sábado, agosto 07, 2010

CONTROLE DE NATALIDADE

O aborto, o controle de natalidade e a eutanásia são temas politicamente e eticamente controversos em muitas culturas e tradições, notadamente nas culturas dogmatizadas pelo catolicismo, islamismo, judaísmo, protestantismo e outros ismos. 

De início é importante dizer que o controle de natalidade produz os seus melhores efeitos (de médio e longo prazos) quando implementado juntamente com uma legislação específica e com o suporte de novos mecanismos de desenvolvimento humano (intelectual e prático, objetivados para o trabalhos produtivo).

Como sou um pecador renitente, ouso excluir aqui a abstinência sexual, porque fazer sexo é uma necessidade do ser e ninguém deveria ser privado dos prazeres da carne, nem mesmo os celibatários. 

Penso que o controle da natalidade pode ser introduzido no Brasil de diversas formas. Apenas para ilustrar o debate, invoco duas alternativas: a via Legal (que depende de legislação) e a via Cultural (ensinada, consentida e praticada cotidianamente). 

Pela via da legalidade o controle de natalidade pode avançar através da aplicação e ampliação prática de leis de flexibilização da adoção de crianças e jovens; de leis de incentivo financeiro à adoção de abandonados; através de leis que incentivem a contracepção (que previne o início da gravidez juvenil ou adulta); através de um novo estatuto de regulação da responsabilidade pela procriação ou reprodução; através de uma ampla política pública de incentivo á esterilização cirúrgica, laqueadura e vasectomia, desde que consentidas pelos interessados ou no caso de prevenções. 

Pela via cultural não se pode negar a necessidade urgente de introdução de uma cultura de orientação voltada para o planejamento familiar nas comunidade que se reproduzem com ratos e mais, sem a mínima responsabilidade com a procriação. 

Por esse viés o planejamento familiar é um recurso cultural importante na edificação de uma lógica objetivada para reduzir e conter a onda exponencial de natalidades e marginalidades que vulnera a vida infantil e juvenil da sociedade brasileira, onde 50% vive na linha da miséria e sob a nuvem negra do analfabetismo. 

Como negar ainda que a pressão social do contingente reprodutor sedimenta a miséria humana e por falta de renda e também desencadeia a onda de violência que assola o país¿