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quinta-feira, novembro 17, 2016

OS ABUTRES PATROCINADOS PELA ORCRIM ESTÃO DE VOLTA ÀS REDES SOCIAIS

Em petistas, comunistas e socialistas não se deve confiar jamais. Esses parasitas do Estado e hospedeiros da sociedade, quando percebem que não têm espaços para expressar as suas patologias ideológicas, se omitem, se escondem e se camuflam de todas as formas, mantendo-se aparentemente ausentes dos debates presenciais e nos grupos sociais. 

Tal como fazem os abutres de bicos e penas, eles passam o tempo que for preciso espreitando um animal enfraquecido e aguardando o momento propício para enfiar suas garras e picos cortantes na carcaça morta. E quando menos se espera, eles já formaram um bando faminto e capaz de devorar tudo que estiver podre e ao alcance. 

PERGUNTO: Alguém percebeu a quantidade de petistas e vigaristas da esquerda (todos eles travestidos de defensores da Lava Jato e da democracia) que voltaram com novas cores e de outras fomas a opinar nas redes sociais, notadamente no Facebook e no Twiter? 

Desde o impeachment de Dilma e o consequente banimento da organização criminosa do poder, não se via tantos petistas comentando postagens e atacando nas redes sociais o governo que eles mesmos elegeram e agora chamavam de golpista. 

E aqui cabe uma pergunta: o que motivou a volta desses abutres da esquerda para as redes sociais? Vamos, reflitam um pouco sobre isso!

Os abutres só estão retornando porque perceberam que muitos dos que até ontem clamavam nas ruas pelo banimento de Lula, de Dilma e do PT, caíram na cilada da pressa e da revolta instantânea, e passaram a atacar de forma virulenta o governo Temer, como se Temer fosse o responsável direto pelo desmantelo da economia do nosso país. 

Ora, o Brasil inteiro sabe que a louca, Dilma, jamais permitiu interferências do vice no seu governo. Sabe que ela maquiou as contas para encobrir seus crimes de responsabilidade fiscal, tanto que, até mesmo os órgãos de fiscalização e a sociedade não sabiam das fraudes contábeis que foram desmascaradas pelo TCU. Até mesmo Lula e a cambada petista se queixaram da forma centralizadora com que a ANTA governava o país, levando-o ao precipício. 

Mas, como faz parte da má-índole desses cretinos da esquerda, para cada ato criminoso cometido é necessário que haja sempre um culpado externo a ser responsabilizado, desde que não sejam eles próprios os verdadeiros culpados. 

Após refletir com a meditativa exatidão dos problemas nacionais e sobre os riscos que institucionais que comprometem as finanças do país, volto a alertá-los sobre o desatino de entrarmos no jogo sujo dessa esquerda fajuta e lacaia, afinal, quando atacamos o presidente Temer, estamos na verdade fazendo o mesmo papel da bancada da chupeta no Congresso Nacional, aquela conhecida bancada de pilantras e vigaristas que deseja a todo custo ver o presidente Temer no inferno e atenta e sabota a cada instante para que nada no país dê certo. 

Lembremo-nos o que essa canalha fez para atrapalhar o exitoso governo do Itamar Franco, o vice que assumiu na vacância de Collor de Melo. Mas foi justamente no governo Itamar que aconteceram as grandes reformas que tiraram o pais da crise, viabilizando o plano Real e uma centena de medidas saneadoras da economia.

É fato incontestável que, quem elegeu Temer foram os petistas, hoje seus inimigos e não nós. Apesar disso, reafirmo com plena convicção: o que interessa ao bando petista não interessa ao Brasil e muito menos a nós brasileiros. 

Se me fosse permitido dar um conselho ao povo brasileiro, eu diria: ninguém conserta os desmantelos de uma nação como o Brasil em curto prazo. Não há milagres nem façanhas em matéria de economia-política. Portanto, vamos dar um tempo para que a Lava Jato alcance todos os criminosos (não escapará nenhum); e vamos apoiar as com responsabilidade as reformas que estão em curso (PEC dos gastos, reforma política, da previdência e trabalhista) e até 2018 veremos, com certeza, a economia do nosso país nos trilhos. Isso é o que verdadeiramente nos interessa. 

                                                  Ruy Câmara é escritor e sociólogo 

http://blogdoescritorruycmara.blogspot.com.br/2016/11/os-abutres-patrocinados-pela-orcrim.html

quinta-feira, outubro 22, 2015

DILMA QUER VENDER 25% DA BR DISTRIBUIDORA

LULA, DILMA e os bandos petistas terão que engolir à seco, goela à dentro, todas as mentiras e falácias lançadas contra a OPOSIÇÃO ao longo de décadas, principalmente no que diz respeito às PRIVATIZAÇÕES ou VENDA DE ATIVOS ESTATAL. 

Pois bem, vendo-se perdida em maio à crise econômica e sem ânimo algum para cortar gastos ou reduzir despesas, DILMA autorizou hoje a venda de 25% da BR Distribuidora para uma empresa americana, cujo nome poderá ser revelado nos próximos dias pelo conselho da empresa. 

Quem diria nos dias de hoje, o petróleo é nosso? Petrobras, o orgulho brasileiro? 

Ocorre que o problema é mais grave do que se presume. Se essa venda servisse para fazer caixa ou capital de giro, até que seria válida. Mas não, o dinheiro da venda já está inteiramente comprometido e deverá ser utilizado para pagar credores e juros aos bancos. 

A cada dia que DILMA permanece no poder, mais rapidamente o Brasil vai afundando. Não há alternativas, ou DILMA cai, ou quem tombará é o gigante adormecido sobre sua gente.

terça-feira, outubro 06, 2015

VOCÊ SÓ SE ENGANA SE QUISER, MAS NÃO POR FALTA DE AVISO!

Não adiantam as negociatas, nem a compra de consciências, nem troca-troca de ministros, nem as promessas lançadas aos ventos. Enquanto DILMA e o PT estiverem no poder, o Brasil não sairá das páginas policiais e não encontrará o caminho para superar a crise criada por esse governo perdulário e irresponsável.


Como se constata, a cada dia a crise se aprofunda um pouco mais, com o recrudescimento da atividade econômica, com os aumentos da inflação, do desemprego, dos juros, do custo de vida, e das altas progressivas do DÓLAR, sobretudo diante da queda nos preços das commodities e da expectativa de mais turbulências com o possível aumento dos juros nos Estados Unidos. 

Em agosto de 2015 a dívida bruta do setor público brasileiro alcançou R$ 3,74 trilhões, o
que representa 65,3% do PIB (a soma de tudo o que o país produz durante 1 ano).

Repito, o Brasil deve (três trilhões, setecentos e quarenta bilhões) e só dispõe de U$ 370 bilhões de reservas. Ou seja, o ROMBO da dívida líquida do setor público brasileiro foi de R$ 2,27 trilhões. Esse montante é impagável nos próximos 15 anos. 

Por que isso está ocorrendo? A resposta é simples. Corrupção endêmica, desvios sistêmicos e roubo continuados nos cofres da nação.

De quem é a culpa? Do governo petista, responsável único por diversas crises com alto poder de destruição da economia. Citarei apenas duas: a crise política, que é consequência da fadiga do PT e do desgaste da gestão; e a crise de credibilidade de DILMA, que inviabiliza qualquer proposta de reforma feita pelo governo. E o mais grave: essas duas crises comprometem seriamente a governabilidade e impedem a recuperação da economia a curto e médio prazos. 

O Banco Central torrou R$ 111,66 bilhões nos últimos 12 meses no programa de swaps cambiais, que dá proteção ao país contra a alta do dólar. Esse rombo equivale a 14 vezes o superávit primário previsto para 2015, que é de 8,7 bilhões de reais. O BC apostou e perdeu feio, tanto que o dólar continua nas alturas.


Um bom exemplo de como as reservas não ditam as regras é a Rússia, que tinha reservas abundantes de dólares e não conteve a desvalorização do rubro frente ao dólar. Dos US$ 560 bilhões em 2013, restam apenas US$ 350 bilhões. E mesmo assim o rublo despencou pela desconfiança dos investidores em função da invasão da Ucrânia e das consequentes sanções que sofreu em função da agressão.


Outro exemplo é a China, que tinha reservas acima de U$ 4 trilhões, queimou nos últimos 2 meses mais de U$ 500 bilhões (quase o dobro das reservas do Brasil) e não conseguiu estancar a alta do dólar. 

E o Brasil, com apenas US$ 370 bilhões de reservas, não tem cacife para enfrentar as apostas dos investidos e especuladores contra o BC. Na melhor das hipóteses, as intervenções do Tesouro apenas tornarão mais onerosas e mais arriscadas tais apostas. 


Mas como o mercado é sempre mais robusto do que as reservas, ao final sempre sairá vitorioso. Portanto, a falta de credibilidade de DILMA perante o POVO, perante o Congresso Nacional e perante os INVESTIDORES nacionais e estrangeiros, inviabiliza toda e qualquer tentativa de recuperação da economia nacional.

O Brasil foi até 2014 a 7ª maior economia do Mundo. Durante 10 meses de crise, perdeu duas posições no ranking, ficando na 9ª posição, atrás da Índia e da Itália.

Ou DILMA cai nos próximos meses, ou Brasil será condenado a conviver (por uma década perdida) com as mesmas dificuldades que enfrentam os cubanos, venezuelanos e argentinos. 

Ruy Câmara


sábado, agosto 20, 2011

CAPITALISMO, UMA FICÇÃO QUE FUNCIONA




Nesse momento há diversos grupos movidos por ideais socialistas que estão aproveitando a turbulência econômica dos Estados Unidos para decretar a falência do capitalismo e também das ideias liberais que validam o mercado como a instância de integração, ampliação e reprodução dos sistemas monetizados modernos, instantâneos e sem fronteiras.

Diversos economistas já manifestaram as suas preocupações com a turbulência econômica sistêmica dos países ricos e já anteciparam previsões de que algumas nações desenvolvidas sofrerão privações na hipótese de ocorrer o blecaute ou um suposto colapso dos sistemas monetizados lastreados em moedas seculares como o dólar, colapso que, na visão dos profetas do caos, culminará no empobrecimento, na escassez e no desabastecimento.  

Durante a turbulência de 2008, que deixou milhões de americanos sem emprego e piorou a qualidade de vida no país, caiu em minhas mãos um texto caótico graças à pena de um certo, Robin Gunston, que se diz futurista e estrategista e, naquela ocasião resolvi me manifestar, em primeiro lugar para acalmar o espírito de um sobrinha que vive no exterior e se assombrou com as previsões desastradas de Robin Gunston; em segundo lugar para não pecar por omissão diante dos equívocos e invencionices que os futuristas e estrategistas apregoam e reproduzem impunemente na web; e em terceiro lugar porque o tema "turbulência sistêmica" me solicitava uma reflexão, tanto que retomei um ensaio que escrevi em 1998, intitulado "Microfísica do Drama e do Conflito Social" (ainda inédito), no qual eu abordo as dinâmicas conflituosas e não lineares que se repetem a cada novo ciclo do capitalismo enquanto fenômeno globalizante.

Atento à turbulência anunciada eu sugiro ao leitor que adote sempre um postura de desconfiança em relação as adivinhações e futurologias e passe a ignorar as profecias fracassadas, pois o homem, assim como a natureza, quando ameaçados, sabem reagir.

Diante de tantas especulações caóticas que barulham por toda parte, devo admitir que o meu olhar sobre a realidade social e sobre o que tomamos por real, é mais filosófico do que economicista, e mais estruturalista do que finalista. Reconheço também que não tenho nenhum apreço pela futurologia corrompida  que vem sendo apregoada pelas aves de mau-augúrio (abutres do cáos) e muito menos pelos repetidores que reproduzem as ideias finalistas de Malthus.

Os futuristas do momento não explicam absolutamente nada sobre a turbulência econômica em curso, por isso mesmo seus textos não comportam sequer uma crítica. Contudo, os mais ousados abordam de forma muito superficial um tema que é sempre recorrente nos momentos de turbulência (o colapso das estruturas da sociedade) e tentam respaldar suas elucubrações catastróficas citando um punhado de nomes, tais como: 


John Peters, do Arlington Institute, que intui sobre os processos de mudanças comportamentais em épocas de emergência e que atualmente engorda a sua conta bancária propondo um novo mundo e uma nova estratégia para o futuro da humanidade; 


Louis Arnoux, empresário e inventor que desenvolve e comercializa tecnologia em banda larga para aplicações nas comunicações, energia e transportes e agora quer vender em escala mundial seu Air Car; 


Matthew Simmons, magnata da indústria de petróleo, foi conselheiro do Bush em matéria de energia e é autor do livro "O Crepúsclo no Deserto", obra que aponta o seu interesse direto na falência do Oriente Médio como supridor de energia fossilizada (petróleo); 


Michel Chossudovsky, economista da linha keynesiana, é consultor econômico para governos de países pobres e em desenvolvimento, portanto, quanto mais crise, mais seus serviços serão solicitados; 


e Kevin Rudd, uma velha raposa da política australiana que chegou ao poder como lider do Partido Trabalhista Australiano, uma espécie de PT no Brasil.

Como se percebe nos momentos de turbulência, cada teórico se encafua na sua trincheira ideológica e vai arremessando no espaço sua preocupação e o faz segundo os próprios interesses ou segundo os interesses de corporações em que atua e se completa. Em verdade as ideias catastróficas barulham sempre mais do que resultam, mas não podemos negar que elas acabam infundindo, de certo modo, o medo-social como meio de validar seus múltiplos objetivos, que são sempre os mesmos: econômicos ou políticos. 

Nesse viés é fácil perceber que as visões catastróficas refletem bem a postura charlatã dos chamados "politicamente corretos", mas estes não abordam, nem mesmo de forma superficial, o que se move no pântano de ideologias totalizantes que estão em permanente crise psíquica e de identidade, como por exemplo, o socialismo-populista e o neo-socialismo, ideologias corrompidas na forma e destorcidas na essência, e que, por isso mesmo, não conseguem ocultam a face verdadeira do comunismo-burguês, tal como se desenha nalguns países culturalmente desaparelhados da América Latina.

Esse neo-socialismo é visto, equivocadamente por alguns socialistas, como um novo momento da história, ou seja, o momento de pós-neoliberalismo econômico, que ainda não ocorreu de fato, tanto que, para certos núcleos afetados pela patologia marxista, esse neo-socialismo aparece como redenção do século XXI.

Ora, qualquer versão ideológica derivada do comunismo, ao se tornar redentor, automaticamente se tornará déspota e impedirá as liberdades conquistadas na história da humanidade, como ocorreu nos países da extinta cortina de ferro, em Cuba, Nicarágua e agora na Venezuela.

A turbulência econômica, que no início desse último ciclo globalizante (anos 70) ocorria de forma localizada (o que ocorria em Washington não afetava, por exemplo, o comércio do Juazeiro do Norte) e que agora se pretende universal (uma ventania na China acaba agitando os mares e derrubando um mastro no Mucuripe), não é um fenômeno sem causa e não eclodiu por geração espontânea, como o "faça-se a natureza".

A turbulência em curso vem sendo engendrada nos países economicamente aparelhados (Estados Unidos e Comunidade Europeia) para amenizar  os efeitos de uma derrota beligerante dos Estados Unidos e da Comunidade Europeia no Oriente Médio, derrota que antecipou, na transição Bush-Obama, uma tremenda crise de desconfiança quanto à descontinuidade geopolítica de um processo estrutural e dominante que se convencionou chamar de crise econômica mundial.

Sabemos que Obama tornou-se o pregador universal da turbulência invocando em sua campanha os fundamentos maniqueístas do caos e da solução, razão pela qual o seu apelo "Sim, nós podemos" ganhou a confiança de uma sociedade assustada e endividada, por isso mesmo lhe autorizou a emitir, de chegada, 1 trilhão de dólares (sem lastro algum) para acudir um punhado de mega-corporações que ameaçavam paralisar as atividade, gerando desemprego, descontinuidade contratual e o caos social.

Noutras palavras, Obama pregou o medo e ao assumir o comando da maior economia liberal do planeta, tornou-se refém dele. Tanto é verdade que a turbulência em curso vem sendo extremamente salutar para essas corporações e medianamente maléfica para a sociedade americana, que também se tornou refém do medo.  

 A contradição que não se explica pode ser vista na proporção inversa entre o que os governos nacionais estão injetando na economia-política para salvar mega-corporações e o que efetivamente vem sendo utilizado para conter a turbulência financeira na esfera social.

É consenso geral que os governos nacionais nunca aportaram ao mesmo tempo tantos recursos para dinamizar suas economias, mas não se vê, apesar do volume de recursos em circulação e flutuação, os efeitos benéficos dos investimentos na esfera social. Não se vê porque a turbulência não tem sua causa na escassez de recursos financeiros para girar a grande roda da economia, porque a causa real da turbulência é a crise de confiança nas relações dos países ricos e países pobres. 

Diante do sebastianismo vigente na atual conjuntura, não se pode criticar um governo populista pela sua decisão de intervir na economia privada, tornando o Estado sócio de todos os negócios privados, assim como não se pode aplaudir um governo democrático que procede da mesma forma. Nesse aspecto o socialismo populista não difere tanto do liberalismo eleitoreiro, já que ambos estão trabalhando na mesma linha intervencionista, resultando num fictício fortalecimento do Estado e, consequentemente, na ampliação real e brutal do seu endividamento, tal como vem ocorrendo nos USA, Rússia, América Latina, Comunidade Europeia e em tantos outros países.              

Como sabemos, o fenômeno globalizante (na economia-política, na economia-social, nas tecnologias, nas culturas, nas novas linguagens, na comunicação, etc) permite múltiplas interpretações e análises, inclusive das cátedras que ainda alimentam um debate arcaico e infrutífero entre nacionalistas e transnacionalistas. 

O filósofo brasileiro, Prof. Roberto Campos, foi preciso quando insultou os nacionalistas, socialistas e comunistas dizendo que o fenômeno da globalização (fenômeno que vem se arrastando na história desde que o homem aprendeu a acender o fogo) não é inédito nem assustador, porque é um processo contínuo, que ocorre em ondas, com avanços e retrocessos que se separam por intervalos que podem durar séculos.

É importante ressaltar que na atual fase da transnacionalização dos sistemas monetizados não há limites territoriais precisos, nem definidos entre fronteiras para as atividades especulativas das corporações multinacionais, já que estas não  precisam mais ocupar um espaço físico em seu país de origem para gozarem da proteção de leis internacionais. Como se sabe, uma corporação pode produzir no território "A" gerando empregos e impostos ali, e pode transferir on-line seus lucros e investimentos para o território "B" ou "C".

Também é certo afirmar que, na ocupação do mercado, as corporações absorvem para si um espaço abstrato para transmutação da riqueza real que pode ser definido como espaço universal, sem a preocupação de uma origem. O regular funcionamento das operações passou a exigir a transformação da riqueza real para uma forma de riqueza nominal de fácil conversão, riqueza essa que se caracteriza por um processo de fluxos integrados, desburocratizado e de fácil controle contábil. Essa determinidade não é inédita, nem inovadora e objetiva tão só atrair os recursos do Estado-Nação em turbulência para regular o comércio e a ampliar as possibilidades de lucros especulativos e voláteis.

Por outro ângulo, o que move esses fluxos dentro da economia mundial é o consumo mundial, onde troca-se normalmente, como afirma Michel Foucault no seu clássico “As Palavras e as Coisas”, efetivas quantidades de massas metálicas, como ouro, prata, cobre, e zilhões de mercadorias valiosas, por papéis monetizados, sem conteúdos intrínsecos, ou seja, troca-se quilogramas de substâncias materiais de valores significantes, por centigramas de papéis monetizados, sem conteúdo real.

Nesse aspecto Foucault foi preciso em sua futurologia de análise da riqueza, da moeda e preço quando disse: não se pode mais aferir a riqueza do sistema capitalista a partir de sua própria realidade material de riqueza.

Ora, o que move os sistemas monetizados é o consumo, que por sua vez se alimenta das necessidades estimuladas por apelos midiáticos de consumo, e tais apelos são objetivados para uma uniformidade dos consumidores, e isso ocorre segundo uma noção de simetria dos valores das coisas, que são fixados em função do poder de compra dos mercados e da sua possibilidade concreta de conversão monetária.

Toda essa engenharia econômica é possível graças ao crédito e ao seu eficiente trânsito simbólico e virtual, e isso ocorre numa velocidade que gera expectativas de consumo antes mesmo de o produto aparecer em exposição comercial.

É evidente que não há inclusão social, nem progresso exponencial, sem absorção de tecnologias que facilitem a vida. Contudo, esses componentes só podem ser alinhados numa conjuntura lastreada pelo capital disponível para investimentos de longo prazo. Ocorre que a flutuação e volatilidade do capital são precisamente as causas da aparente escassez de recursos e também do drama social que vem afetando com mais visibilidade os países considerados ricos, como é o caso dos Estados Unidos, nação que se desenvolveu economicamente através de um sistema de ampliação do crédito mercantil, de uniformidade de procedimentos burocráticos e de simetria de preços das coisas, tornando-se assim o maior mercado consumidor do planeta.

A turbulência sistêmica é para muitos uma evidência plausível, mas se olharmos desapaixonadamente para a turbulência econômica mundial, podemos perceber que é mais dramatizada do que real, portanto mais artificial. O artifício da  turbulência esta na noção de valor que se atribui aos usos das coisas, uma noção não consubstanciada na matéria usada, mas na sua simbologia social, no seu significado, que é abstrato. Um bom exemplo disso pode-se ver nas economias lastreadas pelas comanditeis.

Nessas economias já não é possível ao sistema materializar os signos monetários à exatidão de sua medida, mas é perfeitamente possível se atribuir um valor nominal a um produto que sequer existe concretamente, como por exemplo, os grãos de safra futura, razão pela qual tal produto-moeda adquire um valor que funciona no mercado futuro com estalão absoluto de todas as equivalências monetárias.

Ora, com a ampla difusão do signo circulante cibernético (dinheiro magnético) na economia mundial, ou seja, aceita-se como riqueza real uma referencia monetária totalmente desmaterializada, sem massa metálica alguma, que se expressa apenas pela escrituração gráfica do seu valor - percebe-se claramente que a economia mundial é apenas uma abstração que funciona, razão pela qual não se pode assinar um atestado de óbito de uma nação antes mesmo da prescrição do purgante: conter a gastança e a corrupção.  


Portanto, enquanto houver oferta e demanda; enquanto houver clima de confiança entre as nações para a concessão de créditos; enquanto houver tinta na caneta para autorizar a impressão de papel e de plástico monetizado, toda e qualquer ameaça sistêmica será apenas turbulência e nada mais que isso.   

Ruy Câmara
Escritor