isso representa assentar por mês sete vezes mais famílias do que a média dos governos anteriores. 

Mas o PT com sua camarilha de BURROS, TROPEIROS e QUADRILHEIROS foram contra as iniciativas até a PONTAPÉS. Tanto é verdade que o apedeuta LULA, assim como a faxineira do planalto, DILMA, não desenvolveram nenhum programa de terra nos últimos 9 anos, nem mesmo em substituição aos já existentes, e pior, não criaram nada de novo sob o sol e sobre o solo fértil do Brasil. 

Essa gente barulha, barulha e nada faz concretamente, exceto prometer, mentir, saquear e proteger os delinquentes de estimação do PT que estão enchendo os bolsos com o dinheiro do contribuinte. Não falam nesse tema porque sabem que o Estado brasileiro (graças aos militares e a FHC) é o maior proprietário de terras devolutas destinadas à Reforma Agrária das Américas. Sabem também que a reforma agrária - como entendida pelos governos petistas - é um flagrante anacronismo - pois é baseada na pulverização da propriedade e não na agricultura familiar com alto conteúdo tecnológico.  


O Incra vem se esforçando para manter alguns programas de reforma agrária em funcionamento, mas a realidade mostra que, do total de 789.542 assentamos feitos nos últimos dezesseis anos, o órgão teve de excluir 103.543. Nos últimos seis anos a situação se agravou, pois 42,9% dos beneficiários abandonaram os lotes recebidos, seja por desinteresse real na terra, seja por falta de conhecimento e experiência para cultivá-los. Além disso 35,4% transferiu a terra ilegalmente para terceiros e 10,6% perdeu a posse porque não cumpriu as exigências mínimas do Incra. A situação é particularmente crítica em novas fronteiras agrícolas. Em Mato Grosso foram excluídos 24,8% dos assentados e em Rondônia, 34,9%.


Então, senhores comunistas e socialista de araque do Brasil, por favor, parem com essa bobagem de invocar um tema tão secundário e tão desmerecido por vocês próprios. 

Ruy Câmara
Escritor