segunda-feira, agosto 09, 2010

OLIGARQUIA, DESPOTISMO E NEPOTISMO NO CEARÁ

OLIGARQUIA, DESPOTISMO E NEPOTISMO NO CEARÁ

Inicio essa reflexão perguntando ao GOVERNADOR CID GOMES e aos POLÍTCOS o que o povo do Ceará pode esperar de um governo que se caracteriza pela sua composição OLIGÁRQUICA, pela sua gestão DESPÓTICA e pelas suas práticas de NEPOSTISMO?    

Como sabe o Eleitor, as Oligarquias são grupos pequenos e fechados de lideres e apaniguados que detêm o controle do poder, geralmente formados por familiares e afins. Sabe também que Nepotismo (que vem de NETO ou DESCENDENTE) significa o favorecimento a PARENTES e afins em detrimento de pessoas mais qualificadas ou de FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS concursados e de carreira no comando dos negócios públicos. 

Nesse aspecto, quem em sã consciência é capaz de negar que (Ciro Gomes + Cid Gomes + Ivo Gomes + alguns agregados da família FGomes) que atuam, direta ou indiretamente no governo, não formam uma oligarquia no sentido exato e clássico do termo?

Sabemos nós que governo despótico é aquele que detém o monopólio da verdade e da razão, que gasta as finanças públicas como quer e entende; que governa sem oposição, sem transparência, sem dar satisfação ao contribuinte e protegendo subalternos cabalmente corruptos em gratidão pelo silêncio, lealdade ou cumplicidade dos mesmos com negociatas.     

Ora, quem pode negar que a aptidão da oligarquia FGomes para controlar as mídias e a opinião pública é proporcional a sua dificuldade de impedir o desvio de finanças do Estado para empreiteiros e agiotas oficiais que ganham contratos com licitações questionáveis¿ As notícias vergonhosas estão nas redações do sudeste, mas pouco ou quase nada é divulgado pela imprensa local? 

Quanto aos feitos e realizações, pode-se afirmar que até agora não foi possível identificar as grandes realizações estruturantes (tão prometidas nas campanhas políticas) nas áreas deficitárias de sempre: saúde, educação, segurança e infraestrutura. Ademais, o que essa oligarquia conseguiu fazer de mais visível foi realçar a subcultura da cooptação de adversários, fortalecendo sua soberania sobre os aliados cooptados e infundindo com autarcia o peleguismo e a ineficiência em todos os escalões da máquina que administra.   

Está claro que o Governo Cid Gomes não tem metas nem cronogramas, já que havia deixado tudo para o último ano do primeiro mandato de governo e até agora (maio de 2012) não conseguiu cumprir sequer 30% (trinta por cento) do que está previsto e prometido no seu plano de governo. 


Até aqui, aparenta ser uma gestão intuitiva e de ações improvisadas. O Grande Salto para o futuro acabou sendo um passo para trás e a sensação real no Estado é de insegurança, de pessimismo e de desconfiança quanto ao que vem sendo reprometido agora e que, certamente, não será cumprido.

É verdade que há obras importantes em andamento, como o Centro de Feiras; os hospitais de Juazeiro e Sobral; pavimentaram estradas, mas diante das obras prometidas nas companhas, podemos dizer com a maior sinceridade, que a oligarquia Ferreira Gomes transformou o Ceará num canteiro das grandes obras de ficção, obras que só existem como miragem, já que não foi concluída a tão prometida transposição; a refinaria; a siderúrgica; o metrô; o estaleiro naval; o aquário; e nenhuma obra estruturante que justifique os 120 bilhões do orçamento estadual que foram gastos nos últimos 5 anos.   

De fato o Ceará entregou seu destino a uma OLIGARQUIA chefiada por um um político ardiloso, que recebeu dinheiro da Câmara Federal sem trabalhar, já que foi um dos mais faltosos às seções; que descumpriu o pacto com seu CURRAL ELEITORAL (que lhe deu mais 600 mil votos na boa-fé) mudando tempestivamente seu domicílio eleitoral para São Paulo sem das nenhuma satisfação ao seu Curral.

Em verdade não há mesmo o que esperar do quem em apenas 2 meses mudou o discurso "n" vezes, ou seja; atacava Serra e defendia Lula; mas após ser destronado de um projeto umbilical, passou a atacar Lula/Dilma/PT para elogiar Serra; que, para não perder o controle da Secretaria dos Portos, reatou-se com o PT e voltou a elogia Lula/Dilma; sendo aliado de Tasso e rompido com Luiziane Lins para em seguida romper com Tasso e se aliar à pior prefeita do Brasil, a quem novamente atacava virulentamente.

Diante de tantas contradições, incoerências e farsas, ouso admitir, com franqueza, que esse tipo de governo geralmente se instala no poder quando o povo perde a sua capacidade de se indignar diante do óbvio ou quando não ter condições de se expressar, seja por medo, seja por dependência ou por não saber o que quer para seu futuro.

Ruy Câmara
Escritor e Sociólogo